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História Judy Warren - O mal nunca morre. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oii!! A história estava sendo muito bem aceita na versão anterior porém eu tive um bloqueio maldito que não consegui superar, então, decidi recriar boa parte da história e tive essa inspiração.

Espero que gostem e acreditem quando eu digo que as mudanças são positivas a longo tempo!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Judy Warren - O mal nunca morre. - Capítulo 1 - Prólogo

O dia estava gélido e úmido, como Judy preferia que fossem os dias, apenas mais uma tarde chuvosa, como tantas outras que passaram, o clima frio chegava a 6° antes do dia virar noite e a neblina tomassem as visões. As ruas movimentadas pelo horário de saída dos trabalhadores não pareciam se importar com tamanha baixa na temperatura, os ingleses já eram aptos a essas circunstâncias de frio extremo, e naquele dia, certamente não era o mais gelado do ano.


– Alô – A morena atende o telefone, rodando a cadeira giratória se afastando da mesinha onde estudava  – Isso, sou eu, Judy Warren.
 

Era uma mulher em repleto desespero do outro lado da linha, sua voz demonstrava preocupação e até mesmo um choro insistente, a garota de apenas dezessete anos se dispõe então a tentar compreender o que a mulher dizia, o que não era tarefa fácil dada a quantidade de vezes que ela gaguejava ou parava de falar no meio de uma frase.
 

– Pelo amor de Deus, você precisa vir – implorou a mulher, com a voz desestabilizada e incerta na sua fala – Uma visita, você consegue vir essa noite?
 

– Claro – disse num tom de voz calmo, tentando passar isso pro outro lado da linha – Apareço aí com o meu pessoal por volta das 20h tudo bem pra você Senhorita...?
 

– Hillz – A mulher disse – Lauren Hillz!
 

– Nos vemos pela noite então, tente ficar calma, tudo ficará bem.
 

A menina se esforçava pra transmitir calma a essas pessoas, pessoas cujo medo e desespero as tiravam de si. Judy havia visto de perto como era pra acalmar e tranquilizar gente assim, sua mãe tinha uma paz em sua voz que fazia isso parecer muito mais fácil do que realmente era. Desligou o telefone, dando um sorriso de vitória, com esse Judy batia o número de dez casos resolvidos. Da sua maneira, por assim dizer.
 

Assim como seus pais, ela não trabalhava sozinha, sempre acompanhada de um câmera, seu primo e sua única e fiel amiga desde ensino fundamental, Diana, sempre iam junto da mais jovem Warren em suas visitações. Era mais fácil assim, precisava de apoio pra ser convincente.
 

– Que bom que está aqui – A dona de casa dizia, enquanto guiava Judy e os outros pelo corredor – Tá ouvindo?
 

A menina inclinou um pouco o rosto, deixando de andar e prestando atenção no ruído vindo da parede do corredor. Tentou distinguir de onde o som vinha, fechou os olhos, acreditava que um sentido se aguça quando se abre mão de outro. Fez final para todos pararem, e ficou ali, imóvel durante alguns longos instantes. O que deixou todos os outros desconfortáveis e até assustados, o que antes era um ruído se voltou a batidas na parede, a menina sorriu, retomando a visão.
 

– Eu sinto algo aqui, algo maligno e perverso – disse, vendo o desespero florar no rosto da senhora de aproximadamente 48 anos – um espírito está preso nesta casa, mora aqui a muito tempo?
 

– Vinte anos, eu e o Tobey a compramos num leilão da igreja ainda quando muito jovens. Foi assim que ele conquistou minha família para nos casarmos.
 

Judy analisou cada traço daquela mulher enquanto andavam para o quarto da filha do casal, cabelos loiros pendendo para o grisalho presos num coque bem antiquado, um vestido que ia até os pés azul claro que marcava um pouco suas curvas, uma pulseira em uma das mãos e um colar com uma cruz no pescoço, mas havia algo que faltava ali, mais especialmente na mão da mulher, a aliança. Onde estava? Não precisou pensar muito pra compreender.
 

