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História JoMaz - Love's Story - Capítulo 2


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Notas do Autor


Genteee. Não esperava que fossem gostar de minha fanfic... obrigado pelo apoio! Acho que você estão gostando, pelo menos, kkk. Novo capítulo saindo.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Primeiro dia de aula


Fanfic / Fanfiction JoMaz - Love's Story - Capítulo 2 - Capítulo 2 - Primeiro dia de aula

POV Thomaz Costa

-Oi, pai... -respondi, perdendo total concentração em minha punheta, e sentindo meu pênis broxando. 

-Vai ficar nesse quarto o resto das férias? -Ele perguntou, parecendo que era um absurdo.

-Não vejo por quê não. -respondi, meio respondão. 

-Ah é? Então vou desligar a internet, e acho bom você ir far umas voltinhas, garoto! -Ele mandou, e ouvi seus passos se distanciando.

-Aí que saco! -Sussurrei comigo mesmo, me levantando da cama e vestindo minha cueca. 

Peguei um short e uma camisa, e me vesti, pegando meu chinelo e indo para o Playground do prédio. Estava com meu celular, claro. Não tem ninguém da minha idade nesse prédio, então vou ficar sem fazer nada sentado no balanço vendo fotos dos meus amigos. 

POV João Guilherme

-Filho! -Minha mãe gritou, lá da sala. 

-Oi, mãe! -Respondi, tomando um susto. Estava distraído, então fui pego de surpresa. 

-Vem aqui. -ela pediu, e eu fui até a sala, e quando cheguei lá, ela estava olhando da janela. -Tem um garoto ali no play, por quê não desce para conhecê-lo? -ela sugeriu, e eu dei uma risada. -Do que está rindo? -Perguntou ela, dando um tapinha no meu peito e rindo também.

-É estranho quando você pede pra eu fazer amizade com quem você vê por aí, manhê! -respondi, ainda rindo. -Mas posso ir falar com ele, não tenho o que fazer mesmo. -disse, calçando meu chinelo que estava em cima do tapete perto da porta, e desci até lá. 

O garoto estava distraído em seu celular, sentado ao balanço enquanto mexia no celular. Fui até ele, e pude perceber que ele me olhou por cima da tela do celular, mas preferiu fingir não ter visto. 

-Oie. -O cumprimentei, me sentando ao balanço ao lado do dele. 

-Oi. -respondeu ele, desligando o celular e me olhando. -Morador novo? -Perguntou ele, franzindo sua testa.

-Sim. Cheguei hoje de viagem. -respondi, deixando de olhar para ele, e passando a olhar para o chão. Sei lá, me senti tímido. 

-Imaginei. -concluiu ele. -Nunca o vi por aqui antes. Como se chama? -perguntou, e eu voltei a olhar para ele, e ele ficava disfarçando, olhando para os lados, menos para mim. 

-Sou João Guilherme, mas prefiro que me chame de João mesmo. -respondi sua pergunta, e ele sorriu, mas sem mostrar seus dentes. -E você, qual seu nome? 

-Thomaz Costa, mas prefiro que me chame de Thomaz. -Respondeu ele, dando uma risada brincalhona, e eu ri também. 

-De onde você veio, Guilherme? -ele perguntou, e eu percebi que ele estava fazendo de propósito, já que eu pedi que ele me chamasse de João.

-Vim do Rio, Costa. -Respondi, jogando na mesma moeda, mas dei uma risada ao falar. 

-Besta. -Comentou ele, rindo mais uma vez. Nossa, senti uma boa sensação ao vê-lo rindo dessa vez. Ele parece ser uma pessoa tão espontânea, e nada forçada. Além de ser brincalhão também. -Já sabe onde vai estudar, Gui? -Perguntou ele, após ter parado de dar risada. 

-Acho que é na escola Ruth Goulart, se não me engano. Minha mãe comentou comigo, mas eu não me lembro direito. -Respondi sua pergunta, um pouco confuso. 

-Sim, deve ser ela mesma. Afinal, também estudo lá! -Retrucou ele. -Podemos ir juntos se você quiser. -Ele ofereceu, e eu achei uma boa ideia. 

