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História Julgando Pela Capa - Solangelo. - Capítulo 41


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Notas do Autor


Espero que gostem!

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Capítulo 41 - Quer namorar comigo?


Fanfic / Fanfiction Julgando Pela Capa - Solangelo. - Capítulo 41 - Quer namorar comigo?

POV Will.

Depois da reunião com o time Jason decidiu me acompanhar até a loja de doces depois que contei a ele o que aconteceu.

Estou encarando uma prateleira cheia de diferentes tipos de doces e chocolates. Jason resolveu me acompanhar

— Ta legal. O que eu compro?! — Eu questiono passando a olhar para os produtos em outra prateleira.

— Não faço ideia. — Jason diz.

— O que você acha que Nico vai gostar?

— Não faço ideia. — Jason repete novamente.

— Será que ele estava falando sério sobre gostar de chocolate?

— Não faço ideia. — Jason diz mais uma vez.

Eu me viro para ele com uma careta, lhe dou um tapa na nuca ao ver sua expressão. Ele está é se divertindo:

— Você veio para atrapalhar ou ajudar?

— Não faço ideia. — Ele diz rindo.

Reviro os olhos:

— Relaxa Will.

— Você diz isso porque não é você que está no meu lugar.

— Verdade. — Ele concorda ainda sorrindo.

Suspiro:

— E se eu fizer algo errado e ele dizer não?

— Não vamos pensar no “E se”. Só compra logo alguma coisa. E leve flores pra Hazel.

Arqueio a sobrancelha:

— Porque eu faria isso?

— Porque ela vai ser sua futura cunhada e é superprotetora. Você tem que ganhar a confiança dela. Vai ajudar na sua relação com Nico se Hazel te apoiar.

— Sua forma de pensar é linda, mas duvido que Hazel vá me aceitar.

— Tudo é possível nesse mundo.

Eu me volto novamente para os chocolates:

— Devo comprar uma cesta?

— Não faço ideia. — Ele diz e nós dois caímos na risada.

POV Nico.

— Ele te pediu em namoro?! — Thalia pergunta com o queixo quase no chão de tão aberta que sua boca esta devido a surpresa.

Ela veio me visitar após a escola e no momento está sentada na minha cadeira giratória que fica na mesa do computador enquanto eu estou na minha cama tentando fazer minha lição de casa.

Infelizmente não estou conseguindo me concentrar, porque Will não quer sair da minha cabeça:

— Não diretamente. — Eu digo.

Thalia fica fazendo a cadeira girar enquanto fala:

— Você aceitou? — Ela pergunta.

— Não diretamente.

Ela para a cadeira e me encara:

— Nico, por favor... —  Ela junta as duas mãos em sinal de oração — Seja mais especifico!

Suspiro e olho para cima em um meio revirar de olhos:

— Foi meio que nas entrelinhas. — Eu tento explicar.

Thalia franze o cenho confusa:

— Espere. Quando isso aconteceu?

— Quando você e eu estávamos trocando mensagens na aula de história.

— Ah! Por isso você me ignorou?

Sorrio:

— Talvez.

Thalia bufa:

— Dá para você parar de ser tão vago?

— Provavelmente não.

Ela revira os olhos e respira fundo:

— Okay. Tudo bem. —  Ela diz respirando fundo mais uma vez — Ele te pediu em namoro nas entrelinhas, certo? — Ela pergunta com uma voz zen, super calma.

Aceno com a cabeça:

— Você aceitou ou não? — Ela pergunta ainda calma.

— Não diretamente.

— Ugh! Nico! Fala direito! — E lá se foi a calma dela.

Dou uma risadinha, pego meu celular e mostro as mensagens para ela:

— Então ele vai vir aqui hoje. — Ela conclui quando termina de ler.

— Foi o que ele disse.

Ela ri:

— Adorei esse negócio de professor particular. Seu namorado é criativo.

— Ele não é meu namorado... Ainda.

