História Jungkook não é perfeito - Capítulo 6


Escrita por: e gukkiie

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Personagens Eunha, Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan Boys (BTS), Colegial, Comedia, Comedia Romantica, Drama, Escola, Eunha, Fluffy, Gfriend, Hetero, Jeon Jungkook, Jungkook, Kim Taehyung, Mensagem, Novela, Revelaçoes, Romance, Taehyung, Texting!au
Visualizações 45
Palavras 2.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Não soou nada romântico


Fanfic / Fanfiction Jungkook não é perfeito - Capítulo 6 - Não soou nada romântico

Jung Eun-bi

— Como já vimos anteriormente, o fluxo de calor acontece no sentido da maior para a menor temperatura. Este trânsito de energia térmica pode acontecer pelas seguintes maneiras: condução, convecção e irradiação.

Física. Substantivo feminino. Ciência que investiga as leis do universo no que diz respeito à matéria e à energia, que são seus constituintes e suas interações. Este é o seu conceito, o seu significado mais resumido — pelo menos foi o que encontrei em uma pesquisa rápida na internet. Porém, o que não incluía em seu conceito era o fato de eu detestar a matéria e tudo que envolva a mesma — eu estaria dizendo que odiava o universo, e isso era mesmo verdade. Mas não é como se eu fosse a odiadora da física número um, capaz de fazer qualquer coisa para o estudo sobre ela nas escolas deixar de existir — não era pra tanto também! Eu só não gostava de ser horrível nela.

O fato de eu ter estudado na classe TPT todo esse tempo não era atoa: eu era inteligente, — não tanto, mas meu irmão dizia que se eu estava entre os 30 melhores, que mais provas eu queria — apesar de passar raspando pelas matérias de exatas. A física não era tão ruim assim. Entretanto, desde o início do ano, sinto que perdi o interesse em aprender melhor a tão querida matéria dos gênios.

Suspiro desviando meu olhar para a janela. Lá fora estava tendo um dia tão bonito e eu estava presa ali dentro daquela sala minúscula e abafada, enquanto tinha que ouvir aquele professor de física — que eu não me recordava do nome. Apesar de odiar o Senhor Lee, eu juro que sinto falta das aulas dele mais do que tudo. Ao menos ele era um rabugento que explicava com entusiasmo e só brigava quando fosse necessário. O professor dessa turma possuía uma voz extremamente cansada e tediosa que me fazia querer abrir a janela e pular rumo à saída — o que era possível com aquela sala, que ficava no térreo.

O lado bom é que a aula estava finalmente chegando ao fim: faltavam apenas dois minutos para o intervalo de almoço.

Discretamente guardei meus materiais na mochila — eu sentava no final da sala, o que me ajudava a relaxar, sem me preocupar com as pessoas me vendo por trás — e a pendurei na traseira da cadeira. Respirei fundo ao ver o relógio na parede marcar meio dia e meia. O sinal ecoou e o que fosse que o professor estava pronunciando, se interrompeu ao ver todos, incluindo eu, se retirando da sala em passos rápidos.

No refeitório, procurei por Jung-kook entre todas as mesas cheias de estudantes faladores e cheios de energia. Dei alguns passos — com a bandeja de comida quase vazia nas mãos — e por pouco não esbarrei em um garoto alto que saiu da fila antes de mim. Ele me passou e eu acabei me virando para vê-lo melhor.

"Eu sabia! Era aquele garoto que me mostrou a nuvem em forma de urso naquele dia."

Comecei a andar atrás dele na intenção de agradecê-lo por ter sido gentil comigo, quando senti uma mão em meu ombro e me virei, dando de cara com Jung-kook — na qual sorria docemente.

— Me procurando, Eun-bi?

Sorri amarelo para o maior — É, isso mesmo. — ri forçado, assentindo.

— Vem, vamos para a mesa.

Assenti novamente e o segui até uma mesa vazia no fim do local. Nos sentamos um de frente para o outro e Jeon encarou minha bandeja, aparentemente confuso.

— Você só vai comer isso?

— Preciso manter meu corpo em forma ou não poderei correr na competição esse ano.

— Então você gosta de esportes!

Sorrio assentindo — Um pouco, sim!

Vejo-o sorrir satisfeito com minha resposta e sinto que estou no caminho certo.

