História Jogue seus cabelos, Rapunzel - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Jaemin, Jeno, Mark, RenJun
Tags Markhyuck, Norenmin
Visualizações 137
Palavras 3.342
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá <3
Hoje venho com uma one que escrevi com muito carinho para vocês
A capa é provisoria, to com preguiça de fazer uma agora.
No mais, acho que é só isso.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Príncipes não tão perfeitos assim


Lembro do dia em que nos conhecemos.

Era sexta-feira à noite, mais especificamente mais um dia onde nós jovens, filhos de gente importante, deveríamos nos apresentar a sociedade na presença de nossos pais, ostentando junto aos mesmos nossa riqueza da maneira mais ignorante e prepotente o possível. E bom, nós realmente éramos aqueles adjetivos. Quero dizer, eu e Jaemin não nos orgulhamos em nada de como agíamos na época: Uns verdadeiros filhinhos de papais insuportáveis.

Não suportávamos a ideia de ter que ficar no meio de adultos, mesmo que já possuíssemos idade o suficiente para arcar com algumas responsabilidades. Beirávamos aos 17 anos, éramos grandes o suficiente para entender o que acontecia à nossa volta, e mesmo assim fora preciso a ajuda de outras pessoas para nos fazer enxergar nossos privilégios.

Culpar o descaso de nossos pais não adiantaria de nada naquela altura do campeonato, Na e eu estávamos fadados a uma vida medíocre e infeliz, banhada de falsidade e futilidades nas quais a classe média adora ler e comentar em suas revistas.

Até que Renjun apareceu.

Naquela noite, Jaemin estava bastante irritado por ter sido arrastado para aquele baile fantasia, ele sempre fora muito mais explosivo do que eu, então não era incomum que se mostrasse insatisfeito. Nossas mãe diziam ser nosso castigo, por ter nos pego transando no quarto do Na -coisa que as deixou furiosas, já que faltaram nos estapear a cara-, por mais que já namorássemos, mesmo que a contra gosto elas soubessem. Não nos apoiaram em nada, muito pelo contrário, estávamos marcados para nos casarmos com belas moças, mesmo que isso significasse viver em conflito com nossa sexualidade.

Por esses motivos citados nós não víamos a hora de sair dali, queria afundar em minha cama depois de beber até esquecer das últimas semanas. Hoje vejo o quanto era irresponsável, nunca que o álcool seria a melhor solução para esses problemas, mas era a única alternativa que o Jeno adolescente conseguiria pensar. Quer dizer, a vida não é nenhum filme de romance, logo fugir se encontrava fora de cogitação.

Planejava ficar até o final do baile, totalmente entediado na presença de meu namorado, até que nossos pais se cansassem e nos arrastassem de volta para casa. Era sempre assim que acontecia no final.

No entanto, apara arruinar de maneira bastante divertida os meus planos, Renjun estava lá, acompanhado de sua família tão rica e perfeita quanto si. Fora questão de segundos para que eu e Nana mantivéssemos um diálogo com ele, afinal éramos os únicos jovens dali, tirando Donghyuck, o filho “desencaminhado” dos anfitriões da festa, que se encontrava pouco preocupado com a mesma, na presença de seu namorado. Sim, ele já namorava o cara que hoje é o seu marido.

Era o assunto mais falado no local, todos zombavam e fofocavam sobre o filho da família Lee, o que deixava a matriarca da família possessa de raiva, por ser tão comentada de maneira pejorativa. Até porque, para aquele bando de engomadinhos, sempre que um filho saia desencaminhado aos olhos da sociedade, isso inclui a sua sexualidade, a culpa ira diretamente para a mãe, que julgavam não ter “pulso firme” e por isso pecou na educação do menino.

Fico até envergonhado em pensar que um dia cheguei a concordar com isso, ainda bem que passamos por um processo de desconstrução. Devo grande parte dele a Renjun, que sempre nos orientou a ver a vida além do que está sobre os nossos narizes.

Ele é a verdadeira dádiva de nossas vidas, pois sem Huang, Jaemin e eu não um terço do que somos hoje.

