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História Júpiter - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu não vou falar nada, só sinta e chorem comigo com essa coisinha que foi inspirada em Jupiter do Flower Face.

P.S: Valeu @lunaqwi pelo plot, pela motivação e FELIZ ANIVERSÁRIO CACETE, mesmo que isso não saia no dia 08 ainda :) te amo mana

Capítulo 1 - Único; No que está pensando Baekhyun?


JÚPITER

por ChanBaekina_

 

Não eram comuns os dias em que aquela calmaria tão sórdida se estendia pela pequena cidade em que viviam. Era um lugar um tanto distante das grandes cidades, mas não quer dizer que era calmo e sossegado, na verdade era muito mais que badernoso, principalmente por conta das pessoas retrógradas e tão grosseiras que um mísero probleminha se tornava uma explosão de xingos, além de duas famílias totalmente brigadas.

Já foram vários os casais separados por famílias em guerra e tão injustamente que era o maior motivo de não haverem mais jovens por ali; todos correram a tempos das amarras ridículas que os X tinham contra qualquer um dos Y porque a porcaria de um dos caras não pagou um saco de batatas chechelento.

E nem faz sentido eu estar falando sobre isso, afinal, aqueles dois moleques largados não tinha nada haver com aquilo, não se sentiam no lugar certo, principalmente por não gostarem de vozes altas, fofocas, ou o vocabulário pútrido que usavam um contra o outro, tão pobre e cheio de abreviações, ah, tão horrível! 

Mas eles não gostavam muito de falar sobre essas coisas de sentir ou não sentir, se incomodar ou não se incomodar, apenas se juntavam em algum momento do dia, sem marcar qualquer que fosse o destino ou hora, e permaneciam, até que o sol descesse por entre as nuvens e Baekhyun reclamasse de dor nas costas, por ficar parado por muito tempo em um lugar só. 

As vezes haviam algumas boas cervejas envolvidas, quem sabe uns cigarros, sexo embriagado e um bordão de exatos dez segundos da mãe do Park, xingando ambos de vagabundos sem vida e só não metendo palavrões sobre a mãe do Byun porque ela sempre pagou os aspargos, além de trazer canja quentinha em todos o invernos. 

Um anjo de mulher com uma porcaria de filho, ela dizia, se auto injustiçando por ser a mesma coisa consigo, mas, ah, se ela soubesse os pensamentos do mais novo sobre si, provavelmente teria mais cabelos brancos do que aquela tinta vermelho vinho era possibilitada de cobrir. 

Era provável que a única dupla de famílias ainda não brigada era a Byun e a Park. 

O mais baixo ainda resmungava sobre como sentia saudades de alguns dos Kim, um membro de cada uma das três famílias com aquele nome ridiculamente comum, porque eram nelas que haviam os melhores pretendentes, além de que eram com certeza os mais bonitos, estava sempre choramingando quase que exatamente estas palavras. 

E Chanyeol até poderia se sentir ofendido, mas no final ele apenas ria soprado de tudo isso, dando um gole na garrafa cheia de cevada e álcool, pois sabia que se fosse verdade, Baekhyun daria um jeito de ir atrás daqueles moleques, porém estava ali com ele, transando e bebendo.

— É Baekhyun, talvez eu concorde com você.

E novamente sorria ladino para os pequenos olhos quase marejados em uma atuação digna de prêmio, espiando a expressão chorosa se fechar lentamente e as costas curvas decairem sobre o colchão ao qual já fizeram tantas coisas pecaminosas, assistidas apenas pelo vento frígido, a lua cinzenta e as corujas curiosas, que já deveriam julgar até suas próximas gerações.

O rostinho fino e cheio de traços bem desenhados se fazia neutro, mas ele sabia que sua cabeça estava lotada, poluída de pensamentos inoportunos sobre coisas que nunca entenderia, pois não se preocupava com coisas que às vezes Baekhyun se preocupava demais sem perceber.

— No que está pensando? 

Até tentava entender, sempre tentou, mas o Byun realmente abominava falar de sentimentos, então nunca chegavam a algo, mesmo que sempre parecesse que ele queria lhe entregar o mundo em palavras emboladas sobre coisas que jamais esperou ouvir.

— No pauzão gostoso do Kim mais novo, por quê?

Revirou seus olhos grandes e Baekhyun se lembrou de algumas cenas, mas apenas riu e se sentou sobre o colchão mal forrado com um lençol laranja claro, as cobertas nem se encontravam mais lá e o clima quente passava aos poucos, incomodando tanto os corpos quanto a bendita janela aberta ao canto.

— Por que está tão curioso agora, Park? - encarou de frente o corpo alto largado sobre a cadeira que acompanhava a escrivaninha, esta cheia de garrafas vazias e bitucas de cigarros. Apostava que nem metade delas era fruto daquela noite. Chanyeol nunca ligou pra bagunça, de qualquer forma.

— Por que você é tão arrombado, Byun? - preguiçosamente levou a boca da garrafa até a sua e entornou o resto do conteúdo, logo depois pousando o fundo gelado sobre sua coxa desnuda e suada. 

