História John e eu - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Beatles, Johnlennon, Mclennon, Paulmccartney, Thebeatles
Visualizações 21
Palavras 1.574
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente, obrigada pela paciência, apesar da minha demora. Também peço paciência caso a história esteja parada, depois desse capítulo, ela começa a ficar mais intensa (eu tava esperando chegar nessa parte de Hamburgo, asisisashahasias). Espero que comecem a gostar mais e mais, obrigada por tudo, pelo feedback. <3

Capítulo 8 - Do luxo ao lixo


Fanfic / Fanfiction John e eu - Capítulo 8 - Do luxo ao lixo

Dormimos todos tão bem durante a noite que na manhã seguinte foi até doloroso levantar da cama, mas precisávamos resolver pequenos acordos profissionais, na companhia de Alan Williams, nosso empresário, isso para que corresse tudo bem.

Na verdade, o John era o que melhor conversava ali sobre compromissos da banda, mas vez ou outra eu intervia em algumas coisas que eu considerava suspeita.

No final da tarde, já estávamos mortos de cansados mas ainda tinha o tal show a ser feito em um local chamado Indra, era uma casa de strip ou boate, como preferir chamar. Trabalharíamos de onze da noite até as seis da manhã, era um horário padrão pra esses locais. Ao chegarmos lá, haviam todos os tipo de pessoas que você poderia imaginar, homens sem uma perna porque perderam em alguma guerra ou sem um dos olhos, eram garotas de programa nuas andando de um lado para o outro e assim já estávamos levemente acostumados, subindo no palco e intercalando com as stripers nosso momento de cantar e tocar algumas músicas e sair pra beber uma água enquanto as stripers ocupava nosso lugar, mas pra tirar a roupa e dançar.

Era super estranho a gente bebendo água e descansando um pouco no cômodo atrás do palco enquanto víamos mulheres seminuas irem ao palco se apresentar e depois voltarem completamente nuas das performances delas para que voltássemos para o palco nos apresentarmos. O John e o Stu ainda flertaram com algumas delas, o que me deixou um tanto quanto desconfortável. Eu sabia que Stu e Pete chamavam a atenção por conta da aparência boa enquanto John era bom de flerte, e eu... bem, eu era eu. George não estava presente, era nossa primeira apresentação e depois de uma conversa, foi sugerido que ele ajudasse apenas do segundo dia em diante, por ser menor de idade e estarmos escondendo isso de muita gente. George também não conseguia esconder, pois estava muito nervoso com tudo isso.

Tínhamos nossas anotações garranchosas em nossos papéis dobrados nos bolsos das calças, ainda não estávamos acostumados e precisávamos anotar tudo pra não esquecer, pelo menos por aquele dia, sim. Eram pessoas diferentes e de outro país, foi algo novo e até um pouco estranho pra gente, mas não foi impossível, eu até me diverti depois de um tempo, apesar de no final, eu parecer um zumbi sonâmbulo.

Ao sairmos de lá, voltamos para o hotel onde estávamos hospedados e fomos inesperadamente surpreendidos por Alan (nosso empresário), George abraçado á sua mala e nossas malas na porta, isso tudo na recepção.

– Por que estão aqui fora? – Sussurrou John, sutilmente para Alan – E nossas malas estão aqui por quê?

– Descobri que as despesas aqui do hotel sairiam muito caras e precisei cancelar. – Todos nós ficamos assustados na hora, enquanto Alan falava – Mas não se preocupem, eu arrumei um lugar pra vocês ficarem por enquanto.

Percebi que John estava bravo quando fechou os punhos. Dessa vez, ele não podia resolver nada na agressão porque estava em jogo nossa carreira, segurei sua mão e o puxei para o canto, distante do resto.

– Ele nos enganou, Paul. – John disse entredentes, inconformado – Não se lembra que ele disse que nos deixaria em um bom hotel quando chegássemos? Foi tudo enganação.

– Não podemos fazer nada, apenas aceitar. – Respondi – Agora fica calmo.

Observei Pete e Stu conversarem com Alan enquanto George abraçava sua mala, sentado em um canto, coçando os olhos com uma das mãos, parecia tão cansado quanto a gente, suspirei com desânimo e voltei a segurar, sutilmente a mão de John, a acariciei com um dos dedos e ele me olhou.

– Não fica bravo com o Alan, me promete? – Falei, o olhando nos olhos – Eu sei que ele nos enganou, mas precisamos disso, é nossa chance de conseguir sermos rockstars de verdade, como você diz. Não podemos nos deixar levar pelas emoções, temos que ser profissionais.

John soltou um riso fraco e cansado, ri junto e por fim, sorrimos, nos olhando.

– Não fiz pra roubar sua goma. – Ele disse, de repente.

– Não fez o que? – Perguntei, confuso – Não entend-

Fui cortado por uma voz:

– Precisamos ir, a van chegou.

