História JONSA - O poder de Westeros - Capítulo 28


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Notas do Autor


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Oieeee

Bom, apesar do trampo estar mais tranquilo, eu realmente empaquei nesse final pq não conseguia me decidir entre tretas e babydrama! kkk Sério, eu não conseguia decidir e eu tava para fazer um você decide com vocês - que ainda acompanham e são maravilhosos - para decidir como ia ser o final.

Eis que tomei as decisões que me pareceram mais coerentes com o que eu queria mostrar desde o início: JONSA!!!

então vamos lá, nos encaminhar par afinal dessa fic, que prevejo que vai até o capítulo 30!

Maaas, aviso que já estou estudando outra temática de Universo Alternativo - peguei gosto - para uma nova fic Jonsa! E Corvos ao Norte continua com sua leveza, pouca pretensão e nenhum compromisso... vão lá ler e comentar tb!

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Capítulo 28 - CAPÍTULO 28 Almas cansadas


 

Sansa

 

I'm going to a town – Rufus Wainwright

I'm going to a town that has already been burned down
I'm going to a place that is already been disgraced
I'm gonna see some folks who have already been let down.
I'm so tired of America I'm gonna make it up for all of the Sunday Times
I'm gonna make it up for all of the nursery rhymes
They never really seem to want to tell the truth
I'm so tired of you America

 

 

Sansa estava dispersa, apática e entristecida. Era como perder o pai pela segunda vez. Apesar de por muito tempo não dar vazão ao luto quando o pai morreu e, principalmente por estar rodeadas de crápulas, ela acreditava que era raro encontrar pessoas com escrúpulos, saber que o pai morreu como morreu foi como receber um soco no estômago. Daqueles que só Ramsay lhe aplicou. Uma pancada seca no plexo solar, que fazia seus via aéreas queimarem, seus pulmões entrarem em pane e sua mente entrar em colapso até ela perceber que tinha sido espancada e que teria que aguentar momentos de terror físico e psicológico.  Era assim que se sentia olhando o relatório que Davos conseguiu no final daquele dia horrendo, depois de finalmente conseguirem sair da delegacia.

 

Baelish queria sua mãe, Cercei queria a Westeros, Jamie queria que ninguém soubesse sobre ele e a irmã: essa era a tríade principal, e depois, vinha Reese Bolton que queria Winterfell, Ramsay que queria o que o pai tinha, Baelish que queria Arryn’s Valley, Cercei que queria ela morta, Nate King que queria mais de tudo aquilo, Craster que queria Jon morto: esses eram os concomitantes. Tudo escrito numa árvore genealógica e linha do tempo montada, pelo que lhe disseram, pelo Watson. Inteligência artificial que a Delegada Sand usou para intercalar os arquivos de Jon, a investigação dela e que posteriormente, foi usada naquele dia pela polícia para concluir o inquérito.

 

Aquele relatório caiu “sem querer” nas mãos da imprensa e Sansa podia imaginar a cena como uma rinha de cães famintos que se digladiavam pelo filé oferecido e do qual se alimentariam até não restar nada. Novamente, o celular dela precisou ser desligado até um novo número ser habilitado. Jon, bravamente resistia com o dele no silencioso. O quarto deles era agora como uma central de polícia, igual ao quarto do andar superior da casa deles. Casa deles. Sansa queria ir embora dali e ir para a casa deles. Nada naquele lugar a agradava e agora era definitivamente um lugar que evitaria para o resto de sua vida.

 

Davos, Brienne, Lyanna, Pod, Gilly, Sam, Bran e até mesmo Asha Greyjoy estavam lá. Martin e sua equipe estavam nas telas, assim como Loras. A porta estava aberta e emissários do hotel iam e vinham com comida, policiais apareciam e iam. Ela olhava as folhas nas mãos dela e pensava no pai e na mãe. Assassinados. Sansa tinha tido os pais assassinados à mando e articulação de sua ex-sogra. Riu sem humor. Ela tinha o dedo podre. Perdeu as pessoas mais importantes de sua vida para àqueles a quem ela acha que eram as melhores pessoas que conheceu. Ela enxugou as lágrimas sem fungar. Não chamaria atenção novamente com seu choro. Quando o fez da última vez, quase foi mandada para outro quarto para descansar e tudo que menos precisava naquele momento era ser o que sempre foi em sua vida: Uma expectadora passiva e impotente. Ali, ela pelo menos podia dar instruções ao seu time de comunicação e ao jurídico.

 

“... O pai dela fez com Ned o mesmo que fez com Aerys. Se considerarmos o precedente, o cenário das ações da Westeros muda novamente.” – Lyanna teimava algo.

“Ainda que seja, esta não é a hora de entrarmos como uma ação. Vamos ter acesso a tudo e decidir por que vias e quais formas entramos na justiça.” – Donal sentou próximo a ela e Sansa se perguntou quando ele tinha chegado.

