História Jughead - bughead - Capítulo 20


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
Visualizações 46
Palavras 4.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. ❤️

4/13

Capítulo 20 - Capítulo 19


Estava inquieto demais. Era o efeito Toni. Mas dessa vez, mais letal. E o

sentimento envolvido na história era outro. Aquela descontrolada! Ah, se ousasse se

aproximar de Betty! Não era um sujeito violento, mas acabaria com a raça de

qualquer um que machucasse sua bonequinha!

Não podia ficar ali! Sentia-se acuado, enjaulado.

Cruzando os dedos junto à nuca, puxou algumas respirações procurando se

acalmar. De repente, soube bem qual seria a única coisa que o acalmaria no mundo.

Sacando o celular, discou o número...

Já estava no finalzinho do expediente quando o celular de Betty tocou sobre sua

mesa, fazendo-a sobressaltar.

Mas em seguida um sorriso lhe brotou quando o rosto de Jughead pipocou na tela.

Atendeu mais que depressa:

— Hey, grandão!

— Betty, onde você está?Ela estranhou. A voz dele parecia carregada de urgência. Era um bom ou mau

sinal?

— Ainda na loja. Por quê?

— Eu preciso te ver! Estou indo para sua casa. Encontra-me lá?

Não teve nem de pestanejar:

— Sim!

Despediu-se rapidamente de Verônica, pedindo que terminasse de fechar a loja e

partiu. A outra nem perguntou o porquê de sua pressa. Pelo sorriso na cara de Betty,

já devia ter uma ideia.

Logo estacionava seu Corvette ao lado da Harley reluzente. Jughead a esperava no

alpendre, suas mãos apoiadas na madeira do teto, fazendo-o parecer ainda mais alto.

Ao vê-la, um breve sorriso lhe cruzou a face:

— Hey — cumprimentou-o, buscando pela chave na bolsa.

Antes mesmo que terminasse sua frase, ele a segurou pela nuca, puxando sua

cabeça e a tomando pela sua boca, com a mesma urgência que parecia carregar na voz,

instantes antes. Betty gemeu de surpresa, mas aceitou o assalto, enquanto ele provava

seu lábio inferior, então o superior. Logo reivindica passagem, sua língua a invadindo.

Ela o sugou, deliciada. Era bom beijar aquele homem. Ainda mais depois da visita

tensa de mais cedo. E podia imaginar que a morena também o procurara. E por isso ele

estava ali. Ali, a sua procura! Pensava, sorrindo junto à boca dele.Mas, tão abruptamente quanto começara, o beijo terminava. E um apressado Jughead

tomava as chaves de sua mão. E antes que a porta batesse fechada, era empurrada

contra ela e prensada contra a mesma e o peito arfante e largo de Jughead. E então seus

beijos selvagens estavam de volta, exigindo sua total atenção.

Ela não tinha de perguntar nada. Seus corpos falavam por si. Os temores

desapareceram, assim que a língua de Jughead voltou a lhe invadir a boca. O mundo

deixava de existir, toda vez que ele fazia isso.

Com um gemido baixinho, enfiou as mãos sob a jaqueta e então sua camiseta,

alcançando suas costas e fincando suas unhas ali. Recebeu um leve grunhido e uma

mordiscada no lábio como resposta.

Tudo o que passava pela mente de Jughead naquele momento era que faria tudo por

sua bonequinha. A protegeria do que fosse e principalmente de Toni Topaz.

Betty Cooper já não era simplesmente uma foda. Era sua amante, amiga...

Era essencial.

Aprofundou o beijo, emaranhando seus dedos nos cabelos com cheiro de maçã

verde, que ele adorava. Buscou sua língua, sugando-a, absorvendo o gosto delicioso

daquela mulher. Suas curvas coladas ao seu corpo, entregue, aberto e o aceitando sem

restrições.

