História Jogos Mortais - Legado - Capítulo 4


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Categorias Jogos Mortais
Personagens Personagens Originais
Tags Jigsaw, Jogos Mortais, John Kramer, Legado, Saw
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Palavras 1.699
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Peço desculpas por não ter postado mais nenhum capitulo ultimamente. Fiquei um pouco desanimado nos últimos tempos mas estou tentando postar novos capítulos. Espero que entendam e gostem do novo.

Capítulo 4 - Capitulo 3 - Olá, Detetive!


Steven dormiu profundamente. Acordou com 12 mensagens em seu celular e percebeu que estava mais do que encrencado.

Teve o tempo apenas de tomar um copo de suco e comer algumas bolachas, e logo se dirigiu para a delegacia.

Chegando lá, percebeu a movimentação estranha da polícia em direção ao estacionamento, todos trajados com coletes e proteção necessária.

- O que está havendo? - perguntou ele a um dos oficiais que ali se encontrava.

- Recebemos uma denúncia anônima, dizendo ter escutado gritos vindos de um galpão abandonado e logo após uma explosão! – respondeu ele, correndo para alcançar os outros.

- Ótimo, apenas mais um dia de trabalho comum!

 

~~~~~~~~~~~~~~~

Em pouco tempo o local já estava cercado, enquanto o esquadrão antibombas se preparava para invadir. Na contagem de três, a porta lateral foi destruída e todos entraram, incluindo Steven que a essa altura já estava com seu colete.

- O esquadrão irá verificar se algum explosivo se encontra no local, enquanto vasculhamos o que podemos! – disse o delegado Strike – Isso serve para você também, Sr. Winston!

Escutando isto, ele revirou os olhos e seguiu com os outros para as laterais do galpão.

Haviam alguns desenhos sobre uma mesa, com diversas peças metálicas, como engrenagens e chaves de fenda, todas espalhadas. Mas não foi isto que chamou a atenção dele, não mesmo.

- Primeiro andar está seguro, câmbio! – ecoou uma voz através do comunicador de um dos policiais.

- Você está bem, Steven? – perguntou um de seus parceiros de equipe.

Ele apenas balançou sua cabeça, confirmando, mas sabia que não estava bem como deveria.

O que o deixou paralisado não foi o fato de haver pedaços de um corpo, todos espalhados, no local; nem mesmo os desenhos ou as peças; nem tão pouco o boneco de bochechas vermelhas e cabelos negros; até mesmo o envelope com o disco dentro não foi suficiente para deixa-lo daquela maneira; mas o que realmente o congelou foram as palavras descritas na parte frontal do envelope: Steven A. Winston.

Seu transe foi interrompido por uma voz familiar, que o despertou no mesmo momento.

- Steven? Steven? Você está bem?

- S-Sim! – respondeu ele com certa dificuldade – Mas, O que você faz aqui?

- Lembra do assunto que tenho para resolver por aqui? Bem, este é o assunto na verdade!

- Detetive Young, Detetive Winston, venha comigo por favor!

Ambos foram direcionados para a parte central do galpão, onde se encontrava uma estrutura metálica, similar a uma caixa.

Quando adentraram, o odor invadiu suas narinas, fazendo-os tossir. O cheiro de carne queimada estava por todo o ambiente, assim como a carne em si, que “decorava” o interior da caixa. Haviam restos de uma televisão no canto do lugar, assim como diversas ferramentas espalhadas e uma caixa eletrônica no centro, totalmente estilhaçada, coberta de sangue e vísceras.

- Os peritos estão a caminho! – disse o Delegado que assim que entrou, levou a mão ao nariz – Mas por Deus, o que aconteceu aqui!

Steven foi lentamente até o que um dia foi um aparelho de TV e verificou se algo havia escapado. Ao olhar para cima, notou uma câmera, aparentemente intacta.

- Quero a gravação daquela câmera e rastreiem o sinal. Preciso de uma localização, urgente! – pronunciou ele, entregando um cd que salvou-se da explosão.

Seu próximo olhar foi o mais acusador possível, fazendo a antiga parceira desejar não estar ali.

- Steven, espere, eu pos...! – falou ela.

- Não venha com essa! – disse irritado – Deveria imaginar que não estava aqui para visitar um velho amigo. Faça bom proveito de sua nova tarefa!

Ela o observava, enquanto ele saia pela porta, batendo a mesma com força.

Os pensamentos dele se voltavam todos para um único homem: John Kramer. Por anos este nome soou pela sala de aula em que começava sua nova jornada, sendo o assunto mais comentado de todos os tempos.

ALGUNS ANOS ANTES

 

 As pessoas ficavam eufóricas quando diziam o nome Jigsaw, principalmente para aqueles que admiravam o seu trabalho e o que estava fazendo por todos.

Mesmo tendo que trabalhar e estudar, mantinha o foco todos os dias, trilhando um caminho em que fazer justiça e seguir a lei eram coisas distintas.

-...E agora iremos falar de um assunto que está fazendo muito sucesso! – dizia o professor, reproduzindo uma imagem na tela a frente de todos – O assassino Jigsaw!

Quando ele olhou para a imagem, automaticamente congelou e fixou sua visão para a foto.

-...Mas professor, não acha que John Kramer está trazendo o lado humano das pessoas à tona? – falou uma das alunas.

- Se é preciso torturar e matar as pessoas para isso, é melhor sermos todos robôs! – respondeu, enquanto alguns alunos riam.

- Ele está reabilitando as pessoas, tratando aqueles que não dão valor a vida! – retrucou ela mais séria.

- Bem, existem formas melhores de fazer isso. Obrigar pessoas a desmembrar-se não é uma delas!

