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História (Johnny Depp) Minha Annie - Capítulo 2


Escrita por: Cupcake020Selvagem

Capítulo 2 - Parece que ele é meu agora


Fanfic / Fanfiction (Johnny Depp) Minha Annie - Capítulo 2 - Parece que ele é meu agora

Meu Jesus amado não podia ser... perai... Era ele mesmo? Nãooo hahaha nem a pau. Impossível. É simm é ele sim!! Eu tô surtando internamente vendo a metros da minha frente o Johnny Christopher Depp. E ele parece feliz. Muito feliz. Automaticamente fiquei também. Sobre tudo que tava acontecendo vê-lo assim descontraído e sorrindo aqueceu meu coração de uma forma... borboletas?... meu Deus PARA AGORA.


Ele viu que eu estava encarando. PUTA MERDA.


NARRADORA ON

Johnny estava dando uma volta segura no Parque em frente ao hotel. Ele pediu aos seguranças que ficassem de vigia bem longe dele, o esperando retornar. Não queria chamar atenção. Tentou ser o mais “básico” no seu estilo, só não sabe que o básico (jeans surrado, blusa social amassada chapéu etc) era o normal do Brasil. Um país quente não precisa de vários casacos.


Ele estava andando pela trilha do Parque observando as poucas pessoas dali. Viu um homem com seu cachorro, um casal de idosos no banco e uma garota na sombra de uma árvore batendo o pé em sincronia com a cabeça de acordo com alguma música que escutava em seu fone, seu skate estava jogado assim como a mochila e rabiscava algo em seu caderno.


Sentiu-se seguro em tirar seus óculos. Olhou ao redor mais uma vez e os tirou com receio, viu que tudo estava do mesmo jeito. Sem gritaria, sem lotação, em seguida tirou também seu chapéu e respirou todo o ar aliviado sentindo aquele gostoso sol aquecer seu rosto. Focou sua atenção em um bebedouro no alto da árvore e ficou observando os Bem-te-vis e os Beija-Flores revezarem aquele galho. Distraído desceu seu olhar instantaneamente para a garota da árvore.


Ela o estava encarando. Automaticamente ele sentiu uma aflição, pois ela poderia gritar, correr e chamar atenção alheia, coisa que ele não queria agora. Ele a encarava com dúvida, a menina apenas o admirava de longe não fazia um gesto sequer para ele. Ele a viu piscar algumas vezes e baixar seu olhar para caderno negando com a cabeça.


Estava entardecendo e o fluxo de pessoas no Parque estava lentamente aumentando. Ele pôs seus óculos sem tirar os olhos dela e ela voltou seu olhar para ele. Johnny deu um tchau com a mão o que fez a garota dar um belo sorriso em sequência.


Eles continuavam se encarando a metros de distância. Ele sabia que ela ficaria quietinha ali e não iria se aproximar dele, talvez fosse tímida. Aparentemente ele gostou disso, pois não pôde negar um sorrisinho. Até o Johnny olhar novamente pros lados checando seu relógio, fez um sinal de silêncio para ela e começou a andar saindo dali voltando pros seus seguranças e entrando no hotel.


Annie ON

Eu vi pessoalmente Johnny fucking Depp – Na minha frente – (afinação na voz).


Não creio nisso, eu ainda tô perplexa, em êxtase, sei lá me perdi toda o vendo ali. Ok preciso me acalmar, porque ele tá aqui? E porque minhas pernas estão bambas? Graças aos céus estou sentada. Desliguei o som do fone procurando respostas.


Comecei a suar frio, ele tava ali olhando pra mim. E eu toda boba, aliás que sorriso foi aquele que eu dei? Eu realmente perdi o controle total do meu corpo. Não sei como não chorei. Mais eu tava muito feliz, eu o vi. Me levantei pegando minha mochila enfiando meus lápis meu caderno e saindo o mais rápido dali.


Peguei o ônibus que por sorte não perdi e voltei pra casa. Ainda perplexa. Abri a porta avisando que cheguei passando pela sala fingindo naturalidade pra minha família e corri pro meu quarto me jogando no chão precisava contar para alguém e pra quem vou contar? Já sei, vou contar pra Valéria, ela não vai acreditar!!! ela... Ela não vai acreditar porque...


-... porque eu não tenho provas. Burra burra burra... PORQUE RAIOS EU NÃO PEDI UM AUTOGRAFO? – Gritei pondo meu rosto contra a cama.


- Puta que pariu. – disse me levantando do chão com raiva de mim mesma andando pelo quarto. Como pode eu perder uma oportunidade rara dessa?


- Eu sou muito lesada não é possível. Bicha BURRA.


-Ta tudo bem? – minha mãe perguntou do outro lado da porta. Procurei uma resposta rápida.


- Tá sim mãe é que eu quase arruinei o violão.


Ela confirmou e eu me sentei no chão. Havia ficado tão feliz de tê-lo visto ali, me senti paralisada sem coragem de me aproximar e acabei nem tirando uma foto de longe. Depois de uma eternidade tentando superar a minha negação...


- Que seja, pelo menos ele me viu. Isso é suficiente, foda-se.


Me levantei para tomar um banho. Não consegui fazer mais nada no resto da noite ele não saia da minha cabeça. Me lembrei de uma pergunta que me fiz mais cedo do porque ele tá aqui. Pesquisando na Internet vi o porquê. Ele faria um show no Brasil com a sua banda no Rock in Rio e eu não acreditooo agora mesmo que vou assistir essa porra até tarde da noite na televisão. Que se dane se eu tiver que levantar cedo.


