História Jughead - bughead - Capítulo 26


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Mendes, Cole Sprouse, KJ Apa, Lili Reinhart, Madelaine Petsch, Riverdale
Visualizações 75
Palavras 6.638
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. ❤️

10/13

Capítulo 26 - Capítulo 24


Como Betty supunha, assim que Toni se viu recuperada do tapa, partiu para

cima e sua amiga rumou para pegar Cherly. Mas o que a morena e sua parceira não

imaginavam era que as garotas já tinham tido aulas de defesa pessoal. Dessa forma,com dois movimentos, já tinham dado o golpe chamado mata leão, imobilizando suas

oponentes.

Toni e a latina se debatiam, na tentativa frustrada de escapar. Assim que a morena

sossegou, cansada, Betty começou a dizer em seu ouvido:

— Eu tenho de dizer que você merecia mais uns tapas bem dados, garota! Uma

surra a qual deve ter lhe faltado quando era criança! E eu juro que minha vontade é de

esfregar sua cara nesse chão imundo! Mas não vou descer ao seu nível! Só quero lhe

dar um aviso: deixe Jughead e a mim em paz, está entendendo? Seus joguinhos não serão

suficientes para nos separar, então aceite que perdeu essa, sua idiota!

Assim que notou a aproximação dos seguranças da casa, soltou a mulher e ergueu

suas mãos, para demonstrar que estava apenas se defendendo. Mas isso não foi o

suficiente, pois quatro caras enormes, sem querer saber do que estava acontecendo,

agarraram todas, com brutalidade:

— O que está fazendo? — esbravejou, se debatendo, tentando.

— Sem bagunça no recinto, moça! — disse o brutamonte, arrastando-a pelo braço.

— Mas... Eu só estava me defendendo...

— Hey, tire suas mãos de cima dela! — era Jughead quem surgia, arrancando-a dos

braços do sujeito, irado.

— Você conhece essa moça?

— Claro! É minha garota! E essa é amiga dela — apontava para Cherly. Como era

conhecido da casa, logo foi atendido e o outro sujeito soltou a ruiva — Você está

bem? — inquiria para Betty, segurando seu rosto entre as mãos, examinando-a.— Estou sim — ela balbuciou, meio confusa.

Jughead a acolheu em seus braços, trazendo também a amiga dela para perto dele.

Então se dirigia ao chefe dos seguranças, mas olhava com expressão fechada para

Toni, que ainda estava imobilizada por um armário:

— Eu pensei que ela estivesse proibida de frequentar a boate.

— Sim, e ela ficou muito tempo sem aparecer! E quando volta, já cria confusão! —

enquanto a morena esperneava e gritava insultos, enquanto era arrastada para a porta.

— Mas o que realmente aconteceu? — Jughead inquiria, depois de tudo se

tranquilizar.

— Aquela louca surgiu, não conseguiu ouvir umas verdades e jogou sua bebida em

mim!

— Venha, vou levá-la ao banheiro para lavar o rosto.

— Jughead, esse é o banheiro das mulheres! — Betty dizia num misto de riso,

quando ele observou se o lugar estava vazio e entrou com ela. Cherly preferiu ficar do

lado de fora.

— Só quero ter certeza de que está bem.

— Eu estou, seu bobo! Só preciso de água!

Enquanto ela ligava a torneira, ele parou ao seu lado, cruzando os braços e com

cara de riso:

— Eu não acreditei quando vi você no meio daquela confusão! Sempre achei que

era uma dama — provocou.Ao terminar a lavagem de seu rosto, desligou a torneira e socou o braço dele:

— E eu sou, seu idiota! — tentava se fingir de brava, mas ria também — Mas não

tenho sangue de barata! E eu estava com aquela garota atravessada na garganta! Acho

até que um tapa foi pouco!

Como ele continuava a fitá-la com expressão divertida, Quinn levou as mãos ao

rosto, sentindo-o queimar:

— Oh, bom Deus! Perdoe-me por ter interrompido seu show! Estou morta de

vergonha!

Jughead riu e veio acolhê-la em seus braços:

— Está tudo bem, meu anjo! Era nossa última música e já estava acabando.

Ela o examinou entre os dedos, riu de alívio e então lhe enlaçou o pescoço:

— Eu tenho de dizer! Você estava extremamente sexy naquele palco!

— Você acha? — as mãos grandes desceram para o traseiro dela, puxando-a para

junto dele com força.

— Sim! Você poderia me dar um autógrafo, moço? — perguntava se fingindo de

inocente, enrolando uma mecha de cabelo no dedo.

— Hum, estou sem caneta, docinho!

— Seja criativo!

Jughead a olhou de canto, um sorriso sensual no canto dos lábios:

— E onde deseja esse autógrafo, pequena?— Pode ser... — ela afastou a jaqueta e projetou os seios para frente, apontando

logo acima desse — aqui?

Ele puxou uma respiração:

— Oh, sim! Claro! — e logo sua cabeça estava baixa para que seus lábios lhe

tocasse a pele alva.

Começou com pequenos beijos, que logo se transformaram em deliciosas

mordidas, arrancando risos dela:

— Maldição, será que terei de te comprar um estoque de saias para você? — dizia

em tom frustrado, afastando-se um pouco para examinar o jeans que ela vestia.

