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História JONSA - Oblivion - Capítulo 2


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Notas do Autor


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Semana intensa e eu pude sentar somente hoje para terminar meu projeto mais doido! kkkk Espero estar fazendo sentido para vocês! Obrigada pelo apoio até aqui e façam questionamentos pois isso me ajuda a tornar a história melhor!

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Capítulo 2 - Aspirações


Fanfic / Fanfiction JONSA - Oblivion - Capítulo 2 - Aspirações

II

Século XX – Anos 1931

A pele das mãos dela estava em carne viva. A lavanderia aonde trabalhava era a única que ainda mantinha serviços aos hospitais e hotéis de Nova York. Ela ia para a fila de distribuição de sopa com Brienne. Caladas, elas enfrentavam o buraco mais fundo que viveram. Todos os habitantes em barracos ao longo do rio Hudson foram expulsos e elas estavam morando num cortiço ainda pior em East River. “Hei! Fomos soltos!”. O Irlandês a quem Brienne deixava cortejá-la apareceu ao lado delas, depois de ter sido preso por manter um barraco no central Park, indo para a mesma fila. “O juiz deu dois dólares para cada um de nós.” O grande homem ruivo abriu um sorriso largo. “Peguem. É para vocês.”. Ele estendeu um embrulho para elas. Havia um pedaço de pão e um pedaço de queijo. “Tormund!”. Brienne jogou-se nos braços dele, efusiva e agradecida por elas duas. “Teremos pão por um mês!” O homem anunciou. “O outro dólar eu vou dar ao Frei Jon.”

“Frei Jon?”. Aquilo era ligeiramente família para ela. “Ele mantém a casa da sopa. Nos ajuda a achar trabalho.”. Eles chegaram à fila. “Frei Jon.”. Sansa repetiu em voz alta. O que aquilo lhe lembrava? “Frei Jon Snow?”. Brienne perguntou e um estalo dentro dela a acordou para aquelas informações. Seu primo Jon estudava para ser padre. Uma concessão romântica ao filho de uma mãe solteira, porém muito rica. “Sim. Esse mesmo. Não sei se ele continua frei, entretanto. Se veste como um, mas seu cabelo não é mais cortado como um desde o ano passado.”. “Com licença.”. Ela entregou o pacote de pão a Brienne e correu para as escadarias da igreja onde as freiras distribuíam alimentos. Sob protestos de furar a fila e até aos empurrões que os homens davam quando Brienne e Tormund a seguiram, Sansa pediu as irmãs para falar com o frei. “Frei Jon está em audiência com o cardeal.”. A voz doce informou.

“Eu ficarei aqui, até conseguir falar com ele!”. Um vigor desconhecido tomava o lugar da depressão que sentia. Jon. Seu primo iria ajudá-la, com certeza. A neve caia pesada e mesmo que, agora que usava calças e, o longo casaco masculino quase alcançava seus pés, o frio intenso lhe alcançava os ossos. Os três ficaram ali até quase as irmãs servirem tudo. Irmã Gilly, que sempre lhe ajudava com roupas, os levou parar dentro do refeitório onde as irmãs finalmente sentavam-se para jantar elas próprias. Sorrindo, a jovem que devia ter sua mesma idade, contava sermões em forma de história para manter a mente de todos aquecida. Sansa torcia as mãos nervosas. Sua ansiedade era maior que a fome e seu meio prato estava frio. “Ele virá logo.”. A calmava. “Irmão Jon sempre ceia conosco. Hoje é apenas uma noite atípica. O Reverendo e o Cardial de Nova Iorque vieram vê-lo. É uma honra!”. “Ah... sei. Eles vão expulsá-lo.”. Tormund sentenciou. “Por quê?”. Jon era filho de mãe solteira, seria raro ele ser ordenado padre, mas o dinheiro de seu avô garantiu que ele fosse aceito mesmo que não fosse tão aplicado na catequese. Seus avós eram autênticos irlandeses católicos. Foi uma ferida aberta que sua tia Lyanna tivesse engravidado aos 16 anos e, aparentemente, de um homem casado. Sua mãe sempre manteve aquela história longe das filhas. “Para não lhes dar ideias.”. Acabou-se todo mundo sem honra ou dinheiro afinal.

