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História (Johnny Depp) Minha Annie - Capítulo 1


Escrita por: Cupcake020Selvagem

Notas do Autor



Capítulo 1 - O aceitaria tendo qualquer idade


Fanfic / Fanfiction (Johnny Depp) Minha Annie - Capítulo 1 - O aceitaria tendo qualquer idade

Não consigo me lembrar onde e nem quando me encantei pelo Johnny Depp. Bom o onde é fácil foi aqui, na minha casa assistindo seus filmes e o quando... (riso nasal). É maluquice achar alguém atrativo, gostar dele, se apegar ou até... (se apaixonar?) mesmo nunca ter tido contato com essa pessoa? Eu sei... É bizarro.

Pensamentos de caraca e se ele não for assim na vida real? iam e vinham direto. Pois muitos artistas usam “mascaras”, então mesmo gostando muito dele preciso manter uma cautela, já que parece que eu sou a única da minha família que se interessa nesses assuntos ou ter crushes em famosos. Às vezes me sinto um alien.

Isso chega até ser triste não poder conversar com ninguém sobre esses temas. É bobo se parar pra pensar mais também é fofo se imaginar gostando e conhecendo seu ídolo e é melhor ainda quando tem alguém na mesma perspectiva que você e viaja na “maionese” junto.

Tenho 21 anos e... sendo sincera, pelo Johnny eu o aceitaria tendo qualquer idade. Ele pode fazer 70 e acredito que ainda continuará um gostoso. Ok. Ok. Preciso focar e voltar pra minha realidade. Talvez eu fosse até mais normal se eu não tivesse crushes em personagens em 2D ou pior em artistas que já faleceram. Droga Alan Rickman.

 

Tenho uma relação “normal” com meus pais, não é aquela intimidade toda mas convivemos bem. Minha irmã mais velha Valéria saiu de casa e mora com sua namorada que até hoje minha família acha que é amizade. Minha irmã do meio Karine namora um cara que sinceramente não vou com a cara dele. Ela não fala com a gente porque a Valéria discutiu com um amigo dela e a Kari preferiu ficar do lado do tal “amigo”, eu senti uma raiva pois éramos irmãs crescemos juntas e ela praticamente se afastou por tolice, eu que não tava envolvida nisso sobrou pra mim também, ela não fala nem comigo e já vai faz dois anos.

Eu e a Valéria nos aproximamos bastante depois dessa confusão, tendo idades diferentes (ela tem 30 agora) quando era mais nova cada uma vivia no seu mundo. Eu vivia minha infância/adolescência e ela vivia a vida adulta. Mais depois desse mal entendido ficávamos conversando altas madrugadas sobre diversos assuntos, indicava filmes, séries e livros para ela e o bom é que ela curtia e via junto comigo. Eu fazia isso com a Kari quando era mais nova, sempre chamando ela para assistir algum filme junto e sentia que a forçava, ela não saia do celular e no final não dava opinião, só dizia “é bom” e voltava pros “amigos” do celular, até que um dia parei por completo de mendigar atenção dela. Com a Valéria era diferente.

 

Ela era mais real sobre suas opiniões. Me sentia a vontade mencionar sobre minhas apaixonites a ela. Eu fui a primeira pessoa a quem ela revelou sua namorada, era uma garota do outro lado da cidade (ela não era conhecida nossa.) e ela trabalhava com canto. Cantava em alguns lugares da cidade nada muito grande. Mais chegou a gravar um disco, fora isso ela se mantém como pode, já trabalhou em restaurante, shopping, lojas entre outros.

Bom eu ainda moro com meus pais, por decisão minha. O trabalho de sair de casa para comprar ou alugar outra, água, luz, gás, móveis, internet... SCRR. É puxado. Eu não tenho problema nenhum em admitir que não conseguiria sair tão cedo daqui de casa. É organizado, não preciso me preocupar muito com os afazeres. Sabe aquele filho “sem rumo” acredito que sou eu. Faço de tudo um pouco. A Valéria é formada em Pedagogia, é professora de inglês. Ela me ajudava quando tinha dificuldade em aprender. Devo eternamente a ela.

 

Eu criei uma conta no Tiktok, lá postava alguns trechos de músicas, filmes, séries até ter engajamento comecei a mostrar meu rosto. Fazia alguns slalom de patins que eram alguns truques e também desenhos no papel a quadros simples. As pessoas pediam cada vez mais, até um momento que fiquei com bloqueio. Eu não tenho muita coisa interessante para compartilhar. E pra piorar estava cursando uma faculdade que não estava mais me animando. Tinha criado perspectiva demais sobre a Medicina Veterinária. A outra parte da culpa pode cair em cima de um curso que não acreditei quando soube que existia KkkkK. Biblioteconomia. Imagina trabalhar com algo que você ama. Eu. Simplesmente amo livros.

Pensei em trancar a faculdade e começar a que eu quero, mais não, vou finalizar essa, falta pouco não iria largar tudo agora. De vez em quando postava alguns vídeos de jaleco do meu curso mostrando os cães de porte, fazendo carinho, alimentando e vigiando eles quebrando o tabu de “perigoso”. Pensei em criar um Instagram, lá poderia postar mais sobre mim. E conectar as duas redes sociais.

