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História Just a Dream - Capítulo 18


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Notas do Autor


Oi pessoal, tudo bom? Como estão? <3
Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo atraso do capítulo que deveria ter sido postado há quatro dias atrás, sinto muito mesmo. Vou explicar um pouco melhor sobre os últimos acontecimentos nas notas finais e não tomar mais do tempo de vocês.

Agora, depois de tanto tempo, quem está a fim de acompanhar Jon nas compras? <3

Capítulo 18 - Um Pouco Fora de Moda?


Não conseguia acreditar que estava fazendo isso. Quer dizer, realmente fazendo isso.

Esta manhã, durante toda a aula, não conversei com Patty sobre nossa ida ao circo esta noite, nem perguntei sobre o que ela queria conversar. Por outro lado, ela não pareceu ter se importado ou se incomodado, mas nosso compromisso ainda estava em pé. Ela mandara o endereço do circo, que também seria nosso ponto de encontro, no dia anterior, que só visualizei após chegar em casa da missão.

Uma parte de mim esperava, na verdade desejava, que Damian estivesse brincando sobre a parte de ir disfarçado de mulher no baile. Infelizmente, ele estava falando muito sério, algo que vim a me arrepender por descobrir.

Sem muita escolha, na mesma noite mandei mensagem para duas das únicas garotas a quem podia pedir socorro em uma hora como essa: Ravena e Miss Marte. Exatamente por esse motivo que eu estava aqui, apoiado com as costas em uma árvore qualquer em uma esquina qualquer, aproveitando a sombra enquanto esperava por elas.

Naturalmente, lhes explicara a situação e o porquê de precisar de ajuda. Parte de mim esperou algum comentário inapropriado, alguma piada ou risos, porém nenhuma das duas fez isso, apenas concordaram em vir até Metrópolis para me ajudar a escolher uma roupa feminina mais apropriada.

Já eram quase quatro da tarde, o horário combinado. Logo deveriam estar aqui.

Mesmo tentando evitar, não conseguia parar de procurar um buraco em algum canto aleatório para enfiar minha cabeça. O que eu estava para fazer era puramente pelo bem da missão. Claro, sabia muito bem disso. Todavia, não deixava de ser tão vergonhoso.

Não precisei esperar muito tempo, pois logo três pessoas apareceram e quase sufoquei quando o vi.

Não era possível... por que? Por que diabos ele estava ali? O que estava fazendo? Eu não o tinha chamado, então quem o convidou? De todos os garotos que poderiam ter sido escolhidos para me acompanhar, por que elas trouxeram logo ele? Precisei me lembrar de como se respirava ao ver seus cabelos negros bagunçados e seus olhos tão claros, a camiseta que usava só servia para destacar seus músculos proeminentes.

Quase hesitei diante de seu olhar. O que os olhos expressavam? Zombaria? Vergonha? Tudo o que eu podia dizer era que a situação era tão estranha para mim quanto para ele, algo que só fez minhas dúvidas a respeito de sua presença aqui crescerem ainda mais.

Como nenhum dos três disse nada após vários segundos, fui forçado a tomar a iniciativa.

— Oi, pessoal, obrigado por me ajudarem — disse especialmente a Ravena e Megan, por fim me dirigindo à terceira pessoa entre nós. — Eu não estava te esperando aqui, Cooner.

E esse foi o modo que cumprimentei meu irmão que não via havia tanto tempo. Uma sábia escolha de palavras que, de modo algum, poderiam terem sido interpretadas de maneira errada.

— Eu, hã... desculpa? — pediu ele, virando o rosto para o outro lado, a sua mão procurou a nuca para coçá-la. Era um hábito interessante o dele, mas deixava transparente demais o quão desconfortável estava. — Se quiser, eu posso ir embora e...