Era Stu, que havia se aproximado sem percebermos. Soltei a mão de John rapidamente e fomos todos para a van que nos levaria para o tal local. No caminho, George, Pete e Stu adormeceram, a viagem foi meio longa e demorada, Alan sentou na frente ao lado do motorista enquanto os únicos acordados eram John e eu. Estava extremamente frio naquela manhã, John se encostou em mim e deitou a cabeça no meu ombro, deitei minha cabeça sobre a dela e quase peguei no sono. Minutos depois, chegamos no local, acordei John, que cutucou Pete, que cutucou Stu, que por sua vez, cutucou George. Saímos de dentro da van nos encolhendo de frio, abraçávamos nosso próprio corpo e andávamos até o local. Era um local fechado, nos olhamos confusos conforme entrávamos e quando vimos de fato, chegamos a conclusão de que era um cinema. Não tínhamos acesso ao que tinha atrás do telão, mas eu imaginei que, obviamente, a visão era de muitas cadeiras de frente para o telão, como em qualquer cinema normal.

Atrás daquele telão, haviam três beliches velhas, era um quarto abafado e sem iluminação, mas eu até tinha gostado daquilo, porque o frio lá fora era de matar e ali dentro pelo menos eu já não sentia mais frio.

– Vocês vão ficar aqui por enquanto. – Alan nos disse depois de nos acomodarmos melhor – Eu sei que é meio apertado e peço desculpas por isso, mas é que no momento é o que podemos fazer.

John respirou fundo, pude ver sua veia alta no pescoço, me aproximei dele e deixei minha mão em seu ombro. Alan se despediu e foi embora, foi quando John descontou chutando um balde na sua frente e xingando Alan aos berros.

Eu e os demais ficamos olhando.

– Não adianta se chatear agora, certo? – Suavizei minha voz, tentando acalmar John naquele momento – Estamos aqui, não vamos desistir agora. Aliás, deveríamos dormir, acho que vai ser bom.

John me olhou por alguns segundos, não que estivesse calmo, mas apenas disse:

– Vamos dormir.

Eram três beliches e resolvemos no pedra, papel e tesoura como iríamos dividir a cama, uma vez que o frio era surreal, resolvemos dividirmos em dupla, mas uma cama sobrou e o sortudo foi Pete. Dividi meu beliche com John enquanto Stu e George dividiam a outra e assim logo adormecemos.

[…]

Acordei assustado com o braço de John agarrando minha cintura como um coala, estava tremendo de frio e bem, eu também estava. Levantei um pouco minha cabeça e pude ver Pete encolhido como um filhote em seu beliche. Me senti até sortudo de dividir o beliche com um deles, o frio era grande e sem cerimônias nem reclamações, nos juntarmos era o melhor a se fazer naquele momento.

Cutuquei o braço de John e ele gemeu em forma de reclamação, sem abrir os olhos, voltei a cutucar seu braço.

– O que foi? – Sussurrou, com uma voz azeda – Eu quero dormir...

– São cinco horas da tarde, a gente precisa comer. – Sussurrei de volta, tentando desgrudar seu braço da minha cintura para que eu pudesse me virar de frente pra ele, eu estava de costas – John, me solta, eu preciso me virar, você é muito grudento.

– Nah... – Ele sussurrou, sonolento, apertando mais minha cintura e dificultando mais minha situação, de repente me arrepiei... John havia afundado o rosto no meu pescoço e continuou sussurrando – Estou com frio e cansado, não quero sair daqui.

Estava realmente muito frio... Eu não sei ao certo quantos graus fazia mas eu mal pude sentir meus pés, porém, eu precisava comer ou me preparar pra trabalhar mais tarde, respirei fundo e voltei a puxar o braço de John pra me movimentar no beliche e de repente, ouvi um grito. Isso imediatamente fez John se sentar, finalmente desgrudando de mim e eu fiz o mesmo. Vimos Pete tacar seu sapato em alguma criatura minúscula e choramingar, com seu pé cheio de sangue.

George e Stu também acordaram e se sentaram, tão assustados quanto nós.

– O que aconteceu? – John perguntou, sonolento e coçando os olhos – E de onde veio esse sangue todo?

– Um rato gigante mordeu meu pé. – Pete respondeu, com os olhos marejados – Tá doendo pra caralho, esse bicho quase comeu meu pé.

– Você disse, ratos? – Stu perguntou, se encolhendo, na cama – Não, eu não vou sair daqui se essa coisa não estiver morta.

– Temos que pedir ao Alan pra avisar sobre esses ratos. – John disse, saindo da cama e pegando um pedaço de pau velho – Não acredito que vou ter que matar esse bicho.

– Não, esse lugar claramente tem rato, não podemos pedir luxo. – Respondi, também saindo da cama – A única coisa que vamos falar pro Alan é que o Pete precisa de um remédio pra não ficar doente. Os ratos vamos ter que matar.

De repente, vimos o rato voltar em rápida velocidade e John acertou em cheio com o pedaço de pau, o rato parou de se mexer quando foi atingido e John gritou, acertando-o mais vezes com o pau, até que o rato virasse uma bola nojenta de sangue e tripas.

– John, chega! – Gritei, senão eu vomitaria o que nem tinha no estômago – O rato já virou um monte de tripas, que nojo.

– Agora me deu fome. – George disse, de repente, todos o olhamos – Não vamos comer não, galera?

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...