Os estilos de vídeos não mudaram muito, postava sobre minha facul como era, os animais que fazia parte do estágio e tirava dúvidas de muitas pessoas. Não vou mentir a prática (estar com eles) era melhor que a teoria. O brilho de ter entrado nesse curso voltou num estalo. Postava também sobre patins, skate e pinturas em quadros. Que estranhamente algumas pessoas começaram a pedir encomendas. Comecei a vender perto de mim na mesma cidade e tals. Até me acostumar a mandar para endereços de outros Estados. Eu encarava aquilo como Hobby (mesmo ganhando dinheiro) kkkk.

Não sou muito sociável, converso com meus colegas do curso de boa. Mais em relação a “amigos” não tenho muitos. Já tinha pouco em época de escola e agora que cada um tá seguindo a sua vida, eu fiquei mais... na minha. É isso... não tenho muito a dizer, ultimamente tô tentando aprender a tocar guitarra. Peguei emprestado da Jessica (minha cunhada) e tô seguindo o fluxo natural da minha vida. Como disse nada muito interessante.

 

[...]

 

Sim. Estou viciada. Socorro. Sempre que tenho tempo tô lá treinando algo novo e dessa vez estou também com ukulele. Que comprei, ele era transparente com Led.

Eu já estava com ideia de gravar cover e posta-lo mais a vergonha sempre batia. Decidi tomar atitude de um tempo pra cá. Comecei com algo simples gravei um IGTV no Instagram tocando e cantando Chico Buarque: João e Maria. Pus legenda em inglês (dar cultura pra esses gringos). Se era pra ter atenção... pronto já foi. É só por hobby mesmo.

(Link 1 Notas do Autor. Acima)

 

[...]

 

Com os meses se passando tendo aula de manhã e estágio a tarde conseguia chegar em casa sempre no início da noite. E era nessas horas onde o céu na minha janela ficava incrível ao entardecer. Eu tinha muita decoração então resolvi juntar tudo no meu quarto e fazer um “painel” decorativo combinando com minha cama. Firmei o pé do microfone ao lado da cama peguei o violão e cantei Ney Mato Grosso: Sangue Latino, sentada na mesma.

(Link 2 Notas do Autor. Acima)

 

[...]

 

As semanas iam se passando e adivinha... Karine resolveu passar alguns dias aqui em casa. Ainda bem que tenho um quarto só pra mim. Caso ao contrário teria que dividir com ela. O quarto era da Valéria mais como ela se mudou peguei pra mim. Eu não contei pra ninguém sobre esses meus projetos. Quer dizer só pra Valéria.

Meus pais não são muito da tecnologia, então eles não sabem o tamanho da proporção dos meus quadros. Me tornei literalmente a filha que vive de “arte na praia” kkkK.

Tendo a Kari aqui é difícil me concentrar, não sei como descrever mesmo me isolando no quarto parece que não tenho privacidade. Não queria que ela soubesse sobre meus projetos, não queria ouvir risadinhas. Isso me chateia porque ela é minha irmã, cresci com ela e parece que não a reconheço mais. Queria tanto dividir minhas ideias, minhas loucuras com ela, mais a cada dia ela fica mais distante. Se isso for orgulho ela um dia vai se arrepender.

 

Resolvi sair para tomar um ar. Peguei minha mochila, meu skate, pus meus fones e saí. De longe parecia uma adolescente com colar, pulseiras e anéis. Mais só era meu estilo mesmo. Estava de calça preta, all star branco e um cropped amarelo queimado. Outro motivo de estar de “saco cheio” ou impaciente é que estamos em Setembro e nesse fim de semana terá Rock in Rio. Motivos de não poder ir além de não ter comprado ingresso, não morava na cidade do show, ou seja ainda teria que comprar passagens, além de um Hotel. Era longe, era tarde e... preciso ir cedo pra faculdade e estágio no dia seguinte. Sem contar, eu não queria ir sozinha. Então vou fazer o que de vez em quanto faço, acompanhar pela TV.

 

Desci do ônibus e andei pela rua movimentada pelos carros, estava realmente longe de casa. Me encontrava numa área bem chique da cidade. Onde os hotéis bem elegantes tornava toda paisagem bonita. E era lá que eu ficaria por um tempo. Me sentei na grama debaixo de uma árvore do parque que ficava em frente ao enorme hotel vigiado pela segurança (ou seja estou segura em ficar aqui). Liguei meus fones na música que estou me preparando para gravar, encostada na árvore tirei da mochila meu caderno pra rabiscar qualquer coisa enquanto reforçava a melodia na cabeça.

 

Com os minutos se passando já ia fazer quase uma hora que estava aqui. Tomei um pouco de água da garrafinha e passei meus olhos pelo parque verde quase vazio. Era umas 16hs da Tarde no meio de uma Quarta Feira, era lógico que ficaria bem vazio. Tinha algumas pessoas com seus cachorros e só. Estranhamente meu olhar foi puxado para um homem que não parava de olhar pra cima, ele ficava mexendo a cabeça de acordo com os pássaros que voavam de árvore em árvore. Aparentemente ele parecia bem feliz, observando e andando pela natureza. Estava o vendo caminhar quando minha mente deu um estalo instantâneo.



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