O rosto de Baekhyun estava entre um divertido e interrogativo. As sobrancelhas falhas demonstravam uma pergunta explícita de "eu?", fazia-o até querer rir de si mesmo, por conhecê-lo tão bem e ao mesmo tempo tão mal, a ponto de entender suas expressões, mas não seus pensamentos desgraçados e escondidos como um verdadeiro tesouro.

— Você mesmo, seu merda. - apontou para o rosto branquelo e este deu um sorriso divertido por saber que aquilo era alguma brincadeira do mais novo. — 'Tava até agora choramingando por macho, e quando eu digo que concordo, você fica todo caladão e nem quer me explicar. - Chanyeol dando bronca era quase uma piada. Para ambos, eu digo, porque ele mal se aguentava entre as palavras tortas que saíam lentamente de sua boca brilhante sob a luz fraca de uma lâmpada indesejavelmente amarela. — A gente acabou de transar, seu cuzão, ainda está melado de suor e porra, para de pensar em pinto! - se jogou na cama ao lado do menor, que ria audivelmente demais para uma hora daquelas, mas não estavam nem aí para as broncas, estavam se divertido afinal.

— É Chanyeol, eu sou um merda, mas pensa pelo lado bom, ao menos sou gostosinho. - jogou seu corpo pelado sobre o outro, horizontalmente, com o peito sobre o seu e o rosto apoiado sobre sua mão enorme. As pequenas presas caninas se encontraram com ambos os lados da pele branca, porque sim, Baekhyun era estranho, e preferia morder a mão do amigo como uma mania do que jogar ao vento todas as suas preocupações. Novamente, não é como se Chanyeol se importasse. — Você é tão boca suja quanto sua mãe. - riu da ironia do outro sempre estar reclamando, assim como a si mesmo, do vocabulário baixo de seus familiares, mas não passavam de dois hipócritas, mesmo que apenas nas horas em que o álcool subia.

— Vai dormir, seu fedido. - empurrou o corpo para o seu lado e assim que ele deitou, botou as costas da mão sobre a boca pequena, sentido-o morder-lhe novamente. 

— Eu sempre soube que você gostava disso. - riu sozinho e fechou os olhos, logo o ambiente estava escuro e mais nada se ouvia além das respirações.

Era quase sempre assim. Todos os dias, quase a mesma rotina, sempre a mesma pessoa e a mesma marca de cigarros. Não se importavam de viver daquele jeito solto, com menos responsabilidades do que chances de ficarem por um dia todo sem pensar ao menos uma vez no outro. Então beber, fumar, transar e conversar sobre qualquer merda depravada era o que lhes restava, escondidos da sociedade de bosta em que viviam e abertos para aquele desejo despreocupado que nunca acabaria.

Ou melhor, eles achavam que não. 

Há algumas semanas, não estavam fazendo nenhuma daquelas coisas além de reunirem-se sob o mesmo teto de madeira escura, respirando tão lentamente quanto a brisa veraneia que atingia o país oriental, com regatas e bermudas desenterradas do mesmo lugar que haviam metido antes do último verão acabar, sem qualquer cigarro ou qualquer bebida, pois o dinheiro de ambos estava completamente esgotado.

Não esperavam que toda aquela relação fosse segurada por um garrafa e um maço, mas parece que eram covardes demais sem a injeção de coragem, mais um turbilhão de adrenalina, que aquelas porcarias viciantes lhes causavam. 

Então continuaram apenas assim por longos dias. Chanyeol tentando decifrar a mente de Baekhyun e este tentando pensar menos nas merdas que o perturbavam em seu cotidiano. E não, não pense demais você também, não eram coisas graves que se passavam por aquela cabecinha de vento, não há nenhum agiota no meio de toda essa história, apenas preocupações excessivas que ele sentia não carecerem do prazer externo, afinal, para que dizer? Quem iria o ouvir? Bom, o Park ouviria, mas ele não tinha certeza se era exatamente isso que ele gostaria de ouvir.  Não tinha certeza de nada, esse era o problema, não conseguia simplesmente deixar de pensar no amanhã como se ele não fosse existir porque conhecia muito bem o gosto amargo do arrependimento, coisa que Chanyeol era completamente desprovido.

— Ora, por que 'cês passa o dia todo deitado desse jeito? Nem dizem nada! - exclamava a avó de Baekhyun, uma senhora atrevida e sem qualquer filtro em suas palavras, dizia o que lhe vinha na telha e sem demora, quase que completamente o contrário do Byun mais novo com as palavras.

Ambos viraram a cabeça em direção a porta e enxergaram a velhinha, suas sandálias rosadas e suas sobrancelhas arqueadas. O mais alto insistia existir uma semelhança imensa entre ambos os Byun, mas Baekhyun nunca admitia, mesmo que até as poses e expressões fossem iguais. 

