História Jogos Perigosos (L3ddy) - Capítulo 11


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Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Personagens Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Personagens Originais
Tags L3ddy, Luba, Lucas Feuerschutte, Lucas Olioti, T3ddy
Visualizações 51
Palavras 1.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi

Capítulo 11 - Mãe?!


O corpo de Otto foi sepultado na tarde daquele mesmo dia. Alguns amigos e familiares distantes foram presenciar a cerimônia, muitas pessoas estranhas, as quais, Luba nunca havia visto. Ele se perguntava porque seu pai foi amigo daquelas pessoas, que andavam acompanhados de homens, claramente, armados e mal encarados.

Luba estava em frente a tumba de sua família, sendo amparado por T3ddy de seu lado esquerdo, e por Jane do lado direito, que mais se amparava nele do que o contrário. Um pouco atrás, estavam Gabbie, Karen, Tuxo, Luís e Bel, os amigos de Luba. Buscavam apoiar o amigo de alguma forma, apesar de saber que isso era praticamente impossível.

O loiro tinha os olhos vermelhos, mas, naquele momento, as lágrimas tinham cessado. Apesar de que, as vezes, parecia que uma onda muito forte de dor o invadia, e ele voltava a deixar que as lágrimas rolassem. Sua cabeça doía pela pressão que o choro causava e suas pernas estavam bambas. Ele estava cansado, e o que sustentava-o era o corpo de T3ddy, que segurava-o pela cintura e permitia que ele depositasse todo o peso em si.

Depois da homenagem ser prestada, o corpo foi colocado na sepultura. Aos poucos, a aglomeração de pessoas foi se dissipando, sobrando apenas T3ddy e Luba, já que Jane foi levada dali por Gabbie, quando teve uma queda de pressão, apesar de ter insistido para ficar com seu menino.

_ Você... Você acha que ele está em um lugar melhor? – Luba perguntou depois de algum tempo calado. Ele ainda tinha a voz embargada, apesar de não chorar. Sua cabeça estava encostada na ombro de T3ddy que o abraçava com força.

_ Você sabe que eu estou longe de ser uma pessoa religiosa, mas... se as coisas são como todos dizem, Deus é misericordioso. Então se existe um céu, é lá que ele deve estar. Mesmo tendo cometido tantos erros. – mentiu. Se existisse mesmo um Deus, Otto deveria estar queimando no inferno. Mas Luba já estava se sentindo suficientemente mal, não queria deixá-lo pior. Se importava com ele, mesmo não sabendo o motivo pra isso.

_ Obrigado por estar comigo. Não sei o que faria se não fosse você. – Luba lhe agradeceu, e isso fez com que o moreno se sentisse mal. Se perguntou se Luba pensaria da mesma forma se soubesse que ele foi o responsável pela sua dor. Se odiava por ser tão sentimentalista. Não era a primeira vez que matava e mentia, então por que estava se sentindo tão mal?

_ Não me agradeça, amor. Eu te amo, odeio te ver assim. Se eu pudesse, eu faria qualquer coisa pra arrancar essa dor do seu peito, mas como eu não posso, me contento em te dar apoio. – pode ouvir quando Luba soluçou fortemente, voltando a chorar.



Passaram mais um tempo no cemitério, logo voltando a mansão Feüerschutte. A primeira coisa que Luba fez ao chegar lá, foi se sentar no sofá e ficar lá. Abraçado aos joelhos e preso em pensamentos.


Flashback on


Era novembro de 1996. Luba finalmente conseguiu convencer seu pai de ir consigo e sua mãe ao parque. Ele estava muito feliz. Fazia tanto tempo que ele não passava um tempo com o pai, estava sentindo falta. Nos últimos meses, seu pai tem passado maior parte do tempo viajando à trabalho e quando estava em casa ficava o tempo todo no escritório, trabalhando sem parar. Mas isso não importava agora. Seu pai estava ali, e isso era o suficiente.

