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História Jogos de Poder (Jungkook) - Capítulo 15


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Notas do Autor


Mais um capítulo amores!
Tentei adiantar esse pra compensar a demora do último...
Espero que gostem apesar de tanta treta rsrsrsrs

Capítulo 15 - Basta


Fanfic / Fanfiction Jogos de Poder (Jungkook) - Capítulo 15 - Basta

  Na manhã seguinte acordei em uma cama diferente, certamente ele me carregou até outro quarto. Entretanto, ao olhar para o lado, ele não estava lá apesar de o colchão ter o formato dele além de um bilhete. Ele gosta de bilhetes, penso. "Fique aqui, já volto", é o que está escrito. Obedeci e deixei meu tronco voltar a cair na cama, cheia de preguiça e esperando ele voltar. Não demorou muito e vi-o entrar no quarto com uma bandeja enorme em mãos.

 

— Café da manhã! – pousou-a. – Imaginei que fosse estar cansada…

— Ya… Acabei de acordar, vou estar cansada de que? – sorri entendendo o que ele quis dizer.

— Você tem planos para essa manhã? – perguntou começando a comer e colocando comida na minha boca também.

— Tenho que ir trabalhar – respondi escondendo a boca cheia com a mão. – Depois tenho aula.

— Não quer dar uma fugidinha? – perguntou com um sorriso de criança.

— Não posso – fiz uma careta e engoli a comida.

— Não consigo te convencer? – se aproximou me beijando. – A gente pode ir a qualquer lugar se você disser que sim… – murmurou contra meus lábios.

— Não vou ceder! – eu ri. – Hoje não dá… – ele estirou a língua.

— Ok, hoje não. Mas e o fim de semana?

— O que tem?

— Eu quero você para mim – me segurou pela nuca e começou a beijar meu pescoço.

— Ya! Não sou de ninguém! – gargalhei entre os beijos dele e o afastei.

— Eu quero você pelo fim de semana, sua besta! – falou rápido.

— A gente pensa nisso depois… – ri. – Agora eu tenho que ir.

— YA! EU TIVE TRABALHO PRA COZINHAR E VOCÊ VAI EMBORA AGORA?! – gritou naquele jeito bem dele.

— Depois que eu terminar, não sou burra de recusar uma comida dessas – baguncei a cabeça dele.

 

  Ficamos comendo e brincando na cama, mas não por muito tempo. Ao acabar, ele me ofereceu uma muda de roupa para eu usar ao sair do banho. Uma camiseta e uma calça moletom que ficaram gigantes. Quando fiquei pronta, ele me levou para casa.

 

—  Depois eu te devolvo suas roupas, peço a alguém para enviar! – disse para ele, já do lado de fora do carro, segurando a porta.

— Não precisa, é bom saber que tenho roupa sobressalente no seu apartamento – ele sorriu descarado, com as mãos no volante.

— O que te faz pensar que vai precisar delas aqui? – provoquei.

— O fato de que eu ainda vou te foder em todos os lugares possíveis – piscou.

 

  Revirei os olhos apesar do sorriso maroto estampado na minha cara. Fiquei sem palavras para a resposta dele então apenas fechei a porta do carro, vencida. Ele baixou a janela e olhou para mim uma última vez antes de sorrir e começar a conduzir. Entrei no hotel e subi para o meu andar enquanto recebia olhares do tipo "ela está chegando agora?". Que se fodam. Apenas troquei de roupa e juntei minhas coisas para ir para a empresa. Já no escritório, passei a manhã entre uma reunião e outra.

 

— Senhorita Ah-ro! A equipe do financeiro já chegou com o relatório sobre o fundo de investimentos – Mi-do me avisou ao abrir a porta.

— Ah... Podem entrar! – respondi focada em assinar um monte de papéis na mesa.

 

  Receberam autorização e o grupo foi entrando na sala e me cumprimentando. Quando terminei o que fazia, finalmente me levantei e pedi desculpas me curvando. Ao cumprimentá-los, fui surpreendida por ninguém menos que Jungkook.

 

— O que um estagiário está fazendo aqui? – perguntei na lata, afinal não é o trabalho dele lidar com situações dessas.

— Diretora! – disse a coordenadora da equipe. – Eu o trouxe porque algumas ideias no relatório são dele.

— E porque um estagiário tem participação em um relatório desses? Assuntos desses não devem ser tratados por pessoas não efetivas! – chamei a atenção. – Estagiários não têm contratos de confidencialidade nem cláusulas de impedimento de trabalhar para a concorrência! Vocês estão brincando comigo? – números como esses não podem passar por qualquer mão.

— Ya! Ah-ro! Você não pode falar assim com as pessoas! – Jungkook retrucou em um tom de voz alto. – Eu não tenho motivos para vazar informações, eu quero trabalhar aqui! – todos na sala olharam surpresos para ele como se fosse um homem morto.