— Por quê? Não gostou da calça? — girou em seu eixo, para que a examinasse.

— Você está quente como o inferno nela, mas se estivesse enfiada numa saia,

poderia me mostrar o quanto me achou sexy...

— Fala de uma rapidinha... — murmurava contra os lábios dele — aqui, nesse

banheiro?

— Com certeza, coisinha gostosa! — e esmagou os lábios dela contra os seus,

abraçando-a forte — Seria muito fácil! Só erguer sua saia, arrancar sua calcinha e a

foder sobre essa pia!

— Hum... Quando você fala essas coisas, minhas pernas ficam bambas, cara!

— Não precisaria de firmeza nelas, Quenn Bee. Elas estariam envoltas na minha

cintura de qualquer forma...

— Uau! — ela mordeu o lábio dele — Até posso ver as imagens...— Mas como essa fantasia não será realiza hoje, — dizia Jughead, seus olhos fixos na

boca dela — por hora, me contento com beijos.

Deslizou sua língua sobre a boca dela, segurando seu queixo com a mão. Então os

tomou com os seus lábios. A sensação de beijar Betty era como se sempre fosse a

primeira vez. Ele nunca se cansaria dela. Amava seu gosto, a forma como se entregava

completamente, os gemidos baixinhos que lhe escapavam da garganta. Ela era perfeita

e era sua, toda sua!

— Grandão, eu adoraria ficar me agarrando com você aqui, — Betty interrompia

o beijo, ofegante — mas minha amiga está lá fora. E alguma outra mulher pode

querer usar o banheiro, então... Melhor sairmos, não acha?

— Sim — ele ajeitava sua ereção, depois de soltá-la. Ela adorava ver aquilo —

Daqui a pouco, não importa o grau de amizade que eu tenha com o dono do lugar,

seremos expulsos por atentado ao pudor!

Do lado de fora, Cherly os aguardava de braços cruzados, sua impaciência sendo

notada pelos longos dedos que dedilhavam nervosamente:

— Até que enfim vocês voltaram! — ficou aliviada ao vê-los, mas seu tom era

acusativo.

Betty corou e baixou sua cabeça, segurando Jughead pelo braço e começando a

apresentação:

— Cherly, esse é Jughead. Jughead, minha amiga Cherly.

Eles trocaram um breve cumprimento.

— Venham que vou apresentá-las ao resto da banda — segurando a mão de

Betty, começou a abrir caminho.— Isso seria muito bom! — murmurou a ruiva para a amiga, saltitante, segurando

seu outro braço.

Os companheiros de Jughead se encontravam ao lado do palco, conversando com

outro rapaz, de cabelos negros. Quando olhou na direção deles, pôde notar que seus

olhos eram brilhantes de um lindo azul e um sorriso fácil e largo nos lábios. Ele

carregava um violão.

— Hey, Lucas! — Jughead cumprimentava, batendo nas costas do jovem — Não

esperava encontrá-lo por aqui!

— Cara! — o outro retribuía, medindo o amigo de cima para baixo — Cada vez

que te vejo, você parece maior!

Exibido, Jughead flexionou um braço, mostrando os bíceps bem proeminentes:

— A intenção é essa, meu jovem! Meninas, esse é o Lucas. Ele é brasileiro e está

tentando a vida aqui em Nova Iorque.

— Olá, garotas — beijou a mão de cada uma delas — Eu soube que era noite de

microfone aberto e vim o mais rápido que pude. Tento trazer o sertanejo do meu país

para cá.

— Sertanejo? — Cherly inquiria, sorrindo sedutoramente para o homem.

— Sim, acho que aqui podem dizer que se assemelha com Country de vocês. Lyn,

minha garota, costuma dizer que eu devia tentar esse estilo, mas... Eu amo o que toco!

— Então é por aí que deve seguir, garoto! — Jughead encorajava.

— Bom, eu vou subir — ele apontava para o palco — espero que gostem do que

vão ouvir.

— Que droga! Ele tem uma garota! — reclamava Cherly no ouvido de Betty —

Espero que tenha um livre nessa banda!

— Se aquiete mulher! Logo vamos descobrir!

— Cambada! — Jughead se dirigia aos parceiros — Quero que conheçam duas lindas

garotas! Betty e Cherly. Meninas, esses são Sweet, Fangs e Stevie.

— Meu amigo, está bem acompanhado, hein? — o loiro cabeludo dizia, coçando o

queixo e examinando as duas com interesse.

Fangs gargalhou alto, apoiando as duas mãos nos ombros do outro:

— Deixa sua ruivinha ouvir isso, Stevie!

O homem se aprumou, sua feição se fechou e começou a olhar para os lados,

como se à procura de algo ou alguém:

— Desmancha prazeres! — bufou ele — Vou procurá-la, antes que ela me

encontre. Foi bom conhecer vocês, meninas! — acenou com a cabeça e sumiu na

multidão.

— Ele é doido pela garota, mas morre de medo dela! — Famgs conluia rindo — Ela

é um bocado ciumenta! Minha Isa é mais calma, mas não posso abusar. Vou encontrá-

la no bar. Meninas! — meneou a cabeça e partiu.

— Mas que droga! Todos tem dona nessa banda? — Cherly resmungava para Betty,

frustrada.

— Calma! Ainda falta um...

— Sweet, que tal se juntar a nós para uma bebida? — Jughead convidava.