Thalia me olha com a sobrancelha arqueada abrindo um sorriso malicioso:

— Ainda, né? Quer dizer que você vai aceitar?

Respiro fundo tentando não corar:

— Vou dar uma chance. Mas ele ainda tem que fazer o pedido oficial.

— Ele vai fazer. Bom, eu já vou indo.  —  Ela diz enquanto se levanta da cadeira — Não quero ficar de vela entre você e seu professor particular.

Jogo um travesseiro em sua direção enquanto ela sai do quarto correndo pra se desviar. 

POV Will.

Eu saio da loja com uma caixa com diversos bomboms, que podem ser vistos através da tampa transparente, decorada com uma fita rosa, espero que Nico goste.

 Jason vem logo atrás de mim:

— Hey. — Jason diz para chamar minha atenção.

Olho para ele:

— Alguma coisa aconteceu entre você e Nico que eu não sei? Porque a Thalia tem agido como se soubesse de algo que eu não sei, mas que ela também não me contar.

De repente me lembrei que não havia falado da minha noite com Nico para Jason:

— Nossa! Com toda a correria do curso e com o assalto esqueci de te contar.

— Contar o que? O que aconteceu?

— Bom... Eu... perdi minha virgindade.

Jason demora pra assimilar a notícia:

— Vocês dois...? — Ele pergunta fazendo um sinal um tanto desajeitado e embaraçoso com as mãos.

— Sim. — Eu digo.

— Puta merda!

— Não precisa ficar tão surpreso.

— Você perdeu a virgindade com Nico Di Angelo, cara! — Ele exclama dando um soquinho no meu ombro.

— Eu sei, Jason. Eu estava lá.

Jason se faz de emocionado:

— E agora vocês vão namorar. Acho que é tarde para ter aquela conversa sobre sexo só depois do casamento. — Ele diz se fingindo de decepcionado.

— Muito, muito tarde.

— E aí? Quem ficou por cima? — Ele pergunta.

— Isso eu vou guardar pra mim.

— A qual é Will! Sou seu melhor amigo. Essas coisas você tem que compartilhar.

— Todos têm seus segredos. Agora vamos que ainda preciso comprar as flores.

POV Nico.

Algum tempo depois da saída de Thalia escuto a campainha, assim que a minha mente registra que pode ser Will meu coração dispara.

Levanto da cama para ir atender a porta, mas me dou conta de algo ao passar por um espelho no caminho.

 “Droga! Eu nem troquei de roupa!” Eu penso para logo depois revirar os olhos para mim mesmo “Foda-se. Só vamos estudar. Não tenho que estar apresentável.”

Antes que eu chegue até a porta eu ouço alguém a abrir, ao virar o corredor vejo que quem atendeu foi Hazel. Isso vai ser interessante.

POV Will.

Eu toco a campainha da casa de Nico com um buque de flores em mãos, eu pensei muito sobre a sugestão de Jason de dar flores a Hazel como um sinal de trégua e no fim conclui que flores era um presente tão bom como qualquer outro.

Eu também comprei uma flor para Nico, mas está tinha um significado diferente das que comprei para Hazel.

É Hazel quem atende a porta, ela parece surpresa por um momento, mas logo em seguida me lança um olhar malvado:

— Ora, ora, ora. O que temos aqui? Senhor Solace?

— Oi, Hazel. Como vai?

— O que você está fazendo aqui? Posso saber? Tentando compensar pelo tempo que não passamos juntos nas férias?

— Eu vim falar com o Nico. — Eu digo.

— Já não falaram muito durante as férias?

— Eu na...

— Você trouxe flores? Estamos românticos hoje, não é mesmo?

— Essas são pra você. — Eu digo.

Hazel fica surpresa:

— Porque você me compraria flores? — Ela pergunta desconfiada.

— Também quero saber. —Nico diz aparecendo por trás de Hazel, os braços cruzados, a expressão séria, muito parecido com quando ele estava com ciúmes da atendente da sorveteria.