E a pensar que aquele dia era para ser apenas mais um da semana, porém a mãe do mais velho estava cansada de vê-lo ir até a casa dos Park e nunca trazer o amigo para visitá-la. Então, tomando uma atitude ela mesma, convidou o altão para fazer companhia ao filho em um almoço em família e ali estavam eles, Baekhyun, Chanyeol e quase todo o resto da família Byun na mesma casa apertada, sem qualquer abafador de som além do rádio velho e pequeno que o mais baixo deixava sobre o criado mudo, tocando rocks de bandas que nem sabia o nome, mas admirava o talento.

— Estamos entendidos dona Byun. - respondeu o mais alto, por educação e porque o outro não deu indício algum de que iria responder a mais velha.

— Ah, mas, na minha época num existia isso! Nós sempre dava um jeito de arranjar diversão. - ela continuava se mantendo na mais pura indignação, agora com a sola fina das sapatilhas batendo apressadamente contra o chão e as sobrancelhas pálidas ainda erguidas sobre o cenho, até que era uma cena fofa de se ver.

— Vó, normalmente a minha diversão é realizada quando não tem ninguém por perto, então, se você me der licença... - ia dizendo despreocupado, apenas para despistar a velha, mas agora o olhar indignado que fervia em seu rosto não era mais de sua vovó.

— Baekhyun! - Chanyeol disse alto, mas a risada também veio no mesmo tom. Aquela porcaria de moleque descarado! Não entendia o porquê de não se acostumar com aqueles tipos de comentário. — Acontece, senhora Byun, que não tem muitas coisas que jovens podem fazer nessa cidade, e… eu não nasci pra agricultura. - fez uma careta desgostosa, pensando em quantas vezes sua mãe já disse que teria de arranjar responsabilidade para cuidar das plantações depois da morte de seus pais, sendo que provavelmente só venderia tudo aquilo e seguiria sua vida como o jovem arruaceiro de merda que era. 

Talvez nunca deixasse de feder seu espírito jovem por aí, Kurt Cobain que o diga, porém preferia viver desse jeito mesmo, sem qualquer coisa que pudesse prender sua cabeça tola.

— Pois então eu mesma vou arranjar algo pra vocês, jovenzinhos. - e então saiu andando por entre o corredor, deixando aquela estranha expectativa ruim pairando sobre a cabeça de Baekhyun e Chanyeol. Quer dizer, o último ainda não estava ligando muito, não é como se ela fosse obrigá-los a fazer algo que não queriam, então desde que não tivesse haver com o rancho e principalmente com os porcos, ele se manteria naquela good vibe.

Mas fôra realmente legal o tempo em que passaram divagando sobre o que aquela dona estava aprontando, até o momento em que se esqueceram completamente do que estava prestes a acontecer e não tinham ideia do que seria, porém, ah, estava demorando tanto! Jovens não tem tempo pra esperar, apenas para jogar fora. Esse é um conceito da vida que ninguém nunca irá entender.

— Baekhyun, o que você acha que sua avó está tramando? 

Eles estavam novamente no colchão de Chanyeol, sem cervejas e sem cigarros, apenas o ar que entrava pela janela e enchia seus pulmões, além do baixo canto das corujas com seu famoso "ouh". Só não achavam mais irritante do que pombas.

— Desencana Chanyeol, já faz uma semana, ela até já esqueceu. Não vai rolar nada, acredita em mim. - se levantou e esticou suas costas doloridas de quem não fazia absolutamente nada, espreguiçando-se e fazendo sua camiseta branca levantar alguns centímetros, coisa que Chanyeol aproveitou para apertar sua cintura.

— Eu já disse que adoro suas gordurinhas? - vocês não tem ideia do quão ridiculamente fofa foi aquela cena. O Park estava largado sobre a cama, com os cabelos bagunçados e uma cara de sono conveniente para o horário, ele fazia um pequeno biquinho a cada palavra proferida e aqueles olhinhos eram completamente contraditórios a pose de machão viril que ele costumava ter em frente aos outros. Baekhyun se achava ridículo por sentir tantas coisas apenas com aquilo.

— Larga de ser romântico, moleque. - deu-lhe um tapa fraco na cabeça e riu da cara de cachorro sem dono que ele fazia, obviamente uma brincadeira idiota com sua mente e coração.

— Só quando você largar de ser pervertido. - em um ato mais infantil do que o normal, botou sua língua pra fora e fez uma careta em direção ao Byun, este que teve um momento indignação logo após.

— Ya! Já fazem duas semanas que eu não faço nada com ninguém, seu babaca. - o drama foi imenso, mas não é como se fosse verdadeiro, real era o fato de Baekhyun ser um ótimo ator a olhos nus, àqueles que não entendiam suas piadas e não o conheciam o suficiente para saber que o único fio não pervertido do Byun se encontrava na ponto da franja, aquele que preferia carinhos amorosos ao invés de uma noite quente de no máximo duas transas antes que desmaiasse de sono. Vamos ser realistas aqui, não há casal gay que aguente mais de duas fodas.