— Ah... E adoraria, mas... — parecia meio sem jeito.

— Está esperando alguém? Ou algumas? — o outro provocava.

— Digamos que sim.

— Hum, eu conheço?

— Digamos que... Talvez.

— Talvez? Por que me parece que está escondendo o jogo? Um nome, cara! Me

diga um nome.

— Homem, não me perturbe, ok? É tudo recente e ela... Bom, eu tenho de ir.

Meninas, sinto muito não poder acompanhá-las! — e também se foi.

Jughead ainda ria quando o outro sumiu de vista:

— Para ele estar assim, deve ser alguém bem especial! Ele nunca se apegou a uma

única mulher, se é que me entendem?

Betty notou o suspiro exasperado de Cherly ao seu lado. Teve de se controlar para

não rir. Sentiu-se culpada pelo braço forte, possessivamente enrolado em sua cintura e

alisou as costas da amiga.

— Hey, Travis! — exclamava Jughead, acenando.

— E aí, cara! Vim para ver vocês tocarem, mas... — suas palavras ficaram lentas

em sua boca, quando seus olhos pousaram em Cherly. — Acho... Que perdi o show...

Jughead e Betty trocaram um olhar. Seus amigos fitavam-se intensamente, como se o

lugar de repente houvesse ficado vazio.

— Olá — o recém-chegado estendia a mão — Já que esses dois mal-educados não

nos apresentam... Sou Travis Miller.

— Travis? — a ruiva exclamou, acolhendo a mão dele — A Betty já me falou muito

de você...

— Você falou? — Jughead se voltava para ela, com expressão séria.

— Ah... — ela cutucou as costelas de Cherly, que nem pareceu sentir, enquanto

conversava animadamente com Travis — Foi antes de você, Grandão! Sem estresse,

amor! — e segurou o rosto entre as mãos e o beijou de forma intensa e rápida.

— Sei... — ele bufava, ainda parecendo incomodado. — Nós íamos beber alguma

coisa, amigão. Acompanha-nos?

— Claro! Será que encontramos uma mesa?

Enquanto os dois observavam o lugar em busca de um local para que se sentassem,

Cherly puxou Betty pelo braço:

— Por favor, por favor, me diga que esse não tem dona!

— Bom, eu creio que não e a julgar pela forma com a qual ele te olha... Isso não

faria muita diferença.

— Sua cadela, por que não me apresentou esse homem antes?

— Hora... Por falta de oportunidade! — Betty dava de ombros.

— Meninas, uma mesa ficou vaga ali — Jughead indicava e eles seguiram para lá.

Era incrível como Travis e Cherly estavam se dando bem. Conversavam

animadamente, como se já se conhecessem há anos.Assim que se sentaram, um garçom apareceu. Travis e Cherly pediram cervejas e Betty

acompanhou Jughead em um refrigerante:

— Mas digam, rapazes — Betty perguntava curiosa — Como se conheceram?

Os dois trocaram um olhar divertido e Jughead começava:

— Foi num bar e nós estávamos bem altos! Tínhamos bebido bastante e...

— Jughead deu em cima da minha garota! — Travis concluía a frase do amigo em tom

acusativo.

— É, eu fiz isso! — ele admitia, resignado.

— Então eu fui pedir satisfações...

— Mas nós nem estávamos no aguentando em pé! — Jughead ria.

— O dono do bar nos colocou para fora, para que a gente resolvesse nossas

diferenças...

— Parecia mais que nós estávamos dançando que tentando brigar!

Os dois gargalhavam e Betty estava encantada em ver a conexão dos dois. Era

muito bom saber que Jughead tinha um amigo em quem podia confiar de forma total.

— E enquanto nós tentávamos nos matar... — Travis prosseguia.

— A garota dele foi embora com outro cara! — seu grandão tentava não rir.

— Pois é! — O outro meneava a cabeça, os lábios comprimidos.

— Então eu fiquei consolando ele, dizendo que ela não o merecia...— E assim nos tornamos amigos — Travis estendeu o punho fechado para que

Jughead o tocasse com o seu, num cumprimento totalmente masculino.

— Essa é muito boa! Ele tentou roubar sua namorada e acabam amigos! — Cherly

bufava divertida.

— No final, ele valia mais a pena do que a garota! — o dono da oficina dizia,

apontando para o amigo.

— Agora, falando sério, Travis — Cherly sentava-se de forma a encarar o rapaz — Eu

sou fotografa.

— Isso é legal!

— E eu gostaria de saber se aceitaria posar para mim?

— O quê? – o homem quase engasgou com a bebida.

— Calma, não estou pedindo que se torne modelo ou algo assim! É só que ter um

homem como você no meu portfólio agregaria muito! Afinal, você sabe que é um

homem bonito, certo?

— Bom, o Jughead sempre diz isso...

O outro interrompeu um gole de seu refrigerante para reforçar:

— Sempre! Esse cara tem covinhas! Quem resiste a essas covinhas?

Betty ria deliciada. O humor e o companheirismo dos dois era lindo de se ver.

— Mas ele tem essa barba serrada... Ela incomoda um pouco...

Travis o fitou fingindo-se de sério:— Cara, você nunca disse nada!

— Estou dizendo agora...

— Isso magoa!

— Não seja tão sensível, irmão! — Jughead espalmava a mão grande no ombro do

outro.