— Eu sei que você não gosta muito de mim e com razão. Jason me deu a ideia de comprar flores, essas são alstroemérias, significam amizade. Eu achei que seria um presente legal e espero que possamos começar de novo, se você me der uma chance é claro.

Hazel pega as flores:

— Obrigada. Eu vou te dar o benefício da dúvida, mas ainda estou de olho em você.

Aceno com a cabeça concordando. Hazel sai para guardar as flores. Nico ainda me olha emburrado de braços cruzados. Olho para ele cético:

— Você sabe que eu sou gay, certo? Não daria em cima da sua irmã. — Eu digo.

— Eu não disse nada. — Ele diz descruzando os braços parecendo relaxar ao ouvir minha afirmação.

Ele ainda está vestido com o uniforme, só que agora não está tão arrumadinho quanto na escola e para mim isso o tornava ainda mais lindo, seu cabelo estava bagunçado e seu rosto levemente corado.

Um silencio incomodo se instala entre nós. Eu não faço ideia do que dizer. Foi tão fácil fazer aquilo pelas mensagens e agora que estou na frente dele eu não consigo dizer nada. Deus! Como meu cérebro é inútil!

Ajeito a alça da minha mochila, limpo a garganta, quando abro a boca pra falar:

— E o que vocês vão fazer? Posso saber? —Hazel pergunta voltando da onde quer que ela tenha ido, agora sem o buque.

— Will vai me dar uma aula. — Nico responde.

Hazel arregala os olhos:

— Ele — Ela aponta pra mim — Vai te ensinar alguma coisa? — Pergunta apontando para Nico.

— Sim. — Nico responde.

— Will, é você? — Ouço a voz da mãe de Nico perguntar, o som vindo do corredor.

Nós olhamos em sua direção e a assistimos se aproximar:

— Oi, Maria. — Eu digo a cumprimentando.

— O que vocês estão fazendo na porta? Entre.

Finalmente consigo entrar:

— Veio ver o Nico? — Ela pergunta.

— Nós vamos estudar. — Nico diz.

— Na sala. Estudar na sala. — Hazel diz autoritária.

Parece mais um pai defendendo a honra da filha:

— É. Estudar na sala. — Eu repito não querendo confronta-la.

— Pode ficar à vontade Will. Eu e a Hazel vamos sair daqui a pouco, mas antes faço um lanche para vocês. — Maria. diz

— Não precisa mãe. — Nico diz.

— Não tem problema. Eu já ia fazer mesmo.

Ela vai para cozinha, deixando Hazel, Nico e eu a sós.

— Vamos para sala. — Nico diz me puxando pela alça da minha mochila.

Chegando a sala coloco minha mochila no sofá, a sala é composta por dois sofás imensos, um tapete felpudo e incrivelmente macio que cobria o chão e uma mesa de centro:

— Vou buscar meu material e já volto. — Nico avisa.

Essa sensação é horrível. Ter quem você quer tão perto e não poder fazer nada. Seria melhor esperar Maria e Hazel saírem e depois... Depois eu pensaria no que fazer ou pensaria no que fazer enquanto elas estão aqui e depois faria quando elas saíssem e minha cabeça vai pifar se eu continuar com esse raciocínio maluco e totalmente inútil.

Suspiro e começo a tirar meu material da mochila e colocar na mesa de centro. Nico retorna e organizamos os materiais:

— Ok. Me diz o que você não entendeu. — Eu peço.

Nós nos sentamos no tapete, cada um em uma borda da mesa. Começamos a discutir sobre a matéria até que Maria vem da cozinha com uma bandeja com suco e vários sanduíches pequenos:

— Vocês ficam tão lindo juntos. — Ela diz.

Nico fica surpreso com o comentário e cora. Devo confessar que minha reação é a mesma:

— Ainda bem que fizemos essa viagem. Serviu para vocês se aproximarem, né? Na mesma escola há anos e agora viram amigos. — Ela continua.

