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História Juntos pela eternidade - Marichat - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Novas amizades : pt 3


Fanfic / Fanfiction Juntos pela eternidade - Marichat - Capítulo 5 - Novas amizades : pt 3


Pronto! Agora a Ladybug me ferrou! Como eu ia trazer passaros até ela? O que ela queria com os passaros?! Peguei meu bastão e... Espera... CADÊ MEU BASTÃO?

Olhei a minha volta, mas minha Joaninha já tinha ido, procurei pelo chão, mas nada! Resolvi ligar e perguntar, mas desisti ao lembrar que meu celular TAMBÉM É A PORCARIA DO MEU BASTÃO!

-Só pode ta de brincadeira neh? - respirei fundo e olhei para o céu. - Okay! Quem não tem cão caça com gato! Vamos acabar com essa putaria.

Saltei sobre os telhados, o que se tornou uma coisa mais complicada que o comum... até porque né? A porcaria da minha arma mágica tinha evaporado!

Cheguei no aviário, mas não havia ninguém, nem guarda, visitantes, polícia... nada. Achei estranho e resolvi dar uma volta pelo lugar. Até que ouvi o som de um objeto quebrando no chão.

- QUEM ESTÁ Aí? - Perguntei feito um idiota, como se alguém fosse dizer "sim, eu estou na cozinha, precisa de algo?"

E maais uma vez senti falta do meu bastão, sem ele eu não era um Chat Noir completo, podia ser até meio... im... argh! Não consigo nem pensar nessa palavra! Im-im- po-impotente!

- Urgh! - soltei um gemido, quase vomitando só por pensar nessa maldita palavra.

Assim que entrei na ala de veterinária do aviario, me deparei com inúmeras pessoas, entre eles, uma pessoa me pareceu mais ao centro da situação.

O rapaz me olhou e ergui uma sobrancelha.

- Olha só o que o gato me trouxe! Acabaram seus surtos de raiva meu amigo? - senti uma enorme adrenalina ao ver meu primeiro akumatizado, Ivan, me olhar de cima enquanto eu me encostava no batente da porta.

~*~

Depois que Chat Noir se foi, estava na hora de eu fazer minha própria investigação, até porque, eu já tinha uma idéia do que ele encontraria por lá, mas precisava da confirmação.

Pulei pelos prédios e do nada, sem o menor aviso ou sentido, o bastão se desintegrou, simplesmente virou pó!

Pulei em um beco mal-iluminado e por lá fiquei.

- Destransformar! - senti a magia me deixar e Tikki planou fraquinha até minhas mãos. Dei-lhe um cookie que havia sobrado do café da manhã.

- Mari? Por quê isso? A Ladybug não devia estar em ação? - indagou-me a pequena, dando uma abocanhada em metade do cookie, que tinha 2x o seu tamanho.

- Respostas... meu talismã me fez mandar Chat Noir para um lugar... digamos... peculiar! E eu acho que sei o que é, mas preciso que confirme minha teoria...

-Sim... qual sua teoria Marinette?

- É outro não é? Precisamos de reforços!

- Se você quer saber se outro miraculous vai entrar em cena? A resposta é sim. Esse vilão é muito poderoso Mari... mas espera... se esse vilão está aqui... Ah não! Algo aconteceu! O Mestre nunca o libertaria tão cedo depois do que aconteceu... Marinette você precisa impedir o Chat Noir! Eu não estou no momento de encontrar aquele desprezivel!

-Quem Tikki? E-eu não estou conseguindo te acompanhar!

- O miraculous do galo Marinette! Com o poder da invocação das chamas mais profundas do inferno!

- Então esse miraculous pode acabar com a cidade?

- Não literalmente! Ele queima a alma! Te trás alucinações perigosas e que podem te corromper se não souber lidar com elas! Nem eu suporto aquele kwami, o Plagg então nem se fala! Ele tem um ciume de Orikko que pode ameaçar a segurança, não só de Paris, mas de todo o planeta, e se bobear o universo também corre risco! Precisamos encontra-lo, agora!

~*~

- Chat Noir! Preciso de sua ajuda - disse Ivan.

Já estávamos no corredor, afastados do restante das pessoas para que nossa conversa não causasse alvoroço.

- O que foi?Apareceu um rato na sua cozinha? Desculpe, estou meio ocupado no momento, acho que você soube do akuma não é? Então eu já vou indo nessa! - Virei-me, mas ele me segurou pelo braço.

Uma raiva incontrolavel me invadiu e eu mordi a lingua para não meter um cataclismo na cara daquele imbecil. Espera, desde quando eu não gostava do Ivan? Nós eramos amigos, quer dizer... colegas, ou conhecidos... uma coisa indefinida, mas não havia motivo para a vontade incontrolavel que eu sentia de amassar a parede com o nariz dele.

