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História JoJo no Kimyou na Bouken - Ties Of Stars - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


oi gentekkkkk eu dei uma leve sumida, mas foi porque rolou tanta coisa que eu fiquei BLOQUEADAH, mas enfim, voltamos ae e eu pretendo manter essa belezinha atualizada rs, desculpem se o cap de retorno ficou ruim.

Boa leitura ^^

Capítulo 11 - A Missão de Kurokata


Pov's: Kuro

Quando eu era criança, eu não tinha amigos. 

As crianças implicavam comigo. Não sei se era por eu ser um pouco mais esperta que eles, pelo meu nome ou pela minha Gênese de Alexandria. Talvez fosse o fato de eu não ter um pai...

-Ele te deixou! Não queria uma aberração!- era o que as crianças e, pasmem, alguns pais diziam. Eu ficava triste, claro, nenhuma criança merece um tratamento desses, passava noites chorando e me perguntando o que eu tinha de errado.

-Você tem um dom, querida- minha mãe me consolava- você é talentosa e as pessoas acabam sentindo inveja disso.

-Então... Como eu faço elas pararem?- eu perguntava. Minha mãe apenas sorria, acariciava minha cabeça e respondia:

-Seja você mesma. Use seu dom. Faça as pessoas te aceitarem por quem você é.

Eu me perguntava sobre o que ela falava, nunca encontrando resposta. Tentava de tudo, soletrava palavras difíceis com perfeição, tentava me destacar nos esportes, nas aulas de arte, nas feiras de ciência, mas nada adiantava, pelo contrário, piorava tudo.

A única criança que ainda mantinha alguma relação comigo era Jouta.

Ele tinha tudo o que eu não tinha, personalidade, amigos, um pai... Ele era o meu único amigo. Pegava briga com todos que caçoavam de mim e apanhava tentando me defender. Eu nunca entendi o porquê. Se todas as crianças me odiavam, por que ele era uma exceção?

Foi naquele dia que minhas dúvidas finalmente sumiram. Foi naquele dia em que eu finalmente entendi tudo o que minha mãe queria dizer.

Eu e Jouta voltávamos juntos da escola, como sempre, conversando sobre coisas variadas, quando nos separamos, eu virei na rua da minha casa e ele prosseguiu. Ele não havia percebido, mas estávamos sendo seguidos desde a saída da escola. Eram três garotos mais velhos, um deles era irmão de um menino da nossa turma que Jouta havia socado depois de uma ofensa contra mim. Eu me escondi em um arbusto e vi quando eles agarraram meu amigo e o arrastaram para longe. Ele tentou lutar, mas os três eram muito fortes. Naquele momento, algo em mim despertou, algo que sempre esteve comigo e não dei a devida atenção.

O ''dom'' de que minha mãe sempre falava.

Eles o arrastaram para uma área de barrancos do outro lado, não pretendiam matar Jouta, apenas machucá-lo. Eu os segui sem emitir nenhum som, afinal quem iria machucá-los era eu. Eles bateram muito em Jouta e aquilo me irritou profundamente. Fechei os olhos e mentalizei a criatura que me vigiava desde que eu era apenas um bebê. Cabelos roxos, pele lilás e um óculos escuro com um nome.

Roxette...

Eles se preparavam para lançá-lo barranco abaixo, eu emergi dos arbustos e corri para eles, sem nenhum pingo de medo. Enquanto eles absorviam minha investida, ativei Roxette e a fiz agarrar um dos garotos pelo pescoço e o levantar no ar. Eles não a viam, apenas... Eu.

Os outros dois esqueceram Jouta e caíram no chão, tremendo de medo. Gritavam, perguntando o que eu estava fazendo e me implorando para parar. Naquele momento, eu me senti... forte. Forte o bastante para defender Jouta daqueles garotos, forte o bastante para ME defender. Havia começado a chover e a ventar forte. Eu estava começando a me cansar e resolvi jogar o valentão do barranco logo, mas algo me impediu.

Jouta.

Aquele imbecil se colocou na minha frente, de braços abertos, gritando:

-Kuro! Não faz nada com eles! Eles já aprenderam a lição!

Aquilo me deixou confusa.

-M-mas, eles iam te fazer mal...