— "Ya"? "Ah-ro"? – olhei para ele sem demonstrar qualquer expressão. – Quem é você para me falar assim informalmente? – ele se retraiu apesar de sempre manter um tom calmo. – Eu chamei a atenção dos meus funcionários por um motivo. Não desrespeitei ninguém, nem sequer levantei o tom de voz – fui andando lentamente até ele. – Agora você acha que pode sair por aí com esse tom de voz comigo? Não bastou o que fez ontem no departamento? – ele baixou logo o olhar. – Não me importa se você é meu colega de classe ou não, aqui dentro eu sou sua superiora e você me trata como tal. Entendeu?

— Sim, Diretora – ele se curvou. – Peço desculpas, não vai acontecer outra vez.

— Também peço desculpas – retomou a coordenadora. – Devia ter tido a burocracia da empresa em consideração, foi minha falha – se curvou. – Também peço desculpas pelo comportamento dele, vou providenciar a saída dele da empresa.

— O que?! – ele não pôde evitar. – Por favor, não!

— Está tudo bem, não precisa demitir ninguém. Só quero que sejam mais cuidadosos – respondi fria e Jungkook me olhou aliviado. – Já que estão aqui, vamos logo começar.

 

   Me entregaram o relatório e nos sentamos nos sofás para me fazerem o resumo. Jungkook falou um pouco, explicando sua ideia de como distribuir os investimentos. Ele parecia nervoso, mas senti confiança. Reparei que usava as roupas que lhe dei de presente e meu coração palpitou diferente. À medida que ele falava eu não parava de olhar para seus lábios, lembrando dos momentos em que nos beijamos. Nessa hora me perdi em pensamentos e foquei apenas em nós os dois. Apesar de me segurar, eu só quero pular no colo dele e beijá-lo de novo, sentir seu toque e seu calor. Foi a única coisa que pensei pelo resto da reunião inteira. Só queria jogar esses papéis pro alto e transar com ele aqui mesmo. 

 

— Saiam todos – subitamente saiu da minha boca.

— O que? – perguntou a coordenadora sem entender.

— Quero falar com Jungkook a sós, podem sair – falei calma.

— Mas… – ela continuou.

— Eu já entendi a proposta e o relatório – cortei. – Gostei, podem dar continuidade. Agora saiam todos – apesar da hesitação, levantaram-se e foram saindo da sala.

— Diretora, aconteceu algum coisa? – ele perguntou se levantando, como se tivesse medo.

 

  Levantei calada e fui até às cortinas para fechá-las e depois tranquei a porta.

 

— Não precisa me chamar assim, agora. Só mantenha a formalidade quando estivermos com os outros. Não posso deixar que desafiem minha autoridade assim, desculpe.

— O-o que? – ele perguntou enquanto voltei a me aproximar.

— Está tudo bem – sorri de leve.

— Por que mandou eles embora?

— Queria ficar a sós com você, já disse.

— Por quê? – fiquei em silêncio, só olhei em seus olhos. – Já que você não diz nada, quero aproveitar para me desculpar sobre ontem – ele terminou de se aproximar. – Eu não queria te machucar… – passou o polegar pela minha bochecha. – Eu não posso te machucar – murmurou.

— Eu sei – respondi segurando sua mão no meu rosto.

— Eu já disse isso antes, mas eu não tenho problemas em repetir. Jamais vou querer te machucar ou que você sinta dor. Me desculpa por ontem – pousou a outra mão no meu cabelo.

— Você está usando a roupa que te dei – sorri passando a mão pelo terno e ele ficou envergonhado.

— Sim… – coçou a cabeça. – Quando me avisaram que era para eu vir a essa reunião, pensei que devia colocar minha melhor roupa – sorriu sem graça.

— Fica bem em você… Parece um homem de negócios – brinquei.

— Obrigada – ele olhou para o chão, fugindo do meu olhar. – Foi por isso que mandou todos saírem? – mudou de assunto.

— Eu tenho uma pergunta para te fazer, mas quero que prometa que vai responder a verdade.

— Não tenho motivos para mentir – parece relaxado. – Prometo – sorriu de leve.

— Você gostou do nosso último beijo? – a linha do sorriso foi se desfazendo lentamente e ele se afastou.

— Isso não é pergunta que se faça – tentou fugir.

— Você fez uma promessa! – segurei-o pelo colarinho. – Você gostou?

— Não faça essa pergunta! – levantou o tom de voz.

— Por que está com medo de me responder?! – respondi no mesmo tom.

— PORQUE É EXATAMENTE AQUILO QUE EU NÃO DEVERIA DIZER! – ele gritou me assustando. – Sim! Eu gostei! Eu te beijei e gostei! Mas me sinto um lixo! – me olhou com fúria. – Por que você faz isso comigo? Me coloca nessas situações desconfortáveis? Para com isso!

— Parar? E se eu disser que não quero e nem consigo? – segurei seu rosto com as duas mãos. – Eu gostei de te beijar. Não me fez sentir nenhum lixo. – ele ficou me olhando perdido. – Na verdade, eu olho para você e só penso em te beijar de novo.

— O que? – perguntou sem entender. – Você é maluca, não é? É a única justificativa – tirou minhas mãos de seu rosto. – Só porque aquilo aconteceu, não significa que vai acontecer de novo – sua mão apertou meu pulso com força e doeu. Tentei desvencilhar mas ele não deixou.

