História Jughead - bughead - Capítulo 19


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
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Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. ❤️

3/13

Capítulo 19 - Capítulo 18 - P2


Quando parou frente ao escritório de Travis, Jughead não acreditou em seus olhos. Ali

não estava outra senão Antoniette Topaz Estacou a porta. Ainda não o tinha visto,

distraída, olhando pela janela.

Depois de quase um mês de silêncio, eis que simplesmente aparecia.

Seus cabelos tinham ganhado um tom mais escuro do que se lembrava, mas

sua postura era a mesma. Cabeça erguida, boca carregada de um batom vermelho, um

pouco retorcida, como se estivesse sempre descontente com alguma coisa. Seu olhar

era carregado de arrogância. Ela definitivamente não tinha a elegância e suavidade de

Betty.

Travis, em pé atrás de sua mesa, recostado a estante, fitava o chão, parecendo

preocupado. Quando entenderia que já era um homem crescido e que sabia cuidar de

si mesmo?

Mas tinha de ponderar também. O homem havia estado ao seu lado quando

enfrentou toda aquela crise. Era normal que ficasse apreensivo.

— Jughead, amigão... — foi o primeiro a notá-lo — disse que você estava ocupado,

mas...

Assim que o viu, Toni se endireitou, sorrindo largamente e veio ao seu

encontro, parando perto demais. Se antes adorava o perfume dela, agora ele somente

o arremetia a tempos que desejava deixar enterrados:

— Eu tinha de vê-lo! Para que dissesse tudo aquilo na minha cara...

— Jughead... — chamava de novo o amigo.

— Está tudo bem — tranquilo o outro — Eu falo com ela.

— É isso aí, Travis– a morena dizia, prepotente, sem deixar de fitá-lo — Não

precisamos de você aqui!

Nem mesmo ele notou a saída do patrão. Estava fitando a mulher que um dia fora

sua razão de viver. Agora não passava de uma desconhecida.

— O que está fazendo aqui, Toni? — inquiriu, calmamente.

— Eu precisava te ver, querido! — declarou com muita ênfase, segurando o rosto

dele entre as mãos, muito próxima de sua boca — eu estava com tanta saudade...

— Toni! — Jughead a segurou firmemente pelos pulsos, procurando seus olhos.

Ela estava agitada e ele bem sabia o que a deixava assim:

— Você voltou a usar? — estava incrédulo.

A garota se desvencilhou com um puxão, afastando-se e evitando encará-lo:

— Não sei do que está falando...

— Sabe sim, garota!

— O quê? Vai dizer que nunca mais experimentou, meu caro?

— Não! — foi direto e seco — Quase morri, tentando me livrar daquilo! Consegui

sair do inferno, por que quereria voltar para lá?

— Não sabe tudo o que passei! Você não tem a vida que eu tenho...

— Acredita que a minha é fácil? É uma luta por dia — interrompeu-se. Tinha

vontade de colocar para fora, tudo o que ainda estava entalado em sua garganta. Mas,

mesmo dentro de sua atitude arrogante, Toni parecia frágil.— Eu não uso sempre, Jughead... — a ouviu murmurar, sua voz soando infantil,

quase como uma desculpa.

— É um caminho sem volta — rebateu, amargo. — Ou você está fora... Ou não

está!

— Eu não vim para falar disso! — fugia do assunto — é sobre aquela ligação. Falar

tudo aquilo através de um aparelho é muito fácil — sua voz adquiria um tom baixo,

macio, enquanto seus enormes olhos castanhos o examinavam, de forma languida.

Algum tempo atrás, todo aquele conjunto o teria deixado de joelhos aos pés dela.

Ainda mais com as mãos dela de unhas longas e bem-feitas, agora passeando sobre

seu peito.

Jughead ficou ali, deixando-se tocar e mesmo quando o corpo longilíneo da morena

colou-se ao seu, ele não sentiu nada. Não havia mais aquele fascínio de antes. Antoniette Topaz já não exercia qualquer poder sobre ele.

— Quero ouvir você repetir tudo, agora, na minha cara! — sua boca vermelha,

antes tão convidativa, estava a milímetros da sua.

Sim, ela era linda, extremamente sexy, mesmo seus olhos exibindo um tom

vermelho, que sabia de onde vinha. Mas só conseguia sentir pena da garota.

Compaixão pela dependência que ainda enfrentava.

— O que você veio fazer, — começava, bem devagar — é testar seu poder sobre

mim. Achou que eu ainda me rastejaria, implorando sua atenção, como já aconteceu

antes — viu a surpresa começar a surgir na expressão dela — Veio me impor sua

presença, crente que assim eu me acovardaria e cairia de novo nas suas graças —

segurou os pulsos dela, tirando suas mãos e sobre ele — mas isso não vai acontecer,

Toni.