— Ok, mas interrompendo esse momento doce de vocês dois, — Cherly insistia —

aceita posar para mim? E eu adoraria fotografar você também, Jughead! Essas suas

tatuagens fariam sucesso...

Betty não segurou uma exclamação:

— Nem ouse, Cherly, amiga da cobra! Você não vai fotografar meu homem, para

que outras fiquem babando no que é meu!

Jughead riu e a puxou para lhe dar um beijo estalado no rosto:

— Você ouviu, Cherly! A moça aqui é possessiva, então, sinto muito, sem fotos!

— Exatamente! Sou mesmo possessiva! Sem fotos para você, minha cara! —

Betty dizia, os braços em volta do pescoço de Jughead.

— Ok, mas não vou desistir até que Travis diga sim!

A discussão rolava sobre se Travis deve posar ou não. Ouviram um pouco do que

Lucas tocava e realmente o rapaz não era mal. Quando ele terminou, foi bem

aplaudido.

Então Cherly observou um casal que havia acabado de subir ao palco para cantar:

— Espere... Microfone aberto... É como um Karaokê também?

— Sim — Zane explicava — Hoje qualquer um pode subir no palco e cantar. Está

vendo a máquina lá no fundo? Você pode selecionar a música que deseja.

Os olhos de Cherly se tornaram enormes quando fitou Betty:

— Amiga, nós vamos cantar hoje!

— O quê? — ela quase gritou — você só pode estar louca!

— Por quê?

— Já me ouviu cantando, certo?

— Hora, vamos, Betty! Já estão quase todos bêbados aqui! Não vão se importar!

— a ruiva gesticulava com o dedo a volta.

— Oh, Deus! — Betty segurava a cabeça entre as mãos — Não faça isso comigo!

— Vamos, garota! Ninguém nos conhece aqui!

— Eu vou pagar mico!

— Quando teremos essa oportunidade de novo? — Cherly insistia.

— Ok, ok, ok! — Betty se dava por vencida e despia a jaqueta — Eu vou! Mas

você vai ficar me devendo essa! Travis, com licença! — estendendo a mão, pegou a

garrafa de cerveja do amigo e a virou de uma só vez — Eu vou precisar! — e colocou-

se de pé.

— Meu conselho, rapazes: tapem os ouvidos! — avisou Cherly, também se

colocando de pé.

Quando Quinn passou do seu lado, Jughead lhe deu um tapinha no traseiro e disse:— Arrase, bonequinha!

— Bonequinha? — Travis zoava, assim que elas se afastaram.

— Não enche, cara!

— E você quem é? O Ken?

— Vá se foder, idiota!

Travis ria alto, enquanto chamava o garçom e lhe pedia que trouxesse outra cerveja:

— Me diga! De onde surgiu aquela ruiva? Que coisa mais linda!

— Eu também não a conhecia. E ela parece que estava na sua...

— Você acha?

— Se acho? — Jughead bufou — Ela quer tirar fotos suas, babaca! Se isso não é um

sinal...

Ele voltou sua atenção para onde estava Betty e sua amiga. Parecia nervosa, mas

era corajosa. Foram até a máquina e selecionaram uma música.

Depois cada uma pegou um microfone e se posicionaram no centro do palco.

Logo Blow me de Pink começava a soar. Houve palmas e assobios de incentivos.

Cherly começou e foi uma boa surpresa, pois era bem afinada. Mas quando chegou a

vez de Betty cantar... O queixo dele caiu. Ela era muito desafinada, pobrezinha!

Algumas pessoas riram, mas ela parecia estar se divertindo tanto, que foram

contagiados e voltaram a aplaudir.Ok, também havia aquela forma sexy que ela dançava! Ela nem mesmo precisava

cantar porra nenhuma, se continuasse a mover seus quadris daquela forma. Seu corpo

esguio bem delineado pelo jeans justo, sua regata branca fazendo um trabalho fraco de

encobrir o sutiã de renda. Jughead teve de engolir em seco. Foda, ela era quente, muito

quente!

E não gostou muito de notar que outros homens pareciam bem interessados nela e

sua linda amiga. Achou melhor se aproximar do palco e vigiar seu material de perto.

Ao vê-lo ali perto, Betty se aproximou e correu a mão sobre o queixo dele que

tentou mordê-la.

Ela havia se entusiasmado e cantava a plenos pulmões e... Merda, era desafinado,

mas lindo ao mesmo tempo. Jughead riu e meneou a cabeça pensando que era um bobo

apaixonado e gostava muito do que sentia por aquela mulher. Fazia-lhe muito bem!

Quando a música terminou, elas foram ovacionadas. Desconfiava que mais por

seus dotes físicos do que por suas vozes, mas elas estavam felizes.

Betty veio até ele, jogando-se em seus braços, para que ajudasse a descer do palco.

Jughead abraçou-a e rodopiou-a no ar.

— Amor! Você cantando naquele palco... — ele não conseguia para de rir — meu

Deus, foi horrível!

Ela jogou a cabeça para trás, gargalhando até perder o ar. Jughad lhe beijou o

pescoço, sentindo seu riso delicioso:

— Eu sei, mas foi tão divertido!

— Agora sou eu quem deve dizer que você estava fodidamente sexy naquele palco!

— Mesmo cantando tão mal?