Mas voltando ao que diz respeito a festa; A mesma fora realmente chata, só não mais que as outras, pois marcou a entrada de Renjun em nossas vidas. Naquela noite nós bebemos e falamos de várias coisas, como sobre a escola, nossos pais, e outras banalidades adolescentes. A cada minuto eu e Nana nos encantávamos mais por si, tanto que mal percebemos quando revelamos nosso namoro. Fora um momento bastante tenso para nós, mas o mesmo apenas riu e falou que não via problema naquilo, e ainda havia acrescentado o quão bonito eu e Jaemin ficávamos juntos.

Mal sabia ele que dois anos após essa sua frase, estaria comprometido no seu primeiro e único relacionamento triplo.

Se nossos pais surtaram? Obviamente.

 

Com isso, a pressão para o casamento veio, e com ela o intercâmbio obrigatório de Jaemin na França -onde fora obrigado a estudar história da arte, mesmo que esta não fosse realmente a sua área de atuação-, meu noivado e o noivado de Renjun.

Foram os 6 meses mais difíceis das nossas vidas. Huang e eu mal podíamos ter contato, já que nossas agendas estavam lotadas até os últimos horários e Nana enfrentava sozinho o início de uma depressão.

As coisas só pareceram acalmar quando, em um fatídico dia, recebemos a triste notícia de que Jaemin voltaria para a Coreia após recusar se alimentar. Por um lado nos encontrávamos felizes, mas por outro apreensivos por não saber do real estado de Na quando pisasse na Coreia novamente.

Nós estávamos ruindo.

 

Com a chegada de Na veio o casamento antecipado de Junnie, nossos pais pareciam ter medo de nos deixar solteiros na mesma cidade– o que é irônico, pois Renjun e eu já estávamos noivos. -, por isso trataram de acelerar os processos que juravam nos manter afastados.

Foi naquele exato momento que me senti no direito de prova-los o contrário.

Eu não podia deixar nossas vidas irem pelos ares, quer dizer, morreríamos infelizes caso fizesse isso. Jaemin não queria sair de casa, ao menos olhava em nossos olhos quando tentávamos nos aproximar de si.

Renjun fora o próximo a desistir, pois ver Nana daquele jeito acabava consigo. Eu também não estava legal, mas entendi que precisava ser forte pelo Na, para que ele voltasse a sorrir daquela maneira alegre que tanto nos encantava. Por isso, sozinho elaborei um plano infalível;

Com a data do casamento lançada, dia 6 de Junho, faltando exatos seis meses para o acontecimento, eu, Lee Jeno, dei início ao planejamento que mudaria nossas vidas. Claro, não teria conseguido sem a ajuda de Donghyuck e Mark, os mesmos se tornaram grandes amigos meus desde que Jaemin foi para a Europa.

O passo mais difícil fora falar com Na, acredito que tenha sido a conversa mais emocionante de nossa vida. Nana estava muito abatido, seu corpo gritava por ajuda, a cada dia ele se entregava mais e eu tinha medo de imaginar qual seria o seu último passo, mesmo que eu e Renjun já soubéssemos o que pretendia fazer. Precisava fazer alguma coisa, por isso me tranquei em seu quarto até que o mesmo decidisse me dar ouvido.

Naquele dia eu havia passado a tarde e à noite consigo, ignorando todos os telefonemas da empresa e de minha noiva querendo saber das coisas do casamento -Nada contra a ela, muito pelo contrário, Hyomin é uma garota incrível e eu a desejo toda a sorte no mundo, mas se há um de nós que aprecia a ideia desse casamento, esse alguém não sou eu-. Eu e Nana relembramos os velhos tempos, na época em que não tínhamos tantas preocupações e portanto podíamos dormir abraçadinhos enquanto assistíamos desenho animado. Fora a noite mais feliz que tive depois de tanto tempo.

E bom, meses se passaram desde o meu reencontro com Na. Claro, ainda vivíamos no verdadeiro inferno, mas pelo menos passamos a nos comunicar, e Junnie e eu havíamos convencido Jaemin a iniciar um tratamento psicológico. Desde então nosso relacionamento vem se desenvolvendo na medida do possível, já que não podemos nos ver com frequência durante a semana.

 

O que nos leva a situação atual;

- Não sei se estou preparado para isso. - Jaemin repete pela milésima vez desde o caminho até a igreja. Sinto seu nervosismo de longe.

- Não há porque ficar com medo Nana, ensaiamos isso milhares de vezes. - Finjo estar tranquilo, quando na verdade meu coração palpita a cada segundo. Não podemos fraquejar agora que estamos tão perto de nos libertarmos. – Lembra do combinado?