Era quinta-feira e mesmo depois de ter uma manhã tão entediante, parece que depois de ver Jung-kook, todos os problemas evaporaram como fumaça e tudo que soube fazer foi sorrir e assentir.

 

[...]

 

Eu e Jung-kook ficamos conversando sobre coisas aleatórias durante o caminho até a minha casa. Estava sendo divertido, mas ao mesmo tempo eu me sentia um pouco estranha — não, Jeon era quem estava estranho. Não sabia como explicar, mas eu sentia como se ele não quisesse estar ali comigo. Ou talvez fosse como se ele quisesse fazer outra coisa que não fosse conversar. Eu não estava entendendo aquilo muito bem — poderia ser somente coisa da minha cabeça, porém essa conclusão parecia não querer se encaixar naquela situação em que estava.

— Ei, Eun-bi.

Acordo dos meus devaneios quando sinto uma mão gélida segurar meu rosto e me assusto ao ver Jung-kook próximo de mim.

Inflo levemente as bochechas de nervoso.

— Eun-bi, está tudo bem?

Ele estava muito perto. Muito, muito perto.

— J-Jung-kook. — me afasto rapidamente e tento acalmar minha respiração enquanto voltava a andar.

Jeon me acompanha, ainda me olhando — Tudo bem, Eun-bi?

— S-sim. — respondo, pegando meu celular de dentro do colete, vendo que o Desconhecido não me mandou nenhuma mensagem desde ontem. Suspiro — Estamos quase chegando. — comentei desviando do assunto.

Ele permanece me encarando por um tempo, mas depois assente e pega na minha mão de forma ágil. Estremeci com seu toque gelado, porém gentil, e sorri olhando para frente.

Vejo minha casa no final da rua e me sinto aliviada por estarmos chegando. Jung-kook não parecia estar normal como estava mais cedo, e isso estava me incomodando.

— Eu quero te beijar, Eun-bi.

Parei de andar, sentindo meu interior se remexer de ansiedade. Me engasgo com a saliva e disfarço com uma tossida. Volto a olhar para Jung-kook que estava com uma expressão séria no rosto que me fez tremer as pernas e minhas mãos esquentarem.

— O... o quê?! — pronunciei com dificuldade.

Foi tudo que consegui dizer: o meu velho “O quê?” de sempre.

— Sua boca... — ditou com a voz rouca, como nunca ouvi sair de seus lábios antes — Eu não aguento mais olhar para ela sem beijá-la.

Jeon dá um passo à minha frente e eu solto suas mãos, andando para trás.

A verdade era que eu ainda não tinha beijado alguém antes. Mas a novidade era que, apesar de amar Jung-kook mais do que tudo nessa vida, eu estava extremamente assustada com aquela confissão inesperada. Não fazia ideia que ele iria voltar com esse assunto que só foi tocado uma única vez no início daquela semana. Eu ainda estava processando a informação — eu ainda estava me preparando para dar o meu primeiro beijo.

— E-eu acho melhor você ir pra casa, está tarde... — ditei, olhando para a minha casa de longe.

Eu não sabia como beijar, não queria passar vergonha. Eu precisava de mais tempo.

— Eun-bi… — chamou-me de forma doce.

O encarei e o vi sorrir de canto. Prendi a respiração.

— Não precisa ter vergonha. Eu só quero um beijo seu, nada demais.

Abaixei meu olhar para seu ombro, vendo minha mochila, e engoli em seco antes de abrir a boca:

— Jung-kook… devolve a minha mochila...? — minha voz sai fraca e eu decido tentar tirá-la de seu ombro sozinha.

Entretanto, o maior se afasta e eu o encaro de novo. Seu sorriso vai se desfazendo aos poucos e eu mordo o lábio inferior, apreensiva.

— Ei… o que está te incomodando? — perguntou — Está com medo de mim?

Sacudi minhas mãos em frente ao peito rapidamente — N-não é isso!

— Então, eu ainda posso te beijar… certo? — disse dando mais um passo para aproximar nossos corpos.

Sinto sua respiração mais perto e fecho os olhos com certa força.

Ele estava sendo rápido demais. Eu sempre sonhei com o meu príncipe encantado se aproximando de mim lentamente, dizendo que eu era linda e que me amava. E quando estivéssemos com os lábios a poucos centímetros um do outro, ele iria fazer um carinho na minha bochecha enquanto sorria e iria me beijar com cuidado, me guiando até que eu conseguisse o acompanhar.

