História Juntas pelo Acaso - Capítulo 10


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swan Mills, Swan Queen, Swan-mills Family
Visualizações 368
Palavras 2.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Swan-Mills.


Quase uma semana depois da festa de Elsa, as vidas em Storybrooke haviam voltado ao normal. Como toda quinta-feira, às 17:30 Regina encerrava seu expediente na prefeitura. Deveria estar em casa às 18h em ponto, para que Emma pudesse ir para a delegacia. A prefeita já estava de saída quando sua secretária lhe entregou um grande envelope. Normalmente, a morena deixaria para ver no dia seguinte mas o nome do remetente fez com que mudasse de ideia. Regina abriu e leu os documentos atentamente, um sorriso surgindo em seus lábios a medida que o fazia. Ao terminar, ela colocou os papéis dentro de sua pasta e saiu, trancando a sala. Precisava mostrar aquilo à Emma.

Regina estranhou não ver o fusca amarelo em sua porta quando pôs seu carro na garagem. A morena imaginou como seria bom se Emma se livrasse daquela coisa que ela chama de carro. Bom demais para ser verdade, concluiu com pesar enquanto entrava em casa.

– Emma? - chamou em voz alta, procurando por algum sinal de vida na casa vazia. - Henry? Não acredito que vim correndo e eles não estão em casa. - murmurou desapontada, enquanto colocava suas coisas em cima do sofá e ia até a cozinha. Resolveu começar a preparar o jantar enquanto isso.

Não demorou muito para que Regina escutasse o barulho do carro de Emma estacionando, seguido pelas vozes dentro de casa. Henry foi até ela e a abraçou.

– Oi, querido. - disse dando um beijo nos cabelos dele, sem parar de mexer o molho que preparava.

– Minha mãe já ta vindo. Ela tava tirando a Elsa da cadeirinha. - ele explicou, se sentando na mesa. - O que foi, mãe? Parece nervosa.

A morena olhou para ele rapidamente antes de voltar sua atenção as panelas.

– Só preciso falar com Emma. - Regina mordeu os lábios ansiosa e sorriu ao ver Emma entrar na cozinha de mãos dadas com Elsa.

– Emma, que bom que chegou. Quero lhe mostrar o que… - Regina começou a falar, mas ao prestar atenção em Elsa, parou imediatamente. Ela estreitou os olhos e então virou-se para Emma, cruzando os braços. As panelas completamente esquecidas.

– Faça o favor de explicar. - disse pausadamente, apontando para a roupa da menina. Emma encolheu os ombros e deu o sorriso mais inocente que conseguia.

– A gente foi visitar meus pais e aí…

– Mas é claro! - cortou, nervosa. Henry prendeu uma risada e tirou Elsa do meio da discussão das duas. - Você leva a menina para ver sua mãe e ela volta com essa roupa ridícula! - acusou.

Emma olhou de lado e sorriu ao ver Elsa se divertindo com sua fantasia.

– É uma roupa de princesa, Regina. Ela está feliz! - argumentou.

– Ela está fantasiada de Branca de Neve, Emma! - A morena disse entre os dentes. Emma colocou as mãos no bolso e sorriu mais uma vez.

– Desculpe? - tentou. Regina revirou os olhos e suspirou, se apoiando de costas no balcão.

– Mãe, olha isso! - Henry disse e se virou para Elsa. - Els, você está vestida de que? Fala pra ela.

Elsa alternou seu olhar entre Henry e Regina antes de responder com um sorriso orgulhoso.

– Banca di neve! - disse saltitante fazendo Emma e Henry gargalharem enquanto Regina gemia dramaticamente escondendo o rosto nas mãos. Aquilo só podia ser castigo.

– É… Regina? - Emma chamou cuidadosamente. Regina levantou a cabeça para encara-la. A loira fez uma careta e apontou o fogão. - Acho que a comida ta queimando.

