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História Juntas Por Acaso - Clexa - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Eu falei que ia voltar e voltei
Quarentenaaaaaaa

Capítulo 24 - Nada demais


Eu não sabia o que era amor de verdade até que vi alguém tomar um tiro por mim e sorrir diante disso. Não sabia o que era proteção até ver Lexa por minhas necessidades na frente das dela. Não sabia o que era uma família até ter ela e as crianças comigo, simplesmente não sabia por que a vida era difícil demais para mim, e de repente, como num passe de mágica tudo fez sentido para mim, como a música em meio ao silêncio. Ela estava ali e estava comigo, não podia está mais feliz.

- Podemos comparar a decadência do ocidente nos dias atuais com a queda de Roma? O que fez Roma cair? Ou sucumbir a nada?

- Roma caiu por causa dos bárbaros. – Disse um aluno.

- Costumo dizer que os bárbaros foram apenas as pedras no meio da tempestade. – Lexa arrumou seus óculos e prosseguiu em seu discurso sem encarar o estudante. – O que deveríamos nos perguntar seriamente é: como Roma sobreviveu tanto tempo? Mas vamos deixar isso de lado porque eu posso aplicar a sua queda a duas coisas: promiscuidade e afeminação do homem. Por muito tempo Roma se achou indestrutível e isso lhe fez ceder a outras culturas, a flexibilizar sua conduta, então quando menos se esperou, eles começaram a sucumbir na imoralidade...

O sinal tocou e Aden chamou por Lexa correndo até ela logo em seguida. Ela sorriu e o abraçou.

- Por hoje é só, leiam os capítulos seguintes até o catorze e preparem uma redação de no mínimo mil palavras. – Lexa se abaixou e ouviu algo q Aden sussurrou e em seguida sorriu. – Podem enviar pro meu e-mail, vou ler e qualquer coisa peço que refaçam, vamos fazer um debate em breve e preciso ver como vocês estão em relação ao assunto.

- Sua tia é uma professora e tanto né? – Disse a Madi e ela apenas riu como se tivesse entendido tudo. – Vamos falar com ela.

- Você deve ser a senhora Woods não é? Parabéns. – O garoto me cumprimentou e deu um sorriso largo, mas saiu antes que pudesse dizer qualquer coisa.

- Porque todos acham que eu sou esposa de Lexa?

- Mamãe, mamãe.

- Olá meu amor. – Lexa estendeu seus abraços e pegou a pequena no colo. – Bom dia meu bem? Que surpresa mais linda vocês aqui.

- Estávamos passando por perto e resolvemos vir. Achei que quisesse companhia para almoçar.

- Na verdade eu estava um pouco ocupada, mas podemos almoçar sim.

- Incomodamos então?

- De forma alguma posso cancelar, não é nada demais, apenas alunos pedindo assistência.

“ela está mentindo?”

- MINHA GAROTA, AI ESTÁ VOCÊ. – O homem gritou ao entrar na sala, “nem sabia que podia gritar numa sala de aula.”  “Que cara gordo”. – Andei te procurando a manhã toda e você não atendeu minhas ligações.

- Estava em aula Greg, não posso.

- Esqueça as aulas, você terá seu escritório próprio em Oxford para escrever suas teorias.

- Greg!

- Oxford? – Perguntei. Nunca soube nada sobre Oxford, pelo menos não da parte de Lexa ou interesse dela. – Lexa quem é ele?

- É um amigo. – Lexa voltou-se ao seu amigo e apertou sua mão com um sorriso ameno. – Greg, essa é minha mulher Clarke e os garotos que estamos cuidando, Aden e Madi.

- Uma mulher e filhos? Isso complica as coisas não?

- Greg agora não. – Lexa o encarou e lhe calou, Greg gelou e eu soube que algo estava errado “ela está escondendo algo”. – Além do mais você já sabe minha opinião, ligue pro Doutor Geller. Até mais.

- E nosso almoço? Íamos debater sobre as palestras.

- Vou almoçar com minha família, até mais.

