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História Just A Mission - Capítulo 2


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Capítulo 2 - I'm going to hurt you


O soco foi desferido na bochecha deixando um hematoma que ficaria roxo com o tempo, algumas gotas de sangue mancharam o chão ao lado da cadeira.

 

- Porra! - exclamou Tom com um grunhido de dor, seus pulsos vermelhos de muitas tentativas falhas de se desfazer da corda que o prendia.

 

- Que boca suja, sr. Baker. - provocou Bruce enquanto passava a mão pelos nós dos dedos doloridos.

 

- Vai se foder! - cuspiu o moreno, tirando uma risada de Banner e fazendo a carranca de Romanoff se aprofundar.

 

- Sabe, se você quiser sair dessa com todas as partes do corpo no lugar… acho melhor começar a cooperar. - Bruce se inclinou e apoiou suas mãos nos braços da cadeira, o sorriso em seu rosto nunca desaparecendo completamente.

 

Baker o olhou com raiva e cuspiu em seu rosto, o jato de saliva atingindo sua bochecha fazendo Bruce se afastar com um suspiro.

 

- Tudo bem, não pode dizer que eu não tentei. - ele inclinou a cabeça em direção a Natasha e se afastou alguns pés. - Agora se vira com ela.

 

Tom olhou para a loira e riu com desprezo. - Como se eu fosse ter medo d… - a frase foi interrompida por um grito de dor, Natasha tinha sacado uma faca e a enfiado na coxa esquerda dele.

 

- Merda! Por que você fez isso?!

 

- Porque você não respondeu a pergunta. - respondeu Natasha, seus olhos verdes e frios causando arrepios na espinha.

 

Agora ela estava totalmente no modo Viúva Negra, mas por mais que Bruce sempre ficasse impressionado de ver a Viúva Negra em ação, ele ainda tinha um pouco de medo.

 

Mas quem seria o burro de não ter medo?

 

- Nós precisamos de um nome. - disse Natasha. - E você vai nos ajudar a conseguir isso.

 

- Senão o quê? - rosnou Baker.

 

Ela levantou uma sobrancelha e sorriu para ele, suor começou a escorrer pela sua testa e ele engoliu em seco, no mesmo instante em que as palavras saíram de sua boca, Tom se arrependeu de ter perguntado.

 

Natasha segurou a faca e a pressionou com força, a fazendo se aprofundar ainda mais. Ele se contorceu em agonia e gritou por causa do ferimento em sua perna, quando Natasha constatou que era o suficiente, afastou sua mão.

 

Com os olhos fechados com força, Tom respirava com dificuldade, o peito descendo e subindo freneticamente. Linhas de suor em sua testa, uma gota escorrendo pelo seu pescoço.

 

- Pronto pra falar agora? - perguntou Natasha com uma voz doce, muito diferente de sua personalidade sádica de segundos atrás.

 

- E depois o que?! Vocês vão me matar de qualquer jeito! - esbravejou Tom, toda a sua fúria sendo libertada. - Você tá achando que eu sou algum tipo de idiota por acaso?!

 

- Não, não, claro que não. O único idiota aqui é o Bruce. - disse Natasha.

 

- Ei! - protestou Banner saindo de seu apoio na parede e se aproximando novamente. - Pra que toda essa violência gratuita contra a minha pessoa?!

 

- Não é gratuita. Eu não gosto de você.

 

- Nós dois sabemos que isso não é verdade. Será que eu preciso te lembrar de Roma?

 

- Olha aqui, você quer me dar licença?! Tá atrapalhando o meu interrogatório!

 

- NOSSO interrogatório. - corrigiu Bruce.

 

Natasha fechou os olhos e respirou fundo três vezes antes de falar de novo. - Anda logo. O nome! - disse olhando para Tom. Ela já estava sem paciência, e ter que lidar com Banner não ajudava em nada o seu humor.

 

- Bucky Barnes. - respondeu Baker, finalmente cedendo. - Ele e os outros é quem conseguem as crianças para o sr. Zola.

 

- Mais algum? - perguntou a loira.

 

- Você disse só um. - lembrou Tom.

