História Jughead - bughead - Capítulo 18


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
Visualizações 59
Palavras 1.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. ❤️

2/13

Capítulo 18 - Capítulo 18 - P1


Betty pensou que a vida não poderia estar melhor. Já havia

pouco mais de um mês que Jughead e ela estavam juntos. Não davam um nome ao que

tinham. Apenas curtiam o tempo que passavam juntos. E era muito bom! E não

somente sexo. Conversavam muito, sobre tudo. Mas sentia que ele não gostava muito

de falar do passado e ela também não o inquiria muito sobre isso.

Principalmente por não querer saber muito do que houvera entre ele e Toni. E

essa parara de atormentá-la, não mais lhe enviando mensagens ou fazendo visitas

sinistras. O que era um alívio.

Até Archie deixara de ligar. Devia estar furioso com ela. Que apreciava muito o

fato!

E Charles a recompensou, achando verdadeiros tesouros, para desculpar-se da

mancada que dera:

— Quando é que vai aceitar jantar comigo, Betty? — perguntava, da sua forma

preguiçosa, esparramado no sofá da sala dela, No Violet, enquanto examinava joias que

haviam pertencido a Elizabeth Taylor.

Ela riu, debochando dele:

— Sabe que não misturo negócios com prazer, meu caro. E você é meu

empregado, lembra?— Ok, então eu me demito!

— Sim, claro! E vai viver de que, se lhe pago uma verdadeira fortuna pelo seu

trabalho?

O moreno suspirou exasperado:

— Não se pode ter tudo... — balbuciou.

— Mas, espere. E a mulher que havia conhecido naquele dia em que me esqueceu?

Não era amor de verdade? — o provocou.

Charles torceu os lábios, fazendo pouco-caso:

— Não, foi apenas sexo mesmo...

— Oh, Deus, você não presta! E ainda me pergunta por que não aceito sair com

você!

Mas o tempo de calmaria estava perto de acabar. Ao retornar do almoço, deu com

a morena, acomodada em sua cadeira, com os pés cruzados sobre sua mesa.

Teve de piscar algumas vezes para se certificar de que enxergava bem:

— Como é que entrou aqui? — pensou que Verônica ainda não devia ter regressado,

pois ela nunca permitia a invasão da outra.

— Você devia selecionar melhor seus seguranças, benzinho. Foi só mostrar um

pouco mais do meu decote que aquele palhaço ficou todo bobo e foi dar uma olhada

no pneu do meu carro... E assim, cá estou eu!

— Não acha que é muita ousadia a sua, aparecer aqui, depois do que fez na minha

casa?— Foi um aviso, querida. Mas parece que você não entendeu muito bem... E

correu como uma idiota para o Jughead...

— Eu pensei que ele tinha conversado com você.

Os olhos da morena faiscaram e ela se colocou de pé, vindo em sua direção de forma

intimidante. Mas Betty não se moveu, limitando-se a cruzar os braços e elevando seu

queixo:

— Eu pensei que tinha sido clara! Não quero você perto do meu homem!

Examinou a postura da outra. Qualquer outra estaria apavorada, diante de imensos

olhos verdes vibrantes, narinas dilatadas e uma expressão assassina na face. Mas além

do castanho de sua íris, havia o vermelho que nublava também seu olhar. E sabia bem o

que causava aquilo. A garota estava chapada. Só podia sentir pena... E alívio por Jughead

não mais estar nessa onda.

— Em primeiro lugar, ele não é mais seu homem. E me diga, o que Bruce pensa

sobre isso?

— Bruce é um merda! Não se mete na minha vida e eu não me meto na dele. Você

não entende, Elizabeth! — a outra corria as mãos sobre seus cabelos vermelhos — sou

uma infeliz! A única época em que me lembro de ter sido feliz foi quando estava com Jughead. Eu o amo...

— Se é assim, por que o deixou? — retrucou de pronto.

— Não que isso seja da sua conta, mas eu fui ameaçada!

— E desde quando você se acua diante de uma ameaça? — zombou da outra.

— É porque... A ameaça não era direcionada a mim. E sim a Jughead.

Betty tentou disfarçar, mas a garota conseguia sua atenção. E diferente de antes,

não parecia afetada. De alguma forma, sentia que estava sento sincera:

— Meu pai descobriu que estávamos juntos. E disse que se eu não o deixasse e me

cassasse com Bruce... Ele acusaria Jughead de tráfico.