Ele tornou a rir:

— Mesmo com sua voz sofrível, meu anjo!Como Betty supunha, assim que Toni se viu recuperada do tapa, partiu para

cima e sua amiga rumou para pegar Cherly. Mas o que a morena e sua parceira não

imaginavam era que as garotas já tinham tido aulas de defesa pessoal. Dessa forma,com dois movimentos, já tinham dado o golpe chamado mata leão, imobilizando suas

oponentes.

Toni e a latina se debatiam, na tentativa frustrada de escapar. Assim que a morena

sossegou, cansada, Betty começou a dizer em seu ouvido:

— Eu tenho de dizer que você merecia mais uns tapas bem dados, garota! Uma

surra a qual deve ter lhe faltado quando era criança! E eu juro que minha vontade é de

esfregar sua cara nesse chão imundo! Mas não vou descer ao seu nível! Só quero lhe

dar um aviso: deixe Jughead e a mim em paz, está entendendo? Seus joguinhos não serão

suficientes para nos separar, então aceite que perdeu essa, sua idiota!

Assim que notou a aproximação dos seguranças da casa, soltou a mulher e ergueu

suas mãos, para demonstrar que estava apenas se defendendo. Mas isso não foi o

suficiente, pois quatro caras enormes, sem querer saber do que estava acontecendo,

agarraram todas, com brutalidade:

— O que está fazendo? — esbravejou, se debatendo, tentando.

— Sem bagunça no recinto, moça! — disse o brutamonte, arrastando-a pelo braço.

— Mas... Eu só estava me defendendo...

— Hey, tire suas mãos de cima dela! — era Jughead quem surgia, arrancando-a dos

braços do sujeito, irado.

— Você conhece essa moça?

— Claro! É minha garota! E essa é amiga dela — apontava para Cherly. Como era

conhecido da casa, logo foi atendido e o outro sujeito soltou a ruiva — Você está

bem? — inquiria para Betty, segurando seu rosto entre as mãos, examinando-a.— Estou sim — ela balbuciou, meio confusa.

Jughead a acolheu em seus braços, trazendo também a amiga dela para perto dele.

Então se dirigia ao chefe dos seguranças, mas olhava com expressão fechada para

Toni, que ainda estava imobilizada por um armário:

— Eu pensei que ela estivesse proibida de frequentar a boate.

— Sim, e ela ficou muito tempo sem aparecer! E quando volta, já cria confusão! —

enquanto a morena esperneava e gritava insultos, enquanto era arrastada para a porta.

— Mas o que realmente aconteceu? — Jughead inquiria, depois de tudo se

tranquilizar.

— Aquela louca surgiu, não conseguiu ouvir umas verdades e jogou sua bebida em

mim!

— Venha, vou levá-la ao banheiro para lavar o rosto.

— Jughead, esse é o banheiro das mulheres! — Betty dizia num misto de riso,

quando ele observou se o lugar estava vazio e entrou com ela. Cherly preferiu ficar do

lado de fora.

— Só quero ter certeza de que está bem.

— Eu estou, seu bobo! Só preciso de água!

Enquanto ela ligava a torneira, ele parou ao seu lado, cruzando os braços e com

cara de riso:

— Eu não acreditei quando vi você no meio daquela confusão! Sempre achei que

era uma dama — provocou.Ao terminar a lavagem de seu rosto, desligou a torneira e socou o braço dele:

— E eu sou, seu idiota! — tentava se fingir de brava, mas ria também — Mas não

tenho sangue de barata! E eu estava com aquela garota atravessada na garganta! Acho

até que um tapa foi pouco!

Como ele continuava a fitá-la com expressão divertida, Quinn levou as mãos ao

rosto, sentindo-o queimar:

— Oh, bom Deus! Perdoe-me por ter interrompido seu show! Estou morta de

vergonha!

Jughead riu e veio acolhê-la em seus braços:

— Está tudo bem, meu anjo! Era nossa última música e já estava acabando.

Ela o examinou entre os dedos, riu de alívio e então lhe enlaçou o pescoço:

— Eu tenho de dizer! Você estava extremamente sexy naquele palco!

— Você acha? — as mãos grandes desceram para o traseiro dela, puxando-a para

junto dele com força.

— Sim! Você poderia me dar um autógrafo, moço? — perguntava se fingindo de

inocente, enrolando uma mecha de cabelo no dedo.

— Hum, estou sem caneta, docinho!

— Seja criativo!

Jughead a olhou de canto, um sorriso sensual no canto dos lábios:

— E onde deseja esse autógrafo, pequena?— Pode ser... — ela afastou a jaqueta e projetou os seios para frente, apontando

logo acima desse — aqui?

Ele puxou uma respiração:

— Oh, sim! Claro! — e logo sua cabeça estava baixa para que seus lábios lhe

tocasse a pele alva.

Começou com pequenos beijos, que logo se transformaram em deliciosas

mordidas, arrancando risos dela:

— Maldição, será que terei de te comprar um estoque de saias para você? — dizia

em tom frustrado, afastando-se um pouco para examinar o jeans que ela vestia.

— Por quê? Não gostou da calça? — girou em seu eixo, para que a examinasse.

— Você está quente como o inferno nela, mas se estivesse enfiada numa saia,

poderia me mostrar o quanto me achou sexy...