“Frei Jon nos ajuda com algumas questões que a igreja não aprova: Celebra missa para os não batizados, não pede dízimo, não nos impede de comungar, escuta nossos pecados, batiza os filhos das mães solteiras...”. Tormund terminou o prato dele, olhando para o dela. Sansa passou o prato gelado para ele que pouco se importou com a temperatura. Ela não sabia o que falar com aquele Jon. Com seu primo de dez anos antes, ela podia trocar algumas palavras, mas e com esse irmão frei Jon? Sansa queria apenas ter uma família para olhar, uma vez que procurou o irmão Bran no manicômio que devia estar internado, mas o lugar fechou e não havia notícias e Arya continuava presa por distúrbio. A vida dela era uma bagunça. Olhou para as mãos marcadas pelo trabalho, para a roupa puída que vestia, os sapatos maiores que os pés, o rosto com as grandes olheiras que via refletidas no ladrilho espelhado da parede. A via sacra estava colorida na parede frente dela e ela própria caminhava em sua via sacra. Levantou-se determinada a não se deixar humilhar mais ainda ao encontrá-lo naquele estado e saiu da mesa antes das primeiras lágrimas caírem.

“Sansa!”. Ela esbarrou nele ao procurar a saída. O traje marrom escuro estava úmido como seus cabelos crescidos e sua barba cheia. Os olhos eram os mesmo que brincavam com ela e os irmãos na infância. “Jon!”. A vontade de abraçá-lo foi mais forte que a prudência dela. Jon, entretanto, era ainda mais imprudente; a recebeu nos braços, a acomodando em seu peito e beijando sua testa. “Eles são primos.”. Ouviu Brienne explicar às pessoas ao redor. O cheiro de Jon era de incenso de igreja, era pacífico e calmante. “Oh Sansa!”. A voz dele era a mesma de antes. Rouca e convidativa, amorosa e cheia de reverência. Ela sentia a respiração quente dela na noite fria que os envolvia e suas mãos se fechando no casaco grande que ela usava, apertando os dedos como se o fizesse nos músculos dela. “Nos deem licença!”. Ele a segurou pela mão e eles andaram pela lateral do refeitório e entraram na sala principal da igreja, onde a penumbra era rompida aqui e ali por algumas porções de velas acesas.

“Oh, Jon! É tão bom te reencontrar!”. Ela o abraçou de novo. “Eu tenho sentido tanta saudade de casa e te ver me deixa mais saudosa.” Ela desatinou a falar. “Minha vida tem sido um inferno e eu não saberia dizer que conseguiria viver outro dia sem sentir que os meus estão próximos de mim.” Apesar de achar estranho verbalizar todo seu desconforto a ele, Sansa também o fazia, pois parecia que ninguém ao redor dela naquela jornada sabia o que estar naquela situação significava para ela, como ele poderia entender. Ele apontou o banco de madeira para ela sentar e segurou sua mão. “Me fale tudo que te aflige.” A voz mansa pediu e ela riu triste. Apertou a mão de pele fina e macia entre as ásperas dela. “Acho que Deus me abandonou...”. A sensação era real e esmagava seu peito. “Ele nunca abandona ninguém, você só precisa enxergar as ações Dele em sua vida e, verá que é por causa Dele, que elas não estão piores!”. Jon esfregou as mãos dela, a esquentando. Aquela sensação era tão boa que ela assistiu para guardá-la na memória.

 

Século XXII – 2120

Sua mão formigava. Ela levou ao rosto, mesmo com a proteção, sentia o toque. Precisava sair dali. No que ela estava pensando? Se ele hackeou Lady, conseguiria hackear seu box blindado. Sansa tinha aqueles rompantes de estupidez e precisava mudá-los também. Preparando-se para enfrentá-lo, ela pensou em fazer uma ligação para seu agente de justiça, o que deveria manter a identidade dela protegida, mas se Baelish ultrapassou a linha da justiça, pouco havia que o agente pudesse fazer.