Ao chegar no parque, a primeira coisa que Lucas fez foi arrancar os sapatos e as meias e correr em direção ao chão coberto de areia, onde estavam espalhados os escorregadores, balanços, gangorras, gira-giras, trepa-trepas e vários outros brinquedos tão simples e tão divertidos aos olhos das crianças que brincavam por lá.

Quanto aos seus pais, sentaram-se em um banco de pedra que ficava ao redor da areia. Sua mãe sempre com um sorriso aberto, tão linda e jovial estava com os braços dados ao marido que, apesar da postura séria e elegante, ostentava um discreto sorriso ao fitar o filho de longe.

_ Mamãe, me empurra no balanço? – o menino pediu ao se aproximar dos pais.

_ Por que não pede ao seu pai? Acho que ele nos deve isso, não? – a mulher respondeu sorrindo, jogando uma piscadela ao marido, que revirou os olhos com um meio sorriso em resposta.

_ O senhor me leva, papai? – o menino perguntou com expectativa. Otto suspirou e, com mais um de seus sorrisos pequenos, assentiu positivamente. Lucas sorriu tão fortemente que seus olhos viraram duas esmeraldas brilhantes, e ele saiu arrastando o pai em direção ao balanço, sendo seguido por sua mãe que ainda sorria admirando sua família.

Quem olhava de longe, diria que eles eram uma família feliz, digna de um comercial de margarina. Mal sabiam eles os segredos por baixo do nome Feüerschutte, e principalmente, mal sabiam como essa pose de família feliz ia mudar em breve.


Flashback off


Luba percebeu que apesar de tudo, houve um momento em que sua família foi feliz. Era um momento longínquo, mas existiu.

_ Amigo, coma alguma coisa. Eu sei que esse é um momento triste, mas você precisa se alimentar. Ficar doente não vai resolver os seus problemas, muito pelo contrário, eles só vão se multiplicar. – foi Gabbie quem falou. Até aquele momento, ele nem tinha percebido que seus amigos estavam ao seu redor.

Mas ele não prestou atenção. Estava se questionando por que as coisas tinham mudado tão de repente. Então se lembrou: o inferno na sua vida começou com a doença de sua mãe. Até então sua família era feliz, mas quando sua mãe foi internada, em junho de 1997, seu pai se tornou outra pessoa, assim como ele mesmo.

Flashback on

Era abril do ano 2000. Logo seria o aniversário de dez anos de Lucas, e ele estava muito empolgado. Jane disse que preparariam uma pequena festa com um bolo para essa comemoração. Não seria nada monumental, mas, considerando que desde a internação de sua mãe, seu pai não tinha permitido nenhuma festa naquela casa, era uma coisa a se comemorar.

Luba estava brincando na sala de sua casa, com um lindo carrinho azul. Estava em um mundo completamente dele.

_ O plano é o seguinte: - dizia ele, falando sozinho, enquanto brincava – A gente vai usar aquele caminhão como rampa pra pegar impulso, então a gente vai acelerar no máximo pra cair dentro do navio. Nós não podemos errar, ou os árabes vão sequestrar a princesa. Entendido? – ele falava como se isso fosse um assunto de extrema importância. E era, afinal, só dois detetives, com anos de experiência e um carro azul, conseguiriam impedir o sequestro da princesa da Inglaterra.

Então ele fez com que o carrinho andasse pelo chão e subisse no sofá. Ele fazia isso com muita empolgação e com direito a efeitos sonoros. O carrinho sobrevoou o sala, tendo sua mão como apoio, e pousou lindamente na mesinha de centro.

_ Isso, parceiro. Conseguimos. Agora só temos que buscar a princesa no porão do navio. – ele gritou com alegria. Infelizmente, não pode continuar sua brincadeira, pois foi interrompido pelos gritos de seu pai.

_ Que gritaria é essa, Lucas? Faça silêncio. – seu pai disse, saindo do escritório.

_ Desculpa, papai. – Lucas disse, com o medo que aprendeu a ter de seu pai.

_ Que seja. Só quero avisar que vamos cancelar sua festa de aniversário...

_ O quê? – Lucas o interrompeu, exasperado.