— Fala de uma rapidinha... — murmurava contra os lábios dele — aqui, nesse

banheiro?

— Com certeza, coisinha gostosa! — e esmagou os lábios dela contra os seus,

abraçando-a forte — Seria muito fácil! Só erguer sua saia, arrancar sua calcinha e a

foder sobre essa pia!

— Hum... Quando você fala essas coisas, minhas pernas ficam bambas, cara!

— Não precisaria de firmeza nelas, Quenn Bee. Elas estariam envoltas na minha

cintura de qualquer forma...

— Uau! — ela mordeu o lábio dele — Até posso ver as imagens...— Mas como essa fantasia não será realiza hoje, — dizia Jughead, seus olhos fixos na

boca dela — por hora, me contento com beijos.

Deslizou sua língua sobre a boca dela, segurando seu queixo com a mão. Então os

tomou com os seus lábios. A sensação de beijar Betty era como se sempre fosse a

primeira vez. Ele nunca se cansaria dela. Amava seu gosto, a forma como se entregava

completamente, os gemidos baixinhos que lhe escapavam da garganta. Ela era perfeita

e era sua, toda sua!

— Grandão, eu adoraria ficar me agarrando com você aqui, — Betty interrompia

o beijo, ofegante — mas minha amiga está lá fora. E alguma outra mulher pode

querer usar o banheiro, então... Melhor sairmos, não acha?

— Sim — ele ajeitava sua ereção, depois de soltá-la. Ela adorava ver aquilo —

Daqui a pouco, não importa o grau de amizade que eu tenha com o dono do lugar,

seremos expulsos por atentado ao pudor!

Do lado de fora, Cherly os aguardava de braços cruzados, sua impaciência sendo

notada pelos longos dedos que dedilhavam nervosamente:

— Até que enfim vocês voltaram! — ficou aliviada ao vê-los, mas seu tom era

acusativo.

Betty corou e baixou sua cabeça, segurando Jughead pelo braço e começando a

apresentação:

— Cherly, esse é Jughead. Jughead, minha amiga Cherly.

Eles trocaram um breve cumprimento.

— Venham que vou apresentá-las ao resto da banda — segurando a mão de

Betty, começou a abrir caminho.— Isso seria muito bom! — murmurou a ruiva para a amiga, saltitante, segurando

seu outro braço.

Os companheiros de Jughead se encontravam ao lado do palco, conversando com

outro rapaz, de cabelos negros. Quando olhou na direção deles, pôde notar que seus

olhos eram brilhantes de um lindo azul e um sorriso fácil e largo nos lábios. Ele

carregava um violão.

— Hey, Lucas! — Jughead cumprimentava, batendo nas costas do jovem — Não

esperava encontrá-lo por aqui!

— Cara! — o outro retribuía, medindo o amigo de cima para baixo — Cada vez

que te vejo, você parece maior!

Exibido, Jughead flexionou um braço, mostrando os bíceps bem proeminentes:

— A intenção é essa, meu jovem! Meninas, esse é o Lucas. Ele é brasileiro e está

tentando a vida aqui em Nova Iorque.

— Olá, garotas — beijou a mão de cada uma delas — Eu soube que era noite de

microfone aberto e vim o mais rápido que pude. Tento trazer o sertanejo do meu país

para cá.

— Sertanejo? — Cherly inquiria, sorrindo sedutoramente para o homem.

— Sim, acho que aqui podem dizer que se assemelha com Country de vocês. Lyn,

minha garota, costuma dizer que eu devia tentar esse estilo, mas... Eu amo o que toco!

— Então é por aí que deve seguir, garoto! — Jughead encorajava.

— Bom, eu vou subir — ele apontava para o palco — espero que gostem do que

vão ouvir.

— Que droga! Ele tem uma garota! — reclamava Cherly no ouvido de Betty —

Espero que tenha um livre nessa banda!

— Se aquiete mulher! Logo vamos descobrir!

— Cambada! — Jughead se dirigia aos parceiros — Quero que conheçam duas lindas

garotas! Betty e Cherly. Meninas, esses são Sweet, Fangs e Stevie.

— Meu amigo, está bem acompanhado, hein? — o loiro cabeludo dizia, coçando o

queixo e examinando as duas com interesse.

Fangs gargalhou alto, apoiando as duas mãos nos ombros do outro:

— Deixa sua ruivinha ouvir isso, Stevie!

O homem se aprumou, sua feição se fechou e começou a olhar para os lados,

como se à procura de algo ou alguém:

— Desmancha prazeres! — bufou ele — Vou procurá-la, antes que ela me

encontre. Foi bom conhecer vocês, meninas! — acenou com a cabeça e sumiu na

multidão.

— Ele é doido pela garota, mas morre de medo dela! — Famgs conluia rindo — Ela

é um bocado ciumenta! Minha Isa é mais calma, mas não posso abusar. Vou encontrá-

la no bar. Meninas! — meneou a cabeça e partiu.

— Mas que droga! Todos tem dona nessa banda? — Cherly resmungava para Betty,

frustrada.

— Calma! Ainda falta um...

— Sweet, que tal se juntar a nós para uma bebida? — Jughead convidava.

— Ah... E adoraria, mas... — parecia meio sem jeito.

— Está esperando alguém? Ou algumas? — o outro provocava.

— Digamos que sim.