— Isso não te faz menos pervertido Baekkie. - os olhos pequenos foram revirados e Chanyeol se lembrou de algumas cenas, porém ele não era discreto quanto o Baekkie, preferia ser mais inconveniente e paspalhão. Admitia que era realmente um incômodo quando queria, mas ninguém nunca reclamou além do ser impaciente a sua frente. — Aliás, seus pensamentos devem estar no pau do Kim de novo, está até revirando os olhos. - provocou e zombou, sem nenhum pingo de insegurança ou ciúme sobre suas pupilas, apenas a mais pura encheção de saco de sempre, porque sabia que se garantia quando o assunto era Baekhyun e aquele corpinho esbelto.

— Deve ser mesmo, acho até que vou atrás dele. - isso na língua de vagabundos depravados significa, tô indo embora e não quero me despedir porque vou acabar ficando, e felizmente ambos era bem fluentes na própria língua, a ponto de rirem de porcarias como aquela. — Até logo paspalhão.

— Até logo depravado. 

E assim cada um foi para seu canto. Baekhyun atravessou a rua para talvez ficar em sua casa e Chanyeol atravessou as pernas grandes pela cama, ambos com apenas uma coisa em suas próprias cabeças, a vontade sedenta de se reunirem novamente, nem que fosse apenas para respirar no mesmo ambiente.

Não demorou muito para que se reunissem, na verdade, não foram precisas mais que horas e o nascer da noite para que o Byun invadisse a casa do outro pela janela baixa de seu quarto, e ele não fez absolutamente nada, apenas se chegou para o lado e esperou ele deitar em sua cama, ambos com a cara amassada do sono e a falta dele, porém talvez por motivos diferentes.

— Eu estava pensando em você. - ou totalmente iguais.

— A vovó está organizando um cinema ao ar livre. - iguais como as reações de Baekhyun a sentimentos, combatendo com outros assuntos antes que extrapolasse nas palavras. — Ela é completamente biruta.

— Ou você que é completamente sem graça. - Chanyeol se deitou de lado, encarando o perfil cheio de marcas de acne do mais baixo enquanto este respirava lentamente, calmo, era raro vê-lo sem qualquer tensão daquele jeito. — Imagine que incrível seria isso! Eu, você, uma noite legal, um filme bacana, minha Pickup caindo aos pedaços e um clima agradável. Vai ser foda. - por algum motivo jogado ao vento, o Park se sentia animado para aquilo, mesmo que talvez o filme fosse sobre agricultura - como qualquer porcaria naquele lugar idiota -, era algo que ele queria experimentar com o melhor amigo porque, sei lá, não tinham muitas paradas daquelas por ali, nem entre as áreas de longe para caralho até a puta que pariu, afinal era quase que literalmente só mato.

— Você vai me convencer a transar no carro, não vai? - virou o rosto levemente, com um sorriso largo em seus lábios, mais feliz que normalmente e até um pouco chapado, Chanyeol não sabia dizer, mas estava com ele desde cedo e tinha certeza de que não viu nenhum cigarro passando por aqueles lábios finos - até porque se tivesse visto, teriam dividido.

— Não sei. - era estranho pensar que Baekhyun estava se drogando sem lhe dizer, mas não sentia cheiro algum nele e só tinha um jeito de saber o gosto, mas depois tentaria isso, talvez por agora ele só quisesse paranoiar algumas coisas que não era acostumado a fazer, porque ao menos por um momento deveria entender o amigo complicado, que agora colava o rosto em seu braço e passava a língua lentamente pelo seu músculo pouco formado. 

Não era acostumado a ver ele plenamente feliz, relaxado, sem ter alguns de seus vícios envolvidos. Era normal sempre olhar para ele e ver seu cenho franzido, o corpo denso e seus olhos transpassando um milhão e uma preocupações, porque olhava demais para coisas que ninguém mais olhava, se importava demais com coisas que nem todo mundo se preocupa, que Chanyeol não se preocupa e prefere ignorar. Era complicado, confortavelmente complicado e não imaginaria aquele pequeno ser sem lhe trazer no mínimo mil dúvidas sobre seus pensamentos, afinal seria tão chato conhecê-lo totalmente quando se podia viver uma vida sem respostas do que poderia acontecer.

— Então eu não quero ir. - sim, ele estava drogado. Com certeza e sem dúvidas, porque o Baekhyun que conhecia não se deixaria falar desse jeito, ele se perguntaria se deveria dizer, se o Park gostaria de ouvir, e ele até gostava, mas preferia não transparecer, os momentos de ousadia inesperados e envolvidos pela fumaça cinza da nicotina era os mais deliciosos de se presenciar. O Byun conseguia ser tão fodidamente sexy quando queria.

Então, só para comprovar suas conclusões, segurou as bochechas do mais baixo com dois de seus dedos longos e fez com que ele olhasse para si, abaixando seu corpo até que ficassem na mesma altura e metendo de primeira sua língua para dentro da boquinha bonita, assim que os lábios se uniram. 