-Eles iam fazer justiça! Eu errei em bancar o justiceiro, batendo naquele menino, que errou em te humilhar! Eles também iriam errar se me jogassem dali e VOCÊ ia errar em jogá-lo dali por justiça! E depois? Quantos erros mais viriam por causa de um simples ato de justiça? Ninguém aqui é nenhum advogado, ora!

Eu estava um pouco assustada com aquele discurso. Jouta não costumava falar coisas inteligentes, aquilo era uma novidade grande. Fraquejei um pouco e Roxette oscilou e desapareceu, soltando o garoto na grama. O maior gritou e saiu correndo, acompanhado dos comparsas. Jouta riu, encheu a mão com um pedaço de terra e grama e atirou na direção deles, gritando:

-Isso aí! Corram mesmo! Manés!- em seguida se virou para mim e me abraçou com força- Kuro! Eu não sei o que fez, mas salvou minha pele! Eu te devo demais, garota!

-E-eu só...- tentei falar algo, mas meu coração batia rápido demais e parecia que borboletas voavam do meu estômago- eu só quis ajudar...

-E ajudou! Agora nunca mais eles vão te encher, eu tenho certeza!- ele me soltou e segurou minha mão, abrindo um sorriso- agora vamos para casa, vem.

E fomos andando, enquanto ele falava do ocorrido, admirado. Eu apenas sorria, entendendo tudo o que minha mãe queria dizer. Entendendo que, daquele dia em diante, eu iria protegê-lo de qualquer coisa, com o meu dom.

Nos dias que se seguiram, as crianças me respeitavam, algumas até tentavam se aproximar e fazer amizade. Jouta continuava como o menino de ouro, mas pelo menos eu estava do seu lado.

Depois que contei o incidente para minha mãe, ela se prontificou a me ensinar a dominar meu Stand (poder que ela também tinha) e desde então eu treinei dia e noite, para evoluir fisica e mentalmente. Era meu objetivo.

Eu nunca mais deixaria que Jouta sofresse qualquer mal... Nem que precisasse cometer erros...

...

Eu estava com Senkatsu e Mirai na pequena sala atrás do ginásio. Poderia estar perdendo aula, mas isso era o menor dos meus problemas. Okuyasu e Josuke estavam comigo e essa era a parte mais idiota dessa cena.

-Beleza, vocês dois- Okuyasu estalou os punhos- podem começar a abrir o bico, prometo que seremos... bonzinhos- e soltou uma risadinha, olhando para Josuke- e aí? Mandei bem?

-Foi ótimo, cara!- Josuke respondeu e os dois trocaram um high five. Espalmei minha mão no rosto.

-Por que diabos vocês vieram mesmo?

-Ué, esses dois aí tem alguma ligação com stands, né?- Josuke encolheu os ombros- estamos juntos nessa missão, certo? Quanto mais aliados melhor.

-É, que seja- revirei os olhos e me voltei para Sen e Mirai- então, podem me dizer por que estão atrás de mim e do Jouta? Que eu saiba, não fizemos nada contra vocês...

-E-eu só... queria me aproximar de você...- Sen respondeu. O encarei com desprezo.

-Sequestrando meu melhor amigo? Que bela aproximação- cruzei meus braços e olhei para Mirai- e você? O que fazia no ginásio bem na hora da execução do plano desse maluco aqui?

-E-eu estava... Tentando impedir o Sen de fazer alguma bobagem...- ela desviou o olhar- eu não senti algo de bom vindo dele e... -Mirai fungou e começou a chorar- por favor não faz nada comigo!

Eu quase vomitei ali mesmo.

-Ah pelo amor de... Esqueçam- me levantei e olhei para Josuke e Okuyasu- esses aí não vão ajudar em nada. Estamos perdendo tempo, Yomatsu está por aí e...

-Espera, Yomatsu? Taro Yomatsu? O que querem com ele?- Sen perguntou. Respondi:

-Não é da sua conta, fique fora disso.

-Tem alguma coisa a ver com aqueles desparecimentos, não é?- Sen continuou- eu sei do que se trata! Estou numa investigação faz meses!

Eu não pude deixar de me virar rapidamente para encará-lo de forma severa.

-Acha que isso é uma piada?- suspirei e esfreguei minhas têmporas- escuta, eu não sei que raio de obsessão você tem por mim, mas eu não tenho tempo para mentiras e bobagens, certo?