- Temos pensamentos diferentes então...

- Tenho que sair, professor! – falou Steven, interrompendo a discussão.

- Pode sair. Esta discussão não foi boa para a bexiga, né? – falou o professor, fazendo todos rir – não demore!

Quando saiu da sala, precisou respirar fundo, até que voltasse a sua consciência normal. Não estava preparado para o que viria. Mas sabia que era necessário. Sua motivação o faria continuar. A partir daquele dia, faria justiça. E nunca esqueceria dele...nunca esqueceria de John Kramer.

 

DIAS ATUAIS

- “Aqui é o Winston. Gostaria que me retornasse o mais rápido.”

- Já fez o relatório? – perguntou o delegado, entrando na sala – Preciso que faça o mais rápido possível e depois vá visitar o médico legista, o outro entrou de licença!

- Sem problemas. Estava pensando em interrogar novamente os dois legistas do caso...Você sabe qual!

- Tudo bem, mas nada além disso. A propósito, já temos as imagens do DVD!

- Vou dar uma conferida!

A caminho da sala de vídeo, ele viu sua antiga parceira conversando com seu superior, e quando manteve contato visual, acelerou o passo, a deixando para trás.

Quando entrou, viu um dos policiais vomitando em uma lata de lixo, enquanto a técnica em T.I. reproduzia o conteúdo.

- E então, o que tem para mim?

- Veja você mesmo!

- “Olá Donald. Talvez o motivo para estar aqui não seja digno de suas grandes habilidades, não é mesmo? Todo este tempo você passou se gabando de quantas vidas salvou, esquecendo daquelas que foram perdidas sem que ninguém soubesse. Mas agora a verdade vem à tona.

O dispositivo à sua frente será familiar e terá muita importância para você, afinal, sua vida depende disso. Apenas precisará achar a combinação necessária de fios para que o detonador não exploda. Consegue fazer isto, Agente? Viver ou morrer. A escolha é sua!”.

A gravação então mostrava a vítima tentando escapar de alguma forma do lugar, com o timer rodando. Percebendo que não teria escapatória, tentou então fazer o que o boneco mandava.

Analisou os fios e começou a mexer, mas o desespero o fez se desconcentrar e o medo tomou conta. Pegou um dos alicates que estava na caixa de ferramentas ao chão, e em um surto cortou um dos fios que ali estava. Quando não houve reação nenhuma, ficou feliz, mas ao olhar para cima, percebeu que o timer disparou, deixando menos tempo. Não sabendo mais como ou qual fio cortar, se posicionou sobre o painel, e o encarou, começando a chorar. Foi a última coisa que fez e então uma explosão tomou conta do lugar, o estraçalhando em diversos pedaços.

- Maldito, desgraçado!

- É. Mas notei uma coisa estranha. Parece que ele encarou algo no painel antes da explosão, algo como uma imagem. Mas não sei bem o que é. E aparentemente a gravação foi cortada e reproduzida depois!

- Consegue descobrir o que foi cortado?

- Infelizmente não sei responder, mas farei o possível!

- Me mantem informado!

Steven se dirigiu a sala do médico legista, se deparando com os pedaços de carne do que formava um colega de trabalho.

- Detetive Winston, é bom revê-lo!

- Pena não ser em outras condições! O que temos?

- Bem, fiz uma autopsia minuciosa, claro, não tinha muito para verificar dado o material escasso mas consegui tirar algumas coisas!

- Diga-me!

O médico então entregou um papel para ele, juntamente com um saco de evidências.

- Consegui alguns elementos do explosivo, e também o que ele comeu antes de ser sequestrado. A substancia injetada nele é um sedativo comum utilizado em equinos. Infelizmente é fácil de conseguir, mas a fumaça inalada não!

- Poderia me dizer o que poderia ser?

- Ainda não, pois os pulmões foram muito danificados!

- E esta evidência? O que seria? – perguntou Steven olhando através do saco plástico.

- Encontrei dentro do braço da vítima, especificamente em um local onde a pele foi removida, com um símbolo de...

- Quebra-Cabeça! – interrompeu o médico legista – você tem algum computador?

O médico buscou um notebook, e plugou o pen drive recém limpo de sangue. Encaixou-o e encontrou um link, que o redirecionava para um site, direto da DeepWeb.

- Não tenho acesso a este lugar! – falou ele ao detetive.

- Deixe comigo!

Contatou a técnica de T.I. que rapidamente desceu, começando a mexer no sistema.

Instalou alguns firewalls e baixou um navegador especifico para aquilo, então abriu novamente o link.

- Prontinho. Parece ser uma transmissão ao vivo. Devo reproduzir?

- Com certeza! – respondeu Steven.

Ao clicar, a transmissão mostrou uma imagem em baixa qualidade de alguém preso em uma sala escura.

- Mas que merd...

Steven foi interrompido pelas luzes do lugar da transmissão, que se acenderam, mostrando quem estava ali. Ele então não pensou duas vezes e saiu em disparada dali, pois haviam tocado em um ponto delicado seu.

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~

- SOCORROO! SOCORROOO! – gritava uma mulher acorrentada em uma plataforma, que parecia solta quando ela se mexia.

Uma luz se acendeu e reproduziu um vídeo de alguém com um capuz.

- Olá. Talvez seja difícil estar em um lugar que você tanto repudiou no passado. Mas agora chegou a hora de encarar os seus fantasmas. O jogo será muito simples, basta seguir as regras. Está preparada, Detetive Young? Pois agora, o jogo começou!

 


Notas Finais


Aproveitem para comentar o que acharam e espero que tenham gostado deste capitulo, para fazer valer a pena a demora.


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