— NÃO! — E essa foi minha segunda mancada desde que nos encontramos, tudo em menos de um minuto, uma façanha que apenas eu conseguiria. Um grito alto o suficiente para assustar três super-heróis e uma multidão inteira. Mais do que rápido, tentei me concertar. — Quer dizer, não precisa, pode vir com a gente.

Desviei o olhar para Ravena e Megan por um instante, que nos encaravam com suas expressões típicas. Sério que elas não viam nada demais na situação? Não era nem um pouco estranho para elas? Não adiantava, estava além de minha compreensão. Se eu quisesse saber alguma coisa, teria de perguntar diretamente a Cooner.

— Elas contaram o que vamos ter que comprar? — perguntei por fim.

— Contaram — respondeu de prontidão. — Eu até achei estranho porque você nunca se interessou por essas coisas, mas elas disseram que era para uma missão e...

 — Essas coisas? — O cortei, um pouco chocado com sua escolha de palavras. — O que quis dizer com “essas coisas”?

Seus olhos azuis se arregalaram com minha questão, como se houvesse cometido o maior pecado do mundo.

— Coisas tipo.... não sei. — Os dedos começaram a coçar a nuca de modo ainda mais intenso. — Se vestir de mulher e tudo mais, não achei que gostasse disso, só que...

— Não gosto! — Pelos deuses, não conseguia mais escutar ele se desculpando, de certa forma era ainda pior do que ser socado. — É só para a missão.

— Eu sei — respondeu com ansiedade, quase não conseguindo se conter. — Mas não teria problema nenhum se gostasse.

— Não gosto — repeti o que havia dito antes.

— Tudo bem...

E, pelo que pareceu ser um longo século, ficamos ali, revezando nossos olhares um sobre o outro e sobre a rua, não sabendo o que exatamente deveríamos fazer agora. Infelizmente, acabei voltando a procurar o buraco em que queria tanto me esconder, nunca desejei tanto um buraco.

Pelas graças dos céus, esse sentimento não durou muito, pois logo Megan fingiu uma tosse seca, apenas para chamar nossa atenção:

— Achei que não teria problema trazê-lo, Jon — justificou-se. — Mas não queria deixá-lo sozinho em casa, combinamos de assistir uma série juntos e se eu saísse era capaz de ele assistir sem mim.

— Eu nunca faria isso! — Cooner se defendeu.

Todo esse sofrimento porque meu irmão mais velho não tinha a capacidade de esperar para assistir uma simples série? Era só o que me faltava. No entanto, eu não reclamaria, afinal fazia muito tempo desde que o vi pela última vez. Por mais que fosse um protótipo de clone de meu pai, eu gostava de pensar em Conner como um irmão mais velho.

— Podemos ir? — perguntou Ravena, para minha alegria. Pela segunda vez, ou talvez terceira, salvando a minha vida. — Temos muitas lojas para ir e Jon ainda tem um compromisso de noite, não tem?

Suspirei, dando de ombros, ela estava certa. Não fiz mistério sobre ir ao circo com Patty em poucas horas, tampouco com minha mãe que praticamente jogou em cima de mim as roupas que eu deveria vestir. Ela sabia escolher e combinar roupas muito melhor do que eu.

De alguma forma, Lois parecia mais animada do que eu, coisa que não fazia sentido nenhum, apenas iríamos juntos a um circo, nada demais. Ela nunca ficou paranóica assim quando eu ia a algum lugar com Jayden, Emma e Chloe.

Para minha sorte, todos concordaram com Ravena, deixando Megan ainda mais animada e, por mais que não demonstrasse seus sentimentos tão abertamente como a marciana, algo me dizia que Ravena também estava curtindo a tarde de compras que apenas começou.

Enquanto Megan enganchou seu braço no meu e praticamente me arrastou pela rua, em direção a uma loja que de acordo com ela era maravilhosa, e Conner ficava um pouco atrás trocando novidades com Ravena, tudo o que senti foi um frio na barriga. Uma sensação completa de mau-pressentimento, como se tudo fosse dar tremendamente errado.