 

Natasha o fitou por um momento, decidindo aceitar a sua resposta ou não. Por fim, ela acenou com a cabeça e fez um barulho em aprovação.

 

- Tudo bem… - Natasha segurou a faca e a retirou com rapidez da perna dele, recebendo um grunhido em troca. - Foi tão difícil assim?

 

- O que agora? - perguntou o Baker mais novo.

 

Natasha guardou a faca e sacou uma arma, acertando um tiro bem no meio da testa dele, o barulho foi reduzido por conta do silenciador, a cabeça do moreno pendendo para trás por conta do impacto.

 

- Não precisava disso. - disse Bruce olhando para o corpo sem vida a sua frente.

 

- Você já acabou de ficar de luto? Porque nós temos uma missão pra terminar. - disse Natasha saindo a passos apressados. - Nós temos que encontrar esse Bucky Barnes.

 

(…)

 

- Finalmente eu posso tirar essas coisas irritantes! - disse Natasha atirando os saltos para qualquer canto assim que entraram em seu quarto de hotel.

 

- Isso não parece nem um pouco confortável. - riu Bruce olhando para a cara de alívio de Romanoff assim que tirou aquilo dos pés.

 

- Aposto que o primeiro desenho de um salto foi para ser algum tipo de ferramenta de tortura.

 

- Mas olha pelo lado bom… - Bruce sorriu daquele jeito irritante que ela conhece bem, e Natasha levantou uma de suas sobrancelhas.

 

- Que lado bom? - ela se atreveu a perguntar.

 

- Quando você usa eles não parece mais um Oompa-Loompa… ai você fica do tamanho de um anão de jardim.

 

Natasha revirou os olhos e jogou um dos travesseiros da cama nele, o fazendo rir ainda mais por sua reação.

 

- Idiota! - ela resmungou.

 

- Desculpa… eu feri seus sentimentos? - perguntou Bruce fazendo beicinho, Natasha bufou e mostrou o dedo do meio para ele.

 

- Alguém ficou irritada. - riu Bruce se aproximando dela, que estava agora sentada no lado direito da cama.

 

Natasha não o respondeu, apenas virou a cara para o outro lado

 

- Você está me dando um gelo… sério?! - perguntou Banner erguendo as sobrancelhas. - Quanta maturidade… mas não importa, você sabe que vai ter que falar comigo alguma hora, não é?

 

A loira pegou o controle no criado-mudo do lado da cama e ligou a TV sem olhar para ele.

 

- Para com isso, Natasha… - pediu Bruce, mas isso só fez com que ela aumentasse o volume da televisão.

 

- Tudo bem, me da isso. - ele tentou puxar o controle da mão de Natasha, mas ela o agarrou com força e os dois começaram a brigar por causa do objeto.

 

Bruce vendo que não conseguiria tirar dela desse jeito, teve que pensar em outra estratégia. Soltou o controle e utilizou suas mãos para fazer cócegas em todo o corpo de Natasha.

 

Parece que a Viúva Negra tinha uma fraqueza afinal.

 

Ela começou a rir e a se contorcer embaixo dele, a mulher tentou o afastar, mas sem sucesso. Até que depois de muitas tentativas conseguiu mudar as posições, ficando sentada em sua barriga e prendendo seu braços acima da cabeça. O vestido vermelho que ainda usava subindo pelas suas coxas.

 

Suas respirações estavam ofegantes por conta da brincadeira de segundos atrás, os dois olharam um para o outro e riram ao mesmo tempo.

 

- Por favor, não me interrompa enquanto eu estiver te ignorando. - pediu Natasha em meio a risadas, ela tentou manter seu tom sério, mas não conseguiu.

 

- Você sabe que não consegue me ignorar por muito tempo. Isso não faz parte do conjunto de habilidades excepcionais da famosa Viúva Negra. - respondeu Bruce sorrindo com o canto da boca.

 

Embora ele estivesse apenas brincando, não poderia estar mais certo. É exatamente por isso que Natasha se irrita tanto com ele, porque parece que tudo o que ela aprendeu em todos esses anos na Sala Vermelha não serve pra nada quando está na presença dele.