– Como ele morreu? – Judy questionou.
 

Todos os demais a olharam surpresos, até mesmo Diana que já havia visto a amiga fazer aquela leitura outras mil vezes desde que começou a acompanha-la no “trabalho”, a dona da casa suspirou pesadamente, olhando a menina que encarava um dos quadros da família.
 

– Tobey teve um infarto fulminante seis anos depois que mudamos aqui, a minha Denise tinha apenas quatro anos quando ele faleceu... Não foi fácil – contou, abrindo a porta do quarto da menina – já ouvi passos aqui dentro, não chamei ninguém antes porque pensava ser algo da minha cabeça mas...
 

– Há chances do seu marido não ter conseguido atravessar o véu. Perder a vida muita das vezes é difícil também pra quem vai, reconhecer e entender que não pertence mais a essa dimensão pode ser um processo doloroso e muito difícil – dizia, observando os detalhes do quarto da agora adolescente filha do casal – ainda mais deixando um bebê pra trás.
 

A mulher já se emocionou, deixando o quarto e apenas os três “caça fantasmas" ali dentro. Judy respirou fundo no meio do quarto, observando as prateleiras de livros empoeirada. O câmera ligava todo seus instrumentos enquanto Diana o ajudava com extensões e coisas do tipo, Judy já tocava na cama, no abajur, tendo certeza do que estava havendo ali. Não demorou para a dona da casa retornar, tentando ao máximo não transparecer medo.
 
 
 
– Vou fazer uma ligação a ele, mas preciso de um canal – disse pra senhora.
 

– Do que precisa? – questionou.
 

– Algo dele, que ele tenha vestido ou usado – disse, prendendo o cabelo num rabo de cavalo – Uma vela de mel e o maior silêncio possível dentro do quarto.
 

Não demorou muito, a mulher providenciou tudo no pequeno “altar" que Judy tinha montado no quarto. Fechou janelas e a porta do cômodo, deixando a luz apagada para apenas a luz da chama da vela iluminar ali. As três deram a mão, Judy, Diana e a viúva Hillz. A “paranormal” fechou os olhos, iniciando uma oração para o espírito se revelar a ela. Ninguém dizia nada, o silêncio era imenso, apenas a voz de Judy convocando o ser que ali estava que se mostrasse por completo, para que pudessem conversar.
 

– Tobey está entre nós – disse, percebendo o tremor na mão da mulher aumentar – ele diz que sente muito por ter te assustado, ele apenas queria ser notado por vocês.
 

Então o choro da mulher veio a tona, o que incomodou a menina que voltou a pedir silêncio tentando ao máximo não ser grossa, então retornou a “conversa” com o tal espírito.
 

– Você se foi cedo demais Tobey, precisa aceitar – dizia, de forma leve e serena – seu tempo aqui terminou a anos, e precisa atravessar pra poder descansar e quem sabe renascer? Mas se ficar preso aqui, só trará o mal a tudo e a todos que ama.
 

Um vento forte obrigou a janela a abrir, apagando a vela e deixando as três numa escuridão repleta. A luz do quarto começou a acender e apagar incontáveis vezes, deixando em pavor as outras duas de dentro do quarto. Tiago filmava tudo da direção da cama para onde elas estavam.
 

– Ele diz que te ama demais, e que tem orgulho de como tem cuidado bem da Júlia – repassou o recado, ainda em transe – ele diz adeus Lauren.
 
 
 

Uma hora depois.
 


Tiago agora dirigia o veículo e o único som dentro do carro era da respiração deles, Diana no banco da frente com o rapaz apavorada, olhou pra trás vendo Judy mexer no celular com fones no ouvido e tudo, parecia tão tranquila com o que havia acabado de acontecer.
 


– Isso foi sério?! – questionou, extasiada – Judy eu...
 


