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História Juntos Por Acaso - Capítulo 22


Escrita por: LeonKennedyHarper

Notas do Autor


Leon decide levar Helena para conhecer um local que amava na capital brasileira. Enquanto isso, Vicky seguia seus planos para tentar atrapalhar os dois.

Capítulo 22 - O Bosque


Fanfic / Fanfiction Juntos Por Acaso - Capítulo 22 - O Bosque

Leon estava em silêncio de frente para o chefe da polícia local, enquanto lia alguns papéis sobre o recém preso que havia tentado matar a amiga dele. Ele ficou em silêncio, tentando parecer o mais calmo possível, apesar de estar nervoso de alguma forma. O homem coçou sua barba e deu um sorriso calmo.

- Tudo bem senhor Kennedy. Prendemos mesmo o homem em questão, mas ainda não tivemos tempo de falar com ele. E nem achamos que ele vá revelar algo. - O velho fala calmamente, parecendo um pouco cansado.

Leon ficou em silêncio notando que a polícia brasileira fazia as coisas de uma forma bem diferente da americana.

- Então façam ele falar, não é assim que funcionam as coisas? - O loiro pergunta finalmente perdendo um pouco de sua paciência.

- Não é assim que fazemos as coisas por aqui senhor. Os direitos humanos resguardam e protegem o homem. Ele tem direito a confessar o que quiser quando quiser. - Ele fala sério, encarando o homem.

Leon balança a cabeça caminhando de um lado ao outro da sala.

- Tem alguma chance dele sair dessa prisão por agora? Eu não quero que minha amiga corra esse perigo. - Leon fala sério.

- Por enquanto ele é um preso suspeito de tentar matar uma mulher. Ele só vai sair se provar ser inocente. O que acho difícil. - O policial fala sendo bastante sincero.

O loiro balançou a cabeça entendendo o assunto e se afastou, saindo da sala, sem falar adeus. Ele estava muito nervoso para ser educado naquele segundo. No meio de sua saída, acabou se deparando com Vitória, que vinha calmamente. Ao ver o homem, ela desviou o olhar fingindo procurar algo.

- Ok, eu nem preciso perguntar o que veio fazer aqui, não é mesmo? - Ele pergunta se aproximando da mulher.

- O hospital informou o que tinha acontecido e fiquei preocupado com você. Me falaram que você estava aqui. - Ela fala de forma calma, tentando parecer doce.

Leon fica em silêncio um pouco pensativo, colocando sua mão no queixo.

- Estranho, eu não me lembro de ter comentado com ninguém que iria vir aqui na delegacia. - Ele fala baixo.

- Certeza? O pessoal do hospital disse que tinha falado alto. Eu sei que deve não parecer, mas você anda meio paranóico por causa desse acidente da Helena. - Vitória fala calmamente.

O homem ficou em silêncio, enquanto algumas pessoas passavam bem próximo dos dois.

- Deve ser mesmo, eu acho que preciso descansar um pouco. Estou a dois dias sem dormir direito. - Ele fala sério.

- Viu? Eu sabia que tinha algo de errado. Você deveria voltar ao hotel e descansar um pouco. - Vicky fala séria.

Um silêncio estranho ficou entre os dois, a medida que ela encarava o homem. Não demorou muito para a resposta dele vir.

- Tudo bem, eu vou fazer isso. Nos vemos por aí então. - Ele fala de forma séria.

A mulher balança a cabeça sem falar mais nada, apenas sorrindo calmamente para ele. O homem se afasta, sem olhar para trás, indo em direção ao lado que o levaria até o hotel. Ele não ficava muito longe daquele lugar onde a delegacia local ficava. Vitória ficou parada, encarando ele, enquanto ia ficando cada vez mais distante. Assim que ele sumiu de sya vista, ela deu meia volta e entrou no grande prédio.

