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História Joguei fora meu guarda-chuva - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais um capítulo pra lista.

Capítulo 3 - Capítulo do Dasan


Tic, tac...       

     O relógio velho e desgastado marcava exatas seis e quarenta e três da manhã, mas na verdade eram seis e quarenta e um, dois minutos adiantados.
     É, querido leitor/ouvinte, chegou a hora de lhe contar sobre o relógio.
 
  [...]

    Dasan mantinha seu olhar focado nas minúsculas gotas de chuva que caiam sobre a janela do carro, uma tentativa falha de afastar os pensamentos ruins.A morte de seu pai ainda doía, e sua mãe resolveu que seria melhor para o jovem passar um tempo com seu avô, em Busan.Se distanciar da cidade, das recordações.
     Agora, apenas uma coisa o lembrava dele, o antigo relógio prateado, com alguns arranhões, além de estar adiantado.A família do garoto já havia tentado consertar o objeto, mas não deu muito certo, "é uma peça antiga demais.", diziam os profissionais da área.

       Mas, se quer saber - e suponho que você queira - o menino gostava do acessório daquele jeitinho, achava peculiar, diferente e...Humano, de certa forma.Pode parecer estranho chamar um relógio de humano, porém os defeitos do objeto o aproximavam das pessoas, afinal, quem não tem defeitos?Bem, eu não tenho!Mas não sei se posso me considerar humano, então creio que a minha perfeição não seja um grande problema.
         Esses pequenos detalhes incomuns possuíam uma perspectiva diferenciada vinda do rapaz.
        Se tratando dos arranhões, ele gostava de pensar que eram como as sardas, pintas e cicatrizes de uma pessoa, pequenas peculiaridades que poderiam ser consideradas apenas mais alguns detalhes, os quais realçavam a beleza presente ali.
        As horas adiantadas traziam uma sensação de certeza sobre o futuro. Não é fantástico imaginar que aquele pequeno acessório possuía conhecimento sobre as nossas atitudes futuras?Tipo, como ele está adiantado, tecnicamente, já está à alguns minutos dá nossa realidade atual, ou seja, ele sabe o que fizemos, falamos e pensamos antes mesmo de nós concluirmos essas ações.Pode parecer loucura pensar nisso, mas particularmente acho que os determinados "normais" pela sociedade são um tanto...Entediantes.
 
     O carro se encontrava estacionado em frente à confeitaria do senhor Hyun e o  jovem continuava observando a paisagem do lado de fora da janela, porém não tão interessado quanto antes.A garoa que caia lentamente havia cessado.

     Mal sabia ele que ao chegar na cidade encontraria uma tempestade muito mais interessante...
     



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