Nesse instante, me peguei pensando se Megan teria sido a melhor escolha para a tarde.
 

Não demorou muito tempo para chegarmos na tal loja. Porém, eu achei que seria algo rápido, apenas provar um vestido e comprá-lo, mas não. Mal tínhamos chegado na loja e Megan me entregou o que deveria ser metade dos vestidos que haviam lá, me empurrado para o provador e me feito sair mostrando cada um deles.

Surpreendentemente, Ravena estava sendo um tanto avaliativa também, logo quem pensei que se contentaria com qualquer coisa. Conner então nem se falava, parecia que teria uma crise de risadas a cada vez que me via saindo do provador.

O maior mistério, no entanto, era saber como a funcionária que estava nos atendendo conseguia manter uma expressão séria ao me ver. Ou era muito boa em controlar suas emoções ou já havia visto coisa pior naquela loja. Qualquer que fosse a resposta, eu tinha medo de descobrir.

Devia ser o nono vestido que eu provava quando saí daquele provador outra vez, me posicionando para a avialiação do juri e esperando uma avaliação positiva para que pudéssemos ir logo embora, estava com vergonha das pessoas que passavam olhando. Era deprimente.

— Eu gostei da cor — disse Megan sobre o vermelho que eu usava. Era tão estranho, mesmo que o tecido fosse longo eu me sentia tão exposto. — Contrasta com os seus olhos. — Ela se virou para Rachel. — O que você acha?

— Bom... — Seu olhar analítico me sondou cuidadosamente. — A cor é linda e a abertura no vestido tem um certo estilo... eu acho, é a cara de Jon. — Isso deveria ser um insulto ou um elogio? Os vestidos que mais gostei foram os que tinham uma abertura na perna que, por mais que deixasse minhas pernas à mostra, me davam mais liberdade de movimento. — Jon, qual a possibilidade de você depilar suas pernas?

— Zero! — respondi, praticamente indignado. — Não vou me depilar.

Os olhos escuros de Rachel se estreitaram, analisando as possibilidades.

— O que você acha, Conner?

Conner Kent, o antigo Superboy, que estava um tanto distraído com o celular, ergueu os olhos do aparelho por um instante.

— É o meu irmão — disse com toda a lógica do mundo. — Usando um vestido e se depilando... Não tem muito o que eu possa opinar.

Por mais incrível que pudesse parecer, foi a opinião mais útil do dia.

— Se eu puder sugerir — falou a vendedora pela primeira vez —, temos algumas botas longas que podem cobrir as pernas dele, mas temos apenas pretas, posso trazer um vestido preto para combinar também.

— Pode ser — falei por fim, lhe dizendo que tamanho procurar.

Acabei concordando, pois parecia a única opção viável e nem morto rasparia as pernas.

Quando me trouxeram outro vestido, muito parecido com o que usava, sofri um pouco para fazer a troca. O tecido era tão leve que escoria das minha mãos, fora que tinha tantos buracos que eu não sabia onde colocar os braços ou a cabeça. Demorou um pouco, mas de algum modo consegui vesti-lo antes que as botas chegassem.

Havia um salto, porém não era um salto alto ou um salto agulha, era algo mínimo. Grande o suficiente para ser feminino e pequeno o bastante para que eu não tivesse problemas para andar. O material também era bom, mesmo que eu nào soubesse o nome, ele ficava colado à pele. Não era couro, parecia mais um tecido como o de uma meia, apenas um pouco mais grosso, nada que atrapalhasse.

Diante da combinação, nenhuma das duas garotas apresentou reclamações e fiquei feliz de ter a aprovação de ambas. O que significava que o pesadelo havia acabado.

Ou foi o que eu pensei quando saímos da loja, até que:

— Aonde você pensa que vai? — disse Megan, fazendo-me encará-la com uma confusão evidente. — Ainda temos muito o que comprar, não chegamos nem na metade.