Lexa não disse mais nada e eu não perguntei. O caminho até o carro foi silencioso e até mesmo Aden sentiu um clima estranho pairando no ar. Fazia muito tempo que eu tinha lhe visto daquele jeito. Séria e constantemente pensativa sem sequer ligar para as pessoas ao redor. Ela levantava no meio da noite e trabalhava quase diariamente. Eu achava que o acidente tivesse nos aproximado, e de fato aproximou por um tempo, mas depois tudo mudou e como se o titanic tivesse batido no iceberg, nós não éramos mais as mesmas.

- Lexa, posso perguntar algo para você? – Perguntei quando Aden correu para o carro. Mantive a cabeça baixa, não queria saber de sua resposta seja qual fosse. – Sobre o que aquele homem estava falando?

Lexa parou e pôs Madi no chão para que ela fosse até seu irmão.

- Quer mesmo saber? – Ela me encarou e eu assenti. – Tudo bem eu digo. Era uma possível oferta de trabalho em Oxford... Um teste. Professora titular, um escritório, uma secretaria. Pessoas para me chamar de Doutora e lamber o chão onde passo.

- E você aceitou ...?

- Eu não disse nada, apenas indiquei um amigo. Nada demais.

“Nada demais?”

Para mim era algo demais, era um bom emprego e Lexa trabalhou a vida inteira para ter o reconhecimento necessário, e ela mais do que ninguém merecia esse reconhecimento. Mas ela estava desistindo de algo grandioso para si. Desistindo por mim, “por mim?”.

- Lexa? – Cerrei o punho e isso doeu, doeu mais em mim do que nunca, porque agora fazia sentido toda sua estranheza. Lexa estava pensando todo esse tempo e ela possivelmente colocou todas as possibilidades na mesa, e preferiu desistir do seu sonho. Mas eu não podia fazer isso com ela, não podia ser tão egoísta assim. – Deveria ir. Pelo jeito que seu amigo falou você deve ser importante, então você deveria ir. Merece isso Lexa você sabe, você lutou por isso e eu não posso ser a pessoa que vai te atrapalhar.