Preparou-se para sair contando apenas em ludibriar. Ao abrir a cápsula, porém, não viu ninguém. No panorama da entrada, verificou as câmeras de segurança. Quinhentos cubículos e todos os drones estavam com visualizações ocupadas. Aquilo nunca acontecia, ele devia estar revistando o prédio. Pegou sua mochila uma bolsa de viagem e colocou dentro dela o que precisava.

No quadrado perfurado solto no teto, ela agarrou-se para pular dentro do assoalho de condutores mantados. Fechou o ladrilho observando seu cubículo e procurando pistas que pudesse ter deixado. Prendeu a respiração e aguardou. Demoraria para ele terminar de examinar os todos os cubículos, mas não sairia dali enquanto soubesse que ele podia estar perto.

Não demorou, entretanto, para sua porta ser rompida e a luz avermelhada se acesso por uma entrada não programada piscar. Através dos furos do ladrilho do teto, ela observava a figura dele. Sempre magro, astuto, com dedos leves. Os mesmos que agora passavam pelo beliche dela. Sansa tinha a memória daqueles dedos sobre ela. "Ela deve estar no prédio...” Informou para um homem que o seguia.

"Não podemos ficar muito tempo, os droides vão reiniciar.". O lacaio retrucou. Sansa via suas cabeças abaixo dela e tinha medo de que a qualquer momento eles olhassem para cima. "Ramsay ganhou um strike dela. Ela deve estar esperta agora.". Ele apanhou o copo em que ela bebeu sua fórmula e cheirou repugnando. "Você precisa descobrir com quem está os créditos do julgamento de Joffrey. Ela vive como uma miserável.”

"Eu vou cortar Ramsay dessa. Colocarei outra pessoa.". O segundo homem acessou sua E.D. "Não. Deixe. Ele fará o que queremos em algum momento. A Dyshu dele é 2. Logo fará algo violento.". “Só porque um homem tem uma nota social tão baixa, não significa que ele vá matar alguém.”. O homem ao lado dele tinha um aspecto repugnante e Sansa podia jurar que a Dyshu dele era menor que a de Ramsay. As luzes piscaram e eles saíram do cubículo às pressas. Sansa se arrastou muitos metros pelo vão até chegar à parede de ventilação do arranha-céu. O vento forte e gelado que soprava no 36º andar a deixava tonta, mas precisava chegar ao cubículo de seu contato de confiança e não sair do prédio.

Pelo mesmo tipo de ladrilho furado viu a vizinha se arrumar para sair para atendimento. Niefa era uma mulher que não tinha conhecido antes. Ganhava a vida conversando com pessoas solitárias. A maioria delas trabalhava nas indústrias, no acabamento de peças para as estações espaciais. Não sabia se podia realmente confiar nela, mas como numa convenção social, os vizinhos trocavam suas senhas de acesso para casos de mortes e alguém precisasse autorizar a cremação identificada, não pensou duas vezes. Todo mundo tinha medo de morrer sem identificação e ter suas cinzas reaproveitadas em soldagem. Os identificados eram usados nas colheitas. Era mais bonito e filosófico.

Ela desceu pelo ladrilho solto. O mesmo em todos os cubículos. Era falha acima do cooktop indutor. Digitou o código e saiu para o corredor em busca do elevador quase não utilizado. Esperou que Niefa não tenha dado a ela uma senha identificada. Assim como não usou sua senha para sair do apartamento para não ser interceptada por ele. As pessoas na rua a olhavam. O vestido mantado abraçava seu corpo e estando meio sujo, do assoalho, destoava dos Uniforme Comuns que refletiam brancura fluorescente mesmo que fosse noite.