“Babe... Eu sei que você vai dizer não, mas que tal você vir comigo para pegar um ar fresco? Alimentar-se? Hum?” – Jon abaixou-se frente a ela.

“Eu não quero...” – Sorriu desanimada.

“Que tal China In Box? Porco crispy? Eu sei que você gosta!” – Jon sorriu quando viu que ela salivou à ponto de engolir saliva. “Vamos? Vamos lá comprar e deixar tudo isso aqui de lado um pouco.” – Ele se ergueu e deu a mão a ela. “Nós voltamos logo, vamos trazer comida...Não é preciso.” – Jon bateu no ombro de Pod que ia segui-los. “É aqui na esquina. Nós voltamos logo.”

 

Ele pegou os casacos pesados deles e guiou ela pelo corredor. Sansa sentia que pisava em algodão, como se estivesse num sonho ruim. Não propriamente um pesadelo. Mas como se fosse um sonho feito de angústia e desolação. No elevador, Jon calçou as luvas dela, como se ela fosse uma criança e afundou o gorro na cabeça dela com cuidado e vendo se ela ficaria quente. Quando eles cruzaram o hall, Sansa pôde perceber o tamanho da proporção que a história estava. Sempre cheio de celebridades que olhavam para o próprio umbigo e estavam sempre cercados de assistentes fazendo um burburinho nostálgico, o ambiente se silenciava ao passo que eles chegavam até a porta dourada e rotatória através do chão de mármore branco, o silêncio era sepulcral quando eles alcançaram a calçada e mais de dois vallets ofereceram ajuda para qualquer coisa. Jon a puxou para a esquina prendendo-a nos braços enquanto eles andavam meio trôpegos pela neve fofa.

 

“Eu sinto muito, Sansa.” – Ele a girou para ficar frente a ela quando eles dobraram o quarteirão. “Eu sinto tanto que você esteja sofrendo agora, mas eu... sinto também. A falta dele. Ele vai ser sempre o meu pai. Sempre. Se eu pudesse fazer algo...” – Ele a agarrou apertando-a contra seu peito.

“Oh, Jon!” – Ela fungou desidratada demais para chorar quando vento frio cortava a pele do rosto dela. “É como se ele tivesse morrido de novo. É como se toda a dor que eu engoli sozinha naquela maldita ilha enquanto ele era enterrado aqui, tivesse saído de dentro de mim e virado um monstro de neve.” – Sansa sentia como se estivesse delirando de dor na alma.

“Eu sinto muito, babe. Eu queria dizer alguma coisa para que você não sentisse tanta dor.” – Ele beijou a testa dela.

“Eu sei..., mas não há. Não há. Não há nada que vai diminuir minha dor..., mas pelo menos você está aqui. Pelo menos, dessa vez, eu tenho alguém para dividir essa dor.” – Ela o beijou nos lábios. Um afago, apenas. “Jon... Eu quero ir pra casa.” – Ela não queria passar mais um dia em Portoreal. Os Lannisters estavam mortos para ela, a Westeros não a importava e ela só queria sua casa, suas coisas e pessoas para que pudesse seguir com um mínimo de controle sobre a própria vida e honra e verdade como ninguém naquele lugar parecia ter.

“Okay... Okay... Nós vamos.” – Ele a beijou nos lábios um pouco mais demorado. “E vamos honrá-los... Nossos pais. Honrar o sacrifício deles...” – Jon tinha um tom mórbido e sério, como da primeira vez que o encontrou na delegacia. Um tom de cansaço e fatalidade que a marcou pois eram sentimentos que na época ninguém mais compartilhava com ela e ouvi-lo e vê-lo como ela, a fez sentir-se pertencente a ele. Como duas almas velhas e cansadas que se reencontram depois de vidas e vidas vagando. “Sansa... Você é minha âncora. Onde você estiver é onde eu vou ficar.” – Sansa sorriu à declaração sensitiva que ele fazia. “Você é meu porto. É onde eu quero estar.” – Ela deixou-se ser beijada com os sentimentos intensos dele.

“Venha. Vamos comer.” – Eles foram ao restaurante que tinha apenas uma mesa que mais servia de espera para o delivery. Ela se sentou no ambiente apertado com seu casaco caro e soprou ar quente nas mãos.

“Jon... O que houve... Tem o dedo de Arya, não é?” – Ela perguntou quase inaudível quando ele se sentou.

“Sim.” – Ele respondeu checando ao redor enquanto dois entregadores passavam cansados ao balcão.

“Você... Você vai fazer algo?” – Ela observou os homens com medo de ser ouvida. Aquele era o problema da violência e do abuso, todo mundo era suspeito de praticá-los contra você e sua mente não tinha paz, entrando num looping de ansiedade e pânico que tentava se antecipar a qualquer coisa.

“Eu não sou mais da polícia. Eu não farei nada. Eu decidi isso quando você e ela fizeram aquela loucura no baile.” – Ele sussurrou quando a comida deles chegou e Sansa esperou o homem se afastar para perguntar.