— Por que não termina com Yu-ri?! – saiu da minha boca.

— Terminar com ela? Você é lunática? – riu em sarcasmo. – Nós estamos juntos há anos, passamos por muita coisa juntos. Não vou desistir dela! O que acha que vai acontecer entre eu e você? Você age sem pensar nos sentimentos das pessoas. Com o número de caras que sai, duvido que alguma vez tenha tido um relacionamento. Você sabe viver outro estilo de vida? Você sabe se sacrificar pela pessoa que ama? Você sabe o que é amar, pelo menos? – sua mão apertou tanto meu pulso que começou a mudar de cor. – Você acha… QUE EU VOU TROCAR A MINHA NAMORADA POR UMA QUALQUER COMO VOCÊ?! – finalmente soltou meu pulso, empurrando meu braço com força e segurei-o para lidar com a dor.

 

  Nesse instante meu coração parou. Para quem não quer me machucar, ele sabe escolher as palavras certas na hora de ser cruel. Não me importaria se essas palavras viessem de outra pessoa, mas saindo da boca dele, parecem duras. Nem sequer consegui olhar nos olhos dele, toda a minha confiança se foi.

 

— Eu sou assim tão desprezível? – perguntei com a voz fraca, ainda segurando o pulso.

— O que? – ele me olhou pensando em como agiu. – NÃO! NÃO! Não foi isso o que eu quis dizer! – me surpreendeu com um abraço, colocando uma das mãos na minha nuca e apoiando minha cabeça em seu peito. – Eu te machuquei de novo – me apertou contra seu corpo, mas não reagi. – Eu perdi a cabeça, me desculpa – senti dor na sua voz. – Eu não sou eu mesmo quando estou com você… Você me deixa vulnerável, faz perguntas que não deve, me faz agir como não deveria, me faz pensar coisas que não devo – sua mão agarrou meu cabelo com mais força. – Me faz querer mais. Me deixa louco.

— Não precisa arranjar desculpas esfarrapadas para me desprezar – me soltei de seu abraço.

— Desprezar? – perguntou sem acreditar. – Eu não te desprezo...

— Então você gosta de mim?! – perguntei bruta e ele ficou em silêncio. – Como posso acreditar em você? – comecei a rir por causa da dor em meu peito. Como posso ser imbecil?

— Não faz isso… – pediu e se calou caindo sentado no sofá. – Eu não sei o que é isso que eu sinto, se você quer saber – quebrou o silêncio. – Eu olho para você… e eu quero fazer sua vida um pouco mais doce. Quero afastar todas as coisas más de perto de você – segurou minha mão delicadamente e me virei para ele. Ficamos nos olhando nos olhos. – Eu quero te abraçar, te fazer sorrir, lutar contra o mundo por você. Mas eu não sei o que significa. Eu te pedi tanto para sermos apenas amigos, mas você faz sempre questão de colocar tudo de pernas pro alto e confundir as coisas… – parou e continuou. – Desprezo é definitivamente a última coisa que eu sinto por você.

— E o que é a primeira coisa que sente? – não sei porque, mas uma sensação de esperança cresceu em mim. Esperança? Por quê?

— Eu não sei – me olhou com uma feição perdida. – Eu não vou mentir que eu gostei de te beijar, mas é errado. Eu me senti um lixo por fazer isso com Yu-ri, ela não merece.

— Mesmo depois dela ter te traído? Porque não me usa para dar o troco?

— Dar o troco? Relações não são assim… Te usar, ainda por cima? Criar uma fantasia que não passaria de uma infantilidade e machucar todos nessa história?

— Mas eu quero! Eu não me importo se você me usar assim… – segurei sua cabeça com as duas mãos, fazendo seu rosto se aproximar da minha barriga. – Eu quero que seja meu, não me importa como – passei o polegar pelos seus lábios.

— Eu não sou propriedade de ninguém – disse firme, mas gentil. – E você falando assim… Só me faz pensar que tudo o que quer de mim é se divertir. Eu não sirvo para isso – tirou minhas mãos de seu rosto, mas continuou segurando-as.

 

  Não vou mentir que o motivo principal disso tudo é que eu quero me divertir. Mas algo nele me faz querer sair disso vez ou outra.

 

— Mas então e eu? E nós? Eu gosto de te beijar, você gosta de me beijar. Como ficamos? É nossa natureza, você não pode evitar.

— É verdade que somos animais, temos desejos e vontades. Mas se forem errados, devemos evitar. Não existe eu e você. O que existe sou eu e Yu-ri. Você não entra nisso…

— E se eu te provar que sim?

— Não tem como – largou minhas mãos.

— Fecha os olhos, então – ordenei.

— O que? – ficou sem entender.

— Fecha os olhos – fechei suas pálpebras com as pontinhas dos dedos e ele se recostou no sofá.

 

  Olhei para ele e seus lábios e, sem pensar duas vezes, subi no sofá de joelhos, me posicionando sentada em cima de Jungkook, com suas pernas encaixadas entre minhas coxas.

 

— O que você está fazendo?! – abriu os olhos em assombro.

— Cala a boca.