– Droga. - praguejou já apagando o fogo. Regina ficou alguns segundos quieta, contemplando a comida queimada. Com um suspiro frustrado, se virou para Henry e Emma. - Peçam uma pizza enquanto eu tomo banho. Ainda preciso mostrar uma coisa a vocês.

– Pizza! - Henry comemorou correndo até o telefone, fazendo suas mães rirem.

– Você sabe que sua mãe nunca usou esse vestido, não é? - a prefeita disse para Emma, depois de um tempo em silêncio. Ela sorriu ao ver a xerife franzir a testa. - É verdade. Snow nunca teve um vestido azul e amarelo. Ela realmente tinha e tem um gosto horrível para roupas. Mas exageraram nesse desenho.

Emma balançou a cabeça rindo e viu Regina pegar Elsa no colo.

– O mesmo vale para você? - a morena a olhou, ofendida. Emma se apressou em completar: - As roupas do desenho, quero dizer.

Regina assentiu.

– Aquilo é ridículo, prefiro não comentar aquele vestido de freira. - respondeu, fazendo Emma rir, então virou-se para Elsa.

– Mas não se preocupe, querida. - sorriu para menina. - Você fica linda de qualquer jeito. Até fantasiada de…

– Banca di neve. - Elsa completou, fazendo Regina revirar os olhos mas sorrir logo em seguida. Emma também sorria observando as duas.

– Sim, meu amor. Branca de Neve. - ela deu um beijo carinhoso no rosto da menina. - Mas depois a mamãe compra uma fantasia decente pra você. - acrescentou saindo da cozinha, seguida por Emma.

A morena entregou Elsa para Emma antes de entrar no banheiro. A xerife sentou na cama da prefeita com a menina no colo. Esperou ouvir o barulho de água caindo para gritar.

– Esqueci de te contar, minha mãe deu uma blusa de presente também!

Confessou rindo, sabendo que enquanto a morena estivesse no banho, estaria segura.

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– Até que enfim! A pizza já deve estar chegando. - Henry disse ao escutar Regina descer as escadas embora não tirasse os olhos do vídeo game. Emma cutucou o braço dele.

– Hey, não se controla o tempo que alguém fica no banho, garoto. - a loira ensinou. - Principalmente quando esse alguém é sua mãe.

– Muito bonito você educando o menino, senhorita Swan. - Regina debochou enquanto mexia em sua pasta preta. - Mas não pense que vou esquecer essa história de roupa de Branca de Neve.

Emma abriu a boca para falar mas mesmo de costas para ela, Regina interrompeu.

– E, sim. Eu ouvi que vou ter que queimar uma blusa também.

Emma fez uma careta em resposta. Distraída, não viu quando Elsa mexeu no vídeo game de Henry que reclamou quando a tela da tv ficou preta.

– Mãe! Ela tirou o jogo! - murmurou apontando para a televisão. Regina foi até eles e desligou os aparelhos.

– Ótimo, eu já ia mesmo dizer para você parar um pouco. - Disse, ignorando os protestos dele. Ela entregou o papel para Emma que estava sentada no chão.

– O que é isso? - Henry e Emma perguntaram em uníssono. Regina sentou-se no sofá e fez um gesto com as mãos chamando Elsa para sentar em seu colo. Ela deu um beijo no rosto da menina, que já vestia roupas casuais, antes de sorrir para Emma e Henry.

– Leiam. - ela ordenou ainda sorrindo e voltou sua atenção à Elsa. De vez em quando olhava de canto para ver se já haviam terminado, estava ansiosa para ver suas reações.

– Mas que diabos... Isso aqui é de verdade? - Emma a encarou com os olhos arregalados ao acabar de ler o documento. Regina não sabia dizer se era de surpresa ou de felicidade, mas acabou decidindo que era um pouco de cada.

– Sim. É uma certidão de adoção. - assentiu, sem disfarçar a empolgação. Emma sorriu, achando a felicidade da prefeita adorável.

