História Just a dance? - Capítulo 1


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Personagens Originais
Visualizações 10
Palavras 1.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como prometido, vamos iniciar esse novo arco, esse seria mais ou menos o capítulo 0, antes deles se conhecerem e o que o levou para Sweet.
Pra quem não conhece minha outra história, esse romance é baseado no casal que já tem na outra fic, com a história regressando para contar tudo com foco neles, irei deixar o link no final do capítulo, embora as histórias sejam independentes um ou outro detalhe só fica claro quando se lê as duas, mas ler esse ou aquele primeiro não fará muita diferença.

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - E as palavras mágicas?


Fanfic / Fanfiction Just a dance? - Capítulo 1 - E as palavras mágicas?

Sentado ao meu lado estava Henry August Chanteloube, o incrível Henry August Chanteloube, o grande fundador Chanteloube Balet Company, o deus do mundo do balé, o implacável, o extraordinário, o supremo Henry Chanteloube, muitas pessoas se intimidariam na presença dele, muitos o vê como um deus primoroso e inalcançável o que não é meu caso.

Pra mim ele é apenas o meu pai.

Nunca fui capaz de entender esse fanatismo todo que as pessoas têm por esse cara, pra mim que convivo com ele a vida toda ele não passa de um idiota arrogante, mas por algum motivo, ele sempre acaba conseguindo todo o que quer então as pessoas costumam ter medo de contrariá-lo, honestamente, nunca tive isso independentemente da situação que eu me encontrava, eu nunca deixei isso me intimidar.

Ninguém havia dito uma palavra desde que tínhamos entrado no carro, não que eu preferisse ouvir sermão, mais aquele silencio todo estava um saco.

Meu pai foi chamado hoje na minha escola para falar com o diretor depois que eu "supostamente" agitei uma confusão na sala inteira e após uma longa conversa ele sugeriu educadamente ao meu pai para que me colocasse numa escola mais apropriada, ou seja, ele me expulsou da maneira mais elegante e simpática possível.

Que cara legal!

"Veja bem, só aceitamos o garoto por ser filho do senhor," justificou, " se fosse apenas pelo comportamento dele até daria para relevar, mas acontece que as notas dele são realmente muito ruins, estão bem abaixo do padrão de ensino dessa instituição, manter um aluno assim não seria para a nossa imagem."

Meu pai nem tentou contra-argumentar dessa vez, acho que ele já tinha ido lá tantas vezes esse semestre que achou melhor só concordar, achei que assim que entrássemos no carro eu ouviria o maio sermão da minha vida mais até então estava tudo em completo silencio.

Como aquilo já tinha enchido o saco, puxei o PSVita do fundo da mochila e comecei a jogar The Sims, se o objetivo dele era me manter aflito enquanto esperava para ouvir a bronca ele não iria conseguir de jeito nenhum, eu não dou a mínima por ter sido expulso de uma escola cheia de alunos frescos que só entrei por ele ser um conhecido do diretor.

Acho que depois de um tempo, foi ele que se irritou em só ouvir o barulho do jogo que deixei alto propositalmente para irritá-lo, porque ele finalmente começou a dizer alguma coisa:

– Eu só queria saber como alguém consegue ser expulso por nota NO MEIO DO SEMESTRE! Como você consegue fazer uma proeza dessas?

– Eu sou incrível, fazer o que? – Dei de ombros.

– Você não consegue levar algo á sério pelo menos uma vez na sua vida? – Meneou a cabeça.

– Não era você quem sempre dizia que só se importava com assuntos que afetavam o balé? – Retruquei, – Agora vem reclamar que eu vou mal em uma ou outra matéria...

– Primeiro, não é "uma ou outra matéria", você só tem nota vermelha e passa empurrado em todas as disciplinas, segundo, caso você seja idiota demais para perceber, para entrar numa faculdade de dança você precisa, no mínimo, se formar no ensino médio.

Eu não tinha pensado nisso, sim eu sei que eu tenho que me formar para entrar numa academia de dança, mas eu estava tão acostumado a ser empurrado pelos professores que nem pensei na possibilidade de repetir, se bem que eu já havia repetido três vezes e minhas notas estavam realmente ruins esse ano.

– Relaxa, eu dou um jeito.

– Como? – Perguntou sarcástico, – fazendo com que as garotas façam as coisas no seu lugar?

– Vai me dizer que você, Henry August, nunca fez isso?

Ele nem tentou se defender, desde que eu saiba, ele sempre teve fama de ser extremamente mulherengo e tirar vantagem das mulheres que ele seduzia era quase um passatempo para ele. Não que EU fosse assim, eu juro que nunca me aproveitei de nenhuma delas, mas elas sempre vinham com tanta vontade de me ajudar que parecia até grosseria recusar.

– No fim acho que não somos muito diferentes, – concluiu.

– A diferença é que eu não sou um babaca, – falei com um sorriso.

– A diferença é que eu não sou uma ameba anencefálica, – corrigiu.

Nós somos muito parecidos, sei reconhecer isso, apesar de eu ainda não ter adquirido a grande fama dele, eu também não sou nenhum santo, na verdade eu sempre brinque que puxei isso dele e que a única diferença é que temos gostos completamente diferentes.

Afinal eu sou gay.