 

  Não hesitei um segundo sequer e segurei-o pela nuca para beijá-lo. Invadi sua boca com minha língua e explorei o calor e o sabor dele. Apesar de senti-lo vacilante no início, aos poucos ele foi cedendo e me correspondendo. Uma mão pousou na minha cintura e a outra na minha nuca, agarrando meu cabelo. Sua língua se entrelaçou na minha e o beijo foi se tornando mais profundo, mais cheio de desejo. A mão na cintura foi descendo para a minha bunda e ele apertou-a por baixo do vestido, me fazendo arfar e mover a pélvis contra a dele repetidamente. Suguei sua língua e ele fez o mesmo, mordendo e lambendo meu lábio em seguida. Mais e mais fomos acelerando o beijo e perdendo o fôlego. 

  Quando menos esperei, a fricção da minha pélvis na dele fez seu pau acordar. Pouco a pouco, fui sentindo-o endurecer e pressionar minha intimidade através da calcinha. Nesse instante ele segurou minhas coxas com força e me jogou deitada no sofá, subindo em mim para continuar o beijo. Passei as pernas ao redor da cintura dele e ele colou o corpo no meu. Sua boca começou a descer e a deslizar pelo meu pescoço com beijos molhados e foi até a clavícula. Ele segurou a barra do vestido e levantou-o, deixando a calcinha à mostra. Observou por uns breves instantes e desceu a boca até lá, beijando o tecido da pequena peça. Seus lábios tocaram minha pele entre as coxas e começou a trilhar um caminho até a intimidade, foi quando minha respiração se perdeu e logo comecei a delirar. Ele não fez nada especial ainda, mas me sinto cheia de tesão, como jamais estive na vida.

  Olhando nos meus olhos, segurou as laterais da calcinha como se pedisse permissão para tirar e não hesitei. Pousei minhas mãos nas dele, incentivando-o a fazer o que quiser. Eu quero ser dele, completamente. Devagarinho ele foi deslizando a peça pelas minhas pernas, até tirá-la e revelar minha boceta. Foi se aproximando e gentilmente plantou um beijo que fez algo explodir em mim. Levemente passou a língua pelo meu clitóris finalizando com outro beijo e meu corpo arrepiou, fazendo ele me dar um sorriso carinhoso. Segurei seu cabelo e ele começou a me atacar com um oral. Sua língua ficou brincando na minha entrada, alternando com chupões. Pouco depois ele começou a usar os dedos, enfiando-os lentamente em mim, me fazendo gemer baixinho.

 

— Ah… Jungkook… – suspirei sob seu toque. Ao ouvir seu nome, ele começou a deslizar os dedos com mais rapidez.

 

  Nesse momento, eu passei a desejar outra coisa. Empurrei-o para se sentar no sofá e me ajoelhei no chão, abrindo sua calça e puxando-a. Ele olhou em meus olhos e delicadamente tirou a cueca, fazendo meu coração bater acelerado. Quando finalmente revelou seu pau, fiquei hipnotizada e deliciada com o que vi: a cabecinha rosada e as veias saltando pelo membro tão comprido e tão grosso são muito melhor do que qualquer coisa que eu tenha imaginado antes. Como se fosse uma câmera lenta, fui me aproximando para segurar seu membro e finalmente sentir seu sabor, mas fui surpreendida quando ele me empurrou do nada e caí no chão.

 

— NÃO! Isso está errado! – disse nervoso se levantando e ajeitando as calças.

— O que?! – olhei para ele do chão. – Agora quer voltar atrás?!

— Você sabe que isso não deveria ter acontecido!

— Você é um hipócrita, sabia? – comecei a me levantar sozinha. – Se você tem assim tanto respeito por Yu-ri, o que está fazendo na minha empresa? Por que me beijou daquela vez com tanta paixão? Porque me chupou há menos de um minuto atrás?!

— Eu sou um imbecil, não tiro sua razão. Yu-ri merece muito mais.

— Merece? Será que merece? – perdi a paciência. – Ela tem cara de santinha, não é? Sabe porque a carinha linda dela ficou inchada daquele jeito?!

— Do que você está falando?

— Fui eu… Eu dei um monte de tabefes nela naquela noite! – disse cheia de prazer.

— O quê? Você é louca?

— Aquela VAGABUNDA… – aumentei a voz gradualmente. – Veio até minha casa me agredir. Dei apenas o troco que ela merecia...

— Que merda você está falando?! – ele me segurou pelo maxilar. – É assim que você trata as pessoas então?

— Por que você acha que ele escondeu a verdade? Pra me fazer uma bondade? – ri feito uma louca. – Ela mentiu… porque ela não presta… – dei um tapinha leve no rosto dele e apertei a bochecha em provocação. – Sabe o que ela me disse? Que não se importa nenhum pouco com seus sonhos desde que você continue sendo o fiel cachorrinho dela… – tirei a mão dele do meu maxilar com força.

— Ela não diria algo assim! Deixe de mentiras! – gritou.

— Eu não preciso mentir, nem esconder minha essência – respondi cheia de sarcasmo. – Você como o cão que é, vai abanar o rabinho pra sua dona! Os dois idiotas se merecem…

— Não sou o cachorro de ninguém! Olha como fala!