-Pode ser então. -Aceitei, pegando meu celular. -Quer me passar seu número? -Perguntei, e ele confirmou com sua cabeça, ditando seu número em seguida.

-Chama lá depois, não esquece. -Pediu, me olhando. Não sei porque, mas me sinto envergonhado quando ele fica me encarando. 

 -Relaxe, meio difícil de esquecer. -Falei, e percebi que ele corou na hora. -Quantos anos você tem? -Perguntei, e ele voltou a me olhar com seu olhar penetrante. Quero muito saber o que está acontecendo comigo.

-Tenho 16 anos, e você? -Falou ele, me perguntando. 

-O mesmo que você. -Respondi, e ele fez um barulho como "humm". 

De repente, parece que o assunto morreu, e sem saber o que fazer, apenas comecei a me balançar já que eu estava em um balanço. Sem entender, ele também começou a se balançar. E nessa ficamos, nos balançando ao pôr do sol. Me senti naquelas cenas de filmes românticos, o que acho meio cafona, mas senti um sentimento. Gostei do Thomaz. É uma boa pessoa. 

-Já parou pra pensar o quanto somos pequenos? -Ele soltou, tentando soar filosófico, mas em seguida deu risada. -Só queria quebrar o silêncio. 

-Gostei da criatividade, haha. -Disse, dando risada. -Mas sim, paro e penso o quanto somos pequenos nesse mundão. -Respondi sua "pergunta", dando uma olhada pra ele no final. 

Seu celular começou a vibrar e ele atendeu. Parece que era seu pai, o chamando para ir para casa, ele se despediu de mim com o rápido abraço e foi subindo para seu apartamento. Preferi ficar sentado no meu balanço. Estava tão bem ali sem nenhuma tecnologia, apenas eu, o balançar do balanço, o pôr do sol e meus pensamentos. 

Fiquei pensando sobre o Thomaz. Algo me chamou atenção naquele garoto. Ele é sorridente, parece ser um garoto feliz, e passa uma boa impressão disso. Quando ele sorri, me sinto animado, já que é um sorriso tão verdadeiro e bonito. Acho que nunca pensei em uma pessoa desse jeito. Será que eu gostei dele? Do tipo... ah, deixa pra lá. Devo estar viajando. 

Fiquei ali parado, observando a pequena ponta do sol sendo coberto pelos prédios, e o céu se tornou um pouco escuro. Então achei melhor ir pra casa. 

[...]

Passou-se alguns dias e o meu primeiro dia de aula chegou. Estava tão acostumado a acordar onze horas da manhã, que acordar seis horas foi difícil. Meu corpo se recusava às minhas tentativas de sair da cama. Então minha mãe entrou no quarto.

-Acordaa, moço. -Falou ela após entrar, tentando imitar uma pessoa da roça.

-Tava assistindo "A fazenda" foi? -Perguntei, dando risada, enquanto esfregava meus olhos. 

-Nem, aquele programa ridículo. -Respondeu ela, rindo também. -Vamos, levanta dessa cama. Não quero que se atrase no seu primeiro dia de aula. -Ordenou ela, não muito séria, mas percebi que era uma ordem. 

Me levantei, e fui até o banheiro, onde tirei minha samba-canção e entrei debaixo do chuveiro. Quando saí, peguei meu celular, e vi algumas mensagens de Thomaz:

Thomaz: Acorda, preguiçaaa   06:04

Thomaz: Não quero me atrasar, hein!  06:04

João: Bom dia pra você também!  06:11

Saí do celular e fui em direção ao meu armário para me arrumar. 

POV Thomaz Costa

Primeiro dia de aula, finalmente! Não aguentava mais ficar nesse tédio. Não que eu goste de estudar, mas sim porque gosto de me ocupar, principalmente no futebol. 

Já estava pronto para sair de casa, apenas estava finalizando meu café da manhã. Vi que João respondeu minha mensagem de quando eu acordei, então terminei de comer, escovei meus dentes, e fui para a portaria, esperar João. 

Eu e ele nos aproximamos muito nesses últimos dias, parece que nossa amizade existe há anos! Me identifico muito com João, e nossa amizade é algo que não consigo explicar. Estava sentado no sofá da portaria, quando o bonito decidiu aparecer.