“Você deixou a polícia por minha causa?”

“Não..., mas não adianta eu voltar compactuando com coisas que a gente jura combater.” – Ele disse de qualquer forma esperando-a começar a comer.

“Eu gosto que você não vá voltar. Você não se expõe à morte tão fácil. Temos o bebê agora.” – Ela começou pensando de forma prática para afastar os pensamentos e sentimentos paralisantes e terminou pensando que precisava começar a pensar mais fundo na gravidez.

“Sim... Agora temos o bebê.” – Ele sorriu com complacência. “Coma pelo bebê.” – Ele ordenou e ela colocou um pedaço do porco crispy na boca, sentindo imediatamente a saliva se acumular. Jon abriu uma garrafa de água com gás e serviu a ela. “Coma pedaços pequenos e beba água entre eles, ajuda no enjoo.”

“Como você sabe?” – Perguntou surpresa, mas obedeceu, no entanto.

“Eu li algumas coisas ontem à noite enquanto você dormia.” – Ele mirou o próprio prato. “Precisamos fazer o pré-natal. E comprar um berço e uma bomba de leite para você descansar o bico do peito, porque a sucção constante machuca...”

“Conversas mórbidas costuradas com coisas de bebê...” – Sansa parou de comer para constatar a bizarrice da montanha russa que eles viviam.

“Você costura violência com sexo pesado... Acho que apenas uma outra forma que estamos encontrando de viver no caos.” – Ele respondeu pegando o cigarro de dentro da jaqueta e desistindo de acender ao olhar para ela, Jon buscou a lixeira próximo a eles e jogou o maço de cigarros e o isqueiro.

“Jon...” – Ela olhou para fora através das janelas de vidro e viu um homem com câmera de longo alcance na garupa de uma moto.

“Não ligue. Coma... Foram apenas dois bocados. Mais dois e nós vamos para o hotel.” – Ele cruzou os braços e aguardou.

“Eu estou cheia, vou acabar vomitando...”

“Coma devagar e beba água com gás entre um bocado e outro...” – Ele recebeu as sacolas que havia pedido para levar para todos e Sansa empurrou o prato. “Mais duas.” – Jon pressionou os dentes.

“Quem é bossy aqui?” – Ela comeu um pequeno bocado de macarrão tradicional e mastigou interminavelmente para não enjoar.

“Só mais um...” – Se recostou na cadeira.

“Vamos voltar...” – Ela olhou pela janela e Jon viu que algumas pessoas com celulares apontados para o restaurante.

 

Jon pegou as sacolas com os pedidos e segurou a mão dela para saírem do restaurante. Sansa sentiu os finos flocos de neve no rosto e um disparo de flash. Jon levantou a mão pedindo para se afastarem e ela agarrou a mão dele com mais força.

 

" Como você se sente sabendo que Cercei Lannister matou o seu pai, Srta. Stark?"  - Alguém perguntou e seus olhos voltaram a lacrimejar.

“Por favor, respeitem nossa privacidade no momento...” – Jon manteve sua mão levantada e apressou o passo até o hotel. Sansa queria que aquele dia terminasse para que pudessem ir para a casa. Ela também não queria pensar em nada por um momento apenas, só para aliviar sua cabeça pesada e ombros doloridos. “Você está enjoada?” – Ele perguntou com delicadeza enquanto esperavam o elevador.

“Um pouco. Acho que é normal por um tempo ficar enjoada o tempo inteiro...” – Ela viu a mão dele se espalmar para dentro do casaco aberto e fixar no ventre dela espalhando calor. Aquela cena a deixou emocionada também. Tudo a emocionava naquele caleidoscópio de notícias que vivia desde que se reencontraram, culminando naquele ponto específico onde a vida que eles criaram estava bem acomodada dentro dela.

 

Quando as portas do elevador se abriram, Daenerys, acompanhada de alguns homens, saiu para o corredor olhando fixamente onde a mão de Jon se encontrava. Por um momento, Sansa viu que a mulher prendia a respiração e seus olhos, já grandes, ficavam mais arregalados. Ela também viu quando Daenerys engoliu saliva várias vezes e sentiu Jon ficar tenso ao lado dela. O que quer que aconteceu entre eles dois, ela não gostava de ver que ambos se alteravam tanto naquele momento.

 

“Eu vim prestar minhas condolências ao que houve com seu pai,” – Daenerys tinha uma cortesia dura na voz, que era quase mecânica. “Sei que não será a prisão de Cercei que tratará sua família de volta, mas espero que traga algum conforto para você.” – A mensagem era dita estritamente para Sansa. A mulher se forçava a olhá-la inclusive. Sendo nítido o controle descomunal que fazia para manter o tom suave.

