História Jughead - bughead - Capítulo 21


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Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
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Palavras 1.506
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. ❤️

5/13

Capítulo 21 - Capítulo 20 P1


— Mas afinal, o que foi isso tudo que você fez? — ela

perguntava, gesticulando e mostrando onde ele passara.

Jughead riu, acariciando a face dela:

— Se chama ginástica animal, onde imitamos os animais, claro.

— Nossa! — Betty lhe enlaçou o pescoço, arqueando seu quadril para frente,

encostando-se a ele — isso foi sexy!

— Deixa eu te levar ali para o meu quarto, que eu vou lhe mostrar o que é sexy e

animal... — e pegando-a de surpresa, jogou-a sobre um ombro e a levou.

— Vai procurar sua irmã? — sua voz soava sonolenta, cansada, após acasalar com

seu enorme felino.— Sim, vou — ele tinha uma mão sobre a cabeça e a outra acariciava os cabelos de

Betty, deitada sobre seu peito. Aspirou seu cheiro. Maçã verde. Ele adorava! —

Ligarei para Travis e explicarei que tenho de viajar.

— Onde sua irmã mora?

— Em Boston.

— Você é de lá, ou nasceu aqui em Nova Iorque?

Jughead riu de forma preguiçosa, do jeito que ele a deixava arrepiada:

— Moça, eu vim de Tucson, Arizona.

— Moço, você está um bocado longe de casa!

— Se eu for te contar, por quantas mudanças passei. Acho que morei em quase

todo canto desse país.

— Por que se mudou tanto?

— Bom, depois... Que minha mãe saiu de casa, meu pai ficou meio perdido. E não

ficávamos mais de um ano em uma mesma cidade. Depois que ele morreu, Jelly e eu

nos mudamos para Boston. Ela se casou e quando completei dezoito anos vim para

Nova Iorque.

— Eu só posso dizer: ainda bem que você veio para Nova Iorque! — enroscou-se

ainda mais a ele, envolvendo seu pescoço. — Bom, são umas boas quatro horas daqui

a Boston. Vai pegar avião?

— Não, acho que prefiro dirigir. Pensar um pouco.— Eu falei sério quando disse que iria com você, se quiser. — Encarou-o,

apoiando a cabeça nas mãos cruzadas sobre o tórax rijo dele.

— Não quero atrapalhar o seu trabalho, meu anjo. E vou ficar bem, não se

preocupe.

— Ok... Eu espero que encontre as respostas que precisa. E quem sabe se entenda

com sua mãe?

— Isso é... Tão surreal! Eu sofri por anos, achando que ela poderia ter abandonado

a mim e a minha irmã... Odiando-a! O que pode mudar tudo agora?

Betty ficou pensativa:

— Eu fico imaginando você, um garotinho, perdendo a mãe desse jeito...

Ele ficou quieto e ela sentiu o peito dele arfar lentamente:

— Foi complicado! Meu pai sempre foi um homem difícil e assim eu me apeguei

muito a ela. E quando isso aconteceu... Eu me senti tão traído quanto meu pai. Ferido

de morte. Para um garoto de nove anos, ouvir seu pai aos berros te dizer... Sua mãe não

te amava! Ela fugiu com outro e te deixou aqui!

Ele suspirava e Betty teve a impressão de que a voz dele estava embargada. Oh,

Deus, se ele chorasse, o que faria?

— Foi a última vez que falei com ele sobre minha mãe. Foi a última vez que falei

sobre ela com qualquer um!

— Talvez por isso sua irmã não tenha lhe dito nada.— Eu não sei. Jelly sofreu tanto quanto eu. Garanto isso. Já era uma mocinha e

perdeu sua referência feminina... Nós ficamos mais próximos depois disso. Mas não

falávamos dela. Acho que porque era doloroso para os dois.

— Eu nem posso imaginar isso! Você acha que ela vai querer ver a mãe?

— Não sei. E também não sei se quero vê-la de novo. Dependendo do que Jelly

disser.

— Tudo vai se resolver, vai ver.

— Espero! Mas agora, — ele pulava da cama e segurava os pés dela, puxando-a —

Vamos tomar um banho que eu tenho de terminar de preparar o café, ou vai chegar

atrasada na sua loja! — assim concluindo, pegou-a da cama e a jogou sobre os ombros

novamente, levando-a rumo ao banheiro.

— Sempre um cavalheiro... — resmungou ela aos risos.

— Sempre!

Betty enrolou-se na única toalha disponível no banheiro. Torceu seus cabelos

para retirar o excesso de água e saiu para o quarto.

O cheiro vindo da cozinha estava divino, fazendo seu estômago reclamar. Sorriu

ansiosa por desfrutar da refeição feita por Jughead.

Procurou outra toalha no quarto. Encontrou uma sobre a cama, a que ele havia

acabado de usar. Estava muito molhada. Obviamente, pois Jughead era um homemgrande. Para secar todo aquele corpo, teria mesmo de ser uma peça enorme.Resolveu buscar por outra dentro no guarda-roupa dele. Bingo! Só estranhou ela

estar na última prateleira...