Abraçou-a forte, como se não pudesse ter o suficiente. Precisava dela, sexualmente,

emocionalmente. Isso era assustador e ao mesmo tempo libertador. Ela lhe pertencia,

assim como seria todo e completamente dela, se assim o desejasse.

Minutos depois, totalmente ofegante, deu fim, lentamente ao beijo, com inúmeros

outros beijos curtos:

— Oi, bonequinha...

— Hum, você notou que eu estava aqui?

Ela sorria daquela forma que o dominava, encantava e o colocaria de joelhos. Era

linda demais.

Num gesto que nem lhe pareceu exigir força, puxou-a pela cintura, tirando seus pés

do chão e fazendo com que lhe envolvesse os quadris. E podia sentir sua proeminente

ereção:

— Ele notou você. Ganha vida, a simples menção do seu nome, gostosa! —

espalmando as mãos em seu traseiro, a esfregou contra si — Por que e é que você não

está de saia, mocinha? Meu pau agradeceria muito, nesse momento...

— Você sabe. Eu sempre posso despir a calça...

— É o que vamos tratar agora! — com movimentos rápidos, colocou-a no chão,

que já foi chutando seus sapatos scarpin para longe, enquanto ele encontrava seu zíper.

Por sorte, era uma calça de brim, social e solta, não um jeans colado. Logo a peça

estava no chão, junto com sua minúscula calcinha de renda.

Agora Jughead fuçava em seu cinto, muito apressado. Betty segurava seu rosto entre

as mãos, beijando e rindo ao mesmo tempo em que ele se enrolava para descer a calça.

Seu pau majestoso saltou para cumprimentá-lo.

Sem muita gentileza e sem despir completamente a peça de roupa, ele tratou logo

de vestir uma camisinha e em seguida, a reivindicava novamente. A içou para que

voltasse a lhe envolver os quadris. Com um braço em torno de sua cintura, segurou-a

firme no ar. Então deslizou uma mão sobre os lábios e então sobre a vagina quente

dela, espalhando umidade. Betty arfou, cravando suas unhas na jaqueta de couro dele. E então ele enfiava um

dedo, depois outro, tratando de lubrificá-la:

— Eu acho que agora você está pronta para mim — murmurou entredentes,

encaixando a ponta de seu membro vibrante entre suas dobras.

Ela o fitou, seus olhos turvados de um desejo insano, enquanto o sentia deslizar

cada milímetro de seu eixo para dentro dela. A sensação de preenchimento, seu corpo

reclamando da intromissão e então se amoldando a ele. Era tudo muito perfeito!

— Eu precisava estar dentro de você, Betty! — sussurrou de forma grave, seus

olhos fixos nos lábios dela.

— Eu com certeza não estou reclamando, Grandão — interrompeu-se quando ele

a elevava, com outra estocada poderosa e longa — Isso é bom!

— Você gosta do meu pau nessa sua bocetinha quente, Quenn Bee? — inquiria ele,

seu maxilar contraído, as veias de seu pescoço largo saltando feito loucas.

— Sim! — foi só o que conseguiu balbuciar, antes de receber outro golpe certeiro

e profundo. Qualquer outro pensamento racional a deixou a partir daquele momento.

Tudo que importava era aquele homem esculpido em músculos, retirando-se quase

que completamente de seu corpo, para novamente a invadir. Erguendo suas mãos, as

espalmou na parede atrás de sua cabeça, oferendo sua pélvis para ele, abrindo-se,

oferecendo-se a Jughead Jones. Seu homem.

— Eu acho que já disse isso, — ele murmurava contra seus cabelos, momentos

depois, já acomodados na cama, com Betty preguiçosamente espalhada sobre seu

peito — mas quero que tome cuidado com a Toni...— Hum, ela também foi te procurar, certo?

Jughead a fez girar o corpo para encará-lo:

— Por quê? Ela foi atrás de você? E o que aquela louca queria?

— O de sempre: fique longe do meu homem, blá, blá, blá!