“Obrigada.” – Era tudo que podia dizer. A mão de Jon continuava em seu ventre e o silêncio constrangedor ficava ainda pior com as pessoas que se aglomeravam ao redor deles para pegar os elevadores adjacentes e escrutinar um pouco mais da vida deles que tinha virado uma novela naquele momento.

“Também vim avisar que não entregarei a Westeros tão fácil quanto você pensa. Nem muito menos deixarei um delegado que acha que entende de negócios desmanchar os planos de uma vida inteira...”

“Os planos do meu verdadeiro pai era mantê-la de pé e não a desmanchar.”

“Seu pai era um idealista, pelo que me consta e Ned era inocente o suficiente para se deixar ser envenenado pela mãe de seu genro.” – Sansa respirou ruidosamente.

“Daenerys...” – Um homem ao lado dela deu um passo à frente.

“Eu ainda serei uma das acionistas majoritárias, Snow... Você pode ter tudo agora... Minha empresa, meu sonho...” – Ela baixou os olhos para o ventre de Sansa. “Mas...” – Ela notou quando a mulher mudou completamente o rosto contido para transtornado. “Eu tenho sido uma mulher que se preocupa com o próximo, nunca traí, nem me envolvi com inescrupulosos, eu nunca fui baixa, traiçoeira ou mesquinha... Sempre agi pensando no melhor para todo mundo... Acho que me idealizei sendo uma mulher pela qual valia à pena lutar, principalmente por um homem íntegro e corajoso, que busca o bem do próximo...” – Os olhos de Daenerys estavam dilatados e ela agia como se fosse uma grande dama ultrajada, era pitoresco e dava pena, mas Sansa não pode deixar de se deixar levar por aquelas palavras. “Parece que não é o suficiente, não é mesmo? Sonhos como amor e família acontecem para as mulheres que pouco se importam com nada e nem ninguém e essas mulheres ainda têm a sorte de contar com o melhor tipo de homem com elas.” – Era insano ouvir a dicotomia de Daenerys naquele hall com tantas pessoas em volta. “Mas... Enfim... Nós Targaryens não somos comuns!” – Ela riu e então Sansa pode sentir o forte cheiro de álcool. E somando isso aos olhos dilatados de uma madeira específica: Valium, Sansa pensou. “Targaryens... Nós somos da mesma família, Jon, mas...”

“Mas nada. Não temos nada a ver. Você mesmo disse: Não é tia de ninguém. Então você é apenas a acionista de uma empresa minha. E será tratada assim. Apenas assim.” – Jon segurou em seu cotovelo e a conduziu para dentro do elevador que parava ali uma segunda vez. “Eu não tenho tempo para ameaças e afrontamentos e nem jogos de palavras. Esse jogo matou a nossa família e, agora, é com você: Quem você quer ser nesse jogo, Daenerys? Quer quebrar esse ciclo ou perpetuá-lo?” – A voz de Jon era tranquila, porém era dura. Havia desprezo e desdém. Sansa deu uma última olhada na cara ultrajada de Daenerys antes das portas fecharem.

“Você acha que ela é capaz de algo... ruim?” – Sansa nem conseguia pensar em algo que a outra pudesse fazer – como Jon dizia – para se igualar às pessoas que mataram as famílias deles naquele jogo louco de poder.

“Daenerys tem uma desordem, bipolaridade, talvez, como o velho Aegon, e não é tratada. Eu não sei o que ela é capaz de fazer durante uma crise. Mas eu pedi à Drogon que a ajudasse, ela parece confiar nele. Não sei onde estão as pessoas que a cercam e nem quem são seus amigos...”

“Você se preocupa com ela.” – Aquilo era estranho, porém natural para alguém como Jon, ela se disse internamente.

“Daenerys tratada é sinal de uma conversa razoável. Eu vou precisar disso, você sabe.” – Ele beijou a testa dela.

 

 

 

 

 

 

 

Jon

 

Making my own way home
Ain't gonna be alone
I got a life to lead America
I got a life to lead

 

“Obrigada por ter vindo.” – Jon sentou-se ao lado de Gendry. Ele aproveitou o momento de distração de Sansa que conversava com Lyanna e Davos no canto do quarto e se aproximou do homem para lhe perguntar sobre Arya, mas não foi preciso.

“Só vim ver se não tinha ficado pontas soltas.” – Os olhos verdes de Gendry eram sérios e duros.

“Até onde você sabe sobre tudo que aconteceu?” – Jon perguntou com cuidado. Tinha sentado ali para perguntar se o crush de sua irmã tinha a visto ou de alguma forma ajudado ela a desabafar, mas pela resposta, era como se fossem cúmplices e ponderou como conduzir aquela conversa.

“Eu sei tudo que a Arya é capaz de fazer e sei a sua assinatura nesses atos loucos.” – Gendry olhou para trás. O quarto onde antes ele e Sansa tinham transado tinha virado uma espécie de praça aonde todos se encontraram com algum propósito.

