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História Jornada Pokémon - Capítulo 42


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Capítulo 42 - Capítulo XXXXI


POV AUTORA

O dia havia amanhecido frio, do lado de fora do Centro Pokémon começava a nevar, todos levantaram com extrema preguiça, mas com os humores um pouco melhores afinal Neka estava mais aberta em relação a eles, todos estavam felizes, e mesmo que para Oliver fosse doloroso ser o único deixado de lado e esquecido, o mesmo estava feliz por ver que sua amada estava começando a melhorar nem que fosse um pouco e aceitando sua família em sua vida novamente.

Carol chegava na área de refeição um pouco desolada e sem direção, não sabia o que fazer em relação a sobrinha, a noite passada havia sido difícil e a pequena dormiu após horas chorando em seu colo, ela ainda dormia agora, sua exaustão era compreensiva era muita coisa acontecendo e muitos sentimentos que ela tinha que lidar e não sabia como, mas sua tia tinha que fazer algo para ajudar, ela também via o sofrimento do jovem de Sinnoh, sabia o quanto ele amava sua sobrinha, era evidente em seu olhar e em seu comportamento, além de já ter sido provado antes e ainda todos os dias. Carol se sentou com todos na mesa e estava decidida, mesmo que os homens Carvalho não gostassem disso, era algo que tinha que ser feito.

Carol: Neka está sofrendo.

Houve um silêncio por alguns segundos antes que Gary se pronunciadas primeiro.

Gary: O que houve tia? Ela está bem? Está passando mal?

Ele estava ficando apavorado, qualquer coisa que acontecia com sua irmãzinha por menor que fosse sempre mexia com ele, após toda a situação do caos em Sinnoh aquilo só piorou.

Carol: Não Gary, ela esta bem fisicamente, mas... Ela teve um pesadelo.

Professor Carvalho: Pesadelo?

Carol: Não é bem um pesadelo, pelo jeito que ela me falou, me parece mais uma lembrança, mas ela não sabe como lidar com isso e com os sentimentos que o acompanha.

Miko: Acha que as memórias dela podem estar voltando?

Carol: Eu não sei, eu acho que sim, mas não vem inteira, vem apenas um pequeno pedaço, mas ela ficou mal pois não sabe o que sentir e não tinha certeza se aquilo era real.

Professor Hoan: Bom se este é o caso, as memórias dela podem começar a surgir devagar e incompletas, isto é uma melhora maravilhosa em sua situação, mas se ela não tem certeza a pessoa que aparecer em suas memórias a partir de agora deve ouvir e lhe dizer se é ou não real e terminar de contar a lembrança em questão.

Professor Carvalho: Eu concordo, assim pode ser mais fácil dela processar a lembrança e os sentimentos.

Gary: Se é assim, devemos começar a testar está teoria agora e colocar em prática isso, afinal qual era este sonho?

Todos olham com expectativa para Carol, afinal ela era a única que sabia o que Neka havia sonhado, mas dizer aquilo ali para todos seria um pouco complicado, Oliver era o único que não havia se pronunciado ainda, ele tinha medo do que ela poderia ter lembrado, seu maior medo era que ela lembrasse de Drew e nutrice um sentimento por ele que não existia, simplesmente por ter estas lembranças de um tempo confuso antes das lembranças fixas e reais dos dois. Carol respirou fundo e tocou na mão de Oliver que estava em cima da mesa lhe chamando a atenção.

Carol: Ela sonhou com você.

A mesa caiu em um silêncio completo enquanto todos assimilavam a notícia, antes que alguém se pronunciasse Carol continuou.

Carol: Ela sonhou com vocês em algum tipo de clareira, vocês estavam juntos e bom – ela olhou para os homens da família Carvalho antes de terminar – Vocês se beijavam, está lembrança, é real?

Oliver não respondeu, apenas respirava fundo várias vezes tentando se acalmar, ela lembrava, lembrava dele só não tinha certeza se era lembrança ou sua imaginação lhe pregando uma peça, aquela pequena notícia lhe aqueceu o coração, mas não por muito tempo, Gary do outro lado da mesa se levantou e bateu suas mãos na mesa de madeira chamando a atenção de todos para si.