— Maldita!

— Vocês conversaram? Ela te disse...

— Betty, eu não tenho interesse algum ao que quer seja que aquela mulher tenha

a me dizer! Só quero que nos deixe em paz! — e completou de modo sisudo — é

melhor que proíba a entrada dela na sua loja.

Betty mordeu o lábio para não rir da proteção exagerada dele:

— Não precisa tanto, Jughead! E eu não tenho medo dela! Acho que fala muito e age

pouco...

— Você não a conhece como eu, Bee! — segurando seu queixo, forçou-a a

olhar para ele — prometa-me que vai tomar cuidado.

— Sim, senhor, senhor! — afirmou de bom humor, batendo uma continência —

tomarei cuidado. Eu bateria meus calcanhares também, mas eles estão presos sob os

seus, então...

— Você — Jughead começava de forma lenta, perigosamente lenta — não está me

levando a sério?

— Claro que estou, meu senhor! — exagerava ela, mal contendo o riso.— Não, você não está! E por isso, — num movimento rápido, girou o corpo,

sentando-se sobre os quadris dela e lhe segurando ambos os pulsos ao lado de sua

cabeça — acho que vou ter de lhe ensinar um pouco de disciplina, mocinha!

Betty ria tanto que mal conseguia falar:

— Não, meu senhor! — se debatia — prometo me comportar!

— Tarde demais, senhorita!

Ela resolveu entrar na brincadeira. Colocando um sexy sorriso em seus lábios,

moveu-se sinuosa sob ele, projetando os seios alvos para cima, prendendo o olhar

guloso dele ali:

— E que tipo de castigo acha que mereço, Grandão?

— Um tipo de castigo que acho que você não vai gostar...

Lançando um lento e malicioso olhar sobre seu belo tórax, seu abdômen trincado e

seu majestoso pênis, já bem desperto, ela o provocou:

— Hum, eu duvido que eu não vá gostar.

Dias depois, Betty acabara de sair do banho, deixando Jughead ainda sob a ducha.

Terminava de se vestir quando uma batida suave se fez soar na porta da frente.

Estranhou. Quem bateria à porta dele àquela hora da manhã? Não eram oito horas

ainda.

Como ele ainda estava no banho, resolveu atender.Deu com uma mulher que aparentava ter cinquenta anos. Que a encarava com

curiosidade:

— Pois não?

— Aqui é a casa de Jughead Jones?

— Sim.

A transformação no rosto da mulher foi surpreendente. Iluminou toda sua face

clara e tornou seu sorriso ainda mais largo:

— E ele está em casa?

Ainda estranhando um pouco a reação da mulher, inquiriu:

— A quem devo anunciar?

— Minha mãe! — disparava um incrédulo Jughead escancarando a porta que Betty

segurava.

O queixo dela caiu. Ele havia lhe dito uma vez que não tinha mãe! Vestia apenas o

jeans, os pés descalços, o dorso ainda molhado, como se tivesse se vestido muito

rapidamente.

Estava entre os dois que se encaravam. Jughead com as sobrancelhas unidas, lábios

numa linha reta. Não parecia muito feliz com a visita.

Já mulher, o olhava fascinada. Era como se não o visse há muito tempo:

— Olá, Jughead! — ela balbuciou. Sua voz era carregada de emoção — você está

tão...— O quê? Parecendo um monstro? — apontava para seu peito nu, mesmo na

defensiva.

— Não! — a mulher rebatia, chocada — você está um homem lindo! Tão grande!

Percebeu que Jughead ficou desarmado por um instante, mas não deu o braço a

torcer:

— O que você está fazendo aqui? — sua pergunta soou seca.

Betty realmente estava desconfortável por presenciar a cena. Apesar de que

naquele momento, nenhum dos dois parecia notá-la ali parada:

— Será que eu poderia entrar? Prometo que serei breve.