“Atos loucos... É um eufemismo bonito para o que quer que você saiba sobre o que Arya fez na vida.” – Jon lembrou de estudar alguns arquivos de crimes da Yakuza e era insano ligar à irmã àquilo.

“Nem todo mundo pôde entrar na polícia para expurgar os pecados que a vida deu, Jon...”

“Eu não estou julgando.”

“Está. Todo mundo aqui de alguma forma foi transformado em sociopata desde que começou o carnaval de mortes. Não é porque você teve formação na polícia que te exime de tá no bolo junto com os desajustados que quer vingança, bater e matar.”

“Eu não estou julgando. Eu realmente não estou. Escute, eu não fui o delegado mais honesto do mundo. Eu recebia informação em troca da soltura de reacionários, eu matei homens que julguei desnecessários para a sociedade quando tive a chance, eu plantei flagrantes e um monte de pequenas merdas que não me orgulho. Eu não estou julgando. Eu estou dizendo o que é: Não há eufemismo que melhores a verdade: É assassinato o que foi feito.”

“Há provas?”

“Não.”

“Existe ponta solta?”

“Não.”

“Então não foi assassinato.”

“Como ela consegue?”

“Você pensa nos caras como uma irmandade asiática cheia de rituais e ninjas e forte armamento. Mas eles são como os traficantes que faziam serviço para o marido de Sansa: São uns caras que não têm nada a perder e que tão prestando um serviço a outros caras que têm muito a perder e por isso não se metem. Você vai, pega o serviço e executa da melhor forma para não ir preso, nem ser visto e nem ser morto.”

“Você faz parecer que ela é um motorista de aplicativo.”

“É quase isso... A gente recebe um chamado no celular e, se não tiver com o rabo preso, decide se aceita ou não.”

“Nós... Por que não me surpreendo?”

“Você não sabe de nada, Jon Snow ou é Jaehaerys Targaryen...”

“Ah merda... É Jon... Jon... E Sansa não tem marido que lida com traficante. Ela tem eu. Fale sobre o demônio no passado!”

“Ah vai se foder, Jon Snow! Então oficialize essa merda, a gente tá meio que doido para falar sobre vocês na cara de vocês...”

“Quando tudo isso passar... O pai, Ned Stark, precisa ser honrado, eu preciso decidir sobre a Westeros e a Winterfell e todo o resto... Arya... Bran...”

“Você não tem que cuidar desses últimos dois. Arya não é o tipo que você “Cuida”, Jon! Vai por mim, eu já cai nessa. Você fica, cria um endereço que ela possa te achar e aí, você a deixa livre pro que ela quiser.”

“Ruim assim?”

“Eu preferia ter um número infinito de gente para mandar matar só pra ter ela em contato.”

“Isso é insano...”

“Bran parece perdido com as paradas do além e tal, mas ele não está... Tivemos uma conversa, ele é bem lúcido para as coisas... Talvez... só talvez você tenha que cuidar da Sansa. Arya a acha delicada, eu não acho, mas talvez ela precise de apoio seu e as empresas. Isso honrará seu pai... seus pais... Sabe eu acho que foi isso que me fez simpatizar com você: Essa situação de ser e não ser filho de alguém. Eu costumava dizer que eu era o filho de Schrödinger, eu era e não era filho do meu pai, eu era e não era filho de Robert, minha mãe era e não era “uma puta”, como os meus avós frisavam.”

“Filho de Schrödinger! Mas você sabe, não é? De quem é filho...”

“Sei, mas isso faria meus avós terem razão. Então eu não sou... Filho de Schrödinger!”

“Eu quero abrir uma Holding para controlar tudo. Sansa propôs. Eu não quero lidar com Daenerys e nem com acionistas que podem colocar a integridade física da mina família em risco.”

“Estou escutando...”

“No momento, eu entro com todas as participações, empresas, controle e dinheiro suficiente para isso ser feito de forma estruturada e antifraude – isso é importante.”

“E com o que entro?”

“Com a cabeça e experiência conquistada como...  “motorista de aplicativo” e o que você aprendeu na sua cara faculdade... Você não poderia compor o board de nenhuma empresa, mas eu pago a você a parte que era Baratheon quando Robert morreu e seu salário se equipara ao da diretoria da Westeros atualmente.”

“Caralho.”

“Você vale isso... Vai te ajudar a criar um endereço fixo...”

“Vai me ajudar a construir um Castelo em Storm's End Beach!”

“Não vejo Arya pegando ondas com você em Storm's End, mas você parece conhecê-la melhor que eu!”

“Eu vou levar Lyanna comigo... E Davos...”

“Aí você terá que comprar briga com Sansa...”

“Winterfell não vai entrar na holding?”

“Winterfell é da Sansa. Minha participação, revertida pelo board quando assumi, pode ser controlada pela holding, não mais que isso.”

“Okay... Westerlands?”

“Entra.”

“Riverrun?”

“Capital aberto? Faz parte da Westeros?”