Se ele pudesse ver o rosto de Baekhyun, com certeza riria, porque aqueles olhinhos que diziam claramente um "que porra é essa?" eram hilários, não precisava ser um gênio da leitura corporal para saber. Porém, essa pose não durou muito mais que cinco segundos, era completamente impossível prestar atenção em outra coisa que não fosse aquela língua grosseira tocando cada parte de sua boca em um beijo agressivo. Porra, Chanyeol tinha um poder tão fodido sobre si, que mesmo que inesperadamente, conseguia fazer seu corpo todo pulsar em apenas um toque.

— Filho da puta… - tão rápido quanto aconteceu, acabou. O beijo não durara muito e assim que terminou, o Park juntou ambas as testas e xingou baixinho, rindo logo em seguida, pois sua capacidade de se preocupar não era tão longa quanto esperava. — O que já dissemos sobre maconha, Byun?

— Não fumar se não quiser morrer, eu já sei Park, só estava precisando extravasar. - as pequenas esferas castanhas se reviraram enquanto dizia, em um tédio palpável, típico de adolescentes quando faziam coisas erradas, mesmo que aquele desgraçado não fosse adolescente a bons quatro anos e suas coisas erradas fossem mais graves do que de um humano de dezessete anos. — Não temos dinheiro para cigarro, então eu peguei um pouco com o filho mais velho dos Shin. Mamãe não percebeu e não é você que vai contar.

— Como pagou se não tem dinheiro? - estava sério, diferente do Chanyeol bobo que dava bronca horríveis. Era possível até ver os dentes trincados em uma mordida forte demais dentro da boca, o maxilar apertado, beirava até o ameaçador, mas a única coisa que Baekhyun sentia olhando para seu rosto era desejo e tesão, o suficiente para fazer-lhe pulsar de novo.

— Tem coisas que não se pagam com dinheiro. 

E com certeza o Park teria dado um soco naqueles dentes bonitos se não fosse Baekhyun ali, se não fosse aquele filho da puta nojento que conhecia a mais de todos os anos em que viveu, com aquela ligação cósmica que adorava rir da besteira que parecia e porra, como poderia ter um amigo tão imprudente? Por que estava se sentindo tão irado com aquela menção, hein? Uma coisa era o Baekhyun brincar de desejar outros, outra coisa era ele ir atrás de outros procurando algo em troca, quase como uma prostituição e isso era tão pútrido que Chanyeol deveria se sentir enojado, mas não conseguia, não sentia, porque aquele filho da puta nojento ainda era o Baekkie, ainda era a porra do seu Baekkie.

— Tá bom. - foi apenas isso que disse, antes de virar seu corpo contra a parede, até que seu nariz estivesse encostado nela e suas costas estivessem viradas para o Byun. 

Fechou os olhos em uma tentativa falha de fingir que estava sozinho naquele quarto, mas o cheiro de avelãs e batatas doces nunca deixariam de seguir seu olfato, juntamente com os dentinhos finos mordendo de leve seu ombro antes do ressonar suave tomar conta de seus ouvidos. 

Por um momento estava na pele de Baekhyun, com sentimentos demais no peito, a cabeça cheia demais e apenas por um motivo, aquele serzinho deitado do outro lado da cama. E ele queria não se importar dessa vez, queria simplesmente não ligar para o que o outro fazia, mas não acham que já se foram muitos anos daquela mesma coisa? 

Bom, talvez não, porque essas complicações não duraram mais que dois dias e duas lágrimas. Chanyeol descobriu também ser bom em aceitar coisas óbvias.

— Eu disse que não ia ter sexo e mesmo assim você veio, estou impressionado. 

O baixinho entrava pela porta do passageiro de sua Pickup 79 amarela e bem enferrujada, com uma calça jeans bege e uma camiseta quadriculada, os cabelos descoloridos dando um charme despojado e lindo para toda a peça. Talvez fosse a primeira vez em que Chanyeol prestava realmente atenção em algo por tempo demais, que não fosse as estrelas e seu teto marrom escuro.

— Achei que deveria me redimir por esses últimos dias.

Baekhyun não falava dos últimos acontecimentos, falava realmente dos últimos dias. Há exatos quatro dias não via aquele carinha pulando sua janela para jogar tempo fora e a quatro dias passou pelos piores momentos de sua existência, sentindo ansiedade, frustração, medo, insegurança, coisas tão ridículas que não entendia como haviam pessoas que conviviam com isso. Talvez não fosse tão forte quanto pensava, apenas tão sem emoção quanto não esperava.

Deu partida naquela lata velha e o barulho incômodo que ela fez foi estrondoso, quase com um praguejo em um leito de morte antes da hora, porque por sorte aquela joça ainda andava. 

O caminho não era nada longo, apenas alguns minutos para dentro daquele lugar que alguns chamavam de cidade, onde havia um centro um tanto ultrapassado que não passava de uma fonte velha, vegetação e alguns comércios. Lá agora havia uma grande estrutura que apoiava uma - tão enorme quanto - lona branca, que provavelmente serviria para o telão da noite.