Por um instante, pensou que Jughead lhe diria um sonoro não. Mas então, se afastou

da porta, abruptamente, deixando a critério dela decidir se entrava ou não.

Coube a Betty lhe indicar que entrasse. Trocaram um breve sorriso enquanto se

cruzaram. Era estranho. A mulher de alguma forma, parecia avaliá-la.

Na sala, ele andava de um lado para o outro, inquieto. Que situação! A única coisa

que podia deduzir até o momento, era que não se viam há muito tempo. E que Jughead

muito provavelmente preferia que continuasse assim.

Então ele se sentava esparramado no sofá, sua cara ainda de poucos amigos.

Novamente foi Betty quem lhe indicou que se acomodasse na poltrona oposta a ele.

Sem saber exatamente o que fazer, sugeriu:

— Eu vou passar um café — e deixou a sala.A casa era pequena e mesmo que tentasse não ouvir, era impossível. Apesar de eles

não estarem conversando muito.

— O que está fazendo aqui? — Jughead repetia a pergunta.

— Queria muito te ver...

— Depois de todo esse tempo? — seu tom ainda era seco e um pouco grosseiro.

— Eu tenho te procurado por muito tempo, meu filho! — a mulher parecia na

defensiva.

De repente lhe ocorreu que ela nem sabia o nome da mãe dele e que ele não fizera

questão de apresentá-las.

Por sorte, Jughead tinha uma moderna máquina de café expresso. Rapidamente

preparou três xícaras e voltou para a sala. Serviu aos dois, que no momento estavam

em completo silêncio, cada um olhando para um canto do chão.

Parada ao lado do sofá, Betty realmente se sentia uma intrusa:

— Eu acho... Que vou para casa e deixar vocês conversarem mais à vontade...

Assustou-se quando Jughead buscou rapidamente sua mão, puxando-a para sentar-se

a seu lado, dizendo rispidamente:

— Você não tem de ir a lugar algum!

Ok, seu tom era sim ríspido. Mas sentia sua mão gelada, levemente suada. Ele não

queria que ela fosse embora. Precisava dela ao seu lado. Um homem tão grande, de

expressão fechada, mas que de alguma forma, estava se sentindo inseguro.

Obviamente que sendo assim, não sairia do lado dele de forma alguma, mesmo

estando tão desconfortável:— Sou Elizabeth Cooper — Estendia a mão, enfim se apresentando à mulher,

já que obviamente Jughead não tinha intenção de fazê-lo.

— Gladys Jones – retornou o cumprimento e então sua atenção se voltava de

novo para o filho e sua cara fechada — Jughead, eu não esperava ser recebida com

flores...

— Ainda bem! — ele era sarcástico, uma forma que nunca o vira antes — Porque

você não pode esperar voltar depois de vinte dois anos e realmente esperar flores!

Ainda mais se abandonou seus filhos, que a idolatravam, para ficar com outro

homem! — acusou, sem qualquer piedade.

O queixo de Betty voltou a cair. O que ele dizia era muito sério! E agora ela

entendia um pouco a reação dele à mulher.

E quando seus olhos se voltaram para Gladys, ficou preocupada. A outra estava

muito pálida, seus olhos arregalados de espanto, parecendo mesmo em choque:

— Foi o que seu pai lhe disse? Que os abandonei por outro homem?

— É tudo o que sei! É com o que cresci sabendo.

Gladys engoliu em seco, observando sua xícara de café:

— É uma pena que FP tenha sido tão... Olha, meu filho, você devia exigir que ele

lhe contasse a verdade!

— A verdade? — ironizou ele — existe outra verdade?

— Sim, existe e FP devia lhe dizer toda ela!

— Bom, infelizmente isso não será possível! Ele morreu, pouco tempo depois de

você o abandonar. Foi consumido pela bebida! — seu tom era acusativo.— Oh! Eu sinto muito! Eu não sabia... Sinto muito por isso! — a mulher pareceu

abalada — Mas e sua irmã? Nunca lhe disse nada?