 

Eles estavam tão próximos que ela conseguia sentir a respiração dele em seu rosto, Natasha pôde examinar cada traço de sua face, e não consegue deixar de pensar em quão bonito ele é. Um idiota, mas um idiota bonito, pelo qual ela está cada vez mais atraída.

 

Viu o olhar de Bruce mudar de seus olhos para sua boca vermelha e farta, a ponta da língua dele saiu para umedecer seus lábios secos.

 

Natasha, não conseguindo mais lutar contra a sua vontade, juntou suas bocas fervorosamente. Desprendeu os braços dele para envolver seu rosto com as mãos, enquanto as de Bruce automaticamente repousaram em sua cintura definida.

 

Sua língua cutucou os lábios de Bruce e ele abriu a boca para dar espaço a ela. Sua língua habilidosa o preenchendo.

 

Fazia tanto tempo desde que tiveram esse contato íntimo entre eles, que os dois estão desfrutando de cada segundo como se fosse o último.

 

Ou talvez seja mesmo.

 

Assim que Natasha recuperou um pouco de seu discernimento afastou-se rapidamente, fitando-o com os olhos arregalados por conta do que tinha acabado de fazer.

 

- Natasha? - perguntou Bruce confuso com a quebra repentina do beijo, seus olhos castanhos aborrecidos pela perda do toque de sua boca na dele.

 

- Nós não podemos fazer isso de novo, Bruce. - sussurrou Natasha. - Você sabe que não.

 

- Nós estamos na cidade do amor, Natasha. Na terra dos apaixonados, não me diz que não está nem um pouco tentada…

 

- Não posso falar isso. - ela engoliu em seco.

 

- E por que não? - perguntou Bruce, seus olhos marrons brilhando esperançosos com sua resposta.

 

- Porque seria uma mentira. - o tom de voz da loira estava tão baixo que mesmo que tivesse mais gente no quarto, Bruce seria o único que conseguiria ouvir, como se ela estivesse contando seu segredo mais bem guardado.

 

Ele esfregou o nariz contra o dela suavemente antes de beijá-la novamente. Natasha suspirou no beijo, apreciando a suavidade da boca familiar dele movendo-se contra a dela.

 

Natasha baixou a guarda, e ele entrou de novo em seu coração. Na verdade, ela duvidava de que algum dia ele tivesse mesmo saído de lá.

 

- Você ainda acha que não podemos fazer isso? - Bruce perguntou com a voz rouca e as bochechas rosadas, exibindo seu típico sorriso debochado.

 

- Cala a boca, Banner. - bufou Natasha o puxando para outro beijo desesperado.

 

(…)

 

Bruce foi acordado pelo barulho do chuveiro, ele bocejou e sentou na cama esticando os braços acima da cabeça. O movimento fazendo o fino lençol que o cobria revelar parte de seu peito desnudo.

 

Ele olhou para o relógio do lado da cama marcando 8 horas, sua visão um pouco embaçada por causa de seu estado ainda sonolento, virou a cabeça novamente quando ouviu a porta do banheiro sendo aberta, Natasha saiu de lá com uma toalha cobrindo seu corpo e outra nas mãos secando o cabelo que agora voltava a sua cor natural avermelhada.

 

- Mudança de visual? - perguntou Bruce sorrindo assim que a viu, sua ação sendo retribuída pela mulher.

 

- Gosto do clássico. - ela deu de ombros.

 

Bruce sorri. - Sabe, eu sempre tive uma queda por ruivas.

 

Natasha caminhou em direção a pequena mala que trouxe e separou algumas roupas, olhou por cima do ombro para se certificar que Banner a estava observando, sorriu de lado e desfez o nó que mantinha a toalha em volta de seu corpo a fazendo cair no chão e suas curvas serem reveladas.

 

Ela podia sentir os olhos de Bruce nela a cada movimento que fazia, vestiu-se lentamente deixando o sutiã e a camiseta por último.

 

Ouviu quando ele se levantou da cama e parou atrás dela, sua respiração quente chegando ao pescoço a fazendo ter arrepios por todo corpo. Seus dedos subiam e desciam gentilmente pelos seus braços, ela sentiu a boca dele ser pressionada contra o ombro pálido e fazer uma trilha até o pescoço.

