História John Watson: diário de uma amizade peculiar - Capítulo 10


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Amizade, Amor, John Watson, Johnlock, Sentimentos, Sherlock
Visualizações 82
Palavras 957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei um pouco. Nossa história terá mais dois capítulos depois desse. Aí venho aqui me despedir. Boa leitura!

Capítulo 10 - A surpresa


Fanfic / Fanfiction John Watson: diário de uma amizade peculiar - Capítulo 10 - A surpresa

Foi assim que Molly reagiu, no que diz respeito à interpretação que fiz do que Sherlock me narrou e do que conheço da dra. Hooper. No final das contas, Molly mostrou-se sempre uma boa amiga, tanto do Sherlock, quanto minha. Ainda que, por vezes, eu flagrasse alguma melancolia em seu olhar para meu amigo, quando ela achava que ninguém estava olhando... Assim é a vida, nem sempre conseguimos ter o tipo de relação que queremos com aqueles que amamos, mas nos tornamos gratos e gratas por podermos participar da vida deles de algum modo.  E Molly não desistiu de encontrar um bom companheiro, como de fato acabou acontecendo, alguns anos depois de se envolver em muitos relacionamentos com tipos sociopatas- que Sherlock sempre fazia questão de tirar do caminho dela. Quando finalmente o escolhido surgiu, em pouco tempo ganhamos uma linda afilhada: Rosemund. Mas isso foi bem depois e não faz parte dessa história agora.

                Quanto aos demais integrantes do nosso seleto grupo de amigos, Sherlock recusou-se terminantemente a dar qualquer satisfação da nossa relação:

                -Eles que deduzam, ora bolas. Já me foi muito custoso ter que reunir minhas poucas emoções para conversar com Molly. E nem pense você também em sair ligando para contar ao nosso respeito. Deixe-me nutrir essa nova esperança de que as pessoas que fazem parte das nossas vidas não sejam tão estúpidas.

                - Sherlock! Não é questão de estupidez! Mas enfim, que seja. Perdi a vontade de sair obrigatoriamente comunicando que estou perdidamente apaixonado pelo único e jamais visto detetive consultor- respondi, desistindo de brigar com Sherlock. Ele de fato tinha se esforçado para desfazer a confusão que ele mesmo esteve prestes a causar com nossa amiga.

                - Nem ao Mycroft ?- provoquei, sabendo da eterna rixa entre os irmãos Holmes.

                -Muito menos ao Mycroft! Além disso, duvido muito que ele não saiba, já que vive se comportando como se os assuntos da minha vida dissessem respeito à segurança nacional da Inglaterra.

                Ri com essa última, mas, de fato, Mycroft não conseguia esconder a imensa preocupação com o irmão mais novo, do jeito dele: mobilizando todo o MI5, quiçá MI6 para ajudar Sherlock nos casos mais bizarros (e que, bom, sendo justo, terminavam realmente envolvendo questões da segurança do país).

                -John, uma coisa que eu estava pensando: você precisa me dizer mais como me portar como namorado. Eu nunca fiz isso levando a sério e não gostaria de decepcioná-lo, já que eu sei que você tem esse lado romântico...

                Olhei para o alto, um pouco encabulado, mas concordei e disse que ia pensar em alguma coisa. Contudo, imediatamente ele retirou o que disse, interrompendo o início do meu devaneio:

              -De jeito nenhum! Já sei como vou poder mostrar todo o meu sentimento amoroso ao meu caro dr. Watson, agora mais conhecido como o amor da minha vida.

                -Se você continuar falando assim de modo afetado quando quiser expor em palavras o seu sentimento por mim, eu vou acabar desconfiando que não é tão sincero.- disse, com um muxoxo.

                Sherlock, com uma expressão de susto, logo murchou um pouco, mas só o suficiente para me lançar aquele olhar terno, que eu sei que só tinha para mim, enquanto me envolvia em seus braços longos, aumentando de repente a temperatura da sala e dizendo baixinho no meu ouvido:

                -Você vai gostar da minha ideia, eu prometo.

.............................................................

                No dia seguinte, depois de uma tórrida noite de prazer com meu amado Sherlock, fui para o hospital, justificadamente satisfeito, apesar de cansado. No início da noite, voltando do trabalho, ao colocar a mão no trinco da porta do nosso apartamento, escuto a risada conhecida da senhora Hudson. Entro com uma cara de quem suspeitava de algo, mas logo eles me revelaram sobre o que estavam rindo:

                - Oh! Olá, John! Sherlock finalmente decidiu falar abertamente sobre vocês. Ora, ora, no final das contas era você quem não queria que ninguém soubesse que sempre foram o casal.

                Sherlock comprimiu os finos lábios com cara de culpado, segurando o riso, me fazendo pensar na cara de pau dele em jogar toda a culpa do nosso "atraso" para cima de mim: “Que cara de pau...”

                -Para você ver como eu sou tímido, senhora Hudson- comentei, fuzilando Sherlock com meus olhos.

               Hoje eu posso olhar para trás e pensar que, bem que eu gostaria que desde o início tivesse sido assim. Mas compreendi a necessidade de Sherlock encurtar a conversa.  A senhora Hudson levantou, despedindo-se com um largo sorriso no rosto.

                - Pensei que você ainda estava com aquele plano de testar a estupidez dos nossos amigos...- disse de pois que ela saiu, sentando na minha eterna poltrona, frente a dele, com os braços cruzados. Sherlock riu sem dentes e finalmente se explicou:

                - Aqui está querido, John- disse sacudindo um pedaço de papel na minha frente, enquanto se punha entre minhas penas de joelhos, diante de mim, me dando um selinho. – Aqui está a minha primeira demonstração efusiva de romantismo por você.

                - E o que é isso? – peguei o papel das mãos dele para ler, enquanto Sherlock levantava rápido para se aconchegar no braço da minha poltrona, acompanhando minha reação ao ler sobre seus planos.

              -Ah! Quer dizer que vamos jantar em restaurantes próximos aos lugares em que solucionamos nossos casos mais marcantes?

                Confesso que na hora, achei criativo. Pensando na pessoa que Sherlock era, realmente não havia nada mais romântico que aquilo, porque sei o que significavam para ele aqueles casos, que não por acaso, eram os que eu descrevia no meu blog. O simbolismo era inescapavelmente romântico, em nossos termos:

                - Eu adorei, Sherl... Vem cá- disse puxando para meu colo e olhando ele nos olhos- Quando começamos?

                - Amanhã mesmo! - respondeu com sincero entusiasmo.


Notas Finais


Será que nosso casal favorito conseguirá ter seus jantares românticos em paz? Veremos nos últimos capítulos da nossa história.


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