— O que tem JellyBean a ver com isso?

— Ela era mais grandinha. Via mais as coisas. Você era pequeno. Eu tentava te

poupar de certas situações.

Jughead perscrutou a face daquela agora desconhecida. O que ela estava dizendo?

Que não tinha abandonado por outro homem? Que toda a dor de ser deixado por

uma mãe a quem amava demais, tinha sido em vão?

— Por que não conversa com ela, Jughead? — rogava baixinho – e eu preciso muito

vê-la! O investigador que contratei para encontrar vocês não a localizou. Pode

perguntar a ela, se aceita me ver?

Ele não respondeu de pronto. Então depois de um suspiro, falou parecendo

contragosto:

— Vou falar com ela.

O alívio na expressão de Gladys foi visível:

— Obrigado! E peça que lhe conte sobre... Tudo o que ela possa ter visto, ok? —

então, se colocando de pé, anunciou. — Bom, eu só vim para saber como você estava.

Mas gostaria muito de te ver de novo. Você almoçaria comigo amanhã?

Betty apertou os dedos dele, que estavam entrelaçados com os seus. Como se

houvesse esquecido do contato, Jughead baixou seu olhar para as mãos unidas. Sim, ela

estava apelando para que aceitasse o convite. No fundo, sabia que ele precisava de

respostas. Depois de um instante, respondia:— Ok.

— Ótimo!

Como Jughead não fez um único movimento para acompanhá-la até a porta, Betty o

fez. Não era uma atitude muito educada dele, mas podia compreender. O que lhe

constava, aquela mulher ainda o havia abandonado e não merecia seu respeito.

Assim que as mulheres rumaram para a porta, Jughead foi para a cozinha.

Já do lado de fora, Gladys estendeu a mão para Betty:

— Sei que Jughead não é casado, mas fico feliz que tenha uma namorada como você

— disse, surpreendendo-a — Me parece uma garota legal!

Um pouco sem jeito, Betty sorriu. Era a primeira vez que era chamada de

namorada de Jughead. E aquilo lhe soava bem!

— Obrigado. E eu torço para que se entendam.

— Ao que parece, não será uma tarefa fácil, mas eu não vou desistir até ter de volta

o carinho do meu filho.

Depois de mais algumas trocas de gentilezas, a mulher partiu.

Jughead simplesmente não estava acreditando que aquilo estava acontecendo! Era

surreal demais! Depois de vinte e dois anos, sua mãe reaparecia do nada, sem nunca

antes ter entrado em contato!

Saia do banho, quando ouviu a voz dela. Reconheceu-a de imediato. Era a mesma

que o abençoava ao dormir, que lhe desejava que tivesse uma boa aula, quandodeixava-o no colégio. A mesma que lhe dava broncas quando fazia uma arte e a

mesma que o acolhia, sempre que se machucava ou adoecia.

Agora, quebrando alguns ovos em uma frigideira, como se fosse a coisa mais

normal do mundo, ainda estava aturdido. O que ela quisera dizer, com descobrir as

verdades? Jelly sabia de algo que ele não? Teria sentido todo aquele rancor, magoa da

mulher que lhe fora a pessoa mais importante no mundo, sem uma razão plausível?

Não sabia identificar o que sentia no momento. Raiva, frustração. Saudade. Gladys

não havia mudado muito, a não ser claro que estava mais velha. Continuava com sua

fala doce, pausada. Feições suaves, agora marcadas por discretas rugas. Até seu cabelo

cacheado parecia levar o mesmo corte, curto à altura dos ombros. E tinha uma aliança

em sua mão esquerda. Estava casada de novo, óbvio! E podia bem ser com o homem

com quem partira, ao deixar sua casa.