Pergunto, alisando sua coxa sobressaliente no terno. O mesmo fica incrivelmente lindo neste, principalmente por sua cor se assemelhar a um azul turquesa.

- Sim. – Suspira, antes de bagunçar seus fios de cabelo. – Estou com medo.

- Confie em mim, sim? – Nos beijamos de maneira breve, sem qualquer preocupação com os paparazzis a nossa volta, já que seu carro possui vidros completamente impenetráveis.

- Ok, vamos lá. –Quebra o contato de maneira rápida, pelo fato de seu nervosismo falar mais alto.

 

 

Desde que nos sentamos, respectivamente próximos de nossos pais, que parecem radiantes com a cerimonia, tudo parece soar como o planejado. Xiao Ming, noiva do Junnie está ainda mais linda do que habitualmente, seus cabelos curtos prendidos num coque simples, repleto de pedrarias caras, enquanto em seu corpo veste uma vestimenta simples da Dulce Gabbana –sei pois a mesma havia feito questão de divulgar a marca para todos que estivessem próximos de si nos últimos meses. -, provavelmente estamparia as revistas de moda com várias manchetes sensacionalistas; Algo como ‘a noiva mais invejada de Seul’, ou ‘Xiao Ming nos fala como foi ter o casamente dos sonhos’.

É uma pena ter que acabar com as suas fantasias.

 

Encaro o desenrolar da cena com tédio, ignorando os comentários de Hyomin, que se encontra quase chorando de emoção. A mesma segura em meu braço com bastante possessão, como se quisesse mostrar as câmeras e todas as jovens solteiras daqui que pertenço a si. Coisa que só me faz revirar os olhos, ao ter os flashes diretamente em meu rosto, enquanto minha mãe sorri satisfeita ao nosso lado.

- Huang Renjun, você aceita Xiao Ming como sua legítima esposa? Promete ser fiel; Ama-la e respeita-la; Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias de suas vidas, até que a morte os separe?

Sinto meu peito apertar diante da declaração do padre. Olho para esquerda, local onde os Na se encontram sentados, estrategicamente separados de minha família para que eu e Nana não tivéssemos qualquer tipo de interação, e Jaemin se encontra de olhos banhados, da mesma forma que Junnie está no altar.

O mesmo vira e nos encara demoradamente, engolindo em seco, com os olhos e o rosto vermelhos, antes de respirar fundo para poder responder;

- Sim.

Sinto o tilintar de meu celular, olho para trás e Mark levanta, fazendo um sinal discreto. Está na hora de dar início a cena mais clichê que já fora retratada em um romance, a diferença é que agora a mesma parece assustadoramente real e a minha ficha ainda não caiu. Sinalizo para Jaemin e o mesmo assente.

- Se alguém possui uma objeção a este casamente, fale agora ou cale-se para sempre.

Me calar? E deixar meu Renjunnie ter a vida mais infeliz de sua vida? Não iremos permitir isso nunca.

 

Antes que a mão horrorizada de Hyomin pudesse me segurar, ergo meu corpo diante dos flashes, falando em alto som;

- Eu possuo.

- J-jeno! – Minha mãe se assusta e segura em meu braço de maneira firme. – Vamos ali fora conversar um pouquinho.

Serra seus dentes, sussurrando a última parte de maneira raivosa. Mas não é como se eu ligasse para sua presença agora.

 

Apenas me desvencilho de seu aperto, caminhando lentamente até o altar –tendo a ciência de que as câmeras me seguem a todo o momento-, onde Renjun me encara como se fosse doido, e sua noiva falta começar a chorar. Não vou negar que me senti mal pela mesma, mas não posso deixar que viva uma vida infeliz ao lado do amor da minha vida, pois todos já estão cansados de saber que esse casamento não passa de uma mentira. Uma fachada onde não apenas Huang sairia infeliz, como também Ming, que é muito jovem e brilhante para se prender a uma união que só a traria decepções. Não posso permitir que estraguem sua vida de Hyomin, assim como fizeram com a nossa.

- Eu também sou contra. – Jaemin é próximo a se levantar, seu corpo treme um pouco, devido o a adrenalina.

A partir daí surge um monte de burburinho, onde todos especulam e comentam a tragédia que está por vir.

- Vocês estão malucos? – Renjun sussurra em meu ouvido.