 

Suas carícias eram tão delicadas que ela nem percebeu em que momento as mãos grandes de Bruce foram parar em sua cintura puxando seu corpo para ser pressionado contra o dele e depois subindo em direção aos seios descobertos.

 

Deixou cair a cabeça para trás repousando no ombro dele, levou a mão até os cachos negros que ela tanto gosta para se certificar que Bruce sabia que ela estava aproveitando esse momento com ele. Natasha fechou os olhos deixando-se levar pela sensação do peito dele pressionado contra as suas costas, suas mãos quentes massageando seus seios incentivando-os a rigidez, e os dedos dela imersos em seu cabelo macio.

 

Bruce mordeu o lóbulo da orelha da ruiva, a fazendo soltar um gemido abafado. Decidindo que já tinha ido longe demais, parou com as carícias e afastou seu corpo do dela.

 

A expressão de Natasha caiu com a perda de contato, virou-se para ele com o cenho franzido e quando viu o sorriso em seu rosto o sentimento de raiva explodiu dentro de si, ela teve que se controlar pra não socar essa cara bonita que ele tem.

 

- Eu te odeio! - ela gritou, empurrando o peito dele o fazendo cair de costas na cama.

 

Bruce ficou lá olhando para o teto do quarto tentando diminuir o ritmo de suas risadas incessantes, assim que recuperou a compostura e sentou-se novamente, Natasha já estava vestida e pelo que Bruce pôde perceber sua raiva não tinha diminuído.

 

Ele sorriu para ela. - Você acha que pode me provocar e sair impune?

 

Natasha não se deu ao trabalho de responder a pergunta dele. - Vai se vestir, temos muita coisa pra fazer hoje. Eu não quero prolongar demais essa missão e correr o risco de ter que passar mais um dia com você. - pegou roupas limpas e as jogou em sua direção acertando o rosto dele que ainda exibia um sorriso travesso.

 

- Sim, senhora! - respondeu Bruce prestando continência a fazendo bufar e revirar os olhos, aparentemente ela fazia muito isso quando estava perto dele.

 

(…)

 

Bucky foi até a garagem do apartamento e entrou em seu carro. Ele tem muita coisa pra fazer hoje e tudo tem que ser perfeito, sr. Zola não fica nada contente quando as coisas não saem como o planejado.

 

Ligou o rádio enquanto esperava o portão abrir, saiu dirigindo pelas ruas de Paris até o seu destino. Era um lugar mais afastado, o bom de trabalhar em uma cidade como essa é que eles estão mais preocupados com pontos turísticos e em ganhar dinheiro que não prestam muita atenção no que acontece “por baixo dos panos”.

 

Chegou ao lugar marcado, ele era cheio de contêineres descartados, era praticamente um ponto fora do mapa usado para descartar coisas inúteis, ninguém ia lá.

 

Haviam alguns guardas espalhados pelo local, precaução nunca é demais.

 

Barnes se aproximou dos homens, passando por eles. - Rapazes. - disse ele, acenando com a cabeça.

 

- Está tudo correndo bem? - perguntou Bucky assim que se aproximou de um homem parado mais a frente.

 

- Por enquanto, mas devemos tomar cuidado. - alertou Zola. - Fiquei sabendo que a S.H.I.E.L.D tem mantido um olho em nós.

 

- Tenho certeza que podemos lidar com eles.

 

- É melhor que sim, para o bem de vocês.

 

(…)

 

Bruce e Natasha estacionaram as motos e tiraram seus capacetes.

 

- Ele nos levou direto para o local. Como previsto… por mim. - disse Bruce com um sorriso presunçoso.

 

- Não enche, Banner. - resmungou a ruiva. - Se a gente tivesse pego ele e o feito falar, nós teríamos vindo aqui de qualquer maneira.

 

- Isso levaria mais tempo, e como você tem certeza de que conseguiria fazê-lo falar?

 

- Eu conseguiria. - respondeu Natasha, confiante, mas quando olhou para ele, parecia um pouco ferida ao saber que Bruce duvidava dela, mas esse flash de emoção sumiu no mesmo segundo em que apareceu.

 

- Você pega a esquerda que eu vou pela direita. - ordenou Natasha. - Temos que achar essas crianças.