-Mas não é bobagem! Eu realmente estou atrás de pistas!- o rapaz continuou protestando. Eu já começava a perder a paciência. Cerrei meus punhos, pronta para esmurrar aquele idiota até ele ficar deformado, porém parei quando ele continuou:

-O meu irmão, Jun, ele foi levado há seis meses, no local onde ele foi visto pela última vez só acharam o aparelho de som que ele usava.

-Deixa eu adivinhar, esse aparelho era da Corporação Yomatsu- Josuke riu pelo nariz- acho que encontramos um novo aliado!

-Olha, eu só quero ajudar, muita gente está sumindo e parece que temos essa habilidade em comum, como era mesmo o nome? Stand... É, isso! Podemos nos ajudar, certo?

Por incrível que pareça, eu não senti mentira nenhuma no discurso de Sen, mas isso não me impedia de desconfiar, aquilo tudo poderia ser uma grande armadilha vinda daquele doente, mas quanto mais pistas tivéssemos, melhor seria.

-Certo... Contem a novidade ao Dr. Kujo, quanto mais cedo continuarmos com essa investigação, melhor.

-Esperem! E-eu também quero ajudar!-Mirai literalmente se agarrou nas minhas pernas- por favor, me deixem participar! Eu também tenho essa coisa de Stand! Eu posso ser útil! Por favor!

Aquilo só podia ser uma brincadeira. Observei aquela coisinha se enroscando em mim e senti a maior vontade de chutá-la.

-Primeiro, larga minhas pernas... Se não você só sai daqui em um caixão- ela me olhou assustada e aquilo me fez sorrir- é brincadeira... Ou será que não?

-Ora, Kuro, não assuste a coitadinha- a voz de Jouta veio da entrada da sala. Me virei rapidamente e lá estava ele, sorrindo, de braços e pernas cruzadas, na sua melhor pose descontraída. Ele se endireitou, caminhou em direção a Mirai e lhe estendeu a mão- é CLARO que vamos aceitar você no grupo, quanto mais gente pra deitar o Yomatsu no soco, melhor- a levantou com delicadeza e depositou um beijo nas costas de sua mãozinha frágil. Aquilo me arrancou um sentimento de repulsa, mas me contentei em apenas balançar a cabeça e sair dali o mais rápido possível.

Afinal eu estava perdendo aula.

...

Uma semana se passou depois do ocorrido. Jouta apresentou os grandes sitcoms americanos para Sen, que retribuiu apresentando os magníficos gameshows japoneses. Agora os dois eram inseparáveis e aquela briga no ginásio finalmente havia ficado no passado.

Agora eu tinha que aturar o Jouta falando neles...

-Não, mas aquele episódio de Takeshi's Castle foi DEMAIS- Jouta comentava pela quinta vez na mesa de jantar enquanto enfiava um hossomaki de salmão na boca- a gente sabe onde não é pra ir, mas eles vão lá e... VÃO!- e começou a rir- O Ishikura fala: "o castelo é impenetrável" aí alguém vai lá e POW! ENTRA NA DROGA DO CASTELO! HAHAHA!- ele batia a mão na mesa enquanto morria de rir.

-Jouta, querido, não ria muito ou vai se engasgar!- Ayane advertiu, preocupada- não sei qual é a graça em ver pessoas se machucando assim.

-A graça, minha cara Ayane, é que todos ali são voluntários e querem ganhar um prêmio, mesmo sabendo que vão se machucar- minha mãe respondeu, sorrindo. Já fazia um bom tempo que nossos jantares eram daquele jeito, não que fosse ruim, eu até gostava de um pouco de risada na mesa. Quando era apenas eu e minha mãe, tudo era sério e metódico, ela até tentava puxar assunto, mas as conversas nunca saíam de um tópico básico, ''como foi o seu dia?'', ''alguma novidade na escola?'', ''o que achou da Luta Livre ontem a noite?''. As vezes eu só queria ter, pelo menos, outra pessoa com quem conversar.

Eu invejava o Jouta, sempre contando alguma história maluca ou tomando alguma bronca da mãe. Eu nunca soube o que era aquilo, nem levava jeito para a coisa. Eu sempre fui quieta e inteligente, a número um da sala. Jouta era diferente, sempre era o último em tudo que envolvesse raciocínio rápido. Ele não era nenhum retardado, ele só não se esforçava e eu gostava disso nele. O jeito idiota e inocente era um charme especial que ele tinha e, por algum motivo, aquilo me encantava.