Eu queria que o meu primeiro beijo fosse romântico.

Sinto minhas costas se chocarem com o muro do tanto que acabei andando para trás.

Aquilo era certo, afinal? Beijar o garoto que eu gostava parecia ser o certo, então o que estava havendo comigo?

Quando a respiração de Jung-kook pareceu estar mais perto, o sinto sair bruscamente de cima de mim. Abro os olhos sem entender o que havia acontecido e vejo um garoto de cabelos castanhos segurando Jeon pela gravata do uniforme, e o reconheço na mesma hora: o garoto da nuvem de ursinho.

Abro a boca surpresa e o mesmo me olha nos olhos. Sinto meu corpo estremecer.

— Vai pra casa. — ele diz ainda segurando Jung-kook.

Olho para Jeon e depois para o moreno acastanhado que tinha uma expressão furiosa no rosto. Assinto com a cabeça e corro em direção à minha casa meio desnorteada.

Eu não entendia o porquê, mas estava mais aliviada do que nunca por não ter beijado Jung-kook. Era como se aquele garoto tivesse acabado de me salvar no momento em que eu estava na beira do precipício.

 

Kim Tae-hyung

Vou seguindo Eun-bi pelo olhar e quando ela desaparece de minha vista, volto minha atenção para Jung-kook, que mantinha um semblante calmo que estava me irritando ainda mais.

— O que você ia fazer com ela, seu maldito? — aperto sua gravata — Responde!

Ouço-o rir sarcástico — Talvez só um beijo. Mas é só um talvez. — provocou — O que faz aqui, Tae-hyung? Não deveria estar fazendo alguma outra coisa mais útil, ao menos?

— Por que está fazendo isso com ela? Ela não é como as outras, Jeon! Deixe-a em paz!

Ele se aproveita de minha distração para tirar minha mão de seu uniforme e em seguida ajeita sua gravata.

— E o que você tem a ver com isso? É o namorado dela por acaso? — sorriu cínico.

Eu me calo.

“De fato, ela não é mesmo minha. Às vezes eu me esqueço disso.”

— Ah, ficou triste? — debochou — Não fica assim, Tae-hyung. Eu imagino o quanto deve ser difícil ser um perdedor e ainda não ser reconhecido pela garota que gosta. Você é tão patético, Kim Tae-hyung.

Ranjo os dentes, porém me seguro para não acertar seu rosto estúpido que não parava de sorrir para mim. Jung-kook podia ser o cara mais desgraçado de todos, mas ainda sim era alguém que poderia facilmente estragar a minha vida — especialmente em assuntos da escola.

— Deixe a Eun-bi em paz. Ela não quis você, não entendeu ainda?

— E o que você vai fazer? — tombou a cabeça para o lado, desacreditado.

Me aproximo dele com um pequeno sorriso estampado no rosto — Se você tocar nela de novo, Jung-kook, eu te mato.

Desvio o olhar para o seu ombro e vejo a mochila de Eun-ha. Arranco o objeto de Jung-kook e me reverencio debochadamente para o mesmo, ainda o encarando nos olhos.

— Se afaste da Eun-bi. — ditei sério — Não quero você perto dela, entendeu?

Dou as costas para Jeon, caminhando em direção à casa de Eun-ha.

— Sua ameaça não será o bastante, Tae-hyung. Só acredito vendo com meus próprios olhos.

Me viro lentamente e o encaro com um sorriso de canto.

— Não pense que ainda sou aquele pirralho que resolvia tudo na base da violência, Jung-kook. Você eu quero quebrar na unha, com atos mais relevantes. Não espere que eu soque esse seu rostinho medíocre, é o que quero dizer.

Jeon ameaçou resposta, entretanto escolheu ficar em silêncio. Viro-me, finalmente saindo dali e indo falar com Jung Eun-bi.

 

[...]

 

Ao chegar em frente ao seu portão, começo a arrumar coragem para tocar na campainha.

Nunca consegui falar com Eun-bi apropriadamente desde que voltei para Daegu. Apenas consegui dizer algumas palavras por causa do momento — quando ela precisava de consolo e agora, quando precisava sair de perto daquela situação ridícula.