Meu coração chegou perto de um infarto. Como assim nem na metade?           

Antes que eu pudesse contestar, todavia, Megan e Rachel me arrastaram para outra loja. Dessa vez, não era uma loja grande, podíamos ver todos os produtos  organizados perfeitamente nas prateleiras. Dezenas de pequenos fracos e tubos coloridos.

Bom, comprar maquiagem não podia ser assim tão ruim.

Assim que chegamos, uma vendedora veio nos receber. Rachel lhe pediu que nos mostrasse algumas bases que fossem adequadas para meu tom de pele.

Pelo menos essa etapa não demorou mais de dez minutos, pois elas testaram a base na minha mão e meu braço primeiro, apenas para terem certeza do tom certo. Por sorte, como eu ainda não possuía muitos pelos faciais, não haveria problema em relação a isso, nada iria atrapalhar aquela coisa de deixar meu rosto com a pele um pouco mais apresentável.

Quando saímos da primeira loja, Megan comentou que as pessoas não costumavam usar botas como as que compramos com aquele tipo de vestido, porém Rachel disse que não haveria problemas e concordei com ela. Eu não fazia a menor ideia de com o que estava concordando, apenas não queria comprar mais roupas.

Ao menos conseguimos deixar a loja de maquiagens sem discussões, apenas com uma esponja, uma base líquida, um corretivo e um rímel. Definitivamente era mais do que eu esperava ter de comprar, mas tudo bem.

— Finalmente acabamos de...

— Acabamos nada. — Megan me interrompeu. — Tem mais uma loja que precisamos passar. — Olhei para ela, quase entrando em desespero. — Não se preocupe, eu prometo que é a última.

— Ainda não acabamos? — perguntou Conner, sendo tão torturado quanto eu.

— Não — respondeu Megan, pegando sua mão e o arrastando antes que pudesse escapar.

Movi minhas pernas, pronto para seguir os dois quando Rachel colocou a mão sobre meu ombro, impedindo-me de me mover. Ela me segurou ali por alguns segundo, o suficiente para dar alguma vantagem a Megan e Conner antes de voltarmos a caminhar.

— Como você está se sentindo? — perguntou ela quando teve a certeza de que não seríamos ouvidos.

— Bem? — Era para ser uma resposta, mas soou mais como uma pergunta.

— Eu me refiro a isso — disse ela, apontando para as sacolas que eu carregava. — Sabe, você ama Damian e agora está experimentando vestidos para ir a um baile com ele. Sei que é por causa de uma missão, mas ainda assim... acho que deve ser estranho, não é?

Parei um pouco para pensar. Ela tinha razão, se bem que eu estava tão focado na vergonha de estar comprando aquelas roupas que nem me toquei de que... bem... de que teria de me vestir de mulher e dançar com Damian enquanto procurávamos uma abelha doida em um salão de festas de uma mansão chique.

Dessa vez, iríamos sozinhos, Asa Noturna estava lidando para que Reginald não soubesse do baile por outra fonte além do convite que roubamos e Batgirl estaria nos dando cobertura do lado de fora caso precisássemos de alguma coisa.

E eu ainda teria que ficar a sós com Damian... com uma roupa tão... Agora que Ravena havia comentado, aquilo seria estranho demais. Ainda tinha tempo de desistir?

— Você tem razão — confessei, não havia porque mentir para ela. — Mas eu vou mesmo assim, trabalho é trabalho. E... — Parei por um momento, refletindo se eu realmente queria completar aquela frase, sentindo meu rosto esquentar um pouco. Infelizmente, agora ela era a única pessoa que eu poderia conversar sobre o assunto. Se não fosse ela, não seria ninguém. — Seria estranho se eu dissesse que, de certa forma, eu quero que esse baile comece logo para poder dançar com Damian?