— NÃO?! Porque ela te trata como um! Se ela diz apanha, você apanha. Se ela diz para você latir, você late! – segurei ele pelo maxilar com força. – Você não tem qualquer respeito próprio, amor próprio, força de vontade para fazer o que realmente quer… Você disse que tinha pena de mim. Agora eu que tenho pena de você.

— Você tá brincando, né? – deu um tapa na minha mão para tirá-la da cara dele. – Quem é você para falar de amor próprio? Sai com um homem que te assediou, paga uma fortuna para comprar o tempo de outro, corre atrás de um cara comprometido e sabe-se lá o que você faz com aqueles outros dois… Você joga baixo, mente, tenta plantar discórdia entre eu e Yu-ri... Tudo porque eu não quero foder você. Eu pareço um cachorro que abana o rabo pra namorada? Ok! Pode ser! Pelo menos ela é uma dona decente. E você? Se livraria de mim depois de ter a diversão toda? Hmpf… – revirou os olhos. – Faça um favor a mim e a si mesma, fique longe de mim… O que aconteceu aqui, na minha casa e na faculdade, eu vou esquecer que aconteceu. Se eu fosse você esquecia também, porque acaba aqui – começou a andar a passos firmes até a porta.

 

  As palavras deles se tornaram um martelo na minha cabeça, uma faca no meu coração. Porque ele me incomoda tanto? Por que essa necessidade idiota de ficar com ele? Eu preciso dele, mas o sentimento não é mútuo. O que eu faço? Pela primeira vez ele parece tão sério e determinado. É isso? A opção restante é essa? Estou disposta, não tenho nada a perder.

 

— Não! – corri atrás dele e me coloquei à frente da porta para impedi-lo de ir embora. – Não quer esquecer! Não vou esquecer! – tentei revidar apesar de saber que estou prestes a me humilhar. – Não importa o que você diga, eu vou continuar querendo você e sei que vai continuar sentindo o mesmo por mim!

— Sai do meio – interrompeu querendo abrir a porta, mas escondi a maçaneta com o corpo.

— Eu quero você! – me apressei para abraçá-lo, mas ele não esboçou nenhuma resposta ao meu toque. – Eu preciso de você! Preciso que fique comigo! – apertei os braços ao redor de sua cintura. – Por favor… – implorei.

— Eu disse… para sair do meio – disse frio. – Me solte – disse levantando os braços querendo evitar meu abraço.

— Não! – apertei-o mais. – Não vou te largar!

— Vai largar por bem ou por mal? – continuou frio.

— De jeito nenhum! – escondi o rosto no peito dele. 

— Não esqueça que eu pedi – ele me segurou nos ombros e em um movimento rápido e bruto, me empurrou com força total para me afastar. Meu corpo desequilibrou e começou a cair para trás de costas, foi quando senti um impacto na cabeça que me fez gritar de tanta dor, até que finalmente cheguei ao chão. – AH-RO! – ele berrou assustado e tentou me socorrer, mas apenas ignorei, tentando lidar com a dor. Me encolhi no chão e pressionei a nuca, onde senti algo quente escorrer. Dei uma olhada na minha mão e vi o vermelho do sangue. – Ah-ro! Você está bem? Fala comigo!

— Vai embora! – gritei entre os gemidos de dor.

— Você precisa ir ao hospital! Eu vou chamar ajuda! – senti o desespero na voz dele, mas eu quero é que ele se exploda.

— VAI EMBORA! – apesar da fraqueza tentei levantar o tronco para destrancar a porta e abri-la para pedir ajuda de qualquer pessoa, menos a dele.

— Ah-ro! Eu não queria! Foi um acidente! – ele me segurou o rosto com as mãos, me olhando nos olhos, cheio de mágoa.

— “Eu não sou capaz de te machucar”... – imitei-o. – Não me minta mais. – empurrei-o com o resto de força que tenho e deixei o tronco cair no chão do corredor para chamar Mi-do em uma voz fraca.

— SENHORITA AH-RO! – escutei a voz dela, que vem se aproximando às pressas. – O QUE ACONTECEU?! – disse colocando meu corpo mole no colo dela. – O que aconteceu?! – perguntou desesperada, esperando respostas de Jungkook, o único que pode explicar.

— Ela caiu e bateu com a cabeça na maçaneta… – escutei-o já com os olhos fechados, mas pude sentir a agonia dele. – Por favor, faça alguma coisa!

— Chame uma ambulância, ela precisa ir ao hospital! Pode não ser nada, mas também pode ter acontecido algo. Pancadas na cabeça são muito sérias! – escutei a voz dela para ele. – Ah-ro… Você pode me ouvir? – senti uma mão delicada na minha bochecha. – Você vai ficar bem… A ambulância já está vindo… – ela ficou conversando comigo. Preciso dar um sinal a ela de que “estou bem”, mas sinto cada vez mais distante, até finalmente desligar de vez.

 

  Ainda está tudo escuro, mas aos poucos vou retomando os sentidos, o primeiro deles é a audição.