“Sim e sim!”

“Fazia parte da família da Senhora Stark, não é? Deixe-a no escopo de empresas para comprar... voltará a ser herança de Sansa...”

“Jon... Eu tenho liberdade criativa?!”

“Liberdade criativa que não faça a gente cometer os pecados dos nossos pais. Lembre-se sempre disso. Nada de à ferro e fogo, nada de arranjar dívidas de honras que podem ser cobradas... Eu quero uma empresa chata, com o livro na mão, nenhum passo fora da risca...”

“Eu espero que pelo bem da minha pretensa cunhada, você não seja assim na cama!”

“Jon...” – Sansa chegou perto deles e Jon a recebeu nos braços, a sentando em seu colo. Ela tinha olheiras profundas e o ar abatido. Apertou a mão dela e levantou-se deixando-a sentar-se onde estava.

“Eu queria agradecer por vocês terem vindo tão rápido. Tem sido dias difíceis, mas também dias que eu vou guardar comigo como lembrança de amizade e afeto.” – Ele não largou a mão de Sansa enquanto dizia aquilo.

“Ned Stark foi um pai pra mim quando eu perdi o meu ainda bebê, Jon. Eu não poderia fazer outra coisa por ele ou por vocês.” – Lyanna endossou.

“Meu pai foi um homem como nenhum outro. Me protegeu da sina da minha família e foi morto pela mesma ganância e falta de honra da qual me manteve longe. Ter um pai biológico Targaryen não muda que Ned sempre foi meu pai, não muda quem eu sou também. O que muda, é que a partir de agora eu preciso de você mais do que nunca. O legado de mentiras de Cercei e a falta de ética de Daenerys fará com que enfrentemos muitas situações indesejadas, provocações descabidas e tenhamos muito trabalho daqui pra frente. Eu acho que nunca vou agradecer o suficiente vocês terem acreditado em mim e me escolhido como alguém para estar do lado antes de saberem minha origem. Meu pai sempre me contava que Aegon Targaryen dizia que sentar atrás da presidência da Westeros, que todos consideravam um trono, a posição de um rei, era como sentar num trono de ferro feito de espadas afiadas; desconfortável, você seria ferido de alguma forma no final do dia e um símbolo de que os donos daquelas espadas fariam tudo para derrubar você do poder. Eu acho que hoje, eu sei o que isso quer dizer. Então, hoje, eu quero que isso acabe. Que não haja um trono de ferro para sentar-se. Westeros será dirigida por uma holding. Sincronizem seus e-mails, pois vocês receberão convites para ocupar as cadeiras desse grande conselho. No momento, cansados, consternados com os últimos acontecimentos, eu acho que eu e Sansa deveremos nos retirar por alguns dias, um breve respiro para uma jornada nossa que se inicia também!”. Jon ergueu a cerveja dele, assim como todos. Sansa erguia um chá de limão e sorria cansada. Ela tinha o olhar brilhante de lágrimas de novo. Queria poder fazer algo para protegê-la daqueles sentimentos ruins, guardá-la numa redoma.

 

Um a um, eles foram se retirando até sobrar Bran que olhava os flocos de neve que tinham aumentado, caírem pesados na varanda. O irmão não tinha falado muito, desde que ele deu depoimento à polícia, tinha se fechado ainda mais, contrastando com a constatação de Gendry.

“Ele está em paz.” – Bran virou-se para ele com seu olhar para o além.

“Não comece...” – Sansa pediu, abraçando as pernas no sofá.

“Ele sempre esteve em paz, Sansa. Ele nunca vagou ou buscou justiça ou vingança. Mas agora, ele pôde falar que está em paz. Mamãe também.”

“Oh.” – Ela enxugou as lágrimas e olhou para Bran com impaciência.

“Bran... Não fale sobre isso agora, Sansa está debilitada.” – Jon sentou-se próximo ao irmão.

“Você confunde a introversão de minha irmã com fragilidade e às vezes frieza. Ela é mais forte do que você pensa. Mais inteligente também...” – Bran dizia aquilo, mas olhava para aos lados, sem olhar nenhum deles nos olhos.

“Eu não confundo, só estou tentando protegê-la...” – Jon se defendeu.

“Bran...” – Sansa chamou suavemente.

“Nada foi sua culpa. Esse era o destino de todos nós... Tem sido assim há várias encarnações... Mamãe diz que gostaria de te ajudar nesse momento, mas que estará ao seu lado quando a hora chegar.” – A voz do irmão oscilava entre timbres conhecidos, mas que não o pertencia.

“Bran...” – Jon o chamou, forçando o rapaz a olhá-lo.

“Papai diz que tem orgulho de quem você é. Que você é um verdadeiro Stark... Ele diz que Jon é o homem gentil, honrado e sério...” – Bran alternou em olhar para ele e depois para Sansa.