A xerife então piscou algumas vezes, um pouco atordoada. Passou os olhos pelo papel de novo antes de virar-se para Regina.

– Isso é ótimo, mas... - ela hesitou um pouco antes de falar. - É possível? Quero dizer, esse documento é legal?

Regina a encarou sem entender.

– Perdão?

Emma respirou fundo, tentando organizar as ideias em sua cabeça antes de tentar explicar.

– Como é possível fazer um documento de adoção de um bebê que veio por um portal do tempo, Regina? Não sabemos muita coisa sobre a Els.

Regina não se abalou com o nervosismo da loira.

– Mas a pessoa que fez esse documento sabe de tudo.

– Meu avô. - Henry adivinhou. Regina assentiu antes de continuar.

– Exatamente. Gold me ajudou com a adoção de Henry. - ela sorriu para o filho e voltou a olhar para Emma. - Ele sabe o que está fazendo, Emma. Esses documentos são legais.

A segurança na voz da prefeita confortou Emma. A xerife não queria problemas, mas se Regina dizia que aquilo era o certo, ela confiaria que era. Afinal, a morena havia criado uma cidade inteira a partir de uma maldição e questões burocráticas nunca pareceram um problema. Mais calma, ela olhou para o papel de novo antes de olhar para Elsa e Regina com um sorriso radiante. A ficha finalmente caindo.

– Então... - Regina interrompeu.

– Elsa é nossa. - a morena confirmou, apertando a menina em um abraço. Henry engatinhou no tapete para perto da mãe e segurou a mão de Elsa.

– Agora você faz parte da família, Els. Oficialmente. - ele disse com um sorriso e então olhou sério para a menina. - Como irmão mais velho oficial, agora posso te deixar de castigo se mexer no vídeo game de novo.

Emma o empurrou de leve e Elsa riu da cara que ele fez. Ao escutar a risada fofa da menina, Emma e Regina fizeram um "awn" em uníssono, ao que Henry revirou os olhos. Talvez sofrer bullying fosse parte das funções oficiais de irmão mais velho. Regina colocou Elsa no chão perto de Henry enquanto Emma sentava ao seu lado no sofá. As duas ficaram quietas observando as crianças, cada uma perdida em seus próprios pensamentos.

– Elsa Swan-Mills.– Emma disse em voz alta, gostando de como soava o sobrenome. Regina sorriu, sem desviar sua atenção de Elsa e Henry que se viraram para elas ao ouvirem a voz de Emma.

– Eu gostei também. - o garoto comentou com um sorriso. Mas Regina o conhecia bem demais. O conhecia bem o suficiente para reconhecer o pingo de tristeza em sua voz.

– Que bom que gostou, querido. - a morena disse, se levantando e indo até a mesa onde havia deixado sua pasta. Ela voltou com outro papel na mão e entregou para Henry. O menino franziu a testa para ela. - Essa é sua surpresa. Vá em frente, leia. - encorajou.

Emma se debruçou sobre o ombro de Henry a fim de ler junto com o filho. Era difícil dizer quem tinha a expressão mais surpresa ao ver o documento que reconhecia a xerife como mãe e responsável do garoto.

– Henry Swan-Mills. - ele sussurrou, como se custasse a acreditar que aquilo era verdade.

Henry olhou para Emma que parecia emocionada demais para falar e então para Regina. Ele foi até ela e a abraçou, com o documento ainda em mãos.

– Obrigado, mãe. - Regina apenas sorriu em resposta. Henry se soltou e deu um abraço em Emma antes de se levantar. - Eu vou ligar pro meu avô e agradecer também. Foi a melhor surpresa de todas!

Emma acompanhou o filho com o olhar até ele subir as escadas e então se virou para Regina. Antes que a loira pudesse falar, a prefeita se adiantou.

– Sim, você pode me agradecer queimando aquela fantasia de Branca de Neve. - disse, cruzando as pernas casualmente enquanto ligava a tv com o controle remoto.