Muita gente de fora se surpreendeu quando soube que o filho do maior mulherengo da história do balé tinha interesse apenas em outros garotos, mas só gente de fora porque meus pais nem sequer fingiram ficar surpreso quando eu assumi e nunca se incomodaram nem um pouco com isso.

Embora isso não seja surpresa nenhuma para o meu pai que me criou a base de um principio básico que dizia "você pode fazer o que quiser de sua vida desde que isso não interfira no balé", ou seja, "você pode dar o cu à vontade, não atrapalhando nas suas aulas, por mim, foda-se".

Por causa disso ele nunca ligou pra quase nenhuma merda que eu fazia que não ferisse o principio básico, então não importava em que enrascada eu me metesse eu me safava quase que impune, mas dessa vez pelo visto era diferente, eu tinha atravessado a linha.

– Agora eu vou ter que conseguir que alguma escola aceite VOCÊ como aluno no final do ano, em vez de eu estar resolvendo os meus problemas, não, eu vou ter que resolver as merdas que você faz, tudo porque você não sabe o que é ter o mínimo de responsabilidade!

– Mas você não é o todo poderoso Henry Chanteloube com milhares de contatos que sempre consegue tudo o que quer? Ou o grande Chanteloube não é tão poderoso assim? – falei sarcástico.

– VOCÊ ACHA QUE ISSO É BRINCADEIRA?! – Gritou puxando o PSVita da minha mão e atirando-o pela janela.

– VOCÊ TÁ LOUCO?!

– Isso é pra você aprender a levar as coisas mais a á serio, não é porque eu estou sempre dando um jeito de te livrar de todos os problemas que você se mete que eu poderei fazer isso para sempre!

– Tanto faz, eu compro outro, – dei de ombros, – foi com o seu dinheiro mesmo.

– Se fizer isso eu corto sua mesada pela metade, – ameaçou, – depois quero ver como você vai sustentar suas noitadas, na verdade, seria bom mesmo se você parasse um pouco com isso, acho que vou reduzir razoavelmente o dinheiro que te dou para cortar isso.

Começou.

– Está bem, entendi, vou parar de sair tanto á noite, – isso queria dizer que ao invés de todo dia eu iria só todo final de semana.

– Não pense que vai ficar só por isso, vai passar a treinar mais e perder menos tempo com seus namoradinhos, não se esqueça que está tudo certa para ano que vem, se você reprovar vai ser...

– Eu sei! – interrompi, – pode deixar que eu vou dar um jeito, vai por mim, eu quero isso tanto quanto você.

– É só que às vezes parece que você se esquece disso.

Depois disso voltou o silencio mortal e agora graças a ele nem mais jogar eu poderia, se bem que tinha meu celular, mas eu temia que ele tivesse o mesmo fim, então achei melhor deixá-lo guardado e em segurança.

– Bem, – falei me contendo para aborrecê-lo o mínimo possível, – sobre a nova escola eu pensei que já que você está muito ocupado com o trabalho mesmo, eu estava pensando que você poderia-me me deixareu ir morar com a minha madrinha...

– Não tente me enrolar, você quer começar estudar na escola da Sadie, – falou irritado, – você me apronta uma dessas e ainda quer um prêmio? Acha que sou o que? Idiota?

Eu já ia me dar por vencido quando lembrei que tinha uma carta na manga.

– Sabe, – falei como quem não quer nada, – o outro dia eu estava saindo com meu amigo e passei em frente daquele hotel, sabe aquele que você sempre vai quando traz alguém de fora, o La Nube? Então, eu vi uma mulher saindo de lá, bonita, coxas grossas, grande comissão de frente...

– Agora decidiu se interessar por mulheres também? – Brincou.

– Só às vezes, – então continuei, – bem, por algum motivo eu acabei parando e percebi que ela estava esperando alguém e quando me dou conta uma pessoa muito parecida com você apareceu lá, – falei sorrindo, – mas até ai tudo bem, aquele é um hotel de negócios, mas eu fiquei curioso e descobri que foi pago estadia para três noites no hotel sendo que ela mora aqui na cidade mesmo, estranho né? Até descobri seu nome, uma tal de Gwineth Green.

Esperei que ele dissesse algo, então virei para ver sua expressão, ele parecia bem tenso e inquieto.

– Touché.

"E quais são as palavras mágicas?"

"Gwineth Green."

"Como?"

"O nome da sua amante."

– Escute aqui, – falou bem nervoso, – não é porque eu vou te deixar ir estudar lá que a vida vai ficar fácil para você, quero que você melhore suas notas, vou começar a exigir mais da sua dieta e não pense que só porque vai estar longe é você pode fazer todo o que quer que eu não vou ficar sabendo.

– Tudo bem, – falei já comemorando a vitória, – mas fique sabendo que não é porque eu não vou contar para a mamãe dessa vez é que você vai poder continuar saindo com essa vagabunda, isso só é um trato para que eu não te dedure agora mesmo e que você tenha um tempo de se livrar dela.

– Só pra deixar bem claro, eu não tenho nada com ela, isso é só um problema que me envolvi, assim que eu der um jeito eu a mando embora.

– Não me interesso pela sua vida.

Não importa o jeito que visse as coisas, se minha atitude foi correta ou não, eu finalmente consegui o que queria há muito tempo e ele tinha agora que aceita o fato: eu ganhei do grande Henry August Chanteloube.


Notas Finais


Obrigada por lerem, espero que tenha gostado e até em breve.

Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/dance-5858170


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