Agora fazia sentido toda a eternidade que a vovó Byun demorou para organizar aquilo, porque, mesmo que fosse com coisas bem simples, reconheciam o trabalho que a mais velha teve para fazer. Depois Baekhyun a agradeceria corretamente, sem qualquer ironia ou sarcasmo em sua voz.

— Que filme vamos assistir, dona? - perguntou Chanyeol, parando o carro lentamente ao lado de onde a avó do mais baixo se encontrava, esta que recepcionava o pessoal que ia chegando com um grande sorriso.

— Você vai ver moleque, agora estacione em algum lugar aí. 

E por mais que tenha parecido mal educado, o Park sorriu com o modo que foi tratado, porque mesmo sendo grosseira e um pouco ignorante, aquela era a forma dela dizer que não precisava mais de regalias na fala, porque já era da família, como mais um neto arrogante que tinha.

Levou o carro até um lugar um pouco distante dos outros, abaixo de uma grande árvore que cobria parcialmente o teto da pickup com sombra. Queria ficar um pouco a sós com Baekhyun, mesmo sabendo que alguém provavelmente iria estacionar bem ao seu lado por inconveniência. 

Só era possível avistar os Byun, com certeza metade da família já estava ali e ainda faltava mais um penca para chegar. Era incrível como os parentes do baixinho nunca acabavam, porque eram muitas pessoas, poderia até intitulá-los como uma família coelho pois era gente que não acabava mais. 

Tinha certeza que ali só viriam a sua família e a de Baekhyun mesmo. Ainda estavam todos brigados com o resto da cidade - menos eles, é claro -, então era normal ver apenas pessoas baixinhas e fofinhas que nem seu melhor amigo. 

— Seus pais não vêm? - soltou a pergunta no ar, olhando a falsidade de sua família pelo vidro do carro, cumprimentando uns aos outros sendo que nem ao menos se falar eles faziam, apenas mantendo aparências em jantares uma vez por trimestre.

— Minha mãe inventou uma gripe e meu pai não confia a fazenda em ninguém, já deveria ter imaginado. 

A verdade é que os Park nunca foram muito sociáveis. Eram apenas três, Chanyeol, sua mãe e seu pai, sendo que o último morava na fazenda da família, por não confiar o terreno nem a sua própria sombra. A dona Park até tentava socializar, fofocando com as vizinhas e tudo mais, porém não ia a lugar nenhum se convidassem, apenas como uma típica amiga artificial. E o primogênito do casal não tinha muito o que se dizer, apenas era um cara adulto, com poucas preocupações, que tinha um amigo e uma pessoa para conversar, com frases curtas e simplórias, sem sentido. Apenas isso.

— Eu imaginei, só queria ter certeza. 

E depois disso o silêncio costumeiro se fez presente entre eles, ambos olhando para o nada, com os mesmos pensamentos chatos rodando suas cabeças. Chanyeol pensava em nada mais que os mistérios do amanhã e Baekhyun pensava em como era um verdadeiro babaca, covarde, que não conseguia nem abrir a boca para falar algo além de asneiras, mas nada nunca seria tão forte quanto o receio em seu peito.

Há mais de cinco minutos o filme já rodava no telão, Clube dos Cinco, clássico, foi apenas isso que ambos pensaram quando iniciou e os olhos foram presos pelas cores monótonas da tela. Uma história sobre jovens, contrários, complicados, que fizeram merda e estava ali para consertar, fazendo mais merdas sobre outras e dançando na biblioteca, com preocupações abaixo da própria diversão, as vezes Baekhyun desejava ser exatamente assim.

No rádio se passava pela décima vez a música Pumped Up Kicks do Foster The People, sem contexto, porém em um clima perfeito, algo tão forte sendo dito de maneira tão confortável em palavras sutis. Talvez as coisas estivessem subliminarmente tentando dizer algo para o Byun e aos poucos ele foi se sentindo desconfortável, suas mãos suavam sobre a calça e não apenas o calor daquele verão era o culpado por isso. 

Era tão estranho estar sentado ao lado de Chanyeol de novo, pois mesmo sendo apenas quatro dias, pareceram-se quatro anos e não fôra apenas a cabeça do Park a quase explodir naquele período de tempo, o único problema foi que o loiro só conseguiu se arrepender tarde demais. Se lembrava exatamente das feições do melhor amigo quando lhe disse, por entrelinhas, que havia feito coisas com outro cara por interesse e realmente havia feito, esse era o pior. O tom frio que ele usou consigo naquele "tudo bem", deixando claro que deixaria que fizesse as escolhas que quisesse em sua vida, como se não se importasse, mas por momentos se importou, ninguém viu, porém ele se importou, mais do que achava que deveria e isso seria uma glória para Baekhyun se soubesse. No entanto, apenas conhecia sua própria parte, seu próprio arrependimento e suas próprias lágrimas, Chanyeol não tinha nada haver com isso.

— No que está pensando Baek? - os olhos grandes e brilhantes naquela noite de lua nova faziam com que quisesse chorar. Não sabia o que dizer, só não se sentia mais confortável no silêncio, não queria mais todas aquelas baboseiras complicadas dentro de si, mas Chanyeol não merecia aquilo sobre suas costas, não naquele dia, então ainda guardaria tudo em sua mente.