Éramos o oposto um do outro. Acho que foi por isso que... ele quis ser meu amigo.

-Kurokata- minha mãe chamou, sorrindo, me tirando dos meus pensamentos- pode ir lá em cima comigo? Eu preciso de sua ajuda com um... assunto. Ayane e Jouta, podem terminar por ai.

-Pode deixar!- Jouta imediatamente pegou meu prato e despejou o conteúdo no dele- esses hossomakis estão uma perfeição!

-Cuidado para não se engasgar, não pode morrer sem terminar a lição de casa- ri e me levantei, acompanhando minha mãe para o primeiro andar.

Ela estava silenciosa e aquilo me incomodava, havia acontecido algo grande.

Quando chegamos no quarto dela, ela fechou as portas e se virou para mim, abrindo um sorriso e dizendo com uma voz de veludo:

-Yomatsu está na cidade. Chegou semana passada, o Frank me contou- ela suspirou e juntou as mãos- querida, tem alguma memória de seu pai?

Ergui uma sobrancelha. Meu pai não era um assunto que nunca entrava em pauta nas conversas entre eu e minha mãe. Tudo o que eu sabia sobre ele é que se chamava Eiji e que havia morrido em um acidente quando eu era apenas um bebê.

-Não que eu lembre, a senhora nunca falou nele... Ele morreu quando eu era bem pequena e...- sacudi a cabeça- espera aí, por que está me perguntando isso? O que tem a ver meu pai com o Yomatsu?

-Muita coisa...

-O que quer dizer?

Ela soltou um suspiro e respondeu:

-Seu pai era um homem forte, que morreu tentando nos proteger...- aquela conversa começava a ficar estranha.

-Eu não entendo... Nos proteger? Do que?

-Do Yomatsu...

O tempo pareceu fechar naquele momento. Minha mãe continuou.

-Kurokata, essas... Linhas... Em seu braço. Elas te levam a Taro Yomatsu, correto?

Engoli em seco e olhei para o meu braço. Fazia meses que eu tentava descobrir o que aquelas linhas no meu braço queriam dizer e não havia dúvida, elas diziam que eu tinha alguma ligação com Taro Yomatsu. Eu só não sabia qual.

Minha mãe caminhou em direção ao guarda roupa. Abriu-o e retirou uma pequena caixa de madeira com um lótus entalhado na tampa.

-Filha, eu preciso te contar algo...- ela indicou a cama e nos sentamos. Ela estava trêmula e parecia querer chorar- o seu pai não morreu em um acidente. Ele foi assassinado.

Aquilo foi inesperado. Pisquei, tentando processar a informação.

-Como é?! E A SENHORA SÓ VEM ME DIZER ISSO AGORA?!- eu elevei um pouco a voz, mas lembrei de Jouta e Ayane lá em baixo- não acha que está um pouco atrasada?

-Foi necessário- ela respondeu- seu pai foi morto porque descobriu coisas sobre a Corporação Yomatsu. Coisas grandes...- olhou para a caixa- ele não tinha um stand, mas sabia muito sobre eles... Principalmente sobre o seu...- respirou fundo e me estendeu o objeto- tome... Abra-o com cuidado.

Peguei a caixa e a abri imediatamente. Dentro continha um pingente em formato de lótus feito de ametistas. No momento em que pus os olhos nele, ele começou a brilhar e Roxette surgiu do meu lado. Ela agarrou meu pulso e gritou:

-Perto demais! Perto demais! PERTO DEMAIS!

As listras no meu braço começaram a queimar e aumentar de tamanho até que rasgaram e fitas vermelhas saíram de dentro delas. Eu me assustei e gritei. Aquelas coisas só apareciam nas pessoas que eu atacava com meu stand. Eram os chamados ''laços''. O nome ''Taro'' corria por elas. Fechei a caixa e atirei de volta para minha mãe.

-O que foi isso?!

-O término do serviço- minha mãe sorriu- querida, você tem laços com o assassino de seu pai e agora consegue rastreá-lo facilmente.

Olhei para meu braço e as listras haviam desaparecido.