 

(…)

 

- Nada ainda? - pergunta Bruce, seguido de dois tiros direcionados a um dos homens inimigos.

 

Ele escutou no comunicador o barulho de chutes e socos, depois o que talvez seja alguém caindo no chão, ele espera que alguns dos agentes, antes dela responder:

 

- Não.

 

Bruce soltou um longo suspiro, eles precisam encontrar as crianças, o tempo está passando.

 

O lugar que eles estavam parecia até um labirinto com contêineres espalhados por todos os lados, Banner tinha que ficar atento a tudo, a qualquer momento ele poderia se virar e dar de cara com algum agente armado.

 

O que tinha acontecido nesse exato momento.

 

Quando Bruce se virou, um agente inimigo chutou sua arma para longe e bateu na cabeça dele o fazendo cambalear e cair no chão, seu comunicador caindo também sem que ele percebesse.

 

Bruce se levantou e trocou socos com ele, deu um chute no estômago o jogando para longe, mas ele voltou correndo e o empurrou. Quando os dois caíram no chão de concreto, Banner o prendeu entre suas pernas e torceu um de seus braços.

 

- Banner…?

 

- Bruce, você está ai?

 

A voz de Natasha soou no pequeno aparelho a muito esquecido, quando não obteve resposta começou a ficar nervosa, embora soubesse que Bruce podia se cuidar, não conseguia afastar esses sentimentos. Empurrou suas emoções para o fundo de sua mente e voltou o foco na missão, ela não tinha tempo para distrações.

 

Assim que o cara desmaiou, Bruce se levantou do chão apenas para encontrar mais dois vindo em sua direção. Quebrou o pescoço de um, enquanto atirou no outro assim que recuperou sua arma.

 

- Banner. - disse Bruce colocando o comunicador de volta no ouvido.

 

- Bruce?

 

 

- Bruce?!

 

- Desculpa, eu só queria ouvir sua voz. - respondeu ele com uma risada anasalada. Bruce não podia ver, mas Natasha estava sorrindo.

 

- Foco na missão.

 

- Sim, senhora!

 

- Espera… acho que encontrei alguma coisa.

 

Natasha passou por um contêiner e ouviu vozes, forçando as portas a abrirem, encontrou o que tanto procuravam. Tinham no mínimo 15 crianças lá dentro, elas pareciam desnutridas e muito, muito assustadas.

 

- Tudo bem… eu não vou machucá-los.

 

- Natasha?

 

- Encontrei elas. Estou comunicando o Fury, ele pode assumir daqui. Vá atrás do Zola.

 

Bruce saiu correndo pelo extenso labirinto atirando em todos que estivessem na sua frente, até que ele avistou seu alvo e correu em direção a ele. Arnim arregalou os olhos assim que o viu e fugiu o mais rápido que pôde, vários guardas apareceram a sua volta avançando para atacar Banner.

 

Bruce conseguiu acabar com alguns, mas eles eram vários e ele não conseguiria sozinho. Um deles o prendeu em um mata-leão enquanto o outro dava socos em sequência em seu estômago, gotas de sangue saíram de sua boca por conta dos repetidos golpes.

 

Ele enxergou Natasha se aproximando, dobrou seu corpo para frente e o jogou para trás, atingindo o nariz de seu atacante com a cabeça, dando assim chance para ela atirar.

 

Porém não foi rápido o suficiente para impedir o outro guarda de sacar a arma e atirar na perna esquerda de Bruce, o fazendo gemer em agonia e cair no chão. Natasha fez questão de acabar com esse último e foi ajudá-lo.

 

- Você tem que ir atrás do Zola. - resmungou Bruce, seu rosto tenso de dor.

 

- Nós podemos lidar com ele mais tarde. - disse rasgando uma das mangas de seu casaco e amarrando em cima da feriada para interromper o sangramento.

 

A ruiva estava trabalhando o mais rápido que podia para ajudar Bruce, ele estava perdendo muito sangue e ela não tinha nenhum kit médico. Sorte que os agentes da S.H.I.E.L.D já estão a caminho.

 

- Natasha… - chamou Bruce, agarrando o braço dela delicadamente. Ele estava fraco, mal conseguindo manter os olhos abertos, sua pele começando a adquirir um tom mais pálido.