— Hum, eu conheço?

— Digamos que... Talvez.

— Talvez? Por que me parece que está escondendo o jogo? Um nome, cara! Me

diga um nome.

— Homem, não me perturbe, ok? É tudo recente e ela... Bom, eu tenho de ir.

Meninas, sinto muito não poder acompanhá-las! — e também se foi.

Jughead ainda ria quando o outro sumiu de vista:

— Para ele estar assim, deve ser alguém bem especial! Ele nunca se apegou a uma

única mulher, se é que me entendem?

Betty notou o suspiro exasperado de Cherly ao seu lado. Teve de se controlar para

não rir. Sentiu-se culpada pelo braço forte, possessivamente enrolado em sua cintura e

alisou as costas da amiga.

— Hey, Travis! — exclamava Jughead, acenando.

— E aí, cara! Vim para ver vocês tocarem, mas... — suas palavras ficaram lentas

em sua boca, quando seus olhos pousaram em Cherly. — Acho... Que perdi o show...

Jughead e Betty trocaram um olhar. Seus amigos fitavam-se intensamente, como se o

lugar de repente houvesse ficado vazio.

— Olá — o recém-chegado estendia a mão — Já que esses dois mal-educados não

nos apresentam... Sou Travis Miller.

— Travis? — a ruiva exclamou, acolhendo a mão dele — A Betty já me falou muito

de você...

— Você falou? — Jughead se voltava para ela, com expressão séria.

— Ah... — ela cutucou as costelas de Cherly, que nem pareceu sentir, enquanto

conversava animadamente com Travis — Foi antes de você, Grandão! Sem estresse,

amor! — e segurou o rosto entre as mãos e o beijou de forma intensa e rápida.

— Sei... — ele bufava, ainda parecendo incomodado. — Nós íamos beber alguma

coisa, amigão. Acompanha-nos?

— Claro! Será que encontramos uma mesa?

Enquanto os dois observavam o lugar em busca de um local para que se sentassem,

Cherly puxou Betty pelo braço:

— Por favor, por favor, me diga que esse não tem dona!

— Bom, eu creio que não e a julgar pela forma com a qual ele te olha... Isso não

faria muita diferença.

— Sua cadela, por que não me apresentou esse homem antes?

— Hora... Por falta de oportunidade! — Betty dava de ombros.

— Meninas, uma mesa ficou vaga ali — Jughead indicava e eles seguiram para lá.

Era incrível como Travis e Cherly estavam se dando bem. Conversavam

animadamente, como se já se conhecessem há anos.Assim que se sentaram, um garçom apareceu. Travis e Cherly pediram cervejas e Betty

acompanhou Jughead em um refrigerante:

— Mas digam, rapazes — Betty perguntava curiosa — Como se conheceram?

Os dois trocaram um olhar divertido e Jughead começava:

— Foi num bar e nós estávamos bem altos! Tínhamos bebido bastante e...

— Jughead deu em cima da minha garota! — Travis concluía a frase do amigo em tom

acusativo.

— É, eu fiz isso! — ele admitia, resignado.

— Então eu fui pedir satisfações...

— Mas nós nem estávamos no aguentando em pé! — Jughead ria.

— O dono do bar nos colocou para fora, para que a gente resolvesse nossas

diferenças...

— Parecia mais que nós estávamos dançando que tentando brigar!

Os dois gargalhavam e Betty estava encantada em ver a conexão dos dois. Era

muito bom saber que Jughead tinha um amigo em quem podia confiar de forma total.

— E enquanto nós tentávamos nos matar... — Travis prosseguia.

— A garota dele foi embora com outro cara! — seu grandão tentava não rir.

— Pois é! — O outro meneava a cabeça, os lábios comprimidos.

— Então eu fiquei consolando ele, dizendo que ela não o merecia...— E assim nos tornamos amigos — Travis estendeu o punho fechado para que

Jughead o tocasse com o seu, num cumprimento totalmente masculino.

— Essa é muito boa! Ele tentou roubar sua namorada e acabam amigos! — Cherly

bufava divertida.

— No final, ele valia mais a pena do que a garota! — o dono da oficina dizia,

apontando para o amigo.

— Agora, falando sério, Travis — Cherly sentava-se de forma a encarar o rapaz — Eu

sou fotografa.

— Isso é legal!

— E eu gostaria de saber se aceitaria posar para mim?

— O quê? – o homem quase engasgou com a bebida.

— Calma, não estou pedindo que se torne modelo ou algo assim! É só que ter um

homem como você no meu portfólio agregaria muito! Afinal, você sabe que é um

homem bonito, certo?

— Bom, o Jughead sempre diz isso...

O outro interrompeu um gole de seu refrigerante para reforçar:

— Sempre! Esse cara tem covinhas! Quem resiste a essas covinhas?

Betty ria deliciada. O humor e o companheirismo dos dois era lindo de se ver.

— Mas ele tem essa barba serrada... Ela incomoda um pouco...

Travis o fitou fingindo-se de sério:— Cara, você nunca disse nada!

— Estou dizendo agora...

— Isso magoa!

— Não seja tão sensível, irmão! — Jughead espalmava a mão grande no ombro do

outro.

— Ok, mas interrompendo esse momento doce de vocês dois, — Cherly insistia —

aceita posar para mim? E eu adoraria fotografar você também, Jughead! Essas suas

tatuagens fariam sucesso...