— O quê? Jughead eu sei que acredita que eu o troquei por outro, mas não foi como

pensa...

— Isso já não me importa!

— Mas você precisa me ouvir, saber de toda a verdade! — balbuciava ela, os olhos

arregalados, desesperada.

— O homem que você deixou, dois anos atrás, já não existe mais. Ele era um

doente, completamente dependente... De todas as formas possíveis. Mas isso de fato

acabou, Toni. A sua verdade já não me interessa!

— Só pode estar brincando comigo! Você era louco por mim! Me amava! — ela já

começava a se alterar, como bem desconfiava que aconteceria — Isso não pode ter

mudado tão rápido assim!

— Eu fui ao inferno, por sua causa! — declarou entredentes — Não é algo que eu

queira de volta.

— Mas não precisa ser daquele jeito! — o tom dela era de súplica, de novo

segurando seu rosto, procurando seu olhar, quando ele se esquivava — eu posso

mudar! Faço o que você quiser, Jughead! Eu amo você! Sinto tanto a sua falta! Se me der

uma oportunidade... Por favor, amor! — tentava beijá-lo, desesperada.

— Toni...

— Me dê só uma chance... Por favor!

— Toni! — Jughead já estava sentindo a paciência se esvair, enquanto ainda

tentava escapar dos beijos dela, sem ser rude demais.

— Você era louco por mim, isso não pode ter morrido completamente! Eu sei...— Já chega,Toni! — foi ríspido dessa vez, fazendo cessar seu ataque.

Estava ofegante, quando se afastou para o outro lado da sala. Correu as mãos pela

nuca, em busca de controle. A mulher trêmula, estática parada a metros dele parecia

desamparada. Jughead sentiu muito, mas já não queria fazer parte do mundo dela. Não

poderia reconfortá-la:

— Não está se esquecendo de um pequeno detalhe, minha cara? Você é casada!

— Um casamento de aparências... — ouviu-a murmurar.

— Sinto muito saber disso. Mas não muda minha posição.

— Está me desprezando por causa daquela vaca, não é? — concluía, com raiva.

— Não recomece, Toni. Apenas vá embora!

— Acha mesmo que isso vai dar certo? Que aquela dondoca vai assumir você para

a família dela?

Tentou ignorar suas palavras, fingir que não o atingia:

— Não estamos pensando nisso ainda.

— Não conhece os pais dela! Se acha que meu pai era ruim, espere até conhecer Alice Cooper! Ela vai dizimá-lo, meu caro! Nunca vai permitir que a filhinha

dela se relacione com um tipo como você!

— Acho que nós já terminamos por aqui... — caminhou rumo à porta, mas foi

interpelado pelos socos que a morena começou a desferir em seu peito, enquanto

esbravejava.— Não pense que vou deixá-los em paz, seu cretino! — e assim começou uma

profusão de insultos e ameaças, típico dela.

Jughead de fato não estava surpreso com a explosão. Não seria a mesma Toni Topaz de tempos atrás, se aquilo não acontecesse. Aquela altura, praticamente todos

os funcionários da loja se encontravam do lado de fora da porta de vidro, observando

a cena. Estavam dando um show!

— Eu vou acabar com aquela vagabunda! Vou matá-la...

Enquanto as ameaças eram dirigidas contra ele, podia lidar. Mas quando ela

ameaçou machucar Betty, a fúria o tomou. Segurando seus pulsos com uma mão,

empurrou-a até deixar suas costas presas junto à parede e fez com que o fitasse,

segurando seu rosto com a outra mão:

— Escute bem, garota! Você desgraçou com a minha vida uma vez! Eu me

recuperei e estou seguindo em frente! E juro, — seu rosto muito perto do dela — se

ousar se aproximar da Betty, se ousar machucá-la de qualquer forma... Eu vou atrás

de você, garota! Deixe-nos em paz!

— Jughead! — Travis chamava da porta.

Instantaneamente soltou a moça, que parecia aterrorizada com o súbito ataque. Até

sentiu-se culpado ao ver as marcas bem desenhadas de sua mão no rosto pálido. Mas

ouvir que faria mal a sua bonequinha... O deixou cego!

Muito ofegante, encarou o amigo por um instante, antes de deixar a sala, pisando

duro. Cortou caminho entre a pequena multidão do lado de fora e rumou para sua

sala, trancando-se lá.


Notas Finais


Me perdoem por qualquer erro

Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


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