Ela se odiou, mas tinha de tirar aquela dúvida da cabeça:

— E Jughead... O fazia?

— Não, queridinha. A gente só usava... — riu sarcástica e meio fora de controle —

e muito!

Betty revirou os olhos e Toni limpou a garganta, voltando ao seu tom sério:

— Mas meu pai tinha os meios de fazê-lo, montar toda uma situação para

incriminá-lo. Então eu fiz o que ele me exigia... E me casei com o paspalho do Bruce!

Podia entender toda a revolta pela qual Jughead havia passado. Ter sido trocado por

um mauricinho... Por isso, às vezes, ele apontava as diferenças entre os dois, com

ironia. Sentia-se ainda preterido:

— E contou tudo isso a Jughead?

— Não. E eu me arrependi completamente de não ter feito, de não ter lutado pelo

amor dele... Mas eu temia muito pelo que meu pai teria feito! E eu não podia suportar

ver o homem que eu amava sofrer por minha causa!

— De qualquer forma, ele sofreu! — rebateu amarga.

— Mas não tanto quanto se tivesse ido para uma prisão! Quem sabe se ele

sobreviveria lá dentro?A ideia aterrorizou a mente de Betty. Um arrepio de insinuou em sua coluna.

Jughead em uma penitenciária? Não queria nem mesmo pensar em tal hipótese. Dessa

forma, se compadeceu de Toni, por tudo o que tinha passado.

Talvez sentindo sua súbita fraqueza, veio rogar para ela:

— Mas eu quero concertar meu erro agora, Betty. Eu o amo e quero lutar por ele!

Contra todos, inclusive meu pai... Ou você. Sabe que ainda tem muito de mim em Jughead! Ele não me esqueceu, estou impregnada sob a pele dele...

Mantendo seu olhar fixo na parede, tentou fervorosamente fingir que aquelas

palavras não a atingiam, mas era difícil. Sabia que fugia de conversar sobre a morena

com Jughead, por medo de enxergar que ainda havia sentimento ali. Tudo entre os dois

era tão recente. E ele havia sofrido muito e por muito tempo pela outra. Era sim,

possível, que ainda tivesse algo ali por ela. Isso a feria, mas era um fato que podia ser

real.

— Então, se você se afastar...

Fitou a rival de frente:

— Eu poderia tentar de novo! Eu preciso dele, Betty! — sua voz soou

desesperada, embargada — Não sabe como tem sido a minha vida! Só ele pode me

salvar...

Oh, Deus! A outra estava à beira das lágrimas. Teve de se afastar, ou então cairia

na besteira de consolá-la:

— Ouça, Toni. Sinto muito pelo que passou e... Pelo que ainda passa —

postou-se atrás de sua cadeira e apoiou suas mãos em seu espaldar — e não posso

impedi-la de procurar por Jughead... — não acreditou que estava dizendo aquilo. Afinal,estava abrindo uma brecha para a outra. Mas ele merecia saber a verdade dela, que não

havia sido rejeitado. E com isso, correria sim, o risco de perdê-lo... A hipótese a

aterrorizou — e contar tudo o que aconteceu.

Teve o vislumbre de um sorriso na face da outra.

“Não tão rápido, morena,” pensou.

— Mas, — enfatizava — se ainda assim, se depois de conversarem, ele vier a

minha procura, — encarou-a com decisão — saiba que vou lutar por ele!

Manteve-se olhando a outra. Que se demonstrava incrédula, e em segundos,

raivosa. Toni avançou furiosamente em sua direção, socou o tampo de sua mesa,

dizendo entredentes:

— Vamos ver quem ganha essa, coisinha! Se você ousar ficar no meu caminho, eu

a esmago!

— Uma coisa que precisa saber sobre mim, Topaz — aproximou-se até quase

ficar nariz a nariz com a outra — não tenho medo de você!

Meia hora depois que Toni tinha partido, bufando e pisando duro, ela se

perguntava se havia feito a coisa certa. Mas Jughead tinha direito de escolher. E se aquilo

tinha de acontecer, que fosse logo agora, no começo. Não quando já estivesse apegada

demais. Mas então, se perguntava também: Já não estava apegada o suficiente para

sofrer, caso ele.

Suspirando frustrada, decidiu que agora tinha de esperar. Se ele ainda a procurasse,

então tudo bem. Caso contrário, teria de sobreviver.


Notas Finais


Me perdoem qualquer erro.

Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


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