 

— O que aconteceu com ela? – reconheci a voz de meu pai.

— Ela estava em uma reunião. Pelo que o rapaz contou, na hora de ir embora ela desequilibrou-se e caiu batendo com a cabeça na quina da maçaneta – respondeu Mi-do.

— Provocou algum dano sério?

— Não. Fizeram vários exames e chegaram à conclusão que foi apenas uma ferida superficial. Hoje mesmo ela recebe alta.

— Ótimo.

— Abeoji? – murmurei chamando pelo meu pai. Aos poucos vou abrindo os olhos.

— Ah-ro? Está se sentindo bem? – Mi-do se apressou segurando minha mão.

— Sim, foi só uma pancada – apesar de me sentir um pouquinho mole ainda.

— Senhora Park pode nos dar um momento? Quero falar com Ah-ro a sós.

— Claro, eu vou atrás da médica para vir checá-la. Com licença – curvou-se e saiu do quarto.

— Você está bem mesmo? 

— Sim – minto. Estou tudo, menos bem.

— Ótimo, porque isso acabou sendo bom para a empresa, se quer saber.

— O que? – ele está mesmo trazendo a empresa à tona?

— O preço das ações subiu... Você dá uma imagem de modernidade à empresa. É jovem, popular… Um acidente desses, por mais insignificante que seja, causa bastante comoção.

— Está dizendo para eu me quebrar mais vezes até as ações estourarem? – não pude evitar o sarcasmo.

— Muito engraçada, mas vim aqui para conversar sobre outra coisa.

— O que quer? – perguntei já sem paciência.

— Quero que vá para os Estados Unidos pela próxima semana.

— O QUÊ? – levantei de repente e minha cabeça doeu um pouco.

— Os acionistas americanos querem conhecer você, a nova cara da TDK. Eles são importantes para o negócio e trazê-los para perto é seu dever enquanto estiver lá.

— Assim de repente?! – não pude acreditar.

— Fechamos vários negócios com novos investidores e vai haver um evento durante a semana. Dá bom ar se você aparecer.

— Tudo bem – concordei. Pensando melhor, essa oportunidade surgiu no melhor momento. Me afastar por uns dias de tudo e todos me parece bom.

— Ótimo. Mi-do vai repassar as informações. Agora que já terminei o que vim fazer, vou voltar para a empresa – me olhou indiferente. – Até depois – agarrou a maleta e saiu.

 

  Quando bateu a porta, olhei a hora e vi que as aulas já devem ter começado. Voltei a me deitar, pensando na merda em que estou. Ele não se preocupou nenhum pouco comigo, apenas com os negócios. Quanto a Jungkook… Não tenho nem o que comentar. Na solidão do quarto, deixei as lágrimas rolarem. Me sinto desprezível, ridícula e humilhada. Fui surpreendida quando bateram na porta. Limpei as lágrimas e mandei entrarem.

 

— Ah-ro? – a voz saiu fraca e seu olhar é triste.

— O que está fazendo aqui? – olhei com desprezo para Jungkook.

— Eu vim pedir perdão – veio se aproximando até ficar do meu lado.

— Então está perdendo seu tempo – virei o rosto.

— O que eu posso fazer? – segurou minha mão, mas rapidamente afastei-a.

— Quero que vá embora – olhei-o. – Você disse que o melhor é eu esquecer tudo o que aconteceu e é isso o que vou fazer.

— Ah-ro… por favor – ele apoiou os braços de cada lado na cama, ficando com a cabeça em cima da minha. – Eu juro que não queria te machucar…

— Basta! – interrompi. – Eu disse para não me mentir mais!

— Mas eu não estou mentindo!

— Você fala como quer me proteger… Mas é sempre o primeiro a me machucar, de que maneira seja: em palavras ou… fisicamente. Eu estou te dando a chave da sua liberdade, faça o que bem quiser entender. Volte para sua namorada, vocês se merecem.

— Eu não vou sair daqui enquanto não me perdoar! – tirou as mãos da cama e se abaixou, ficando de joelhos no chão.

— Como quiser – arranquei a agulha do soro da minha pele e me levantei da cama.

— O que você está fazendo?! – perguntou preocupado.

— Se você vai ficar aqui, eu estou de saída – fui até o armário do quarto e vi minhas roupas, inclusive a calcinha. – Bom, não há nada aqui que não tinha visto – comecei a ficar nua na frente dele e a vestir as roupas normais.

— Para com isso! Você ainda não recebeu alta!

— Você acha que me importo? – ri fechando o sutiã. – Esqueceu? Eu sou uma patricinha mimada, mentirosa e que faz as coisas como quer.

— O que eu faço com você? – disse se levantando bruscamente e me colocando contra o armário.

— Se afasta de mim – empurrei-o e agarrei o vestido. Quando levantei os braços para vesti-lo, senti a pressão ir abaixo e meu corpo também.

— AH-RO! – gritou ao me socorrer, me colocando nos braços para me sentar na cama. – Acorda, por favor!

— Eu… estou acordada… – minha voz saiu fraca.

— Você não almoçou, está fraca. Precisa comer!