– É claro que não – riu, soltando o celular – Diana eu já disse que não sou como a minha mãe.
 


– Como caralho a janela abriu? O lance das luzes...
 


– Truques – deu um longo sorrisinho, piscando pra amiga – sério que achou que o Oz ia ficar de guarda pro carro?!
 


O rapaz riu, negando com a cabeça. Olhou para a prima que mostrou a língua pra ele. Ozzie filho único da irmã mais nova de Lorraine, a relação dele e Judy sempre foi forte e verdadeira. Diversas vezes quando criança precisou ficar sobre os cuidados da tia enquanto seus pais viajavam o país para ajudar famílias. Por mais que Lorraine não confiança muito em Laurence para ficar responsável pela Judy, ela sempre fez muito gosto da amizade que os primos mantinham com os anos.


 
– Você não tem coração? Viu como aquela mulher chorou e sentiu o que você disse?
 


– Eu a ajudei a superar o trauma, além de que o Ti matou o rato que estava fazendo os barulhos nos canos né?
 


– Era uma ratazana, Judy.
 


– Credo – fez cara de nojo, depois olhando pela janela – todo esse papo me deu fome, que tal uma pizza?
 


– Estou dentro – Oz disse, olhando pros dois no banco da frente – Podíamos ir naquela nova que abriu, né?
 


Mas ninguém pareceu dar muita atenção ao que o mais novo entre eles disse.
 


– Você cobra pra enganar as pessoas Judy, isso vai acabar voltando bem na sua cara!
 


– Eu ajudo pessoas Diana, você sabe disso – respirou fundo, olhando pra ruiva que sempre usava o mesmo tom de batom vermelho – se não quer mais me acompanhar nas visitas, não vem. Hipocrisia ter esse papo moralista todo, e na hora de receber o cachê adorar né?


 
A sinceridade era algo presente em Judy, muitas das vezes magoando os mais próximos, mas não podia evitar dizer a verdade. Odiava injustiças, então, batia de frente sempre que achava coerente. Todos ali a conheciam bem demais para saber que não era por mal, então, relevavam mas os de fora, sempre eram surpreendidos pelo temperamento forte da menina.

 
– Eu só não acho certo brincar com o coração das pessoas – argumentou a amiga, em agonia pela situação em si.

 
– Ela precisava disso, não superou a morte do marido e projetou isso nos sons e na queda de energia causada por aquele roedor nojento!

 
– E como sabia que o marido dela tinha morrido? – dessa vez Tiago quem perguntou.

 
A morena mordeu o canto interno da boca, olhando o motorista através do retrovisor. Tudo aquilo era tão óbvio e cansativo para ela, estava irritada de tantas perguntas, tantos questionamentos.

 
– Um princípio básico: sempre tem haver com a morte – disse, abrindo sua bolsa – as pessoas não sabem lidar com o que vem depois, e pela saudade deixada pela pessoa, dão um jeito de as “ter" aqui, mesmo que só na imaginação sabe?

 
Por mais que Judy melhor do que ninguém soubesse que muito dos espíritos ficam SIM presos na terra, ela gostava de trabalhar o lado oposto, mesmo que indiretamente. E não sentia a menor culpa por “enganar" as pessoas, e muito menos por ser paga por isso, ela não era o seus pais e precisava de um jeito conseguir pagar uma faculdade no próximo ano bem longe de Connecticut.
 

– Ou tem algum dom da sua mãe em você – Diana palpitou, sabendo que a amiga odiava essa comparação.
 

Judy abriu a cartela de remédios tirando os seus de consumo diário, se passava das nove e se quisesse dormir precisava deles em seu organismo o quanto antes. O engoliu em seco mesmo, tomando água do seu cálice com a falsa água benta por cima.
 

– Não, eu não tenho nada da Lorraine em mim! 


Notas Finais


Se por acaso alguém ler, comenta pra me deixar feliz!


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