Gary: Isto é ou não verdade?! Responda de uma vez!

Gary sabia dos sentimentos de Oliver por sua irmãzinha, agora tinha conhecimento, entendia e em alguns momento se compadecia de sua dor por tudo o que estava acontecendo, mas se recusava a acreditar e aceitar que a traição estivesse acontecendo a tanto tempo por suas costas, que tivem um caso, que sua irmãzinha talvez não fosse mais uma menina mas sim uma mulher e que nenhum deles haviam lhe contato nada. Oliver agora tinha que enfrentar, a amava e enfrentaria Gary e quem fosse para estar perto dela de novo, por menor que fosse a distância entre eles, ele queria estar ali, presente, pois ela era a sua lua.

Oliver: Sim a memória é verdadeira, foi aqui em Sinnoh.

Gary rosnou de frustração e raiva, mas antes que algo acontecesse seu avô o puxou pelo braço até que se sentasse e mandou que se acalmasse e então pediu que Oliver os contasse sobre isso.

Oliver: Eu não – suspiro – Desculpem, eu não acho que seria uma lembrança para ser dita, é algo nosso, só dela e meu, e não me sinto a vontade para contar algo assim sendo que nem mesmo ela se lembra e – ele olhou pra Gary e então desviou seu olhar para o professor Carvalho – Não é uma lembrança que deva ser dita no momento, com tantas emoções ainda em jogo.

Dito isto ele se levantou e saiu dali, ele foi até o lago, o lago em que ambos em várias noites se sentaram ali e conversaram, ele a consolou pela falta e preocupação por Gary, noites que ficaram ali apenas abraçados e fazendo preces para que Gary estivesse bem.

POV NEKA

Quando acordei estava sozinha no quarto e não fazia ideia de que horas eram, só sabia que minha cabeça latejava muito, entrei tomar um banho, assim que sai do banho e agora já vestida, vejo que estava nevando do lado de fora, aquilo era lindo, sempre me impressionava, olhando pela janela por algum motivo meu olhar é atraído para a direção do lago e quando olho para suas margens vejo um Oliver de lado para mim, com a cabeça erguida em direção ao céu nublado recebendo e se deliciando com os pequenos flocos de neve que lhe caiam ao rosto e se tornavam pequenas gotas d’água que lhe desciam pelo rosto até o pescoço e sumiam em suas roupas de inverno. Era a primeira vez que o via assim, não estava sereno mas estava mais calmo do que desde que me lembro.

Como se sentisse meus olhos em si ele abriu seus olhos e me fitou com aquelas bagas azuis, tão lindas e penetrantes, logo um pequeno sorriso se fez em seus lábios e quando me dei conta eu também sorria lhe retribuindo com sinceridade e com está pequena resposta um sorriso mais largo, mais alegre se fez no rosto que acompanhava aqueles olhos tão fascinantes. Ele se moveu em minha direção completamente e com um movimento de mão apontou para si mesmo e então para sua boca e enfim para mim, um pequeno pedido para que pudesse falar comigo, a sós, meu coração palpitou forte, minhas mãos usavam frias e sentia meu rosto totalmente quente. Eu o queria ali, me alegrava e me sentia bem só de pensar em ter ele ali perto, mas o sonho da noite passada me veio a mente de novo, e o medo se alastrou em mim novamente, iria negar seu pedido, mas quando nossos olhos se encontraram novamente deve ter sido evidente o que iria dizer, pois ele moveu seus lábios em mais um pedido, sussurrado, “por favor", li em seus lábios e ao olhar naquela imensidão azul, não consegui negar nada, apenas assenti levemente e então ele sumiu de minha vista.

POV AUTORA

Oliver subia as escadas até o quarto de Neka, tentava passar despercebido, mas a vontade de ver ela de perto e poder falar com ela finalmente, eram tão grandes que não se deu conta que assim que ele entrou no quarto da pequena Carvalho, todos se arrastaram até a porta fechada para poder ouvir a conversa, não era apenas o Professor Carvalho e Gary que queriam saber o que tinha acontecido naquela clareira, todos se preocupavam com Neka nesta situação e com Oliver também.