Mas ao puxá-la, levou um susto. Dentro dela, embrulhado com muito cuidado,

havia uma dezena de fotos, que se espalharam pelo chão.

Abaixou-se para recolhê-las rapidamente, antes que ele aparecesse e pensasse que

estava bisbilhotando...

Mas estacou ao notar de quem eram. Toni. Algumas de Jughead mas ela estava na

grande maioria. E o pior, eram fotos íntimas, onde a ruiva posava nua sorrindo

largamente para a câmera... E sabia bem quem estava com o dedo no clique.

Eram fotos das mais variadas: ela em frente ao espelho, sentada no sofá... Na

cama, chamando por ele.

Algumas dele, durante o banho, comendo, massageando os pés dela...

E essa, em que Antoniette estava de frente pra ele, de joelhos. E fuçava em seu zíper

com um sorriso devasso na cara. Não havia como disfarçar o volume em suas calças.

Sabia que não devia continuar a olhar, mas era mais forte que ela.

Mas foi quando Jughead a chamou da sala:

— Betty? O café está pronto.

Com o susto, deixou as fotos caírem de novo:

— Eu... Eu já estou indo! — gritou de volta, gaguejando.

Rapidamente recolheu tudo, com medo de que ele surgisse a qualquer momento. E

um outro baque: o nome Toni estava bordado na toalha. Era a tolha daquela vaca! E

ele a guardava! Se duvidasse, ainda tinha o cheiro dela! Piscou repetidas vezes, paratentar conter lágrimas que ameaçavam rolar. Por que ele guardava aquilo tudo? Será

que passava horas olhando para aquelas imagens? Ou cheirando a peça, em busca da

essência da ruiva?

Devia confrontá-lo? Possivelmente não. Ele pensaria que estava fuçando em suas

coisas. E achava que poderia não gostar da resposta. Ou mentiria para ela, de qualquer

forma, aquilo não tinha como terminar bem.

— Inferno! — fungava, enquanto vestia suas roupas, desesperada para sair dali.

E ainda havia o fato de que ele estava no meio daquela situação com sua mãe e

irmã! Não seria justo criar uma situação agora:

— Idiota! — disse para sua imagem refletida no espelho, por ainda pensar no bem-

estar dele.

Tomando algumas respirações, enrolou os cabelos ainda úmidos e os prendeu em

um nó, no alto da cabeça, ergueu o queixo e logo estava na sala.

Percebeu que ele conversava com Travis pelo telefone. Quando a encarou, suas

sobrancelhas se uniram, como se notasse algo em sua expressão. Tapando o bocal do

celular, lhe perguntou:

— Algo errado?

Teve de conter o ímpeto de lhe gritar uns bons desaforos, mas conteve-se. Quando

ele retornasse e resolvesse seus problemas, aí então seria a hora de conversar. Ou

não...

— Tudo certo! Mas eu já vou indo...

— Não vai tomar café?— Não, tenho mesmo de ir. Problemas na loja.

Ele pareceu não gostar e ainda estar desconfiado, mas concordou, chamando-a

com os dedos para um beijo.

Um pouco contragosto, Betty foi até ele. A angústia de pensar que aquele seria o

último beijo trocado com ele, a dominou. Assim, tomou o rosto dele entre as mãos e

o beijou longamente, absorvendo seu gosto. Maldita vontade de chorar! Não era

chorona, mas estava à beira de um pranto. Por isso precisava sair dali logo.

— Bebê, está mesmo tudo bem? — inquiria ele de novo, tocando sua face.

Forçando um sorriso, Quinn se afastou, antes que as lágrimas rolassem na frente

dele:

— Tudo certo! Boa sorte com sua irmã — Desejou, já rumando para a porta.

— Eu te ligo mais tarde, ok?

Ela não respondeu, apenas meneou a cabeça de leve. Assim que se encontrou em

seu Corvette, enviou mensagem para Júlia, que a encontrasse na loja. Precisava de suas

amigas e fiéis escudeiras com urgência.

Jughead esqueceu-se de que estava no meio de uma ligação. Estava enganado ou vira

lágrimas nos olhos de Betty? Mas como? Por quê? Seria sua imaginação?

Já se preparava para correr atrás dela e a interrogar melhor, quando a voz de Jake

do outro lado da linha o trouxe de volta:

— Jughead? Ainda está aí?— Hã... Sim — respondeu, enquanto via o carrinho vermelho de Betty partir —

aqui.

Uma sensação estranha o invadiu... E o beijo que lhe dera? Como se estivesse se

despedindo...

— Cara, você está ou não comigo? — Travis ria do outro lado.

— Sim, sim, estou aqui. É só que... — como explicaria o que nem ele mesmo

estava entendendo? — nada, irmão. Esqueça...


Notas Finais


Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


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