[...]


Com muito custo consegui da uma dormida. E por incrível que pareça não estava nenhum pouco cansada para o dia seguinte. Fui pra faculdade de manhã e pro estágio a tarde. No caminho peguei um ônibus de volta ao enorme hotel. Andei pelo mesmo Parque pra ver se eu o veria de novo. Mais para o meu azar logo em frente estava cheio na entrada do hotel, havia fãs ali. Eu não ia me aproximar daquela zona. Não ia adiantar de nada. Me afastei das pessoas indo pra um lugar mais calmo checando meu celular vendo o próximo ônibus no APP.


Johnny Depp ON

Me dirigi ao estacionamento e o meu carro deu uma volta discreta pelo local evitando a multidão se dirigindo ao aeroporto, precisava pegar um último voo até a cidade do show.


- Charlie para o carro. – Ordenei e ele parou perto do Parque. Se não me engano reconhecia aquela garota, ela tava com a mesma roupa, sua mochila e de fone. A diferença era a blusa xadrez, mais com aqueles cabelos ondulados só me confirmou que era ela.


Ordenei para ele seguir devagar parando em um local perto dos outros carros saindo do meio da rua. Ela parecia distraída procurando algo pelo enorme Parque entre algumas árvores e parou encarando a sua frente fazendo uma careta estranha, o que achei engraçado. Me virei no banco do carro para ver o que ela tanto olhava e era a multidão reunida na entrada. Involuntariamente ri também, ela logo se afastou dali mexendo em seu celular.


Ela tava poucos metros perto de mim, arrumou sua mochila nas costas passando seu olhar de novo pelo Parque e de repente olhei para meu lado do banco. O skate dela. Era isso que ela tava procurando. Toquei no skate pondo na minha perna mais hesitei em tirar o cinto, tinha muita gente ao redor dela seria impossível devolver pessoalmente sem chamar atenção.

- Charlie é ela.


E para meu desapontamento ela saiu correndo indo em direção a rua.


Pedi pro Charlie seguir caminho e a vi entrando no ônibus. Pronto perdi a oportunidade de devolver e falar com aquela garota. Bom... parece que ele é meu agora.


Annie ON

No fundo sabia que era perda de tempo ter ido para lá, um evento desse só acontece uma vez a casa sete reencarnações. Não podia reclamar, nessa vida pelo menos consegui vê-lo além de uma tela. Voltei para casa e organizei minhas coisas da faculdade e finalizei o resto das encomendas. Que por sinal estava praticamente se tornando minha rotina, não vou mentir que estou gostando do retorno financeiro.


Na Sexta Feira mais uma vez decidi voltar lá depois do estágio. Não estava tão lotado como ontem, na real estava calmo até demais. Será que ele já partiu? Arrumei meus cabelos pus os fones (sem musica) e deixei a mochila de um lado do ombro e passei na entrada do hotel como se fosse "acostumada" a estar ali. Nunca tinha feito isso, era enorme, fingi naturalidade, e me sentei no sofá perto de umas máquinas de comida. Como se fosse esperar alguém "distraída com celular".


O movimento tava calmo. O show era já, já... amanhã praticamente, certeza que ele já se foi. Estava acomodada naquele sofá, passando o tempo todo me convencendo de que estava tudo bem eu não ter tido coragem, mano é Ele sabe. Sempre pensei o que faria se o encontrasse, mais a realidade era bem diferente.


Estava surtando mentalmente até ver um homem extremamente sério se aproximar de mim. Ele usava um terno preto e um ponto no ouvido. Tirou seus óculos e deu um sorriso amigavel. O deixando bem simpático.


- Pra você. - me estendeu uma caixinha - Pela discrição! - Percebi que havia um leve sotaque em seu português. Peguei a caixa e ele saiu dali vendo que estava sendo observado por algumas pessoas. Nem tive tempo de formular alguma pergunta. Olhei a mão dele quando virou de costas e vi que tinha um celular ligado na câmera. Ok ele não tirou uma foto minha. Deixa de ser paranoica.


Me aconcheguei no sofá pondo minha mochila nas pernas meio que escondendo a caixa entre ela e eu. Meu coração estranhamente começou a bater forte. Nem era rápido era forte, eu tava ouvindo a batida e nem sei por quê. Passei os dedos por ela sentido a textura era do tamanho da minha mão meio amadeirado escuro e abrindo, por dentro era cor de vinho e lá havia dois colares simples a primeira vista.


Estavam soltos como se tivesse apenas sido colocados dentro e fechado, não pareciam ser novos (no caso recém comprados com embalagem e tal) puxei o cordão e veio os dois ao mesmo tempo, um era uma caveira e o outro uma roda de leme. Era tão simples mais tão bonito. Fiquei analisando cada detalhe com sorriso preso, não era possível que Ele me deu isso. Só podia ser pegadinha. Peguei a caixa de volta para guardar e me surpreendi ao ver no fundo da caixa as iniciais JD.

Era dele sim meu pai. Socorro. Pus de volta e disfarçadamente corri pro banheiro da recepção. De frente ao espelho coloquei eles no pescoço lógico e adorei, simplesmente perfeito. 


[...]


Já tinha voltado para casa e me deitado na cama ainda segurando meu presente... 

- Então esse é o meu autografo? 


Porque me daria uma coisa assim? Gente o que eu fiz?


- Obrigada. - E os levei para o peito deitando de lado me encolhendo ainda com sorriso no rosto fechei os olhos sentido o aroma amadeirado que exalava deles.



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