- Eu tenho um kawami!

- Pera, o que? - soltei uma gargalhada que durou tanto tempo que meu abdomem começou a doer. - Kawami? Isso é um tipo de DST?

- Não! Claro que não! Aquela coisinha, aquele bichinho que transforma você e a Ladybug em heróis.

- Pera, VOCÊ TEM UM KWAMI? UM MIRACULOUS? - E lá se vai meu bom humor - Como você conseguiu um? O quê você fez? - encurralei-o contra a parede e o levantei pelo colarinho.

-E-eu não fiz nada! Eu juro! Um dia eu acordei e tinha uma caixa no meu quarto, até que eu abri e conheci uma galinha que flutua!

-Galinha? GALINHA? Sério isso garoto? Eu ja disse mais de mil vezes que não sou uma galinha! Eu sou um kwami, ententeu? K-w-a-m-i, kwami! Aliás, saudações Chat Noir, ou devo dizer, Plagg?

Soltei Ivan e me senti a fúria passar por minhas veias, deixando meu corpo rígido e senti que queria estrangular aqueles dois até a morte!

De repente senti a magia se esvaindo de mim, e a fúria deixando o meu corpo.

-DROGA! FIQUEM AÍ, VOCÊS DOIS!

Corri até a sala mais próxima e a magia se foi completamente, Plagg estava com um olhar insano e naquele momento, aquele pequeno serzinho que eu conhecia a pouco mais de 24 horas me botou mais medo do que eu havia sentido a vida toda.

-O mestre não podia ter feito isso, não ele! POR QUÊ ELE? - Socou uma cadeira e a mesma se transformou em pó, rachaduras se formaram no chão e o prédio todo tremeu.

- PLAGG!! - Ele voltou sua atenção à mim, as rachaduras pararam de crescer mas ele ainda estava com aquele olhar de psicopata, respirei fundo e tentei ser o mais breve possivel. - Será que você pode me explicar o quê esta acontecendo aqui?

- O que você quer saber? Tem direito a uma pergunta e depois voltamos para lá.

- Okay, tá bom! Só uma pergunta né... aí vai... Por quê aquele ódio todo? Como me destransformei do nada e por que diabos aquele garoto tem um miraculous?

- Pensei ter dito que era só uma!

- Olha aqui, eu te dou queijo, o quanto você quiser, mas você precisa me responder! Não posso ajudar se não souber o que esta acontecendo!

- Gostei da proposta, mas não é necessário, olha é o seguinte, eu te respondo quantas perguntas quiser, mas precisa ser depois! A não ser que queira que sua preciosa Ladybug nos veja conversando como se você visse kwamis por aí o tempo todo! Seu tempo acaba em 5, 4, 3, 2...

- Plagg, mostrar as garras! - no exato momento em que meu traje reapareceu, Ladybug abriu a porta e me olhou como se eu fosse um bichinho perdido e que ela havia reencontrado.

- Chat Noir?!? Você está bem! - ela correu e me abraçou.

- Uaau, agora eu estou surpreso! Qual o motivo do escandalo?

- Seu bastão simplesmente virou pó em minhas mãos, achei que o akumatizado tinha te pegado! E que bicho te mordeu? Por quê essa grosseria toda?

-Longa história!

~*~

Depois de conversar com Tikki me transformei e fui atrás de Chat Noir, mas ao invéz disso encontrei Ivan.

- Oi Ladybug. E-eu nem sei como te dizer isso, mas... - seus olhos me transmitiam insegurança, portanto não o deixei terminar a frase. Meu coração gelou e minhas pernas começaram a tremer, então eu o interrompi.

- Onde está o Chat Noir? Ele tá bem? Se feriu?

A unica coisa que ele fez foi apontar para uma das portas do lugar, quando entrei não consegui conter a emoção, e não percebi quando meus pés me levaram pra frente, nem quando meus braços o envolveram.

Me separei dele rapidamente e perguntei se ele estava bem, ele me respondeu com grosseria e conversamos por alguns segundos.

- Longa história - disse ele, e assim que sua boca se fechou, meti um tapa em sua cara.

- Ei! O que é que tacontecendo com você?

Voltei a abraça-lo, mas dessa vez durou pouco. Assim que me separei dele minhas emoções ja estavam sob controle. Saímos da sala e ele e Ivan me explicaram tudo.

- Olha Ladybug, resumindo, ele achou um miraculous, não tinha com quem compartilhar e ta achando que é problema nosso! Olha Ivan, eu não quero ser chato, mas nós tem mais o que fazer. Vamos Bugboo.

- Não - ele me olhou confuso e semisserrou os olhos. - Precisamos ajuda-lo! E se ele não aguentar a responsabilidade do miraculous? - cheguei mais perto dele e sussurrei: - talves consigamos descobrir quem deu os miraculous para ele e para nós!