-Mas como...

-Sempre que se aproximar de Taro Yomatsu, as linhas irão voltar, assim você saberá que ele está por perto.

-Mas então... Isso é bom, certo? Vai ajudar na investigação e...

-Não, querida. Você não pode contar isso a ninguém- a senhora Yukata cortou minha fala, séria-me prometa que JAMAIS falará para ninguém, nem para o Jouta.

Aquilo me deixou confusa.

-P-por que?

-Prometa!

-C-certo! Prometo! Mas por que isso?

O olhar de Yukata Tsuno escureceu.

-Porque eu quero que o mate, sozinha... Quero que vingue o seu pai... Foi por causa de Taro Yomatsu que eu e você sofremos a vida toda. Ele é uma ameaça e só você pode derrotá-lo, caso contrário ele matará a todos nós... Começando por Jouta.

Engoli em seco e desviei o olhar. Aquilo era coisa demais para absorver. Me levantei depressa e encarei o olhar sério da minha mãe.

-Então foi para isso que a senhora me treinou a vida toda? Para vingar o meu pai? Por que a senhora mesma não o fez?

-Acha que eu não tentei?- a mulher respondeu, cruzando os braços- meu stand controla as pessoas, mas o dele é mais forte, eu nunca conseguiria matá-lo. Mas você... Pode apagar o Stand dele em um piscar de olhos. É por isso que eu fiz isso, para prepará-la, aprimorá-la, fazê-la mais forte. Entende agora?

-Não muito... Ainda estou um pouco perturbada- respondi, coçando a nuca. Minha mãe riu.

-Eu já esperava, você é brilhante, mas nem o maior dos gênios aguentaria tanta informação de uma vez. Amanhã conversaremos melhor, certo? Boa noite, querida.

Assenti e me aproximei dela para lhe dar um abraço de boa noite e saí do quarto. Meu coração pulsando. Me arrastei até o banheiro para tomar um banho e vestir meu pijama. Não pude deixar de pensar sobre aquilo tudo. Meu pai, o homem que eu nunca conheci, havia sido assassinado por Yomatsu e agora era meu dever vingá-lo. Pensei em contar tudo aquilo para Jouta, mas minha mãe me fez prometer que não falaria nada a ninguém. Voltei para o quarto que dividia com Jouta e vi deitado na cama, lendo um mangá.

-Cara, esses quadrinhos japoneses são realmente demais!- ele riu, mas assim que viu minha expressão, parou- hey, tá tudo bem?

-Claro, só estou cansada- respondi, abrindo um sorriso e indo para a minha cama- fez o dever?

-O que você acha?- ele largou o mangá e se apoiou no cotovelo, abrindo um sorriso de lado- amanhã antes da aula eu me viro.

Revirei meus olhos e soltei um riso nasal.

-Certo então, boa noite- me enfiei debaixo das cobertas e me virei de costas para ele.

-Você não vai reclamar?!- ele indagou.

-Estou cansada demais para isso, só quero dormir...

-Tá bem então... Boa noite- ele respondeu, confuso.

Não respondi, apenas me enfiei mais ainda nas cobertas, fechei os olhos, segurando o choro e torcendo para não ter pesadelos naquela noite.


Notas Finais


Referências:

[Abba]: Referência ao grupo sueco de música pop com o mesmo nome. Stand capaz de criar uma substância corrosiva que atinge 5 níveis de poder destrutivo.

[Age of Plastic] Stand de Jouta Jones. Nome Inspirado no álbum musical de The Buggles. Possui a habilidade de acesso e manipulação da mente.

[Ayane Joestar]: ''Ayane'' vem de Ayane Sakura, dubladora famosa, responsável por dar voz a personagens como Ochako Uraraka (BNHA), Mika Shimotsuki (Psycho-Pass) e Alisa Ayase (Love Live!). ''Joestar'' é o nome da família principal da franquia Jojo's Bizarre Adventure, também é a família ancestral de Ayane.

[Bill Clinton]: 42º presidente dos EUA.

[Dr. Dre]: Referência ao rapper americano de mesmo nome. Stand capaz de atacar gravemente sua vítima, mas apenas se não for visto.

[Frank Jones]: ''Frank'' faz referência ao cantor Frank Sinatra, enquanto ''Jones'' faz referência ao lutador Jon Jones.

