História Just A Dream - Capítulo 3


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrinnette, Ballet, Contemporâneo, Jazz, Ladrien, Ladynoir, Marichat, Pole Dance
Visualizações 56
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, cheguei cedin hoje com um capítulo fresquinho.
Espero que gostem!
Boa leitura meus nenéns ❤

Capítulo 3 - Momento Desesperador


Com o tempo aprendemos o valor de uma palavra, na maioria das vezes é quando sentimos algo na pele que vemos a força delas. Com Adrien, foi quando as palavras se transformaram em balas, que se transformaram em sangue, que agora estava no chão. O loiro estava na cena do crime junto com os policias, não pode seguir Ladybug na ambulância pois os médicos só permitiam família e não conseguiu despistar seu segurança para se transformar, ainda mais sabendo que tinha um assassino por perto.

Bom, pode até ser chique dizer que foi baleado em baixo da torre Eiffel depois de uma dança com, ela não sabia ainda, o amor da sua vida. Talvez ela contasse aos seus futuros filhos e netos sobre isso, mas agora só podia esperar que sobrevivesse.

Ele se perguntava como seria agora que Ladybug fora baleada. Eles iam descobrir sua identidade secreta em plena sala de cirurgia? A bala tinha perfurado algum órgão importante? Ela sobreviveria?

O sangue derramado pela joaninha estava começando a secar naquele chão, o frio se manifestava e um dos policiais ali já tinha entregue um casaco para Adrien, mas ainda sentia leves calafrios. As vezes por estar pensando demais em sua amada e com medo do que poderia acontecer, lágrimas quentes caíam de seus olhos mas não eram o suficiente para aquecer seu rosto, que se dividia com leves choques térmicos.

A imagem dele entrando no hospital e encontrando um médico que, sem dizer uma palavra, balançava a cabeça negativamente, já fazia parte dos piores pesadelos do loiro e o medo dele se tornar real era cada vez maior.

— Adrien! — gritou uma voz que ele reconheceu embora parecesse mais madura do que da última vez.

O loiro se virou e enxergou uma garota de cabelo também loiro amarrado em um rabo de cavalo, seus grandes olhos azuis marejados e roupas divididas entre branco e amarelo, não demorou para ele reconhecer.

— Chloé! O que faz aqui? — perguntou o modelo abraçando ela.

— Vim visitar meu pai, como você está? Você não mudou muito desde que nos vimos pela última vez.

— Estou bem, Chloé. Você também não. — ele sorriu de lado. — Ficou sabendo? — e o belo sorriso dos dois morre, eles olham para o chão vendo o sangue da heroína mascarada.

— Fiquei. Internet é uma coisa bem rápida. — diz ela com um olhar bem triste, seus olhos marejados agora estavam com lágrimas rolando.

— Ela não merecia isso, quem quer que tenha feito vai pagar.

— Você parece se importar bastante com ela.

Ele teria corado se fosse qualquer outra ocasião, mas suas lágrimas já faziam o trabalho de deixar suas bochechas rosadas.

— Na verdade… E-eu só estou falando o que qualquer fã falaria.

— Tá. — a garota faz uma expressão duvidosa. — Mas olha, se quiser passar lá em casa… Lembre-se de que estou sempre aqui por você, tá bom?

O menino assente e vê a loira saindo do local, indo em direção a sua moto amarela.

Voltou o olhar para os policiais que faziam anotações e interrogavam algumas pessoas. Quem teria coragem de acabar com ela? Quem teria coragem de se quer pensar em querer ela morta? Hawk Moth não queria apenas os Miraculous? O que ele estava pensando agora?

No hospital, a situação não poderia estar mais grave. Ladybug se destransformou no meio da cirurgia em que os médicos, por questões éticas, botaram uma máscara do dali para cobrir sua face, sabendo que sua identidade era secreta e assim se manteria. Era estranho pensar que depois de 5 ou 6 anos atuando como Ladybug, apenas agora ela chegou a se ferir.

O desespero dos cirurgiões, na verdade, não eram com quem fez ou deixou de fazer algo contra ela, mas sim em manter ela viva.

A hemorragia estava sendo contida por residentes, enquanto os cirurgiões tiravam a bala com o maior cuidado do mundo, tentar manter a calma naquela situação ia apenas desespera-los mais ainda. E se o pior acontecesse?