— É. A amizade os uniu. —Hazel diz sarcástica, mas Maria não percebe ou finge não perceber.

— Bom. Vamos indo Hazel. Tchau para os dois. — Maria diz acenando.

— Tchau. — Nico e eu dizemos ao mesmo tempo.

Hazel espera sua mãe se afastar um pouco e diz:

— Se comportem! — E em seguida ela sai.

E então somos só Nico e eu, eu me viro para ele e nossos olhos se encontram:

— Ela me dá medo. — Eu digo tentando quebrar o clima de tensão.

Nico sorri:

— Você vai dar ouvidos pra ela? — Ele pergunta.

— O que quer dizer? — Eu questiono confuso.

— Você vai se comportar? — Ele pergunta malicioso.

A atração entre nós crepita no ar, muito mais forte agora que estamos sozinhos. Sorrio:

— Você vai acabar me deixando louco. — Eu confesso.

Nico sorri, mas permanece em silencio, apesar da malicia e das brincadeiras, Nico também parece estar nervoso e um tanto quanto tímido com a situação:

— Está nervoso? — Eu pergunto.

— Você está?... Nervoso? — Nico me devolve a pergunta.

— Meio sem saber o que fazer. — Eu confesso.

Nico arqueia uma sobrancelha:

— Meio?

Suspiro:

— É. Meio.

— E a metade que sabe o que fazer vai fazer o que?

Eu pego minha mochila do sofá e me aproximo de Nico, ambos estamos sentados no chão com as pernas cruzadas, chego perto o suficiente para que fiquemos frente a frente e nossos joelhos se tocam.

O olho nos olhos, Nico me encara de volta, parece ansioso como eu estou:

— Eu nunca fiz isso antes. — Eu digo.

Nico sorri:

— Imaginei. — Ele diz — Parece que eu estou roubando todas as suas primeiras vezes.

— Acho que elas estão sendo oferecidas a você. — Eu digo.

Nico cora, parece tímido, é a primeira vez que o vejo assim. Reprimo a vontade de agarrá-lo e não soltar nunca mais:

— Então... — Nico começa e em seguida me olha em expectativa.

Eu retiro a caixa de bomboms da minha mochila que está no meu colo:

— Isso é para você.

— Você realmente comprou? — Ele pergunta sorrindo ao pegar a caixa.

Nico olha tudo que tem dentro da caixa e a decoração:

— Sim. Não sabia do que você gostava então peguei de vários tipos. — Eu digo inseguro.

— Eu gosto de todos. — Ele diz.

— E eu também comprei...

Eu pego a flor que comprei para Nico, duas Azaleias Brancas, elas estavam em uma caixa de plástico transparente para que não amassassem dentro da mochila.

Um laço de fita amarrava as duas flores juntas e havia um cartão posto no meio delas:

— Isso. — Eu digo completando a frase ao tirar as flores da caixa e entregar para ele.

Nico pega a flor e a olha com curiosidade:

— São Azaleias certo? — Ele pergunta.

— Sim. Azaleias brancas significam...

— Romance. —Nico completa.

— Sim. — Eu digo ligeiramente sem folego devido as emoções.

Nico deixa de encarar a flor e me olha nos olhos se inclinando em minha direção, nossos rostos a um centímetro de distância:

— E porque você escolheu especificamente essa flor?

— Bom... Nós começamos com o pé esquerdo e evoluímos para uma amizade que se tornou colorida como você diz e agora eu quero ter um... — Nico vai se aproximando conforme eu falo — romance... com você.

Ele para a praticamente um milímetro de distância, a atração que sinto é tão forte, faz tanto tempo desde a última vez que ficamos tão perto, mas me obrigo a ficar parado:

— Me pergunte. — Ele pede.

— Quer namorar comigo? — Eu pergunto quase sem fôlego pela ansiedade e empolgação.

— Sim. — diz Nico em uma voz sussurrada fechando a distância entre nós colando seus lábios aos meus.

 


Notas Finais




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