- Apenas confie na gente, Junnie. – Garanto para ele, piscando de maneira nada discreta. Me volto a fileira de pessoas, agora as enxergando pequenas, devido à altura do altar. Jaemin caminha em nossa direção em passos rápidos.

- Jeno, volte já aqui! – Meu pai tenta, mas é em vão, pois logo estou negando para o mesmo. Os Huang faltam pular em nossos pescoços, nos encarando com repletos de ódio, como se duvidassem do que somos capazes, e os sogros de Renjun estão tão horrorizados quanto a filha, que a essa altura chora compulsivamente.

- B-bom meus jovens. – O padre inicia um pouco espantado. – Expliquem o porquê de serem contra essa cerimonia.

- Primeiramente, boa tarde padre. Senhoras e senhores. – Começo, encarando meus pais da maneira mais debochada o possível, fazendo questão de virar meu rosto para as câmeras, quero que elas captem tudo o que eu for falar. Nunca gostei de aparecer, mas excepcionalmente hoje me bateu uma imensa vontade de estampar algumas revistas e jornais. – Sinto ter que alertá-los dessa maneira, neste dia tão especial, que deveria ser banhado de felicidade, mas este casamento não passa de uma fachada.

Os convidados suspiram surpresos, como se mentir fosse algo completamente incomum em nossa classe social.

Não passam de um bando de hipócritas.

- Jeno, nem mais uma palavra. – Mamãe grita raivosa. A essa altura todos estão tirando fotos nossa.

Seria o melhor momento da minha vida?

 

Entrelaço meus dedos com os de Na, notando que o mesmo sua bastante e ambos olhamos brevemente para Renjun. Ele parece tão mais bonito que semana passada, nosso último dia de encontro, onde conversamos apenas por alguns minutinhos antes de fazermos as últimas provas dos ternos do dia de hoje.

 

- Jaemin, venha já aqui! – Senhora Na grita, o suficiente para seu filho revirar os olhos.

 

- E tem mais, padre. – Me volto, para o mesmo. – Nós três namoramos e somos completamente apaixonados um pelo outro, portanto não podemos permitir que realizem esse casamento.

Sinto como tirasse um peso de minhas costas.

 

- Lee Jeno, eu te avisei! – Mamãe caminha em nossa direção com passos rápidos.

- Não, acho que você não entendeu, dona Soojin. – Jaemin inicia e aponta para seus progenitores. – Vocês, mamãe e papai, arruinaram minha vida. Me enviaram para França, sem que eu sequer soubesse falar a língua local, e me manterão isolado lá, numa mansão sem qualquer tipo de comunicação com meus amigos e familiares. Vocês tem noção do quão ‘fudido psicologicamente estou?

Nessa altura Renjun não é capaz de segurar suas lágrimas, as derramando de maneira sofrida, pelo fato da depressão de Jaemin ainda é algo muito sensível para nós. Mas me mantenho forte e firme, pois havia prometido a mim mesmo que não fraquejaria mais nenhuma vez diante de nossos pais.

- Quer mais uma objeção, padre? Podemos passar o restante do dia listando os porquês de Junnie não poder se casar com Xiao Ming. – Digo, mesmo que tenha soado de maneira meio prepotente.

- N-não. Digo, não acho que posso realizar esse casamento. – O mesmo parece horrorizado em apenas conversar comigo. Isso acontece na nossa sociedade quando assumimos um relacionamento triplo e homossexual.

- Como não? O senhor não pode se deixar afetar por isso!  - Senhor Huang intervém, mas o mesmo responde que não há nada que possa fazer.

 

A cena mais linda está a se desenrolar. Pessoas fofocando sem a menor etiqueta, o que de fato contradiz sua classe social, enquanto nossos familiares gritam e tentam nos parar a todo o custo, minha mãe só não arrasta-me pelos cabelos por saber que logo estaria estampada em algumas revistas de fofoca como uma das autoras desse escanda-lo, já que teme sujar sua imagem.

- Bom, sei que esse não é o pedido mais bonito do mundo. Chega a ser até meio irônico, diante do motivo no qual estamos aqui. – Viro-me para Renjun e Jaemin, que se abraçam chorando, os fazendo se separar para poder me enxergar, e arranco umas flores do arranjo que está ao lado do local onde antes estavam os padrinhos. – Mas mesmo assim, se me permitem. Desculpem-me pelo mal planejamento, prometo compensa-los mais tarde. Enfim, gostaria de saber;

- Jaemin, Renjun, aceitam casar comigo?