“O quê?” – Jon estava incrédulo com aquilo. Era muita informação para assimilar em poucos dias e ter mais uma demonstração dos poderes paranormais do irmão só deixava as coisas piores.  

“Rickon está cantando aquela música... Do Alecrim...” – Viu o irmão sorrir com ternura, olhando para a porta fechada.

“Bran... Eles estão aqui?” – Sansa perguntou tentando enxergar, assim como ele, qualquer coisa onde Bran tinha olhar fixo.

“Sim...” – Era a resposta que Jon não queria ouvir. Imaginar que todas as pessoas de sua família estavam ali o deixava emocionado e saudoso.

“Robb?” – Mas apesar disso, precisava perguntar.

“Meu amigo de fé, meu irmão camarada...” – O timbre de voz de Bran era idêntico ao de Robb quando cantava aquela música e Jon sentiu-se tonto e sua pele arrepiou.

“Eles estão contentes com o filho de vocês.” – Bran sorriu e Sansa pulou de onde estava para sentar-se bem junto de Jon.

“Nosso filho...” – Ele achava difícil fechar a boca e deixar de olhar para o vão vazio de gente, mas aparentemente cheio de espíritos que sabia sobre o filho dele... O filho.”

“É um menino...” – Sansa sussurrou.

“Sim...” – Bran confirmou, mas depois de um tempo, Jon viu que ele parecia falar sobre outra coisa. “Sim...” – Balançou a cabeça com veemência. “Eu prometo.” – Disse por fim. Jon sentiu a pele arrepiar com força e por um tempo sentiu a presença de todas aquelas pessoas. Sansa segurava a mão dele à ponto de os dedos ficarem brancos. Era uma presença forte, mas acolhedora. Como nunca tinha sentido. Era como reconhecer que aquilo podia ser verdade, mas era uma verdade diferente. “Eu irei encontrar, Meera. Na costa oeste.” – Bran informou. “Levarei Pod comigo.” – O irmão rodou a cadeira até a porta onde antes eles olhavam com tanto afinco.

“Bran... “– Jon tinha uma pergunta que queimava sua garganta e, apesar de não admitir que acreditava inteiramente naquilo, precisava perguntar.

“E meu pai?” – Jon sabia agora que era uma criança amada, querida, protegida, mas algo dentro dele precisava saber. Bran respirou fundo e olhou em seus olhos por um tempo e depois, devagar e quase assustadoramente, olhou para o lado direito de Jon.

“Está sempre com você.” – O irmão abriu a porta e saiu rodando sua cadeira e sendo amparado logo depois por Pod. Jon olhou para o lado. Olhos arregalados, coração palpitando, esperava ver algo, embora soubesse que não havia nada ali.

“Jon, é um menino!” – Sansa puxou ele de volta a realidade.

“Sim! Um menino! Meu filho!” – Ele colocou a mão no ventre de Sansa e a beijou. “Um menino!” – Sorriu.

 

.

 

Jon avançava o carro pela pista semicoberta de gelo. Logo eles estariam na autoestrada e então rumando para casa. Sansa descansava no banco do passageiro e ele olhava o último carro de paparazzis a ser despistado, ou simplesmente eles viram que não podiam segui-lo. Já se aproximava de Crossroads Inn e Jon pensou em pegar o celular e ter updates das merdas que Daenerys falava à imprensa, mas Sansa estava no carro com ele e isso seria imprudente: perder a direção por ter se distraído com aquele circo.

 

Ele olhou para o lado e pensou que Sansa não merecia mais aquilo, ter sua vida chafurdada enquanto sabia que o pai foi assassinado, enquanto lidava com uma gravidez não planejada, isso sem contar que ela nem mesmo soube que esteve prestes a perder Winterfell para Daenerys e sua execução de dívida e tudo isso por quê eles tinham resistido e tinham lutado com olhos abertos e mãos unidas contra tudo e contra todos. Ela era o ator mais sensível, nas palavras de seu gerente de crise, e por mais que Bran e seu lado espiritual tenha chamado atenção dele para não subestimá-la, ele preferia que fosse ele a pessoa a quem Daenerys lutasse contra. Jon olhou a estrada e diminuiu a velocidade para entrar numa estrada de terra e neve e desligou o carro, Sansa abriu os olhos com uma pergunta muda.

 

“Só queria conferir se você estava bem, se não quer reclinar o banco até o máximo, deitar e dormir de verdade.” – Ele falava suave e devagar. A paz que eles tinham achado era muito preciosa e delicada para ser quebrada com um tom de voz mais alto.

“Eu estou bem!” – Ela provavelmente estava mentindo. Tinha vomitado durante todo o dia em que eles voltaram à delegacia para saber mais detalhes, lidar com a imprensa e com os comentários.

“Acho que está na hora de tomar um pouco de chá de limão e os biscoitos de Donal.” – Ele pegou a garrafa térmica gourmetizada da Tea Shop que o homem tinha gentilmente dado a eles, serviu na tampa e entregou a ela.