- Boa tarde moça, podemos ajudá-la? - Um dos policiais da recepção pergunta com calma ao ver a mulher chegando.

- Eu gostaria de visitar um dos presos. - Ela fala com um sotaque meio brasileiro.

- Bom, a senhora deverá seguir para a sala ao lado, fazer alguns pedidos para poder liberarem sua entrada na ala de visitas. Passar pela revista. Uma grande quantidade de coisas. Está ciente disso, senhorita? - Ele pergunta sério.

A mulher ficou em silêncio, enquanto observava calmamente o homem. Não demorou muito e ela deixou a mostra, uma nota de dinheiro, em dólares. O policial ficou sério, mas aos poucos foi entendendo o que ela queria dizer. Ele pegou o dinheiro de sua mão e balançou a cabeça.

- Tem 5 minutos com ele, tudo bem? Se não irão achar estranho. - Ele fala sério, guiando a mulher até a cela onde Tião estava.

O homem ficou surpreso ao ver a mulher e se aproximou da cela. Vitória notou que não havia mais ninguém próximo dele e puderam conversar sem se preocupar.

- Como entrou aqui tão rápido? - Ele pergunta com calma.

- Bem que você disse. O povo aqui gosta de um suborno. - Ela fala rindo.

.

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Helena estava exausta, em mais um dia de trabalho. Ela tinha que entregar um último cachorro na casa de seus donos e estava livre para poder ir embora. Ela bateu na porta da casa, e foi recebida de forma bastante educada por um casal de idosos.

- A vocês cuidaram bem do meu Fluffy, isso é sensacional. - A mulher fala pegando o pequeno cachorro no colo.

- Ele comportou bem. - Helena fala sorrindo calmamente.

- Agradecemos pelos serviços Helena. Você é uma boa mulher. - A senhora fala.

A morena deu um sorriso e começou andar em direção a sua casa. O dia estava um pouco mais quente que o normal naquela região do país e isso fez ela se cansar rápido. Quando menos esperou, sentiu alguém cutucar no seu ombro sorrindo.

- Leon? Que susto, não me faça isso mais. - Ela fala colocando sua mão no coração.

- Eu sabia que iria se assustar. Mas eu vim perguntar se você quer conhecer um lugar hoje? - Ele pergunta com calma.

A mulher ficou em silêncio. Já fazia alguns bons dias que não pegava um tempinho para si própria e isso poderia ser bom. Seria até interessante para se recuperar do acidente. 

- Bom, eu acho que tenho um tempo livre, onde fica? - Ela pergunta sorrindo.

Leon pegou em sua mão e assim ambos caminharam em direção a um pequeno bosque que ficava na cidade. Não era tão movimentado como a praia, mas transmitia um ar fresco diferente de todos pontos que ela tinha ido até hoje. Ambos estavam em silêncio, caminhando em direção ao local.

- Eu venho aqui quando quero escapar um pouco das dores de cabeça que a cidade grande me deixa. - Ele fala sentando em um banco calmamente, enquanto ela fazia o mesmo.

- Eu sei bem como é. Não posso mentir Leon, eu sinto falta dos EUA. Ainda mais sabendo que a Vitória pode ter me feito vir para cá, de propósito. - Ela fala com calma.

Leon ficou em silêncio. Ele era ruim com as palavras, bem diferente dela. Isso fazia algumas pessoas pensarem que ele não se importava com as coisas que aconteciam ao seu redor, mas não. Ele só era difícil com as palavras. Dessa vez ele decidiu falar algumas.

- Tudo bem. Eu sei que sente falta. Você deve fazer o que seu coração quiser. Eu não posso mentir que ficaria feliz se voltasse ao país que nasceu. Onde eu estou. Mas é sua decisão. - Ele fala com calma.

Helena parecia ter gostado daquelas falas. Ela deu um sorriso e colocou sua mão na barriga, sentindo de leve um chute.

- Eu, posso? - Leon pergunta com calma não se contendo.