Estendo o buque improvisado, um pouco sujo de terra, junto com a caixinha de veludo que mantive em segredo em meu bolso. Ambos se impressionam, principalmente Jaemin, que não estava a par dessa parte.

Logo, para o terror de todos, eles acenam antes de colocarmos rapidamente os anéis. Os mesmos são simples, pois não precisamos de extravagância para sermos felizes.

- Huang Renjun! – A matriarca do casamento chega até o mesmo com uma fúria jamais vista por todos. O agarra pelo braço, antes de estapear sua cara.

E mais uma vez nós ficamos em choque, pelo ato em si e pela agilidade em que a mesma o desferiu. – Como ousa humilhar nossa família?

- Humilhar nossa família? Não me coloque mais no meio de vocês, eu os odeio com toda a minha força. – Solta-se do aperto, tocando no local atingido. Uma raiva sem tamanho toma conta de mim.

Que tipo de pessoa faria isso com o próprio filho?

 

- Bem, não há mais nada para fazer por aqui. – Digo, quebrando o silencio que se instalou. Tenho que ser culto, não podemos descer ao nível desse povo. – Vamos embora daqui.

Estendo minhas mãos para Renjun e Jaemin, que as seguram de prontidão. Logo estamos caminhando pelo tapete vermelho da igreja, rumo a sua saída.

- Lee Jeno, não ouse passar por esta porta. – Meu pai engrossa sua voz, mas isso não me atinge, pois apenas ignoramos e seguimos nosso caminho.

Ao chegar na entrada um carro esporte azul celeste é estacionado.

- Vamos, pombinhos. – Donghyuck coloca a cabeça para fora da janela e sorri para gente, antes de posar para todas as câmeras que nos fotografam.

- Nossa carruagem chegou. – Sinalizo para o veículo de Mark, já que Renjun me encara confuso. Enquanto que ao meu lado direito Jaemin sorri e abana com sua mão livre.

- Vocês são louco, desde quando planejaram tudo isso? – Meu mais novo noivo pergunta, antes de selar minha bochecha brevemente, por se encontrar envergonhado com a quantidade de repórteres que nos cercam.

- Não acredito que achou que desistiríamos de você tão fácil assim. – Brinco, recebendo um tapa em meu ombro. – Agora vamos, não aguento mais dividir o ar com as pessoas daqui.

 

Entramos no carro, Renjun sentando estrategicamente no banco do meio, enquanto eu e Nana ocupamos ambas as pontas.

- Inclusive, Lee Jeno. – Jaemin inicia, em tom de repreensão. Lá vem. – O senhor não me falou todo o plano como prometeu.  

- Foi mal Nana, eu queria que fosse surpresa. – Acaricio sua mão estendida, onde ocupa pelo seu mais novo anel de noivado.

- Ok. – Ri apaixonado, coisa que faz todos nós que estamos no carro sorrir também. Até mesmo Mark, que se encontra no volante, ostenta um enorme sorriso enquanto dirige. É a primeira vez desde muito tempo que Jaemin apresenta uma felicidade verdadeira por alguma coisa, e isso é o maior presente que Junnie e eu poderíamos receber em nossas vidas.

- Ow, Nana. – Renjun não se segura, dando diversos beijinhos no mesmo. – Como senti falta do seu sorriso.

- E eu senti de vocês. – Responde e sorri novamente, apertando nossas mãos levemente.  

- Inclusive, Jeno. Será que poderia me dizer para onde vamos?

Antes de lhe responder eu paro e penso, antes de sorrir e citar a frase mais clichê e fofinha que consegui pensar nesse momento;

- Ah, Junnie. Onde mais seria? – Rio de maneira leve, é tão bom me sentir acolhido depois de tanto tempo. - Estamos indo para o nosso final feliz.

 

FIM


Notas Finais


Então, eu acho que tenho que parar de assistir novelas mexicanas kkkkk
Mano teve tapa na cara e tudo mds
Peço desculpas pelos erros de formatação, meu Word deu uma bugada e esse espaçamento estranho foi uma das sequelas que ele deixou minha vida :/ No mais, é só isso mesmo.
Espero que tenham gostado...
Valeu por ter lido <3


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