— Eu só preciso que vá embora! – disse à medida que as forças voltavam.

— Eu não vou a lugar algum – disse segurando meu rosto.

— Para de fazer isso comigo – soquei o peito dele sem parar, mesmo sem ter forças para isso. – Para de me deixar maluca – as lágrimas voltaram a escorrer e minha cabeça caiu no peitoral dele. – Se eu não posso te ter, me deixe te odiar, por favor! – continuei batendo e ele me abraçou, pousando uma mão nas costas e outra no cabelo. – Me deixe te odiar – minha voz saiu embargada. – Me deixe te odiar, por favor! – comecei a implorar sem parar.

— Não diz isso... – a voz dele soou triste. – Eu não posso deixar que me odeie...

— Você é tão egoísta quanto eu – afastei-o para me levantar e fui atrás dos sapatos e do casaco. – Até a próxima – disse já pronta.

— Aonde você vai? Você não pode sair assim! O que você quer dizer com "até a próxima"?! – começou a falar rápido enquanto eu me dirigia até a porta.

— Vou embora – disse abrindo a porta. – E significa que você não vai me ver por um bom tempo – conclui dando uma última olhada nele.

— O que?! Ah-ro, não faz isso! – ele começou a vir atrás de mim.

 

  Já no corredor, os enfermeiros começaram a tentar me impedir de ir embora depois de Jungkook fazer uma cena dizendo que eu estava fugindo. Mi-do, que estava com a médica, tentou me fazer mudar de ideias, mas não quero escutar ninguém.

 

— Estou indo embora, com ou sem alta – disse para ela sem rodeios e fui caminhando até a saída.

— Ah-ro! Você não pode fazer isso! – Jungkook continuou insistindo atrás de mim.

— Não? Então me observe – respondi já do lado de fora do hospital, chamando o táxi, que instantaneamente parou à minha frente. Entrei sem olhar para trás e fechei a porta. Jungkook bateu no vidro várias vezes, mas o motorista começou a dirigir e ele ficou para trás.

 

  No caminho para o hotel, vi várias mensagens no telefone. Jungkook já começara a enviar um monte sem parar, mas ignorei. Namjoon, Seokjin, Yoongi, Hobi e Jimin também enviaram mensagens perguntando do meu estado. Aparentemente era notícia em todos os lugares. Ainda assim, também não respondi. Quando cheguei em casa, encomendei alguma coisa para comer, mas mal toquei na comida. Nessas horas, eu quero outra coisa. Mandei subirem com álcool. Preciso disso. Enquanto a bebida não chegava, a recepção ligou dizendo que Jungkook estava aqui. Não quero vê-lo, que vá pra merda. Eu preciso odiá-lo. Quando Sam chegou com a bebida, corri para a garrafa, mas logo ele me impediu.

 

— Você anda louca?! – perguntou sério. – Eu soube que estava no hospital e a primeira coisa que quer ao sair é álcool? – afastou a garrafa de mim. – Você vai ficar dependente se continuar assim! É a vida que quer?

— Se limite a fazer seu trabalho e não se meta na minha vida – tentei tirar a garrafa dele, mas minha cabeça doeu e gemi de dor.

— É isso que vai fazer toda vez que tiver um problema?! Beber? Desde quando você quer ser fraca e patética? – disse firme.

— Desde agora. Me dá isso!

— O que aconteceu para você ficar assim? Você nunca reagiu dessa forma! – ele gritou alto comigo. 

— Você pode me dar essa merda dessa garrafa ou eu posso simplesmente pedir em outro canto – falei firme.

— É hora de você crescer e aprender a lidar com seus problemas da forma adulta. O que você está fazendo parece uma birra de criança – pousou a garrafa com força na mesa.

— Essa é a minha forma adulta de lidar com os problemas – peguei a garrafa e abri-a. – Eu já sou fodida, de qualquer jeito – coloquei a garrafa na boca e dei quantos goles consegui.

— Você só é uma garota perdida – concluiu com um tom de decepção e foi-se embora.

 

  Bebi o quanto podia até o álcool tomar de conta e chorei sem parar. Me sinto um lixo. Lembrei da viagem para os Estados Unidos e pensei em algumas ideias. Com a garrafa na mão, telefone na outra e de pantufas, entrei no elevador e desci até o lobby. Preciso de um carro. O gerente ficou atrás de mim para ver se eu estava bem, mas eu só quero a droga do carro.

 

— Senhorita Kim, você vai mesmo sair nessas condições? Por favor, reavalie! – disse já do lado de fora do edifício.

— Estou ótima – ri feito uma bêbada descarada. – Não vê? – dei uma voltinha, mas cambaleei quando as pernas cruzaram.

— Então vou chamar um motorista agora mesmo! – se foi.

— Assim que se fala! – levantei a garrafa e fui me apoiar no vidro da entrada.

— Ah-ro?! É você?! – escutei uma voz. – Eu estou aqui há tempos esperando você chegar. Disseram que você não veio para o hotel… – levantei a cabeça e me deparei com Jungkook.

— Não parou para pensar que eu não quero falar com você? – ri de novo.