Como esperado, Ravena riu, mas ao contrário do que imaginei, não era deboche ou ironia. Era uma risada genuíno, um riso divertido e leve.

— Não, não seria nada estranho. — Sua resposta foi sincera. — Seria até fofo, ainda que... — Ela mesma se interrompeu, apontando para frente. — Chegamos.

— Sério? Onde estam... — Não consegui ver o nome da loja, pois por alguma razão que eu não sabia compreender, Rachel cobriu meus olhos e me empurrou para dentro da loja.

— Nem pensar. Vai por mim, você não vai querer olhar.

Ela só retirou as mãos quando estávamos lá dentro. A loja era bem grande, basicamente todas com roupa íntima feminina ou biquinis, pude notar poucas peças masculinas por aí.

O que poderia ter de errado com o nome da loja para que eu não pudesse ver?

Estava relaxado quando a isso, mas meu corpo ficou tenso assim que me virei para Conner que, por algum motivo, parecia estar muito mais envergonhado do que eu e sabia que não era por causa das roupas que vendiam ali. Então por que...?

— Não estou acreditando que realmente o trouxeram para cá — comentou ele consigo mesmo, mais pálido do que eu jamais o vi.

— Essa ideia foi minha, admito — falou Megan. — Mas não tinha como ele convencer alguém sem você sabe o que.

“Você sabe o que”? Por que eu tinha a pesada impressão de que aquilo não era um bom sinal?

Enquanto Megan se afastava em direção a uma porta aberta, aproveitei o momento.

— Qual o problema, Conner? — perguntei por fim.

— Nenhum não. — Ele se virou para mim de um modo tão mecânico que seria estranho se alguém não o achasse suspeito. — Não esquenta a cabeça com isso, Megan vai pegar o que você precisa.

Estreitei os olhos. Aquilo não cheirava bem.

— Nem pensar, eu quero ver o que ela quer colocar em mim.

Decidido, comecei a andar na mesma direção que Megan seguiu, querendo ver o que ela inventaria agora e, se possível, ajudar a escolher também. Porém, antes que chegasse perto, fui segurado tanto por Ravena quanto pelo antigo Superboy que estavam desesperados demais para me conter.

— Pode deixar isso com ela — falou Ravena. Ao contrário da de Conner, sua voz não se alterou. Em vez disso, ela pegou minha mão e me puxou para a direção contrária. — Você vem comigo, tem mais uma coisa que precisamos comprar, vai ser bem rápido.

Considerei contrariar Ravena e ir atrás de Megan para ver o que ela queria tanto esconder e por qual motivo Conner parecia estar tão aliviado por me ver sendo arrastado para longe daquele lugar.

Logo me vi em frente a uma prateleira enorme, cheia de diversos suportes em forma de cabeça com perucas sobre elas.

Ravena não precisou explicar nada, pois fazia total sentido. Se eu iria interpretar uma mulher, o cabelo era uma das coisas que eu mais deveria disfarçar. Como não pensei nisso antes?

Passei os olhos sobre as opções, eram diversas, desde o preto ao platinado e cores menos naturais, como roxo e azul. Haviam as de fios lisos, ondulados, longos e curtos.

Seguindo as melhores com os olhos, fiquem em frente a que seria a melhor opção.

— Vou levar essa — declarei ao retirá-la do suporte.

Rachel se postou ao meu lado, me ajudando com a peruca.

— Tem certeza?

— Tenho sim — respondi. Os longos cabelos negros ondulados, quase brilhantes, eram perfeitos. — Essa peruca é a que mais se parece com o cabelo da esposa de Reginald, não teria como ser outra. Eu dei uma stalkeada nela pelas redes sociais e...

— Jon! — Nos viramos para trás, Megan acenava e nos chamava para mais perto. — Consegui o que procurava.