 

Romanoff parou o que estava fazendo e olhou para ele, seus olhos transbordavam preocupação.

 

- Sim?

 

- Obrigado. - disse Banner, e então ele apagou.

 

(…)

 

Bruce acordou com uma leve dor de cabeça, piscou algumas vezes até reconhecer o ambiente em que estava, uma maca no Quinjet.

 

Alguns segundos depois, Natasha aparece com um sorriso no rosto.

 

- Achei que eu ia ter que jogar um balde de água na sua cara pra você acordar.

 

- O que aconteceu com as crianças?! E o Zola?! - Bruce fez uma tentativa de se sentar, mas foi impedido pela mão de Natasha em seu peito, o empurrando para baixo novamente.

 

- As crianças estão bem. - tranquilizou a ruiva.

 

- Zola?

 

Natasha ficou em silêncio por alguns segundos antes de soltar um suspiro pesado e responder:

 

- Fugiu.

 

- Droga. - resmungou Bruce. - Foi culpa minha, se eu não tivesse sido atingido…

 

- Não. - interrompeu Natasha, balançando a cabeça negativamente. - Você se machucou, todos nós fazemos, algumas vezes são piores que outras, mas isso não foi culpa sua. Ele não vai conseguir se esconder por muito tempo, a S.H.I.E.L.D vai encontrá-lo, é só questão de tempo.

 

- Eu espero que sim… - suspirou o moreno. - Então, eu vou ter que ter uma perna robótica a partir de agora?

 

Natasha sorriu com seu senso de humor, ele tem uma facilidade para mudar de assunto. - Não se preocupe, a sua perna ainda está aí. Vai poder voltar a andar daqui a algumas semanas.

 

- Sério?! Que droga… eu acho que eu ficaria muito legal com uma perna dessas, eu seria metade robô.

 

- Tenho certeza que não é assim que funciona. - riu a mulher. - Fico feliz que esteja bem. - ela apertou a mão dele e fez menção de se afastar, mas Bruce entrelaçou seus dedos impedindo-a de ir mais longe.

 

- Eu… - ele engoliu em seco, ela estava lá parada e olhando para ele, tinha que falar alguma coisa… mas o quê?

 

- Eu senti sua falta.

 

- Quanto tempo você acha que ficou dormindo? - perguntou Natasha divertida e com uma das sobrancelhas para cima.

 

- Não… eu estou falando depois de Roma. - as bochechas de Bruce adquiriram um tom rosado que ela acha muito fofo. - Depois que voltamos nós não nos falamos mais.

 

- Bruce…

 

- Por favor, me deixa terminar. - pediu ele. - E-eu gosto de você, Natasha. Muito. E eu sei que você também sente alguma coisa por mim.

 

- Eu vou machucar você, Bruce.

 

- Você não sabe…

 

- Sim, eu sei. - insistiu ela, seu tom adquirindo um tom mais alto.

 

- Então pode partir o meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser. - Bruce falou sorrindo de um jeito que fez as pernas de Natasha tremerem por um momento e ela engolir em seco.

 

Precisava se afastar dele antes de fazer algo que se arrependa depois.

 

Bruce Banner seria sua ruína.

 

- Bruce, eu…

 

- Nós já pousamos. - informou Nick se aproximando deles. - Banner, você será levado a ala médica e depois pode ir pra casa.

 

- Romanoff. - disse alternando seu olhar para a ruiva. - Eu quero um relatório.

 

- Estará na sua mesa, senhor.

 

Fury assentiu e saiu em direção a rampa para descer do Quinjet, deixando os dois sozinhos novamente.

 

- Eu preciso ir. - disse Natasha, seguindo o chefe e soltando a mão de Bruce com relutância.

 

- Tasha…

 

Ele a chamou pelo apelido, ela adorava o som de seu nome na boca dele. Se virasse agora, não ia conseguir deixá-lo, mas ela precisava, pelo bem dele.

 

As Viúvas Negras não são conhecidas pelos seus bons relacionamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Tchau, Bruce.

 

 


Notas Finais


Desculpem qualquer erro :D
Até o próximo capítulo.


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