— Está muito quente hoje. - disse baixo, olhando para as próprias mãos molhadas com suor e sentindo uma gota do mesmo descer por suas costas. O Park também observou aquilo, as mãos suadas, a nuca ovalada. Passou a mão sobre o pescoço do mais baixo e este virou a cabeça de leve, sentindo sua sensibilidade falar mais alto. 

— Tire a camisa. - apoiou o braço na janela escancarada de seu carro enquanto a outra era esfregada em sua calça de lavagem escura, para tirar o suor de Baekhyun. Seus olhos acompanhavam Bender mostrar as cicatrizes de bituca em seu braço; tinha várias daquelas, não via o porquê de tanta vanglória.

Eram em momentos como aqueles que o Byun invejava a calma do mais novo, não entendia como ele poderia dizer coisas como se fossem nada ao mesmo tempo em que para ele eram tudo. Sentia inveja do que quer que tomasse os olhos de Chanyeol para que não prestasse atenção em si, mas era também aí que se sentia insignificante para aquele cara, sem qualquer confiança, confinando tudo em seus confins de problema intermináveis.

— Por que eu tiraria?

— Por que não tiraria? 

Ambos tinham ótimos pontos.

Mas o verdadeiro ponto ali se encontrava no coração de Baekhyun ao ser ignorado novamente, desejando apenas os olhos grandes e brilhantes sobre si, mesmo que já devesse ter se acostumado com o pouco contato visual que faziam, ignorando regalias.

Segurou a barra fina de sua camisa e por um momento pensou no porque fazia aquilo, porém preferiu ignorar as vozes de sua cabeça ao menos daquela vez, arrastando o tecido para fora de seu corpo. 

Por alguns segundos se sentiu livre, um vento mais fresco batia contra seu tronco e o calor ia se esvaindo mais rapidamente. Jogou sua cabeça contra o apoio do banco e suspirou aliviado, fôra realmente uma boa ideia, mas percebeu que não teve o efeito que esperava quando olhou para Chanyeol e viu que sua posição não havia mudado em milímetros. Cara, nunca quis tanto ser observado em sua vida quanto naquele momento e não entendia suas reações, porém achava contraditório que a dias atrás, escondido em seu quarto, não quisesse nem se lembrar da imagem dos olhos enigmáticos Park.

— Chanyeol… - a voz trêmula o chamou, tantos sentimentos juntos em apenas uma palavra, um chamado, daquele nome que se repetia tantas e tantas vezes. Poderia chorar apenas em um milésimo de segundo daquele exato momento e isso lhe preocupava, não estava mais conseguindo guardar tudo aquilo. Amava-o mais do que ele jamais saberia.

— No que está pensando Baekhyun? 

E aquela pergunta vinha-lhe novamente, mas desta vez como a chave de mais um enigma que acreditou não ser capaz de desvendar. Ali, com aquela pergunta, aquele olhar e aquele toque em seu dedinho esquerdo, apenas com gestos singelos e simples que não passariam nada a mais ninguém no mundo, o Byun finalmente entendeu o que aquela pergunta significava. 

Chanyeol queria saber. Ele queria, insistia e lhe fazia aquela pergunta todos os dias. Aquela que muitas vezes foi ignorada por si agora fazia-se tão especial que por um momento se sentiu idiota, porque era ali que ele mostrava secretamente sua preocupação.

"No que está pensando Baekhyun?" agora lhe soava como "Deixe-me te ajudar". Aquela pergunta que por vezes lhe irritava agora fazia com que visse naqueles olhos castanhos escuros o mar de preocupações rasas que ele odiava manter, mas mantinha, porque Baekhyun era a pessoa mais importante de mundo para si, e aquilo fazia-o se sentir especial. Chanyeol se preocupava.

— Por que está tão curioso Park? - as lágrimas plantadas nos olhos pequenos, a voz chorosa e o sorriso grande contradiziam totalmente com o tom debochado com que ele soltava aquelas palavras, fazendo o outro gargalhar de jeito gostoso, como a muito tempo não ouvia.

— É Baek, algumas coisas nunca mudam. - sua risada foi findando-se lentamente e sua mão escorregou do mindinho até que cobrisse completamente a mão do menor, olhando para aquele toque frouxo que, no final, exalava mais sentimentos do que qualquer outra coisa que já fizeram juntos. — Baekhyun, eu…

— Por favor, não diga. - impediu a fala do outro, um tanto desesperado. — Não agora, não hoje. Eu prometi para mim mesmo que manteria tudo dentro esta noite. - e ao final desta frase, ambos desenfeitiçaram-se da visão do contato entre as mãos, ao mesmo tempo subindo o olhar aos olhos um do outro, como imãs, não sei, algo quase que destinado, assim notando que estavam próximos demais.

— O que fazemos agora Baekkie? - sussurrou baixinho, com a voz rouquinha e confortável, pois não precisavam de tons altos naquele momento. 