— Você está bêbada? A essa hora? Por favor, não age assim! – o rosto dele contraiu.

— O que foi? – gargalhei. – Vai chorar?

— Me dá essa garrafa, você não está em condições, mais! Vamos entrar! Precisa se cuidar! – tentou me tirar a garrafa mas fui mais rápida.

— Estou de saída! – pisquei. – Vou celebrar! – sorri.

— Senhorita Kim, vamos? – o motorista chegou me chamando e abriu a porta. Fui cambaleando até o carro e entrei aos trancos e barrancos, caindo deitada no banco.

— Aonde você está indo? – Jungkook impediu o motorista de fechar a porta.

— Já disse… – soltei um risinho. – Vou celebrar.

— Então eu vou com você – disse firme entrando no carro apesar do meu protesto.

— Para onde quer ir? – perguntou o motorista e falei o endereço. Logo o carro entrou em movimento.

— Que lugar é esse?

— Não te interessa! – respondi mole. – Por que entrou no carro? Eu disse que quero distância de você! – disse batendo nele desajeitadamente. – Eu te odeio… – finalizei caindo no colo dele.

— Eu sei que não – me fez carinho no cabelo e senti sua mão perto do pequeno machucado.

— Não toque em mim – falei me levantando sem forças e me encostei do outro lado do banco, deixando o centro vazio.

— Volta para casa, por favor. Você não pode sair por aí assim… – pediu.

— Ya… Me esquece, sim? Finge que eu sumi, que fui para outro planeta, que morri! Só vai embora – dei mais alguns goles na garrafa, que ele roubou em seguida. – Me devolve!

— NÃO! JÁ CHEGA! – gritou comigo e comecei a chorar. Devo parecer tão ridícula. – Ah-ro, você precisa ficar sóbria, me escuta! – chorei ainda mais alto.

 

  Ele passou a viagem querendo me falar, mas não me preocupei em ouvir. Eu fui bem clara quando disse que quero que ele se foda. Eu só quero esquecer a humilhação que ele representa na minha vida. Quando chegamos no destino, liberei o motorista e desci do carro cambaleando. Jungkook correu atrás de mim para me segurar, mas o afastei andando em direção à porta, para tocar a campainha.

 

— Oppa! Sou eu! – disse para a campainha em uma voz demorada.

— YA! Sua maluca o que você está fazendo aqui? Não devia estar no hospital? – gritou do outro lado. – Eu já vou abrir!

— Quem é esse? – Jungkook perguntou.

— Alguém que me quer – sorri. Pouco depois a porta se abriu.

— Kim Seokjin?! – Jungkook exclamou chocado. – Você é maluca? O que veio fazer aqui?

— Ah-ro! Quem é esse? – perguntou apesar de parecer desinteressado.

— Alguém de quem quero que me salve! – me joguei nos braços dele.

— Ya! Você está bêbada?! Você está fedendo a álcool, sua louca! – reclamou ao me segurar. – O que aconteceu? – colocou as mãos nas minhas bochechas e olhei para a boca carnuda dele, tão próxima de mim. Tentei dar um beijo nele, mas me impediu. – Ah-ro… Fala comigo, o que está acontecendo? – perguntou calmo. – Você aí, não pode responder? – perguntou impaciente para Jungkook. – Por que eu tenho que salvar ela de você? O que fez com ela?

— Eu não fiz nada! – respondeu Jungkook. – Eu não sei como lidar com ela… – pareceu frustrado.

— Não fez nada? – perguntei com desdém. – QUEM FOI QUE ME FALOU AQUELAS COISAS HORROROSAS?! – gritei com ele. – QUEM ME COLOCOU NO HOSPITAL?!

— Ah-ro, do que você está falando? – Seokjin perguntou preocupado.

— Eu vim falar com você… Mas ele veio atrás de mim. Me tira daqui, por favor… – só quero ficar longe dele.

— Ah-ro, aquilo foi um acidente! E quanto ao que eu disse… Eu não esperava que fosse se sentir e reagir assim…

— Não? Mesmo quando eu te implorei? – olhei cansada para ele. – Não me minta mais, por favor… – suspirei. – Só volte para sua namorada e me esqueça. Foi você que disse isso primeiro, só estou concordando, agora – olhei para Seokjin, já me sentindo fraca. – Oppa… Por favor… – ele me olhou cheio de dor e delicadamente me segurou nos braços.

— Sai daqui cara. Não tá vendo o que estrago que fez por hoje? – Seokjin colocou minha cabeça no seu peito e fechei os olhos tentando descansar.

— Eu só quero cuidar dela, por favor… – escutei a voz de Jungkook.

— Para quem só quer cuidar, você me parece bem cruel com ela… – Jin respondeu calmo. – Ela não é como a maioria das pessoas pensa que ela é. Ela tem um coração, se quer saber. E é mais frágil do que o de qualquer um de nós…

— Agora eu sei disso… – falou baixinho.

— É hora de você ir. Se ela não gosta de você, então não é bem vindo aqui… Fique bem – senti-o começar a andar e ouvi a porta bater.


Notas Finais


E aí... O que acharam desse capítulo? hehehe


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