História JONSA - Corvos ao Norte - Capítulo 5


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Jon Snow, Sansa Stark
Tags Got, Jon Snow, Jon X Sansa, Jonsa
Visualizações 87
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Oie!

Logo mais responderei todos os gentis comentários! Muito obrigada até aqui!

E às 21h eu posto o novo capítulo de O Poder de Westeros!

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Capítulo 5 - Pelos Deuses Antigos e Novos


V

Pelos Deuses Antigos e Novos

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- Por que tanta pressa? – Talvez aquela tenha sido a primeira grande frase que ele disse desde que chegara.

- Há uma instabilidade desde que recusei a proposta de Robin. Não poria em risco vossa segurança e nem a minha. – Sentia-se tão insegura ao lado dele que não conseguia manter seu ar de realeza e falava à esmo enquanto olhava os ombros alargados e o peito mais estufado. O calor serpenteando pelo corpo dela.

- Não fingirei que ignoro o porquê de tê-lo recusado. Mas cruzei para o sul com mil homens, teria como proteger-me de um menino com o ego ferido. – Jon tinha o cabelo maior e solto e mais cicatrizes no rosto do que lembrava. Ele estava lindo. E se pegava olhando e no susto desviava o olhar.

- Tenho certeza que sim, meu senhor. Perdoe-me se fui apressada com nosso enlace, talvez a antecipação para um casório meu fosse tão grande que já houvesse tudo aprontado há muito tempo. – Ela sorria em meio ao frio no estômago. Tinha até vontade de chorar ao olhar as mãos fortes dele. O salão estava cheio de nortenhos curiosos e amigos que dançavam muito próximo à mesa deles para vê-lo de perto.

- Winterfell está diferente. – Jon olhava para as paredes polidas e bem iluminadas como Sansa mantinha todo o castelo.

- É a nossa casa, é minha missão. – Ela bebeu sua água das termas tentando apaziguar seu calor em seu jantar de noivado.

- Tua soberania é lendária para além da muralha. A rainha de gelo. É assim que eles te chamam! – Jon apontou para os homens com quem Tormund bebia a horas. As mulheres também os olhavam. Eram homens grandes e ruivos e que faziam muito barulho. Tudo neles era superlativo. Sansa corou pensando no que não devia.

- Tenho cuidado de Winterfell como uma missão que dás a um guerreiro. Este talvez seja o primeiro ato que faço pensando em mim. – Levantou a mão onde flores de seda tinham sido ornamentadas por ela para a ocasião do banquete dos noivos.

- Tu és tão Tully! Respiras Família, dever e honra. – Jon sorriu embriagado e Sansa sentiu as pernas amolecerem.

- Não esqueço que o inverno está chegando, entretanto. – Sansa bateu palmas no meio da música dos trovadores para se distrair e o grupo teve que encerrar a apresentação e aceitar as congratulações nervosas da rainha.

- Tens certeza que queres realizar isso? – Ele acendeu uma cigarrilha cujo aroma estranhamente agradava Sansa que geralmente não gostava de aromas fortes.

- Tens certeza que tu queres realizar isso? A coroa é um peso e não um privilégio. Frequentemente me olhará pensando em Sansa e eu responderei sendo a rainha de Winterfell. – Abriu o coração para aquilo que mais a assustava em reinar.

- Estais a me dizer que Sansa Stark não existe mais? Apenas a Rainha de Winterfell? – Perguntou minutos depois de reflexão.

- Faz bastante tempo desde que deixei de ser Sansa Stark, que sonhava com reis e rainhas e se preocupava com vestidos! – Sorriu.

- Confessas que te costurou o que veste hoje. Nenhum artesão cortês providenciaria pontos tão dedicados e, que acima de tudo, tens pensado em nós. – Ele aproximou-se tanto de seu rosto para acusá-la de falsa modéstia que todos pararam em antecipação ao que aconteceria e ela que havia se inclinado e chegado muito próximo a ele, recuperou sua postura num instante.

- A costura mantém meus pensamentos no lugar e minhas emoções controladas e sim, tenho pensado em nós, o rei para além da muralha e a rainha de Winterfell, mas em nada se compara ao que fui quando deixei minha casa pela primeira vez. – Tentava não trocar olhares com os nobres que dançavam sem música e quase não se mexiam para que suas roupas não fizessem barulho e assim, pudessem ouvir o que conversavam.

- Que sorte tenho já que não és mais quem foi quando foi para a corte dos Lannisters. Mas isso sei desde que nos reencontramos em Castle Black. Tenho curiosidade, porém, de saber quem tu és hoje, pois também não és mais a prima que deixei em Porto Real. – Ele ergueu-se com sua taça de prata e vinho forte na mão e o burburinho parou de vez. – É hora de irmos à Árvore Coração.

Desde que era a rainha e que a Fé dos Sete e os Deuses Antigos da Floresta viviam num bom sincretismo religioso como na época de seus pais, Sansa tinha feito do casamento uma alegoria de costumes próprios dela. As flores no pulso que simbolizavam a primavera estavam também pelo chão junto com as folhas vermelhas que ela caminhava ao lado da. Tinha escolhido um traje completamente branco, como da segunda vez que se casou, mas mais fluído para o clima. Seus teares e tecelãs tinham feito um novo tipo de tecido apenas para a ocasião. Ela não tinha Jon em mente quando decidiu tudo aquilo. Era apenas uma forma de fazer os nobres se aquietarem mostrando que ela se importava em se casar, mas agora, sentia que não tinha decisão melhor para tomar senão aquela para o casamento deles, o vestido ajudava nos calores.

Seus dedos, entretanto, estavam gelados. E Arya, que carregava uma lanterna na mão direita constantemente pressionava sua mão sob a dela. Só não sabia se era para confortá-la ou para mandá-la parar de tremer. Sansa tinha casado mais vezes do que devia e aquele era o primeiro casamento que queria, mas sua proposta e condições tinham mudado e talvez, por isso, era tão difícil caminhar. Já que carregava nas costas o arrependimento de ter concordado sem que ele lhe explicasse suas palavras e aquilo interferia nas pernas dela.

- Quem tu és e quem tu trazes? – Jon se dirigiu à irmã frente ao represeiro na noite de brisa fria.

- Sou Princesa Arya de Winterfell e trago Sansa Stark, a rainha do Norte. E tu quem és e o que queres? – A irmã ergueu a lanterna feita com galhos sagrados e a vela preparada para a ocasião.

- Sou Jon Snow e quero desposá-la. – Ele virou a palma para cima esperando a mão de Sansa.

- Se o fazes com o coração e promete honrá-la e nunca a machucar, se prometes fazer dela tua e de vocês um só coração, dou-te minha amada irmã em matrimônio. – Arya pôs as mãos delas sob a dele.

- Prometo-te com meu coração, honrá-la e nunca a machucar, prometo fazer-te minha e dividir contigo meu coração nos tornando um só. Honra-me com teu amor e lealdade e aceita ser minha? – Foi a primeira vez que ele a olhou durante a cerimônia.

- Aceito. – Disse apesar do coração parado pelo nervosismo. Estava morta e viva. Arya retirou a mão e Sansa encostou a palma suada na mão quente de Jon.

- Que os Deuses antigos abençoem nossa união. – Ele a puxou para um beijo casto.


Notas Finais


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Essa é uma história leve e meio satírica, por isso, pretendo mantê-la mais superficial! Espero que eu consiga não transformá-la num drama! hahahah pq acho que está bem legal essa historinha!


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