Neka o olhava ainda um pouco confusa e fascinada, ele se sentia estranho com aquele olhar, não era o olhar que estava acostumado a receber dela, queria falar sobre o sonho e lhe dizer que era real mas não podia simplesmente chegar neste assunto, tinha que ser delicado e paciente.

Oliver: Oi, como você está?

Neka: Oi... Estou bem eu acho, minha cabeça apenas dói um pouco.

Oliver se aproximou instintivamente e lhe segurou o rosto com uma das mãos, com o cenho franzido parecia lhe avaliar para ver se achava algo errado, e com está aproximação e contato repentino Neka o olhava com os olhos esbugalhados e completamente corada, seu coração pulsava tão forte no peito que ela tinha medo de que o rapaz pudesse ouvir.

Oliver: Devia ter avisado alguém antes, venha sente aqui – ele lhe guiou até a cabeceira de sua cama e com delicadeza a fez sentar, enquanto pegava um comprimido para dor de cabeça no criado mudo e lhe entregava com um copo de água – Isto deve melhorar sua dor, mas se caso não, vamos chamar a enfermeira Joy tudo bem?

Neka apenas assentiu e engoliu o remédio e a água que lhe foram dados, lhe entregou o copo e agradeceu um pouco sem graça, havia se esquecido de que ali havia remédios para pequenas dores como está, mas Oliver pareceu não se importar de cuidar dela, apenas sorriu e sentou na cama também, mas se sentou nos pés da mesma para lhe dar mais espaço, e com este movimento Neka não sabia se ficava feliz por ver tanto respeito e espaço ou se ficava triste pelo mesmo, todos seus sentimentos com Oliver eram confusos, não sabia se ouvia sua parte insegura e confusa que ficava feliz por ele ser distante de si ou se ouvia a outra metade, a maior metade, a parte que se sentia triste por ele estar assim, que só queria que ele ficasse com si sempre e cada vez mais perto, seus pensamentos foram interrompidos por Oliver que lhe chamava.

Oliver: Neka, eu... – suspirou fundo e olhou para aqueles olhos esverdeados que tanto amava e agora o encaravam com curiosidade – Sinto muito por estar tão distante, apenas não sei como agir agora com você, sei que não se lembra de ninguém e muito menos de mim, mas é difícil, não quero que pense que sou assim com você sempre ou não me preocupe, eu... Apenas não sei como agir, o jeito que quero agir te assustaria e te afastaria, e não quero isso – chegando mais perto dela que ainda o encarava curiosa e agora um pouco mais compreensiva, pegou em sua mão e ali depositou um beijo antes de continuar a lhe fitar os olhos esverdeados – Sonho todo dia, espero todo dia que se lembre de mim, para que eu possa enfim voltar a saber como agir com você, sinto sua falta.

Neka foi pega de surpresa com tudo aquilo, agora era nítido que Oliver não era indiferente consigo como achava, era ao contrário, ele gostava demais dela e não sabia o que fazer, era tão confuso para ele quanto era para ela, e aquela confirmação só fez seu coração bater mais forte se é que aquilo era possível.

Neka: Eu não me lembro de você ou de alguém, me desculpe – respirou fundo 2 vezes antes que tomasse coragem e soltasse de vez – Mas eu sonhei com você e era muito... Real.

Então tinham chegado a onde Oliver queria, era agora, o momento que talvez pudesse mudar um pouco a situação dos dois e comecar a ajudar a melhora da memória de Neka.

Oliver: Sonhou comigo? – ela apenas desviou o olhar para suas mãos ainda juntas e corada concordou – O que sonhou? Poderia me contar?

Neka: E se você rir de mim?

Com a mão livre Oliver levantou o rosto de Neka até que a mesma encontrasse seus olhos, e por alguns segundos se perdeu ali, e lutou para que sua voz saisse, mas conseguiu apenas um pequeno sussurro.

Oliver: Eu nunca riria de você, Bear.



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