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História Jolly Sailor Bold - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oi amorecos, vortei! <3
Pessoinhas, queria explicar que a história se passa sim num reino e tudo mais, mas a linguagem da história não vai ser rebuscada como as que vimos nesse tipo de conto, ok?

Então vamos ao cap novo, lembrando que:
- Os personagens não me pertencem, apenas a história é de minha autoria.

- Plágio é crime!

- Não revisei o cap ainda, então se tiver algum erro peço que me avisem para eu poder arrumar :)

Boa leitura!

Capítulo 5 - Capítulo Quatro - Por que eu?


Os rangidos da cama podiam ser ouvidos até mesmo do lado de fora daquele quarto. Na parte de dentro, a cabeceira detalhada batia de encontro com a parede repetidamente num ritmo constante, enquanto os dois corpos em cima do colchão se moldavam um ao outro.

O suor já podia ser visto escorrendo pelo casal, descendo do couro cabeludo até o fim da coluna, para depois se juntar ao emaranhado de lençóis sujos. O quarto cheirava uma mistura de cigarros e sexo. A mulher, a esta hora, estava por cima e rebolava incansavelmente enquanto gemia de forma exagerada. O homem, se não estivesse tão afim, já teria descartado a mesma pois a achava irritante demais.

Ela era muito bonita, isso ele não podia negar, mas era também escandalosa, possessiva, cansativa e até mesmo violenta. A verdade é que ele não a achava mulher boa o suficiente para ele, mas servia para satisfazer seus desejos, então ele a usava para o sexo e, quando já estivesse cansado e contente, ele a mandava voltar ao trabalho assim como suas outras criadas.

Começou a ficar impaciente com a demora da mulher de acabar com aquilo, então segurou sua cintura e bombeou mais algumas vezes, vendo ela colocar a cabeça para trás e gemer cada vez mais alto. Logo ele sentiu seu interior se contrair em volta dele e então ele soube que ela havia chegado ao ápice.

Deixou que a mulher caísse ao seu lado na cama, mas quando sentiu que ela iria passar o braço por cima de si ele levantou rapidamente, sem nem ligar para sua nudez completa, e foi em direção à grande janela do quarto que dava acesso a sua varanda. Saiu e teve um vislumbre da noite bonita que fazia lá fora. A lua, como sempre, estava magnífica.

Grande, redonda e brilhante.

Não era de hoje que ele tinha uma fixação pela lua. Histórias de sua família diziam que seus ancestrais vieram de lá, e isso só o deixava mais encantado com ela. O orgulho, por assim dizer, de descender do mais lindo astro quase o fazia urrar.

Olhou para baixo dessa vez. Pôs as mãos no parapeito e viu todo seu reino diante de seus olhos. Dali tudo parecia pequeno e calmo, mesmo sabendo que essa não era a realidade de Konoha.

Ele nunca fora muito bom em lidar com pessoas, e por muito tempo ele não precisou disso, mas agora como rei daquele lugar, ele precisava. Não que se importasse de fato com o que acontecia do lado de fora dos portões reais, seus súditos eram para ele apenas mais uma forma divertida de tirar dinheiro.

Desde pequeno era mimado por aqueles que chamava de parentes e por seus criados. Seu pai o enchia de presentes para ocupar o espaço vazio que havia ficado em sua vida após o desaparecimento repentino de sua mãe, mas parecia que nada nunca era bom o suficiente.

A felicidade nos olhos de seu pai ao ser nomeado rei no lugar de sua mãe fez crescer em seu peito um ódio descomunal de todos ali. Não fora muito difícil para ele se vingar de sua queria mãezinha e se livrar logo do recente nomeado rei. Um veneno no café da manhã do pai foi o suficiente para que sua mísera vida deixasse de existir e, então, ele poderia seguir com o reinado dali em diante.

Quem desconfiaria de uma criança, afinal? Uma criança infortuna que perdeu os pais cedo demais e teve que arcar com responsabilidades desde muito pequeno? O concelho, com certeza, não desconfiara, sobrando para os responsáveis da cozinha que foram mandados embora logo em seguida. E ele, portanto, acabou se tornando o herdeiro de toda a fortuna de sua família e responsável de Konoha, além de ser:

Toneri Ōtsutsuki, o rei mais novo da história do país do fogo.

Mas parece que o universo vinha conspirando com a vida de Toneri desde então. Como nem tudo são flores, o rei descobriu uma doença gravíssima que afeta seu sistema imunológico, e essa vem se desenvolvendo cada vez mais rápido, deteriorando seus outros sistemas e órgãos aos poucos.

Seus olhos eram os que mais estavam sofrendo no momento. O rei quase tinha dores fortíssimas nos mesmos, sem contar as enxaquecas. No entanto, Toneri ainda tinha um filete de esperança dentro de si.

Como tudo o que acontece pelo reino acaba passando por seus ouvidos, o rei também ficara sabendo dos boatos sobre os seres místicos marinhos que foram vistos pela costa e oferecera uma bela quantia para quem os trouxesse até ele. Lera uma vez, em um dos livros mais antigos presentes no castelo, que sereias podem trazer benefícios incríveis para quem os captura. As lágrimas, por exemplo, podem sanar qualquer tipo de doença ou enfermidade – podem, inclusive, se bebidas por uma outra pessoa e em uma receita especial, lhe dar todos os anos de vida desta.

Olhou mais uma vez para lua, perdido em pensamentos, quando sentiu dois pequenos braços rodeando sua cintura e os seios nus da mulher em suas costas. Fechou os olhos, bufando. Realmente não estava com paciência para lidar com ela agora.

- Toneri, volte para a cama, querido.