Ela andou até a estação onde Jon holográfico sempre a aguardava. Suas sapatilhas mantadas protegia seus pés da sujeira absoluta, mas não no frio congelante. Parou para tirar da bolsa de viagem suas botas emborrachadas e as calçou por cima das sapatilhas. O trem não viria até a próxima hora. A penumbra do lugar era ainda mais intensa na madrugada. Usou um box sem gênero para se trancar e aguardar e trocou a identidade de sua E.D. para chamar seu contato.

"Estou indo até você." Passou os olhos pelo teclado incandescente na tela de cristal. "você está sendo seguida.". Não era novidade. "Entroncamento." Aquilo também não era novidade.  O trem para o Entroncamento partia em minutos. Ela destravou o box olhando para os lados. Os trabalhadores da madrugada começavam a se acumular na estação que a levaria aonde queria anteriormente.

Andou apressada para a outra plataforma. Gastando mais créditos que não previu para ir a parte mais remota da unidade. "Agite a linha deles.". Sansa enviou para o contato. Tentava ser mais esperta, mas parecia que para sempre seria a garota estúpida. Entrou no trem buscando as cápsulas privadas. Mais créditos. Em seus cálculos, ela precisaria de mais 100 horas de trabalho. Mas era hora de cobrar favores e sair daquela situação.

 

Século XX –  1935

“Você comeu?” Sansa recebeu um Jon molhado da chuva torrencial na pequena casa em que moravam no East Village. Ele negou com a cabeça. O sobrado conjugado abrigava a eles e alguns amigos desde que eles se reencontraram. Ela pôde deixar o emprego na lavanderia e agora trabalhava no posto dos correios próximo a igreja em que ele congregava. Jon não era mais frei, mas ainda trabalhava ativamente. Seus superiores insistiam para ele voltar, chamando seu período de sabático, mas Jon já não compactuava com as regras que precisava obedecer. Não muito obstante, Sansa encontrava irlandeses famintos na sala de casa enquanto assistia ele fazer carne enlatada com pão e dar às famílias que aguardavam enquanto ele procurava com quem eles poderiam ficar.

“Eu serei transferido para a Europa.”. Avisou cansado ao desabar na cadeira da cozinha simples. “Sinto muito.”. Se desculpou quando ela se sentou frente a ele ansiosa. Winterfell era o plano dela, não a Europa. “Você foi penalizado?”. Ela sabia que havia um grande contrassenso com a saída de Jon do mosteiro. Sansa não entendia realmente, mas a casa deles às vezes podia ter mais homens da igreja do quê irlandeses pobres. “Eles tinham grandes projetos para mim...”. Ele colocou as mãos no rosto. “Eu devo isso a eles.”. Ela levantou-se com raiva. Jon estava sempre em dever com alguém. Sempre pagando um favor. Sempre ficando para trás. Winterfell estava lá, sem dinheiro ou ouro, não havia mais fazendas ou armazéns, mas ela continuava lá, um lugar para eles morarem e mandar a Igreja Católica ao inferno.

“Você precisa se impor.”. Ela baixou o prato na frente dele com raiva e serviu seu guisado insosso com o mesmo vigor. Encheu um dos três copos de vidros que possuíam com água da torneira e botou à frente dele tão forte que a água balançou molhando ao redor. Segurou-se na borda da pia limpa, graças à Brienne. Não tinha mais a quem recorrer. Os amigos se mudaram, os bancos quebraram, a fome ainda estava no ar e o Senhor Hoover nada tinha para fazer e até Deus, que já tinha abandonado a ela, agora abandonava Jon. As mãos dele se fecharam nos braços tensos dela e sua testa apoiou atrás da cabeça dela. Eles se tocavam. Bastante. Era diferente para ela. Era quente e acolhedor e, era ligeiramente errado, entretanto, não desconfortável. “Você não quer isso.”. Ela o lembrou. “Eu queria me formar em teologia. Eu conseguiria ensinar quando terminasse... Eu só não quero ser padre ou monge ou frei, mas eu posso ensinar religião.”. “Você está sendo prolixo.” Ela se virou devagar, para não o assustar e manter-se dentro da proximidade. “Eu vou tentar retomar Winterfell. Sozinha.”. Sussurrou. “Agradeço que você tenha me acolhido esse tempo...”. Ela estava controlando a voz para não descarregar nele a raiva que tinha de Deus.