O segurança de Adrien levou-o para casa quando amanheceu, o loiro tinha que dormir e parar de pensar em Ladybug mas era inevitável. Nem mesmo quem mandava ele fazer isso conseguia manter a calma. Ele poderia ter chorado a manhã toda, até mesmo Plagg estava com o coração de pedra amolecido.

— Acho melhor você se transformar e ir vê-la. — sugeriu Plagg, pela centésima vez.

— Eu não sou a família dela.

— Ah, não vem com essa! Eles não sabem quem é a família dela! Vocês são heróis! — o Kwami se irritou com a falta de atitude do garoto. — Chat Noir é a família de Ladybug, vocês são como irmãos! Não, pera… Esquece o lance de ser irmãos, ainda torço para vocês ficarem juntos.

Adrien era o que estava se irritando agora, Plagg se perdia na fala mas uma parte ele ouviu: ele é a família de Ladybug, ele é o Chat Noir. Tinha que ser naquele momento por ela.

— Plagg, mostrar as garras!


A porta do quarto se abre revelando um Mestre Fu com a aparência calma de sempre, ele se aproxima da heroína e senta na ponta da cama.

— Ela ainda não acordou. — susssura Tikki, olhando para Marinette.

— Logo ela acordará, não se preocupe. — diz Mestre Fu. — Como você está?

— Confusa, tudo foi muito rápido. — Tikki coçou a cabeça e voou para o colo de Ladybug. — Ela vai acordar, né?

— Sim, Tikki. Posso te garantir que vai, ela é forte. — e então, desceu seu olhar até a Kwami. — Ela já passou por resfriados piores.

Chat Noir entrou na sala abrindo a porta com força, nem perguntou se podia entrar, apenas correu em direção a sua Bugaboo. No quarto, Tikki dormia no colo da heroína que tinha o rosto coberto por uma máscara.

— Ladybug, você tem que ser forte. — disse o gatinho, sentando na cadeira ao lado da cama, segurando a mão da heroína. — Por Paris. Eles precisam de você. Ainda mais agora que descobrimos que temos problemas. Da próxima vez que dançarmos, vamos estar usando coletes a prova de balas. — ele riu fraco consigo mesmo, sentindo as lágrimas começando a rolar novamente só de pensar que talvez ele não dançasse com ela de novo. — Por favor... Apenas… Seja forte. Não sei como você é na vida real, nunca te vi fora da máscara, mas sei que além de forte você é leal. E não vai nos abandonar. Então volta… Se não for por Paris, volta por mim.

Ladybug ouvia suas palavras, mas não conseguia abrir a boca ou os olhos, sentia muita fraqueza e suas pálpebras pesadas.

Mas mesmo depois de muito tempo, ela não ouviu ele sair. Talvez porquê voltou a dormir, mas ainda sentia a presença dele de alguma forma. Sentia-se segura.

Era a terceira vez que Mestre Fu ia ali, já estava começando a subir a preocupação e isso era muito para alguém tão calmo quanto ele, estava a uma hora sentado naquela cadeira ao lado de Chat Noir.

— Vou ir pegar água. — ele se levantou e olhou para Chat. — Você quer?

O felino negou.

Assim que ele saiu, Chat Noir se inclinou para mais próximo de Ladybug e segurou sua mão, beijou-a e prometeu não sair dali enquanto ela não acordasse, porquê sabia que ela iria acordar.

E foi aí que as pálpebras pesadas cederam e assim, ela abriu seus olhos.

— Chat.

— My Lady… — ele demorou para raciocinar. — My Lady! Meu Deus! — e abraçou ela sem pensar duas vezes. — Eu achei que iria te perder! Nunca mais faça isso comigo!

— Nunca… Ah… — ela tentou se arrumar na cama. — Nunca mais vá embora antes do show acabar.

— Por você eu fico até depois de acabar.

A porta se abriu e Mestre Fu entrou, sorriu de orelha a orelha quando viu Marinette acordada com sua plenitude de sempre.

— Como se sente? — o Mestre perguntou.

— Com dor. Mas bem. — ela disse vendo Chat Noir largando-a.

— Quer ligar para seus pais?

— Eu preciso, devem estar preocupados. Mas não trouxe meu celular comigo.

— Tudo bem, sem problemas. Pode usar o meu.

A mestiça sorri vendo o Mestre Fu alcançar para ela o celular dele, faz um sinal para Chat Noir sair já que a conversa que ela teria com seus pais seria na identidade civil dela obviamente, ele obedeceu e iria aproveitar para já avisar as enfermeiras que Ladybug estava bem.