- Pode sim, é sua filha também, não é mesmo? Isso queira a Vitória ou não. - A morena fala rindo.

O homem passa sua mão na barriga de Helena sentindo a menina chutando calmamente. Isso fez com que ele ficasse bastante emocionado. O homem deixou uma lágrima escapar, fazendo Helena rir um pouco.

- Eu não sei se você vai aguentar quando ela nascer não. Só de sentir seus chutes já está se derretendo em lágrimas. - A mulher fala.

- É que eu nunca pensei que um dia teria uma filha. Era algo que eu sempre sonhei em segredo, mas nunca achava ninguém que eu pudesse contar com isso. E com Vitória, foi uma prisão. Eu não me sentia a vontade para termos um filho. - Ele fala.

Helena ficou em silêncio, enquanto pensava em algo para falar.

- Confesso que comigo sempre foi o mesmo. Eu não confiava em ninguém para depositar esse desejo. Até aquela nossa noite. Eu não fiz com a intenção de ter uma filha, mas quando eu descobri que estava grávida, quis gritar de alegria, ainda mais sabendo que você era o pai dela. - A mulher fala.

Ambos ficam em silêncio. Nesse instante o telefone do homem começa a tocar e ele pensa em desligar.

- Atende. Pode ser importante. - Helena fala segurando a mão dele.

Leon balança a cabeça e se afasta um pouco, indo atender o celular. Era a voz de Vitória do outro lado. Ela parecia um pouco eufórica.

- Então meu bem, eu estou quase indo embora do Brazil. Não quer me fazer uma companhia enquanto eu fico por aqui? - Ela pergunta parecendo um pouco animada.

- Droga Vicky, você sabe que não temos mais nada. Porquê ainda me liga? - Ele pergunta nervoso.

- Eu só pensei que podíamos fazer algo. Onde você está? - Ela pergunta com calma.

- Eu não vou falar Vitória. Me deixa em paz. - Ele fala desligando.

A mulher fica em silêncio, pegando seu telefone e ligando um aplicativo por onde conseguiu achar a localização de Leon. Ele estava em um ponto turístico famoso da cidade de Fortaleza. Ela pediu um táxi e seguiu para lá, sem muita demora.

- Era a Vitória? - Helena pergunta com calma, enquanto ele voltava.

- Sim, mas eu desliguei. Vamos voltar ao que estávamos conversando. - Ele fala sério.

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Vitória chegou no bosque onde Leon estava alguns minutos depois, indo em direção ao portão principal. Ela pode ver Helena com o loiro de longe, conversando animadamente.

- Eu deveria deixar eles em paz por hoje. Não quero levantar nenhuma suspeita...ou ir la e estragar tudo como eu amo fazer. - Ela fala rindo, se aproximando dos dois.

Leon ficou em silêncio ao notar a mulher vindo. Ele pega na mão de Helena com a intenção de protege-la de alguma forma.

- Eu pareço um monstro chegando. Calma. Não farei mal a vocês. - Ela fala rindo.

- É que estamos sozinhos aqui Vitória. Não pode deixar a gente quieto, por um dia? - Leon pergunta de forma séria.

A mulher ficou em silêncio. Ela tinha uma aparência brava e estava rindo parecendo uma doida. Isso deixou Helena um pouco incomodada.

- Tudo bem vai, vou deixar o casal aí, feliz, sem mim. - Ela fala se afastando.

- Escuta aqui Vicky, eu não sei o que você anda tramando, mas a filha que Helena está esperando é minha filha também. Se acontecer algo com ela, eu não respondo por meus atos. - Leon fala se levantando.

- Calma lá bonitão, está me acusando do que dessa vez? Tem alguma prova? - Ela pergunta rindo.

Leon desvia o olhar e fica em silêncio, enquanto voltava para o banco. Vitória se afasta, saindo do lugar e deixando os dois sozinhos novamente.



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