Mal segurando um suspiro exasperado, sentiu-se meio idiota, ao notar que de fato

sentira falta dela. E que essa saudade não era maior do que a raiva que devia sentir da

mulher. E não queria se deixar enganar pela expressão sofrida que a outra carregava

na face. E desejava ter ignorado quando notou que ela parecia muito querer abraçá-lo.

Só notou que os ovos estavam queimados, quando o cheiro lhe alcançou o nariz.

Furioso, jogou todo seu conteúdo na lixeira mais próxima.

Pegava mais ovos na geladeira, quando Betty o deteve, encostando-se no batente

da porta. Seu olhar era inquiridor, mas não disse nada:

— Eu sei que você tem um monte de perguntas, Betty, mas eu não estou pronto

para respondê-las agora.

Ela suspirou e veio se apoiar no balcão:— Ok! Vou tentar engolir minha curiosidade então!

Enquanto pegava outra panela no armário, olhou-a de soslaio. Suas sobrancelhas

estavam erguidas e ela mordia os lábios. Devia estar se contendo a muito custo para

não o encher de perguntas. Ele riu. Estava encantadora com aquela expressão e

percebeu que não poderia negar nada a ela:

— Não tem muito que falar, Bee. Você ouviu: ela abandonou sua família por

outro homem e nunca olhou para trás e fim!

— Sei. Sinto muito por isso, querido — veio deslizar sua mão pela face de barba

por fazer dele — eu não fazia ideia.

Jughead fechou seus olhos por um instante, junto ao toque. Mas, com um suspiro,

afastou para o fogão. O gesto dela o deixava desarmado e não queria parecer um bebê

chorão:

— Não é um assunto que eu goste de comentar, meu anjo.

— E sobre o que ela falou? Que devia procurar respostas com sua irmã? — Betty

se sentava na bancada ao lado do fogão, para poder sondar a face dele.

— Não posso acreditar que haja algo que minha irmã tenha me escondido.

— Mas vai procurá-la, certo?

— Você com certeza acha que eu devia. Não é?

— Sim, eu acho. Você sabe que precisa dessas respostas, não e verdade? Até posso

te acompanhar, se quiser — se ofereceu, arqueando as sobrancelhas rapidamente — e

conhecer minha cunhadinha! – brincou.

Jughead riu com gosto, pela primeira vez naquela manhã:— Cunhadinha?

Foi a vez dela gargalhar, daquela forma que o fazia para tudo para admirar, jogando

sua cabeça para trás:

— Sim, sua mãe já me aceitou. Me chamou de sua namorada!

— Oh, e você é minha namorada agora? — Jughead parou o que fazia e veio parar

diante dela, as mãos apoiadas ao lado das coxas dela.

— Bom, — erguendo a barra da saia, para então separar os joelhos e o puxar pelos

passantes da calça, para que se encaixasse entre eles, cruzou seus calcanhares no

traseiro dele — se não sou sua namorada, o que eu sou?

— Uma amiga com benefícios? — sugeriu de forma bem cafajeste, somente para

provocá-la.

— Uma amiga?! Você está brincando comigo, não, Jughead Jones? — ela o

beliscou em um mamilo, fingindo-se de brava.

— Ai! — exclamou de dor e pegou as mãos delas, segurando-as junto a suas

costas. Então a puxava junto a seu peito, ela tendo de erguer a cabeça para encará-lo

— Você pode ser muitas coisas para mim, bonequinha! E uma única palavra não

poder definir isso — e beijou-a docemente.

Não havia erotismo naquele beijo. Havia carinho, sentimento. Ao menos era o que

Betty sentia. Seu coração dava pulos, ao efeito da confissão dele. Oh, homem! Ele

estava transformando seus músculos em gelatina ao som de sua voz, e seu cérebro

funcionava a marcha lenta quando a beijava como agora.

— Agora trate de me soltar, garota. Eu preciso te alimentar, lembra? — dizia ele,

desvencilhando das pernas dela.Bufando e revirando os olhos, Betty desceu do balcão e encostou-se na parede

oposta a ele:

— Você sabe, quando me beija assim, me deixa faminta, mas não de comida... —

insinuou.