A heroína pega o celular de seu mestre sussurrando um obrigado e disca os números do telefone fixo de sua casa, esperando silenciosamente que seus pais atendam.

— Casa dos Dupain-Cheng, bom dia. — falou uma voz masculina.

— Oi pai.

— Filha! Onde você está? Ficamos preocupados! Soubemos o que aconteceu no desfile dos Agreste.

— Eu estou na casa da Alya, pai. Ela não está nada bem com a notícia e como melhor amiga tenho que cuidar dela. Meu celular ficou sem bateria e eu só consegui um carregador agora.

— Não tem problema, que bom que está bem.

“Não pai, eu não estou bem. Fui baleada no ombro e de raspão na cintura. Eu só quero ver vocês e dizer toda a verdade. Por favor, não me deixe sozinha. Diga que suspeitou que meu sumiço fazia parecer que eu era Ladybug, tente arrancar a verdade de mim, me chame de péssima mentirosa, por favor! Eu preciso de você!” implorava a garota mentalmente, sentindo as lágrimas molhando sua bochecha.

— Sim, estou. Vejo vocês mais tarde? — respondeu escondendo ao máximo sua voz de choro.

— Sim! Boa aula, querida.

— O-obrigada, pai…

A mestiça continuou com o celular na orelha mesmo depois de já ter encerrado a chamada, ela precisava do apoio de seus pai. Ela sentia muita dor principalmente no seu ombro e se não recebesse alta hoje, o que poderia fazer? Como iria explicar seu sumiço para sua família? Claro que ela queria contar tudo, mas não podia. Não podia tornar seus pensamentos reais, mas podia transformá-los em lágrimas quentes e salgadas.

Batidas na porta puderam ser ouvidas, a garota rapidamente botou a máscara de volta e Mestre Fu anunciou:

— Pode entrar.

E assim, Chat voltou ao quarto, sentando na cadeira ao lado de Ladybug, que se arrumava na cama.

— Por que você não voltou? Não ouviu os tiros? — perguntou a heroína.

Ela tinha ficado sentida pelo seu gatinho não ter voltado para ela. Mas como ele poderia? Quando os tiros foram ouvidos, Chat Noir já estava com as garras escondidas dentro de seu camarim.

— Desculpe, Ladybug... Mas… se serve de consolo… Eu ouvi sim, mas não pude voltar porquê já estava com minha identidade civil.

— Chat Noir, me poupe de explicações… — Ela olhou para sua mão, como se estivesse relutando para falar, mas no final fechou-a em um punho. — Você nunca está lá quando eu preciso, eu tomei dois tiros e você deu as caras apenas depois disso e...

— Eu estava ajudando a polícia. Eu fiquei com a polícia até amanhecer tentando entender quem disparou, analisando a cena do crime.

— Se eu perguntasse para a polícia, eles confirmariam? — questionou duvidosa.

— Se você perguntasse para a polícia, descobriria minha identidade civil.

A heroína tapou o rosto com as mãos e riu boba.

— Chat, é melhor você ir. Eu preciso descansar. — e era verdade, ela sentia um cansaço estranho, provavelmente por causa da cirurgia.

— Ah, claro. Já vou indo.

E assim, o menino saiu do quarto de hospital, deixando a menina sozinha, ela começou a pensar sobre as mentiras que teria que contar, sobre o tempo que poderia passar internada e acabou dormindo com esses pensamentos.

Enquanto ficou sozinha no quarto, depois que acordou de novo, teve tempo de pensar sobre tudo que tinha acontecido, precisava recorrer a alguém e Tikki já estava acordada, pensando junto com ela.

Por que alguém iria tentar matar Ladybug? Por que desse jeito? Por que naquele momento? Hawk Moth estava de volta? As mesmas dúvidas de toda Paris. Ela precisava conversar sobre isso com Chat Noir em algum momento, mas naquele ali ela apenas queria ficar refletindo.

Mas, no final, sempre o maior problema era como sustentar uma mentira por tempo suficiente até ela receber alta.

Até que a kwami sugeriu uma pessoa conhecida pelas duas e que poderia ser a única em que Marinette poderia recorrer no momento.

— Você tem que falar com o Luka.


Notas Finais


o que acharam? nesse capítulo não teve músicas porquê NÉ
VAMOS POUPAR NOSSA HEROÍNA
anyway
espero que tenham gostado ❤
comentem, favoritem, compartilhem ❤


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