- Não fale como se esta fosse sua, Shion. Este é meu quarto e eu fico onde eu bem entender.

- Nossa, não precisa falar desse jeito também! – exclamou, nervosa.

- Escuta, não estou afim de lidar com o seu drama agora. Vista-se e volte para seu cômodo.

- Mas, Toneri, achei que poderíamos...

- Me deixe em paz! Não ouviu o que eu ordenei?

A mulher abaixou a cabeça tentando inutilmente controlar as lágrimas que teimavam juntar nos cantos de seus olhos.

- Sim, Majestade. – disse, voltando em seguida ao quarto e pegando rapidamente suas roupas que estavam largadas de qualquer jeito no chão do grandioso quarto.

O rei ainda pôde ouvir a loira fungando alto algumas vezes antes de bater a porta de seu quarto atrás de si. Sabia que ela ficava magoada com o jeito que ele a tratava, mas ele tinha coisas mais importantes com o que se preocupar no momento. E ele sabia, também, que a mulher era perdidamente apaixonada por ele, então uma hora ou outra ela esqueceria e assim ficaria tudo bem. Pelo menos, tudo bem para ele.

Crescera tendo para si tudo o que queria e agora não seria diferente. Toneri teria uma sereia e se curaria de sua doença, fosse por bem ou fosse por mal.

-

“Eu tive uma ideia que talvez possa te ajudar e, em troca, você também me ajuda acobertando minhas vindas até aqui! Não se esqueça, me encontre aqui hoje à noite.”

A voz doce e melodiosa de Pérola continuava martelando em sua cabeça desde manhã quando a viu pela última vez. O que será que ela faria que poderia ajudá-lo? Ou melhor, será que ela falava sério ou estava só brincando com sua cara?

Se remexeu no sofá da pequena casa de Naruto, enquanto o loiro preparava um café para os dois. Assim que voltou foi direto para casa do loiro, ainda em choque com tudo o que tinha acontecido. Bateu na porta diversas vezes até que o Uzumaki abrisse a porta para si com a cara toda amassada e o xingando por tê-lo acordado às cinco da manhã após uma bela noite de bebedeira.

Porém, no momento em que viu a cara de ansiedade do moreno, Naruto logo o puxou para dentro de casa e disse para Sasuke o esperar na sala, pedindo para se acalmar enquanto faria algo quente para eles tomarem. O moreno só conseguia respirar pesadamente enquanto afirmava com a cabeça.

Em pouco tempo o loiro trouxe duas xícaras médias com o líquido quente e tratou de entregar uma para o amigo ao seu lado. Sasuke aceitou o ato do amigo e pôs-se a ver a fumaça saindo de dentro da xícara, enquanto o cheiro de café fresco invadia suas narinas. Melhor que rum, só mesmo uma boa golada de um café preto e bem forte para acalmar seus nervos.

- Quer me contar o que aconteceu? – pergunta o loiro.

O Uchiha nada disse no minuto seguinte, só continuava confirmando com a cabeça enquanto olhava para um ponto na parede a sua frente. Por um breve momento, ele achou que tinha esquecido como se falava, tamanho era o turbilhão de sentimentos e confusões que passava dentro dele.

- Eu quero. – a voz saiu sôfrega, quase como um apelo – Mas não sei se posso.

- Você só pode estar brincando comigo. Você vem até minha casa, me acorda às cinco da manhã, me dá um puta susto com essa cara de desespero e agora me diz que não pode me contar o que está acontecendo?

Sasuke sabia que o amigo estava certo. O loiro podia ser meio lesado algumas vezes, mas também tinha seus momentos de plena lucidez e falava sobre assuntos sérios, como o que estava acontecendo aquela hora. Porém, o moreno não sabia qual seria a reação do outro caso contasse toda a verdade. E se Naruto fosse atrás da sereia também? E se ficasse fissurado pela ideia e quisesse fazer algum mal para ela? E se ele fosse taxado de louco? Espera, por que ele estava tão preocupado com tudo?

Por que estava tão preocupado com ela?

“Céus, por que eu?” era tudo o que conseguia pensar naquele momento enquanto o amigo o encarava com o cenho franzido.

- Eu entendo que você esteja confuso e eu sinto muito se te assustei, mas eu realmente preciso entender tudo o que está acontecendo antes de te explicar as coisas.

- Você não presta, Sasuke.

- Também sei disso, mas preciso que você deixe isso de lado e que me ajude!

O loiro terminou seu café e repousou a xícara na mesa de centro que tinha na frente do sofá. Sasuke era seu amigo de infância mais próximo, era quase como um irmão para si, por isso sabia como devia estar sendo difícil para o moreno, independente do que fosse, só por olhar em como o Uchiha estava se portando. Apoiou ambos os cotovelos nas pernas e encarou Sasuke mais uma vez.

- O que você precisa?

- Primeiro preciso de um lugar para dormir nos próximos dias, acho que vão ser poucos, mas mesmo assim preciso. Estou fugindo da pensão enquanto não arranjo dinheiro.

- Certo, você sabe que pode ficar aqui o quanto precisar.

- Obrigado, Naruto. Segundo, não sei ainda como vai funcionar, mas caso der errado, preciso de um lugar para esconder um peixe grande.

- Esconder um peixe? Peixe grande como?

- É, um peixe bem grande.

Completou, ignorando a cara de confusão do amigo ao seu lado e passou a encarar a janela enquanto pensava em como seriam as coisas a partir daquele momento. Uma parte ele já tinha resolvido, agora faltava a outra, que iria acontecer dali algumas horas.

Seu reencontro com a Pérola.


Notas Finais


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