- Apenas vamos para casa.

~~~~X~~~~

O silêncio me matava e era frustrante não saber de nada o que se passava na cabeça de Lexa. Eu temia o que pudesse está por vir, tinha medo de que ela não me entendesse e achasse que eu queria ela fora da minha vida, mas não era verdade, eu a queria cada dia mais na minha vida, só não queria que seus sonhos fossem deixados de lado por mim, eu não valia tudo isso, não podia estragar sua vida de novo.

- Como foi sua aula hoje Aden? – Perguntou quebrando o silêncio.

- Estou bem, estamos lendo Moby Dick e eu estou gostando. Há, e a professora disse que melhorei em matemática.

- Isso é bom. – Ela cortou um pesado de carne e comeu, não pude resistir a sorrir. Sem querer Lexa estava virando um pai de família e ela era incrível nisso. – Ler é algo muito produtivo para a mente.

- É, mas é cansativo as vezes.

- Quando se faz algo que ama vale a pena. Só perde a graça quando se é obrigado a fazer o que gosta. Ler é um hobbie incrível, mas quando se trabalha com isso não existe prazer.

- Está falando do seu emprego tia? Porque eu achei super legal você dando aula aqueles alunos.

Lexa sorriu e voltou a comer sem dizer mais nada.

- Se já terminou pode sair da mesa querido. – Disse a Aden.

- Posso jogar?

- Fez a lição? – Perguntou Lexa.

- Sim.

- Então pode, daqui a pouco subo para jogar com você.

Não fiz mais perguntas, levantei e comecei a retirar a mesa. Lexa não se opôs, estava tudo tão estranho que comecei a me arrepender das coisas que falei mais cedo. Voltei a cozinha e busquei respirar antes de encarar Lexa novamente, mas eu não tive chance, antes de fazer qualquer ação ela entrou e me prendeu entre ela e o balcão. Senti sua respiração e pude ver seus olhos tremerem, instáveis.

- Está enganada, eu não mereço Oxford. A vida foi muito injusta conosco e temos uma chance e eu não tenho como desperdiçar, eu não tenho forças para deixar você...

- Eu não mereço você Lex, já te fiz sofrer tanto.

- Eu amo você e isso é o que importa. No entanto, eu queria te perguntar algo...

Ela se afastou e respirou fundo, meu sangue gelou, “não faça o que eu acho que você vai fazer” Lexa limpou a garganta e me encarou.

- Clarke eu...

Antes que pudesse completar a frase a campainha tocou e eu morri por dentro, “agora? Justo agora? Não tinha outro momento pra estragar?”

- Está esperando alguém? – Perguntou a morena e neguei. – Deve ser Costia e o Derek.

- Vamos ignora-los então.

A campainha insistiu mais uma vez sem parar.

- Vamos atender.

Minha namorada foi na frente tomando cuidado e eu lhe segui hesitante. Lexa olhou pela janela e pareceu reconhecer pois abaixou a guarda. Depois foi até a porta e abriu antes que o sujeito pudesse tocar novamente.

- Não deveria ligar antes?

- Quem me dera ter tido tempo de ligar. – John entrou na casa mais parecendo um gangster do século XX. Ele retirou o chapéu e passou a mão pelo cabelo. – Vim porque recebi uma ligação que vai interessar a vocês.

- Que seria?

Lexa levantou a sobrancelha e John me encarou sem saber ao certo porque não foi convidado a sentar, mesmo sabendo do incomodo, ele nos deu as costas, ignorou Lexa e se sentou na cadeira mais próxima.

- Tenho contatos na vara da infância e soube que a juíza que meteu os olhos nas nossas crianças e no testamento dos Blake andou investigando a vida de vocês nos últimos meses e adivinha? Ela descobriu toda uma agitação que vocês esconderam até mesmo de mim.

- E daí?

- E daí que ela intimar vocês a prestar esclarecimentos por: – Murphy pegou seu celular, pôs os óculos redondos e começou a ler. – Um braço quebrado de Lexa. Desempenho escolar de Aden ruim e comportamento agressivo além de faltas. Roubo de carro de Clarke seguido por uma agressão. Tentativa de roubo da Ferrari de Lexa seguido por um tiro a queima roupa realizado pelo ex namorado, desequilibrado e fichado pela polícia, da senhorita Clarke. Então me digam quando vocês planejavam me contar tudo isso?

- Isso foi assunto nosso, já resolvemos e tudo ficou bem. – Lexa se encostou na parede. – Tivemos problemas no início, mas o que importa é que estamos bem agora e as crianças também. Aden está ótimo em matemática e está até lendo Moby Dick.

- Não me importa o que ele esteja lendo, me importa que o desejo de Echo e Bellamy se realize e do jeito que estou vendo essa juíza vai começar comendo o fígado de vocês. Eles confiaram em vocês acima de todo mundo e vocês não estão respeitando os dois. – John jogou o celular na mesa e respirou fundo tentando se controlar. – O tempo de vocês está acabando, precisam se decidir de uma vez, porque caso não resolvam, essa juíza vai resolver por vocês.

- O que sugere que façamos? – Perguntei.

- Meus contatos disseram que amanhã irá chegar à intimação, então se certifiquem de não está em casa para receber, assim ganhamos tempo.

- Tempo?

- Tempo para decisão definitiva. Vou pensar em algo para escapar da juíza Talvez duas semanas no máximo, então pensem no que fazer a respeito das crianças.

- Obrigado John, até mais. – Woods abriu a porta para John e esperou que ele saísse em seguida fechou a porta e me encarou. – E agora? O que fazemos?

- Eu não sei. – Abracei-a e ela envolveu seus braços me apertando junto a ela. – Estou com medo Lex. Será que vão tirar as crianças de nós?

- Ninguém vai tirar nossas crianças de nós, eu não vou deixar. – Lexa beijou minha testa e senti suas lágrimas rolando, ela não sabia o que fazer e nem eu.

- Fomos uma família, vamos fazer tudo certo. Vai da tudo certo não vai?

- Que deu queira que sim.


Notas Finais


Vamos comentando ai
Próximo capitulo vai ter lágrimas, adianto logo pra vcs
e talvez seja logo.
Deixa comentário pra eu saber o feed de vcs... bjuuuu


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