“Não precisa ser assim. Você não precisa agradecer, você tem o direito de ser acolhida.”. A gentileza dele a enervava mais do que Deus. Suas mãos se encontraram e ela viu as mãos num tom branco alaranjado sobre as dela branco rosadas. “Como você vai levar essa vida, Jon? Como você vai viver fazendo sempre o que não quer?”. Ela o deixou plantado na cozinha menor que o banheiro de Winterfell e subiu a escadas de madeiras soltas descarregando sua frustração a cada pisada. A mesma frustração a acompanhou por dias, ruminando dentro dela sentimentos conflitantes.

Secretamente, dentro dela, contava todas as manobras que podia fazer para retomar sua herança. Uma vez restaurada sua dignidade em ter três refeições quentes no seu dia, outras vicissitudes começavam a rondar a cabeça dela. A maioria era sobre ser uma mulher com plenos poderes de sua vida e a outra parte era fazer Jon despertar para a vida que ela via que ele queria, mais particularmente, perto dela. Sansa confiava nele. Seus olhos honestos e sua voz verdadeira a acolhiam como sua própria casa. Ela tinha sonhos com aqueles olhos, onde ele era um guerreiro e vestia negro e ela uma rainha e vestia cinza e eles viviam numa imensidão branca e gelada. Os olhos dele eram sempre piedosos em seus sonhos, mesmo que sua face fosse marcada e houvesse um que de selvageria no trato dele, algo, que em seus sonhos, chamava sua atenção feminina. E ao acordar de manhã, colocava a culpa nas conversas noturnas.

Ela tentava não prestar muita atenção como estava tão terrivelmente acostumada com as noites deles: Uma leitura bíblica com uma passagem intrépida e desconhecida por ela, a paixão dele em lhe explicar os fatos históricos que permearam a leitura e a pequena taça de brandy. Um luxo dado aos párocos manterem-se aquecidos em noites frias que ele dividia com ela. Sansa podia sentir suas bochechas ficando quentes e aquilo sempre era um sinal para se recolher, pois era quando sua raiva de Deus e da decisão do Jon parecia ficar mais suave e ela, muitas vezes, quase O agradecia por ter seu primo por perto.

 

 

Século XXII – 2120

O Entroncamento era um bairro ainda pior que o seu. Era feito de escombros e restos de estações espaciais falhadas. Todo tipo de gente sem crédito e precisando de algo criminoso andava ali. Ninguém se importava com germes, bactérias e vírus. A turbina nuclear que nunca explodia ou era desativada, mantinha o ambiente sufocante e quente.

Ela andou por entre os cabos mantados, cubículos menores que o dela e pessoas sem Uniforme Comum.  Mas a Vigilância podia ser vista ali, com suas câmeras redondas e negras flutuando acima de suas cabeças. Entre os compartimentos que abrigavam várias pessoas moribundas em suas viagens em greehapiness. Todo mundo matava ou morria pela droga que dava euforia e felicidade. A combinação mais valiosa atualmente. Ninguém vivia feliz, ninguém experimentava o torpor da alegria natural. Com greenhapiness era possível algumas horas do raro e inestimável sentimento de euforia.

A mulher vermelha que trabalhava concertando Lentes, deu dois passos para o lado no seu diminuto cubículo onde vendia E.D. genéricas e Lentes usadas. Ao se afastar, porém, deu a ela acesso a uma portinhola na lateral. Melisandre não a conhecia e Sansa usava do conhecimento que tinha para ser ajudada pela mulher. A tatuagem entre os olhos dela era de uma antiga civilização. Algo que Sansa estudou, mas não lembrava. Por causa do símbolo, aquela mulher acreditava ver coisas que ninguém mais via, como a áurea que jurava que Sansa carregava. “Você não vai fugir do seu destino.”. Sansa ouviu quando entrou no ambiente retorcido e ignorou. O destino dela estava em suas próprias mãos.