“Obrigada, mas eu realmente estou bem.” – Ela bebeu aos poucos e pegou o celular ao qual levava na mão como parte do corpo.

“Deixe isso de lado. Está configurado para chamar quando for Brienne ou Davos ligando.” – Ele tentou puxar o aparelho da mão dela, mas Sansa não o soltou.

“Eu preciso responder à Loras caso tenha surgido algo novo.” – Porém ela não abriu a tela e olhou para fora da janela. Jon sabia o que a estava incomodando no mar de coisas que eles tinham para resolver.

“Sansa... Eu não sei como, mas nós precisamos deixar tudo isso de lado.” – Jon tirou o cinto para ficar de frente a ela. “Sansa...”.

“Eu sou uma pessoa podre, Jon. Não importa o que eu faço hoje...” – Ela desabou em lágrimas.

“Não, Sansa, não!” – Ele segurou o ombro dela. Queria carregá-la no colo, mas sua postura era dura e defensiva.

“Eu sou alguém que testemunhava crimes e usava drogas, Jon... Eu participei de festas com coisas inomináveis e pessoas que nunca vi... Eu me casei por interesse, mesmo sabendo da fama dele, eu vivi cada dia da minha vida pensando só em mim até perder absolutamente tudo. E eu levei meu inferno para a sua vida!” – Ela abriu a porta do carro deixando cair o chá, o celular e a bolsa, andando na neve sem casaco.

“Sansa” – ele tirou a jaqueta dele ao sair do carro e correu atrás dela, a abraçando mesmo com a rigidez dela.

“Eu manchei sua vida, Jon! Você não poderá mais ser delegado, ou chegar perto de uma função na polícia sem que te liguem a mim.” – Ela chorou ao pescoço dele.

“Eu não quero isso, Sansa!” – Sussurou várias vezes.

“Você me deu toda sua grana, você assumiu todos os riscos por mim.” – Ela se agarrou ao moletom que ele usava, pressionado sua testa no peito dele

“Sim! Sim! Por que eu queria, porque era você, por que era para você!” – Jon tentava levantar seu rosto para dizer aquilo olhando nos olhos dela.

“Jon...” – O olhar dela era de pesar, de dor e cansaço.

“Sansa, babe, é só o peso de tudo falando. Eu amo você exatamente como você é... Não importa, não importa...” – Mas Sansa apenas balançava a cabeça negativamente.

“É culpa minha... tudo culpa minha! Todas as mortes, sofrimento... tudo culpa minha!”

“Não!” – Ele gritou desesperado em vê-la naquele looping. “Não! Cercei! A culpa é da Cercei. Quem queria o poder e o dinheiro de todo mundo era a Cercei.”

“Mas se eu não tivesse...”

“Você, nada. Você não tinha que nada. Você não poderia prever, o pai não previu, como você queria prever? Éramos adolescentes, Sansa...” – Ela fungou e limpou o nariz na manga de sua camisa. Jon quase riu de como tão bonita ela estava naquele gesto infantil.

“Eu tenho culpa por ter agido como agi. E isso nunca vai passar, Jon. Nunca. E eu trouxe esse inferno de passado para você!” – Ela bateu os punhos no peito dele, seu semblante frustrado.

“Você não trouxe pra mim, eu peguei pra mim.” – Ele a agarrou. “Eu peguei pra mim quando te beijei de volta, eu peguei pra mim quando eu vi que você era a mulher da minha vida e que nada, nada do que você tenha feito – que não me assusta, que você não deve ser julgada por isso, que não é como Daenerys está vendendo... – Nada do que você tenha vivido é um inferno para mim, Sansa. Eu amo você e nós vamos ter um filho, é só isso que importa!” – Ele a trouxe dentro dos braços dele. “A gente vai ter um filho, babe! Você quer algo maior que tudo isso? O passado, as mortes, Daenerys, dinheiro, poder...? A gente vai ter um filho! Isso é maior!”

“Oh, Jon! Eu estou tão confusa... Eu tenho tanto medo...”

“A gente vai fazer dar certo...”

“Eu queria ter sido uma pessoa melhor... Eu queria meus pais comigo...”

“Babe, nós podemos ser pessoas melhores a partir de agora, pelo bebê... Nós podemos estar sempre presentes na vida dele, fazer valer...”

“Eu queria ser uma pessoa melhor para você. Para você não pagar pelos erros eu fiz no passado!”

“Sansa! A única coisa errada aqui é usarem um passado, comum e corriqueiro para meninas de vinte e poucos anos ricas e bonitas, como uma arma moral para te diminuir. Você aproveitou a vida como pôde de acordo com sua época, amizades e meio... Não há nada demais. Erga a cabeça, eu estou com você e a gente tem nosso filho, não tem nada maior que isso.” – Ele a beijou nos lábios molhados e salgados de lágrimas.


Notas Finais


:D


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