– Não, mamãe! - Elsa jogou uma boneca no chão em protesto, mostrando que estava atenta a conversa das duas.

Emma deu uma gargalhada alta que ecoou na sala. Regina reprimiu um sorriso ao olhar de canto para a loira. Ela gostava do som da risada de Emma. Gostava muito mais do que ousaria admitir. A xerife esperou Elsa se distrair novamente com seus brinquedos e então voltou a olhar a prefeita.

– Regina... - a campainha tocou, interrompendo a loira. Henry apareceu nas escadas, correndo como se sua vida dependesse daquilo.

– Pizza! - ele exclamou indo atender a porta. Regina levantou-se e foi com ele, o dinheiro em mãos. 

Enquanto esperava Regina e Henry buscarem talheres e copos, Emma aproveitou para mandar uma mensagem de texto para o celular de David, dizendo que não iria para a delegacia e que depois explicaria o motivo. Depois de receber um "ok" como resposta, a loira se sentou ao lado de Elsa que brincava no tapete da sala.

– Ei, princesa! Vamos comer pizza? - ela perguntou com um tom de voz infantil que sempre usava para falar com a menina. Elsa olhou em volta e apontou para a direção da cozinha.

– Mamãe Gi? - Emma assentiu, achando graça da preocupação dela.

– A chata da mamãe Gi também vai comer, Els. - a loira tentou não rir do bico que Elsa fez, mas quando a menina cruzou os bracinhos a xerife gargalhou. - Não faz essa cara, ela é chata sim.

– Não! - Elsa gritou decidida. Emma riu e a puxou para o colo.

– Ta bom, ta bom. A mamãe Gi é legal. - revirou os olhos, se rendendo. - E eu? Sou legal também, não sou?

Elsa assentiu sorrindo antes de ser esmagada em um abraço apertado da xerife.

– Então fala assim, Els. - disse soltando a menina e ficando de frente pra ela: - A mamãe Em é mais legal que a mamãe Gi.

– Senhorita Swan. - Emma e Elsa se viraram juntas para a porta da cozinha e viram Regina equilibrando alguns pratos em cima da caixa pizza. - Não ensine a menina mentir, por favor. E venha me ajudar com isso. 

Emma encolheu os ombros e fez o que a morena pediu. Elas colocaram a pizza e os utensílios sobre a mesa e Henry foi a primeiro a se servir.

– Henry Swan-Mills, pode ir lavar essa mão antes de comer. - Regina disse num tom autoritário mas quando Henry olhou para ela para reclamar, a prefeita sorriu de canto e piscou para ele. Emma riu ao ver o o tamanho do sorriso que o filho deu antes de ir lavar as mãos.

– Regina? - Emma chamou, mas se calou quando Regina olhou para ela.

Ela queria perguntar o porquê daquilo. O que fez a prefeita passar do "vou te envenenar pra não dividir meu filho" ao "vou deixar nosso filho ter nosso sobrenome".  Emma realmente pensou em questionar essas coisas, mas ao se dar conta de que as duas estavam ali, numa quinta a noite, comendo pizza na sala de estar, percebeu que não importava. Eles já eram uma família. E aquilo era o suficiente para ela, não precisava de justificativas e explicações.

Ao ver que a morena ainda esperava, a loira deu um sorriso sem jeito. 

– Me passa o refrigerante, por favor.

– Pronto. - Henry apareceu na sala, agitando as mãos no ar. Ele foi até a mesa e se serviu de um pedaço de pizza.

– Sabe o que eu estava pensando? - ele começou, indo até o sofá com o prato na mão. Emma sentou-se ao lado dele. - Gostei de ter o sobrenome das duas. Mas é engraçado, né?

– O que é engraçado, querido?

– Swan-Mills. - ele fez uma pausa antes de continuar. - Assim parece que vocês são um casal.

Henry nunca havia rido tanto na vida como riu ao ver Emma se engasgar com o refrigerante e ouvir o barulho dos talheres de Regina caindo no chão.

 



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