- Se você quer brincar de detetive fique a vontade! Eu tenho um vilão para derrotar! Fique ai com o seu mais novo amiguinho.

Abri a boca para retrucar, para dizer que não precisava ter ciúme, mas assim que levantei o olhar, Chat já não estava mais lá.

- Ivan. Preciso que você se transforme, o dever nos chama.

~*~

Saí de lá furioso! Mas não era culpa da Ladybug, era uma coisa que ameaçava esmagar meu peito se eu não descontasse em alguém. Resolvi que o vilão seria um bom alvo, até porque ser rude com minha parceira não melhoraria em nada a situação. Mas eu ainda estava curioso.

Pulei em um beco e me destransformei, Plagg estava voando de um lado para o outro, inquieto, mas assim como a alguns minutos atrás, minha raiva se foi junto com Chat Noir, ou seja, quem estava irritado não era eu.

- Plagg você está bem? - que pergunta sínica, é claro que ele não estava bem.

Me concentrei para conseguir escutar o que plagg sussurrava sozinho.

- Aquele desgraçado! Não acredito que o mestre fez isso! Como ele pôde fazer isso comigo!?! E eu deixei a Tikki lá, sozinha com ele e aqueles humanos sem noção...

- Plagg, mostrar as garras! - disse do nada.

Não teria jeito. Essa conversa seria longa, e precisaria de um tempo que eu não posso me dar o luxo de gastar agora.

Já transformado, sentei-me no chão e fechei os olhos para tentar acalma-lo. Meu parceiro estava enfrentando problemas, mas isso também me afetava, e se eu quisesse ser um bom Chat Noir, precisariamos nos resolver.

~*~

Ivan se transformou e depois disso fomos até o vilão, que havia desaparecido do mapa, deixando apenas seu rastro de destruição. Lojas e casas esmagadas por cipós da grossura de um avião, pessoas presas no meio dos escombros e famílias chorando.

Descemos lá e oferecemos apoio. Depois de ajudar um pouco a ficha caiu, o miraculous do galo não devia estar a solta. Mas é claro! A gaiola trazia o significado, como eu pude não perceber.

-Psiiu

Acordei de meu devaneio com alguém me chamando. Olhei em volta, mas nada.

- Psiiu

Virei-me e vi um senhor, me chamando na entrada de um beco. Tinha barba branca, uma bengala e... perto dele flutuando... não pode ser, meus olhos devem estar me enganando.

- Um kwami? - falei alto demais, mas por sorte ninguém ouviu. Peguei meu ioiô e corri na direção do senhorzinho.

- Boa tarde, Marinette Dupain-Cheng.

~*~

Levantei-me e fui atrás de Ladybug, não seria tão dificil encontrar uma garota com uma roupa vermelha, cheia de bolinhas pulando sobre os prédios de Paris. Errado. Procurei-a por toda a parte, mas o akumatizado me encontrou primeiro.

Senti o choque um pouco abaixo do ombro e consegui ver quando a planta me atingiu. Droga! Pela dor eu já sabia que seriam algumas costelas quebradas.

Subi em um dos prédios e olhei em volta, procurando o desgraçado que havia me atingido.

- Onde está minha garotinha?- perguntou uma voz que me fez sentir arrepios onde eu nem sabia que existiam.

- Parece que você realmente não entendeu que eu sou homem... deixa eu te explicar de um jeito mais facil. - Girei o bastão e o chamei para a briga.

A provocação funcionou, ele veio pra cima de mim com uma fúria sem igual. Me atacava com uma velocidade impressionante e eu me defendia com algum esforço. Tive que apelar para o meu poder, mesmo sem Ladybug por perto, até porque, ela não manda em mim, eu também sou um herói e sei muito bem me cuidar.

- Cataclis... - não consegui terminar, porque enquanto eu invocava o poder da destruição, o vilão, que ainda tinha seu nome desconhecido, enrolou suas plantinhas do capeta no meu pescoço. DROGA! E agora?

~*~

-C-como?

- Não precisa fingir nada Marinette, eu sei quem você é.

Como aquele senhor conseguiu descobrir minha identidade secreta? No meu segundo dia como super-heroina!

- E-eu não sei do que o senhor está falando... - o kwami se aproximou de mim, ele era verde, era como uma tartaruguinha bebê, mas voava e parecia ver minha alma com seus olhinhos grandes.

- Você mente mal! Mestre tem certeza de que fez a escolha certa? - disse o pequeno, se virando para o senhor, que me encarava com divertimento.

De repente tive uma lembrança, uma coisa que aconteceu a poucos minutos atrás.

- Você, é você o mestre que a Tikki mencionou!



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