Ela sabia que ninguém ali estranhava uma mulher do seu perfil andando por corredores dos maiores dealers da droga da vez. Muitas acompanhantes desciam até lá para comprar aquilo para seus atendimentos. Ela era sempre confundida com uma acompanhante. Homens e mulheres erguiam o braço com sua E.D. pronta para transferir crédito para Sansa dar a eles um minuto de atenção, abraçar-lhes ou beijá-los. Os dígitos no painel no braço eram bem maiores para sexo e, ali, ninguém tinha como pagar e muito menos querer, uma vez que eram todos geneticamente editados. Na política de castração do Presidente Stannis.

Uma câmera neon se direcionou até ela e depois seguiu entre os becos. Sansa a seguiu até que entraram na região mais fria e ela viu o rosto de Theon. Ali onde ficava seu cubículo caia fuligem da grande engrenagem que mantinha o reator aquecido. Parecia neve. “Baelish te segue desde a estação.”. Ele fechou a porta, esbarrando nela e gritando desculpas. “Está tudo bem.”. O toque não tinha lhe agredido, mas o desespero dele sim. O sempre quebrado Theon. “Nove mil créditos.”. Ele respirava entrecortado sem olhá-la, ainda em choque por ter tocado sua mão enluvada pela película. “Todo o crédito que consegui. Seu depósito está seguro. Somente Arya pode transferi-lo por amostra de DNA.”. Ela trocou sua E.D. e colocou a que ele lhe deu. “Preciso ser recebida nA Muralha hoje.”. Era o favor que precisava trocar. “Impossível.”. “Theon, por favor.”. Sansa implorou porque estava encurralada. Mas, muito mais porque sabia que aquilo ia mexer com ele.

“Seu contrato está ativo. Você não pode sumir. Eles vão acordá-la. Você não tem idade para hibernar. Eles podem fazer isso.” Ele andou de um lado para o outro dos três metros quadrados que era seu cubículo padrão. “Baelish não pode me pegar, Theon.”. Implorou realmente mexida com a possibilidade. “Denuncia.”.  “Ele nunca vai ser preso, você sabe.”. “Fale com Jon.”. “Nunca.”. A força daquela decisão podia ser sentida quando a face do rapaz ficou lívida. “Sansa. Jon ajudou minha família...”. “Nunca!”. Será que ninguém entendia? “Sei que ele ficaria feliz em ajudá-la. Verdadeiramente feliz.”. “Theon, Jon já ajudou minha família também. Meus pais deviam muito a ele. Mas, sobre esse assunto, não há margem. Jon nunca deve saber onde estou.”. Ela buscou o olhar dele, para ter certeza de que ele entendia. Theon abanou a cabeça.

Ele estava feliz vivendo a vida que queria pela primeira vez. Com ela, entretanto, mas naquela vez, Jon tinha uma casa. A melhor. Amor. Ela. Dinheiro. Fama. Reconhecimento. A vida era perfeita.  E tudo que ela podia fazer depois de despertar para aquela história era salvá-lo do inferno que a acompanhava sempre. “Alayne.”. Theon chamou a atenção dela e Sansa se desconectou das imagens que via em seu Th’eye e focou no rapaz. “Eu achei uma forma, mas você precisa chegar n’A Muralha antes do amanhecer. “Eu estarei.” Afirmou agarrando-se a bolsa e sentindo seu coração disparar. Em algumas horas ela estaria finalmente hibernando.


Notas Finais


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Durante a depressão da década de 30, os sem tetos por um ir presos se eles fizessem barracos em lugares inapropriados. Como eram muitas prisões na época por roubo de pão, não pagamento de dívidas e assaltos a armazéns, alguns juízes faziam juízo de valor para avaliar as questões dos presos.

E então?!!

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