— Fugimos. Para Júpiter, se possível. Mas antes eu preciso de algo. 

E com aquela sentença, assinou os papeis imaginários que manteriam seus pensamentos sempre poluídos de Chanyeol, porém talvez desta vez seja de uma forma verdadeiramente boa. Os lábios colados provavam a veracidade de sua decisão e também terminavam algo que a muito começaram, uma busca incessante pelo dia em que teriam coragem de fazer aquilo enquanto sóbrios, com calma, sentimentos e caralho, talvez realmente fosse melhor assim. 

Êxtase esmagadora, os corpos se moviam com harmonia, cada detalhe que se passava por seus olhos parecia pouco perto da imensidão sobre a pele branca de cada um. As pintas de Baekhyun lhe pareciam estrelas, de uma galáxia tentadora, a luz parcial que iluminava seu torax fazia com que tivesse listras claras como Júpiter, tão leitoso quanto a via láctea, seus lábios lhe faziam lembrar de como o céu era incrível e fazia com que tocasse as estrelas, de forma tão familiar que adoraria lembrar quando foi que sentiu antes.

Os olhos de Chanyeol levavam-o para dentro de um buraco negro, um universo alternativo, aonde não havia nada além de seus atos, as sensações inebriantes e a camiseta do outro rasgada sobre o banco do passageiro, seus cabelos cheiravam-lhe a lar, casa, tudo nele lhe mostrava cada vez mais que não se sentiria em casa sua companhia, então preferia continuar ali, junto, mesmo com incertezas e uma cidade em chamas ao lado de fora. 

Corriam contra o tempo e o calor de seus corpos ferventes, dentro de uma bolha projetada especialmente para eles, a letra de uma música aleatória que tocava de longe, casando perfeitamente bem com tudo o que sentiam, ouvida pelos seus corações entre gemidos repetitivos e batimentos cardíacos, tão especial que fariam questão de procurar o nome depois. Júpiter, Flower Face.

Era verdade que a qualquer momento seus corações explodiriam, mas não era somente ele em erupção, provando o quão fodido era o controle que tinham um sobre o outro, Chanyeol sobre Baekhyun naquela noite quente de verão, em movimentos rápidos que logo fariam todos os poros de seu corpo arrepiarem-se em um orgasmo que até aquele momento não fazia tanto sentido. Mas agora ele via tudo, o Park lhe passava tudo com seus olhos mágicos de estrela.

E talvez no final daquilo tudo o mais alto até levasse o Byun para sair. Sorvetes, um novo filme e sexo no banco do motorista. Uma nova rotina, um novo lugar e até um novo colchão se quisessem, mas felizmente sempre seria a mesma pessoa, o mesmo silêncio com todos os significados do mundo e o mesmo espírito jovenil sem preocupações - ou apenas nem todas elas. 

— Não olhe para o ontem e nem para o amanhã Baekkie, olhe em meus olhos. - a frase baixa vinha acompanhada da trilha sonora mais memorável de todo o filme que ainda passava às costas do Byun, Don't You Forget About Me do Simple Minds. Se fechasse os olhos, poderia ver exatamente a cena do marginal atravessando o campo de futebol americano e erguendo seu braço ao céu, em sinal de vitória.

Juntaria aquela música as suas favoritas, talvez devesse criar alguma playlist, mas ouvir o som da lamentação do carro antes do leito ainda seria seu soundtrack favorito.

— Eu seguiria seus olhos por todos os planetas Chan. - e eu seguiria seu sorriso, quis completar, porém ainda não eram um casal meloso, eram aqueles mesmos dois desgraçados de sempre, simples e complicados, sem qualquer interpretação válida que não fosse a de um ao outro. Algumas coisas nunca mudariam e eles não faziam muita questão.

E mesmo que seja contraditório a minha última frase, um mundo de mudanças se iniciou na vida dos dois assim que Chanyeol arrancou com Pickup 79 amarelo ferrugem para fora do centro da cidade, sem qualquer explicação, carta ou o que quer que fosse. 

Não precisavam se despedir, não havia nada sendo deixado para trás, apenas o caos de suas vidas passadas em casas pequenas e sem vida, o verdadeiro propósito se encontrava ao lado. Baekhyun queria ir a Júpiter, Chanyeol tinha sua própria Júpiter abaixo de seus braços, dois objetivos e conquistas que se entrelaçavam em um mesmo interesse: motivos para permanecerem juntos para todo o sempre.


Notas Finais


Eu só espero que vocês gostem - principalmente você @lunaqwi - e sim, eu estou uma hora atrasada, mas feliz aniversário mana, espero que sua surpresa não tão surpresa de aniversário seja especial ou ao menos que esteja legível. Não sei se eu gostei desta fanfic ou não porque, sei lá, ela não me agrada ao mesmo tempo em que me agrada um pouco, mas o essencial aqui é o que você acha e faz favor de me dar um desconto porque eu terminei isso no meio da madrugada e tô com sono.
Bom dia, boa tarde e boa noite, beijos de luz :)


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