Betty não segurou uma exclamação:

— Nem ouse, Cherly, amiga da cobra! Você não vai fotografar meu homem, para

que outras fiquem babando no que é meu!

Jughead riu e a puxou para lhe dar um beijo estalado no rosto:

— Você ouviu, Cherly! A moça aqui é possessiva, então, sinto muito, sem fotos!

— Exatamente! Sou mesmo possessiva! Sem fotos para você, minha cara! —

Betty dizia, os braços em volta do pescoço de Jughead.

— Ok, mas não vou desistir até que Travis diga sim!

A discussão rolava sobre se Travis deve posar ou não. Ouviram um pouco do que

Lucas tocava e realmente o rapaz não era mal. Quando ele terminou, foi bem

aplaudido.

Então Cherly observou um casal que havia acabado de subir ao palco para cantar:

— Espere... Microfone aberto... É como um Karaokê também?

— Sim — Zane explicava — Hoje qualquer um pode subir no palco e cantar. Está

vendo a máquina lá no fundo? Você pode selecionar a música que deseja.

Os olhos de Cherly se tornaram enormes quando fitou Betty:

— Amiga, nós vamos cantar hoje!

— O quê? — ela quase gritou — você só pode estar louca!

— Por quê?

— Já me ouviu cantando, certo?

— Hora, vamos, Betty! Já estão quase todos bêbados aqui! Não vão se importar!

— a ruiva gesticulava com o dedo a volta.

— Oh, Deus! — Betty segurava a cabeça entre as mãos — Não faça isso comigo!

— Vamos, garota! Ninguém nos conhece aqui!

— Eu vou pagar mico!

— Quando teremos essa oportunidade de novo? — Cherly insistia.

— Ok, ok, ok! — Betty se dava por vencida e despia a jaqueta — Eu vou! Mas

você vai ficar me devendo essa! Travis, com licença! — estendendo a mão, pegou a

garrafa de cerveja do amigo e a virou de uma só vez — Eu vou precisar! — e colocou-

se de pé.

— Meu conselho, rapazes: tapem os ouvidos! — avisou Cherly, também se

colocando de pé.

Quando Quinn passou do seu lado, Jughead lhe deu um tapinha no traseiro e disse:— Arrase, bonequinha!

— Bonequinha? — Travis zoava, assim que elas se afastaram.

— Não enche, cara!

— E você quem é? O Ken?

— Vá se foder, idiota!

Travis ria alto, enquanto chamava o garçom e lhe pedia que trouxesse outra cerveja:

— Me diga! De onde surgiu aquela ruiva? Que coisa mais linda!

— Eu também não a conhecia. E ela parece que estava na sua...

— Você acha?

— Se acho? — Jughead bufou — Ela quer tirar fotos suas, babaca! Se isso não é um

sinal...

Ele voltou sua atenção para onde estava Betty e sua amiga. Parecia nervosa, mas

era corajosa. Foram até a máquina e selecionaram uma música.

Depois cada uma pegou um microfone e se posicionaram no centro do palco.

Logo Blow me de Pink começava a soar. Houve palmas e assobios de incentivos.

Cherly começou e foi uma boa surpresa, pois era bem afinada. Mas quando chegou a

vez de Betty cantar... O queixo dele caiu. Ela era muito desafinada, pobrezinha!

Algumas pessoas riram, mas ela parecia estar se divertindo tanto, que foram

contagiados e voltaram a aplaudir.Ok, também havia aquela forma sexy que ela dançava! Ela nem mesmo precisava

cantar porra nenhuma, se continuasse a mover seus quadris daquela forma. Seu corpo

esguio bem delineado pelo jeans justo, sua regata branca fazendo um trabalho fraco de

encobrir o sutiã de renda. Jughead teve de engolir em seco. Foda, ela era quente, muito

quente!

E não gostou muito de notar que outros homens pareciam bem interessados nela e

sua linda amiga. Achou melhor se aproximar do palco e vigiar seu material de perto.

Ao vê-lo ali perto, Betty se aproximou e correu a mão sobre o queixo dele que

tentou mordê-la.

Ela havia se entusiasmado e cantava a plenos pulmões e... Merda, era desafinado,

mas lindo ao mesmo tempo. Jughead riu e meneou a cabeça pensando que era um bobo

apaixonado e gostava muito do que sentia por aquela mulher. Fazia-lhe muito bem!

Quando a música terminou, elas foram ovacionadas. Desconfiava que mais por

seus dotes físicos do que por suas vozes, mas elas estavam felizes.

Betty veio até ele, jogando-se em seus braços, para que ajudasse a descer do palco.

Jughead abraçou-a e rodopiou-a no ar.

— Amor! Você cantando naquele palco... — ele não conseguia para de rir — meu

Deus, foi horrível!

Ela jogou a cabeça para trás, gargalhando até perder o ar. Jughad lhe beijou o

pescoço, sentindo seu riso delicioso:

— Eu sei, mas foi tão divertido!

— Agora sou eu quem deve dizer que você estava fodidamente sexy naquele palco!

— Mesmo cantando tão mal?

Ele tornou a rir:

— Mesmo com sua voz sofrível, meu anjo!


Notas Finais


Desculpem qualquer erro.

Comentem e apertem o coraçãozinho. ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...