Por um momento, troquei olhares com Rachel, o que foi o suficiente para que ela desviasse o olhar e saísse andando até o casal. Um pouco irritado com a atitude, segurei bem a peruca em minhas mãos, de forma a não embolar os fios, e a segui.

Me aproximando do balcão, notei Conner um tanto vermelho, visivelmente evitando de me encarar. Não entendia o que poderia deixar alguém tão poderoso como ele ficar constrangido desse jeito. Ao menos até olhar para o balcão.

Havia um par de luvas, mesmo não sabendo se poderia chamá-las assim. As mãos ficariam expostas, a peça mais servia para cobrir os braços e, na ponta, um pequeno pedaço de tecido em forma de argola para encaixar o dedo médio.

O real problema, no entanto, estava no segundo produto. A cor combinava perfeitamente com a cor de minha pele, não haviam dúvidas disso, no entanto, aquele formato e material, facilmente reconhecível mesmo embrulhado em plástico. Eu simplesmente não podia acreditar.

Encarei Ravena e Megan em completa descrença, pois sabia que Conner jamais teria tido uma ideia tão louca quanto essa, mesmo nas condições atuais.

— Vocês vão me fazer comprar uma prótese de silicone? É sério isso?

— O que você esperava? — falou Megan como se fosse óbvio. — Sendo essa tábua você não enganaria ninguém? — Tábua? Sei que não deveria, mas pelo modo como ela falou não pude deixar de levar como um insulto. — Ainda mais se for se passar pela esposa de um cientista rico que com certeza deve gastar um horror de dinheiro para colocar silicone nos peitos.

Mesmo assim... era inacreditável.

— Eu falei que era um exagero — comentou meu irmão ao que fui obrigado a concordar.

Revirei os olhos, sabendo que não tinha outra escolha além de aceitar a decisão. Pela décima vez naquela tarde, me questionei-me se Megan foi a melhor escolha para me ajudar com as compras.


Notas Finais


Então pessoal, o que acharam do capítulo de hoje? <3 Espero que tenham aproveitado a vergonha de Jon porque logo mais vai piorar :3
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Antes de chegar nas partes finais, como prometido, gostaria de justificar meu atraso e dar uns avisos breves:

1 - Como sabem, o planejado é postar os capítulos todo dia 15 e 30 do mês. Porém, com o lançamento cada vez mais próximo do meu livro, acabei passando os últimos dias ocupado com os processos que faltam e trabalhando em um perfil no instagram novo já que o meu pessoal não era voltado para a literatura (para quem quiser, o novo é @drag.literaria)

2 - Infelizmente, atrasos ainda podem acontecer nos próximos capítulos, mas não pretendo abandonar essa fanfic porque ela é meu xodozinho <3

3 - Para quem quiser ler e comentar no livro enquanto ele está sendo postado gratuitamente, a história está sendo atualizada aqui no Spirit e meu perfil está bem aberto caso queiram seguir e ver um conteúdo mais voltado para literatura. Inclusive, há poucos dias fiz uma publicação com dicas de como fazer pesquisas na hora de escrever uma história :3

4 - Talvez (ou provavelmente) em alguns dias vou mudar a capa da fanfic, tenho algo que talvez se encaixe melhor com a história :P
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Então gente, dito isso gostaria de agradecer novamente a vocês que, mesmo com a demora na atualização, continuam lendo e comentando em Just a Dream. Eu amo os comentários de vocês, sempre me deixam mais motivado para continuar escrevendo mais e mais <3

Como sempre, quero muito a agradecer a Scar_Red, Gep_up, Brou137, BlackHood38XD pelos comentários maravilhosos no último capítulo, um agradecimento de coração também a Guime288 e Nene_Hyuuchiha pelos comentários lindos e GIGANTEEEEEEEES que eu tanto amo responder <3.
E muito mais obrigado ainda a ThePurpleGuy por estar lendo e comentando agora em minhas duas histórias, isso me deixa muito feliz mesmo <3 <3 <3


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