Quando me torno o Desconhecido, eu sei as exatas palavras que devo dizer à ela. É como se eu e Eun-ha tivéssemos crescido juntos até hoje e soubéssemos conversar de forma mais relaxada no celular — era como se fôssemos melhores amigos ainda. Porém, quando sou Kim Tae-hyung, eu não consigo falar direito. Minhas falas desaparecem quando a vejo na escola — e isso já está durando quatro meses.

Hoje seria a primeira vez que iria trocar palavras com Jung Eun-bi. Pelo menos, da maneira certa.

Levo minha mão lentamente até a campainha e a aperto. Dou alguns passos para trás e respiro fundo, mordendo os lábios de nervosismo em seguida. O portão é aberto devagar, me deixando ansioso. Eun-bi aparece olhando para baixo, até que segue o olhar dos meus pés à cabeça e se assusta ao me reconhecer. Engulo em seco.

— V-você? — ela dá alguns passos para trás, assim como eu há poucos minutos — O que você quer comigo...? — perguntou com as sobrancelhas unidas.

Olhei em volta, fugindo de seu olhar — Eu vim trazer a sua mochila... — disse estendendo-a em sua direção.

Ela parece alternar seu olhar entre mim e a mochila. A encaro e percebo que ela parecia um pouco nervosa.

“Eu preciso deixá-la mais à vontade.”

Escondo minha mão livre no bolso da calça — Não precisa ficar com medo. — falei quase num sussurro.

Eun-ha me olha nos olhos antes de esticar os braços e pegar sua mochila. Ela a abraça e curva a cabeça de leve. Me reverencio de volta.

Penso em voltar a falar, porém, após abrir a boca, minha mente fica em branco. Olho para baixo, umedecendo os lábios.

— O que você fez com ele? — sua voz se pronuncia de forma baixa e insegura.

A olho surpreso, sem palavras — agora de raiva.

“Droga, Eun-ha! Mesmo depois do que ele te fez, você continua pensando e se preocupando com ele? Você não tem nem um pingo de amor próprio?!”

— Não o que merecia, se está preocupada se eu murrei a cara dele. — respondo, talvez rude demais. Abaixo a cabeça arrependido por ter dito aquilo.

Ela limpa a garganta — Eu acho melhor você ir embora agora.

Fecho os olhos brevemente e assinto com a cabeça.

Naquele momento eu queria abraçá-la — e não a soltaria nunca mais. Ela estava tão perto de mim, faltava tão pouco para podermos se tocar. Não consegui ficar perto dela desse jeito por tanto tempo desde que me mudei. Eu realmente queria a abraçar forte — e talvez até lhe xingar pessoalmente por ser tão aérea e idiota. Eu sentia tanto a falta dela.

Mas é claro que se eu fizesse tal ato seria considerado um maluco.

Eun-bi não era tão pequena quando éramos amigos, mas era óbvio que ela não se lembrava de mim. As coisas mudaram — e estão sempre mudando —, e eu precisava encarar aquilo. Fazê-la recordar de mim era muita humilhação, e meu orgulho não deixaria que algo assim acontecesse.

 E então, ainda encarando o chão, virei as costas e fui embora.

Eun-bi gritou alguma coisa quando estava mais distante, porém não consegui entender e apenas continuei o meu caminho.

Apesar de toda aquela situação, eu me sentia feliz por ter impedido Jung-kook de beijar Eun-bi. Eu não pretendia segui-los depois da escola, entretanto, não aguentava mais discutir com Eun pelo KakaoTalk inutilmente.

Minha intenção era saber como ele agia perto dela quando ninguém estivesse por perto — mesmo que parecesse esquisito. O resultado foi esse: uma semana se passou e Jeon já queria avançar o sinal. Exatamente como imaginei. Se eu não estivesse ali, Eun-bi com certeza iria aceitar aquilo, independente de não estar à vontade com isso. Eu vi com meus próprios olhos o quanto ela é iludida por ele — e percebi que eu deveria agir mais rápido, antes que fosse tarde demais.

"Jung Eun-bi, eu não vou permitir que se afunde por um garoto… Especialmente um garoto como Jung-kook. Pequena estúpida, eu ainda vou fazer você acordar desse pesadelo."


Notas Finais


O que acharam do nosso Tae? Finalmente mostrei o ponto de vista dele! Prometo que de vez em quando ele aparecerá por aqui. Obrigada por lerem e até a próxima atualização! Beijo! ♡

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