— Mais uma sugestão do tipo e vou te arrastar para aquele quarto e a foder pelo

dia todo.

— É uma promessa?

— Não brinque com fogo, bonequinha! Estou tentando ser gentil aqui —

Apontava a comida.

Betty voltou a bufar:

— Oh, sim! Com a delicadeza de um animal!

De costas para ela, Jughead se deteve abruptamente, seus ombros se enrijecendo.

Betty se empertigou, temendo tê-lo ofendido:

— Jughead... Eu...

Ele começou a se voltar, lentamente, muito quieto e a encarou. Ela se encolheu

junto à porta.

— Animal? Eu? — falou, perigosamente sério.

— Jughead, era só uma brincadeira...

— Eu vou lhe mostrar quanto animal eu posso ser!Então, diante dos olhos dela, Jughead começou a se abaixar, até ficar de quatro...

Patas? Sua posição era exatamente como a de uma grande pantera-negra. Ainda mais

quando ele levantou os cantos de sua bela boca, lhe mostrando os dentes e rosnando

para ela?

— Jughead? — ela chamou, num misto de surpresa e receio.

Ele voltou a rosnar, dessa vez mais alto, estreitando seus lindos olhos verdes e deu

um passo, com a mesma graciosidade que o animal verdadeiro faria, seus músculos se

flexionando a cada movimento. Era estranhamente belo e fodidamente sexy.

Betty soltou um riso nervoso, recuando um passo, enquanto ele avançava outro,

olhando-a como se fosse a presa.

— Você só pode estar brincando.

Jughead rosnou de novo e mais alto, antes de saltar e avançar para ela.

Betty gritou de surpresa e se pôs a correr pela casa, com ele em seu encalço. Seus

saltos também se assemelhavam muito aos de um grande felino, jogando as mãos na

frente e depois dando impulso com os pés.

Quando se viu encurralada no canto da sala, Betty estendeu as mãos a sua frente,

para se defender, ainda entre o riso e o nervosismo.

Ele se deteve, espreitando-a. Com outro rosnado, como se avisando que ela devia

ficar quieta, foi se aproximando até estar diante dela. Começou a “farejá-la”, desde

seus pés, subindo por suas pernas, lentamente. Deteve-se um pouco mais de tempo

em seu sexo, esfregando seu nariz ali. Betty deixou um gemido escapar. Mesmo por sobre as roupas, o contato dele

com seu clitóris a excitou. Recebeu outro rosnado e um olhar predador. Ela segurou a

respiração.

Então ele continuou sua inspeção, Betty acima, contornando um seio dela com o

nariz. Logo lhe alcançava seu pescoço e ela curvou seu pescoço para lhe permitir mais

acesso.

Agora ele colava o corpo ao dela, deixando-a bem ciente da ereção potente sob

suas calças. Rosnou uma vez mais junto ao seu ouvido e deteve-se ali:

— Isso foi animal o suficiente para você, Quenn Bee? — sua voz tinha uma nota

de humor.

Ela mordeu o lábio, suspirando. Então começou a estapear o peito dele, rindo:

— Seu bobo! Me assustou!

Jughead se defendia do ataque dela com os braços, rindo abafado:

— O que pensou? Que eu ia me transformar num lobo?

— Eu não sei! Você parecia mesmo um animal, com todos os trejeitos de um! Já

assistiu A Bela e a Fera?

— Bom, eu tenho outras habilidades animais — ele enlaçava a cintura fina dela,

esfregando seu membro teso no ventre dela.

Betty arqueou as sobrancelhas, fazendo desenhos desconexos na frente do peito

dele, muito interessada agora:

— Mesmo?— Sim... Lamber é uma delas... — como demonstração, deslizou a língua áspera

pelos lábios dela.


Notas Finais


Me desculpem por qualquer erro.

Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


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