-Pensei que tinha escorregado e batido a cabeça. -Brinquei, me levantando e dando um "toca aqui" com ele. 

-Hahaha, muito engraçado. -Ele respondeu, fingindo um riso. -Não sou tão lerdo como você para cometer tal ação. -Brincou de volta, e eu lhe dei um jogo de corpo, fraco, fazendo com que ele fosse para o lado ao contrário. -Vou ficar colado em você esse ano! Tenho certeza que é um aluno exemplar, e que tira boas notas! -Zoou com minha cara, fazendo eu rir. 

-Claro, claro. Se pra você um "zero" é nota alta, então está no caminho certo, meu jovem. -Olhei pra ele, e ele sorriu. -Tenho certeza que vai fazer sucesso com as garotas. -Comentei. 

-Vish, eu não. -Ele respondeu, desajeitado. -Sou moh tímido pra chegar nas mina. Do nada fico sem assunto. -Ele falou. 

-Existe isso? -Perguntei. 

-O quê? -Perguntou ele, desentendido.

-Você ficar sem falar nada? Por quê cá entre nós, você falaaa. -Brinquei, e ele me deu um soco fraco no ombro. 

-Idiota. -Disse ele, rindo. 

Finalmente, chegamos na escola Ruth Goulart. É uma escola bem conhecida aqui na cidade. Tenho sorte de ter conseguido uma bolsa integral por aqui. Fomos andando pela escola, e eu fui mostrando as partes importantes da escola, quando encontrei com um aluno, que não me dou muito bem com ele. 

-Thomazz, grande amigo. -Falou ele, em um tom sarcástico. -Aproveitou suas férias? -Caçoou ele.

Lucas é um garoto rico de nossa escola, então ele costuma viajar em suas férias, e sabendo de minhas condições, ele insiste em perguntar isso todo o santo ano. 

-Deixa de ser trouxa. -Respondi, tirando sua mão de meu ombro. -Vamos, Gui. -Falei, puxando Guilherme pelo pulso.

-Namorado novo, Thomaz? -Ele caçoou, e então perdi a paciência, me virei e dei um empurrão nele, fazendo ele cair no chão, mas ele rapidamente se levantou.. A galera que estava no pátio parou para ver a "briga" que se instalou ali. 

-E se fosse, Lucas? Pelos meus cálculos, não seria problema seu, seria? Então é melhor você ficar na sua, a não ser que queira conhecer meus dois pulsos. -Esbravejei, irritado. 

-Você não é doido de me bater, bolsista! -Falou ele, convencido.

-Realmente, não vou tocar em você na escola. -Conclui, meio irônico. -Mas fora da escola você não vai ter quem te defenda, então é melhor ficar fora do meu caminho!

POV João Guilherme

Nunca imaginei ver o Thomaz daquele jeito, não sei, parece que por um momento aquele menino doce e sorridente desapareceu. Fiquei assustado, mas depois entendi o seu lado. Thomaz é um garoto super respeitoso, e também, sua mãe é casada com uma mulher atualmente, então homofobia pra ele é algo totalmente inaceitável, e ele está certo. 

-Tenta tocar em mim pra você ver, muleque. -Ameaçou Lucas, novamente. Que cara babaca. 

-Paga pra ver. Não tenho dó nenhuma de você. -Thomaz falou, dando as costas para ele e me tirando dali. 

-Desculpa por isso, Gui. Não queria que me visse assim. -Ele falou, respirando fundo. 

-Tudo bem, Tho. Te entendo. -Falei, tentando acalmar ele. -Gostei da atitude... digo, defender as pessoas LGBT. -Disse, lhe dando confiança.

-Valeu, Gui. 

É assim que ele me chamava, só porque eu pedi que ele me chamasse de João, mas acho que gosto, já que ele é o único que me chama assim. 

-Vamos indo pra aula, não quero atrapalhar você. -Disse ele, saindo na frente.

-Vamos. 


Notas Finais


Vish, que treta hein. Thomaz todo bravinho, mas pelo motivo certo! Até logo, galera.


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