_ Não me interrompa. – Otto repreendeu – Vou estar viajando nesse dia, e não quero minha casa lotada de moleques enquanto estou fora. – Lucas se calou, omitindo o quanto ficou triste, não só por sua festa ser cancelada, mas também por saber que seu pai não estaria presente. Apesar de tudo, ele já estava acostumado.

Mas tudo bem. Naquele dia ele decidiu que pegaria o dinheiro que seu pai deixava para emergência e gastaria tudo em fichas no fliperama. Se seu pai não lhe deixaria ser feliz, ele seria feliz mesmo sem autorização.


Flashback off


_ Luba? – foi tirado de seus pensamentos pela voz de T3ddy lhe chamando – Sei que não é um bom momento pra isso, mas acho que nunca haverá um bom momento pra falar de morte. -o moreno se sentou ao seu lado, segurando suas mãos – Chegou o resultado da autópsia. Seu pai sofreu uma parada cardíaca. Não conseguiram identificar o que causou isso, mas ele era um homem velho, então não é nenhuma surpresa. – Luba permaneceu impassível diante das palavras do outro, apesar de estar se partindo por dentro. T3ddy, percebendo isso, abraçou-o para consolá-lo – Eu realmente sinto muito que isso tudo tenha acontecido.



Uma semana se passou. Hoje era aniversário de Luba. As coisas melhoraram um pouco. Ele já conseguia se manter de pé e realizar funções simples que, até alguns dias atrás, não conseguia. Seus amigos ficavam o tempo todo, que podiam, em sua casa. Mas quem não saia mesmo de perto dele era T3ddy.

O moreno começou a dormir lá e acompanhar Luba em qualquer lugar. Visto de fora, pode até parecer uma coisa ruim, mas Luba estava gostando, até porque estava muito fragilizado, tudo o que queria era carinho e atenção.

Luba, T3ddy e Tuxo estavam sentados no sofá da sala, assistindo um filme qualquer. Eles estavam tentando, de qualquer forma, animar o loiro. Não estava funcionando muito bem, mas as vezes conseguiam arrancar um sorriso de Luba, e ficavam felizes por isso. Lamentavam que o aniversário do loiro fosse tão triste.

Estavam distraídos, quando T3ddy notou que seu celular estava tocando. Ele percebeu que era seu celular de trabalho e isso lhe fez ficar tenso. Já podia imaginar de quem se tratava e isso não era um bom sinal.

_ Licença, vou atender. – pediu aos outros e se distanciou o suficiente pra que eles não pudessem ouvi-lo, mas que ele pudesse vê-los – Alô? – disse após atender o telefone. Nesse momento, ouviu o interfone tocar e viu Jane sair correndo da cozinha para atendê-lo.

_ Ora, ora, Olioti. – era Demon quem falava – Parece que você finalmente concretizou parte do trabalho. – se Lucas estava tenso, ficou ainda mais.

_ Quem? – ouviu Jane falar da sala, no interfone.

_ É, ele tá morto. – respondeu para Demon.

_ Tudo bem, deixe-as entrar. – voltou a ouvir Jane.

_ Agora só falta me entregar o garoto. – Demon exigiu.

_ Eu vou entregar, mas esse não é um bom momento. – respondeu, estava começando a ficar exasperado.

_ Está esperando um momento melhor que esse pra cometer um sequestro? – Demon debochou – Ou só tá com dózinha de me entregar o namoradinho?

_ Já disse que não gosto de ser pressionado, eu vou terminar o serviço, não me liga mais. – falou rápido. E desligou bem a tempo de ouvir a porta da sala se abrindo.

Na sala, Luba se levantou para ver quem estava entrando pela porta, e seu coração quase parou quando viu. Uma mulher morena e toda de branco, provavelmente um enfermeira, empurrava uma cadeira de rodas, onde havia outra mulher sentada. Uma mulher que Luba conhecia bem. Alguém que ele não via há muito tempo.

       _ Mãe?!


Notas Finais


Tô com sono demais pra pensar em algum comentário que faça sentido.
Foi isso, bjão e tchau 😙


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