[Fresh Prince of Bel-Air]: Seriado de televisão exibido entre 1990 e 1996, protagonizado por Will Smith.

[Gênese de Alexandria]: Segundo os que defendem esta condição, as pessoas com tal mutação nasceriam com olhos acinzentados que se tornariam roxos por volta dos seis meses de vida. Ao mesmo tempo, as pessoas apresentariam uma pele extremamente branca e apesar disso, seriam totalmente resistentes aos raios UV e jamais poderiam ter pele bronzeada. Ainda são ditos como "super-humanos" e poderiam viver entre 120-170 anos e as mulheres nunca menstruavam, mas seriam férteis. O metabolismo destas pessoas seria super acelerado e por isso, elas jamais teriam sobrepeso e por fim, quase não teriam excretas.

[George W. Bush] 43º presidente dos EUA.

[Jouta Jones Joestar]:''Jouta" vem da fusão dos nomes ''Joe'' e ''Masuta'' que pertenciam aos seus avôs. ''Jones'' é o sobrenome de seu pai, referenciando o lutador Jon Jones. ''Joestar'' é o sobrenome de sua mãe, uma descendente da linhagem Joestar.

[Junko Yomatsu]: ''Junko'' faz referência a Junko Takeuchi, dubladora conhecida por seus trabalhos em ''Naruto'' ''HunterXHunter'' e ''Super Onze''. Ver também: "Satoru Yomatsu'' e ''Taro Yomatsu''.

[Karma Chameleon]: Referência à música da banda Culture Club. Stand capaz de clonar seu usuário em três cópias e transferir sua consciência para qualquer uma delas.

[Kurokata Tsuno]: ''Kurokata'' é uma fusão das palavras ''Kuro'', que significa ''preto'', em japonês e ''Yukata'', uma roupa japonesa tradicional considerada um kimono de verão, ou um kimono casual. ''Tsuno'' vem de ''Yoko Tsuno'', uma série de revista em quadrinhos criada em 1969 pelo autor belga Roger Leloup.

[Masuta Joestar]: ''Masuta'' faz referência ao personagem Masuta, the Ascended, do MMORPG RuneScape.

[Mirai Takeuchi]: Nome inspirado na cantora Mariya Takeuchi.

[Never Gonna Give You Up]: Canção de Rick Astley.

[Plastic Love]: Referência à música da cantora Mariya Takeuchi. Stand capaz de criar plantas enormes e exóticas que parecem ter vida própria e que ao receber golpes, transfere metade da força deles para sua usuária e a outra para o atacante.

[Pussycat Doll]: Referência ao girl group americanos. Stand capaz de produzir fios que controlam sua vítima como uma marionete.

[Radiohead]: Referência à banda britânica de rock alternativo, formada no ano de 1985. Habilidades desconhecidas.

[Roxette]: Referência à banda pop-rock sueca de mesmo nome. Stand capaz de cortar ou criar ''laços'', sejam eles afetivos ou não.

[Rupert]: Colega de classe de Jouta. Seu nome é uma referência ao ator Rupert Grint.

[Saki Amuro]: "Amuro" é uma referência à cantora Namie Amuro.

[Satoru Yomatsu]: Referência a Satoru Endo, protagonista da franquia ''Super Onze'' (N.A.:Super Onze é legal respeitar ok?). Ver também: ''Taro Yoamatsu'' e ''Junko Yomatsu''.

[Senkatsu Otsukami]: Sua inspiração foi o jovem Keanu Reeves e seu nome faz referência ao kamui ''Senketsu'' do anime ''Kill La Kill''.

[Takeshi's Castle]: Game show japonês que foi ao ar entre 1986 e 1990, no Tokyo Broadcasting System. Ele apresenta o comediante japonês Takeshi Kitano como um conde que possui um castelo e cria desafios difíceis para os jogadores chegarem a ele.

[Taro Yomatsu]: Seu nome é uma referência à Taro Yamada, personagem do jogo ''Yandere Simulator".

[Yukata Tsuno]: ''Yukata'', uma roupa japonesa tradicional considerada um kimono de verão, ou um kimono casual. ''Tsuno'' vem de ''Yoko Tsuno'', uma série de revista em quadrinhos criada em 1969 pelo autor belga Roger Leloup.


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