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História Just A Mission - Capítulo 3


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Capítulo 3 - I knew you liked me


Haviam se passado 3 meses desde a conversa no Quinjet, desde que ela se despediu. Natasha ainda via Bruce de passagem pelos corredores da S.H.I.E.L.D, ele começou a chamá-la de agente Romanoff, e ele nunca a tinha chamado desse jeito antes, nem mesmo quando se conheceram.

 

Quando precisavam ficar no mesmo lugar por mais tempo, Bruce nem sequer olhava para a ruiva, o tratamento frio estava deixando Natasha irritada. Ela sabe que merece, mas isso não impede que ela se sinta ferida, porque se essa for a intenção dele está fazendo um ótimo trabalho.

 

Já era tarde da noite quando fazia seu caminho de volta para casa, gotas de chuva escorriam pelo para-brisa. O semáforo estava vermelho, ela parou o carro e olhou para frente distraidamente, seus pensamentos estavam em outro lugar, ou melhor, outra pessoa.

 

Ficar longe de Bruce é uma tarefa mais difícil do que ela pensava, sente falta das piadas idiotas e até mesmo do humor sarcástico e irritante dele, Natasha está começando a achar que finalmente enlouqueceu de vez.

 

Mas esse relacionamento não daria certo.

 

Como poderia?

 

Os dois vivem em perigo constante, eles são espiões, eles podem sair para missões e não voltar, sem falar no alvo sempre atrás de suas costas, algumas pessoas podem se zangar com coisas que fazem ao longo dessa carreira.

 

Mas e se desse? E se eles conseguissem fazer funcionar?

 

O “e se” sempre voltava para assombrá-la. Junto com as palavras de Bruce antes dela deixá-lo naquela maca:

 

“Pode partir o meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser”.

 

Estava tão distraída que só percebeu que a luz tinha mudado para verde quando escutou várias buzinas atrás de si, apertou as mãos no volante e deu a volta.

 

Ela tinha outro lugar para ir.

 

(...)

 

Ela deu três batidas na porta e depois de alguns minutos pôde ouvir passos do outro lado se aproximando, ela estava muito nervosa, não tem certeza do porquê está aqui e nem do que falar quando ele aparecer na sua frente.

 

A porta foi aberta e assim que o viu toda a tensão foi drenada de seu corpo, mas isso não impediu suas bochechas de corarem com a visão.

 

Bruce vestia apenas uma cueca boxer azul-marinho deixando todo o seu corpo esculpido pelos deuses a mostra, seus cachos rebeldes estavam em todas as direções possíveis e seus olhos levemente inchados.

 

Com certeza é uma visão a ser apreciada.

 

- Agente Romanoff? - sua voz rouca e sonolenta, as sobrancelhas unidas em confusão. - O que está fazendo aqui?

 

Natasha não respondeu a sua pergunta, não porque simplesmente decidiu ignorá-la, mas sim pela falta de uma resposta. Achou que mudando de assunto lhe daria tempo para pensar. - Você sempre recebe as suas visitas vestido desse jeito? - brincou ela, olhando-o de cima a baixo.

 

Seus olhos piscaram repetidas vezes, ele parecia confuso até que olhou para si mesmo e percebeu seu estado quase nu.

 

Bruce a fitou novamente e sorriu com o canto da boca, seus olhos cheios de malícia. - Até agora ninguém reclamou.

 

Mesmo as 2 horas da madrugada e tendo acabado de acordar, ele ainda consegue ser irritante. Por que isso não a surpreende?

 

Ele olhou diretamente para os olhos verdes dela, sua voz baixa. - Devo deixar você entrar? - aquela pergunta escondia muito mais do que apenas estar convidando-a para sair do corredor. Ela representava não somente deixá-la entrar em sua casa, mas em seu coração.

 

Ela estava pronta para isso?

 

Bruce estava pronto para isso?

 

Natasha não sabia, mas só tinha um jeito de descobrir.

 

(…)

 

Eles caíram na cama e Bruce ficou por cima, a ruiva abriu um pouco mais as pernas para acomodar melhor o corpo alheio, eles pareciam se encaixar perfeitamente, como se fossem feitos um para o outro.

 

Eles se separaram apenas para se desfazerem das roupas que atrapalhavam o contato de seus corpos. Antes que Natasha pudesse perceber direito o que estava acontecendo, ela estava somente de calcinha, seu sutiã tinha ido pelos ares a muito tempo.

 

Ele começou a distribuir beijos por toda a extensão de seu pescoço e baixando em direção aos seios, onde colocou um na boca enquanto estimulava o outro com os dedos.

 

Natasha não tinha ficado com ninguém desde aquela noite com Bruce em Roma e depois nessa última missão.

 

Até tentou alguns meses antes, ela estava em um bar, bêbada e estressada, e um cara sentou no banco ao lado dela. Mas nem com todo o álcool em seu sangue conseguiu fazer aquilo, ele parecia ser um cara legal e até que era bonitinho, mas ele não era Bruce, e por mais que ela odeie admitir isso, ela não quer ninguém além de Bruce.

 

São esses pensamentos que a irritam mais, o fato dela querer ele. De não conseguir ficar com ninguém que não seja ele, e Natasha não quer sentir isso, mas parece que seus sentimentos não ligam para o que ela quer ou deixa de querer.

 

Cravou as unhas mais fundo nas costas dele, isso, com certeza, deixaria algumas cicatrizes, mas Bruce não parecia se importar, então porque ela deveria?

 

Sentiu os dedos dele agarrarem sua calcinha e a rasgar sem pudor algum, ele agarrou suas coxas firmes e as colocou em seus ombros antes de se abaixar e alcançar a sua intimidade. Natasha soltou um gemido arrastado enquanto sua cabeça caía para trás nos travesseiros, ela sentiu falta disso, sentiu falta dele.

 

Bruce trabalhou em seu clitóris inchado com a língua talentosa, tirando gemidos de Natasha que se contorcia de prazer e murmurava coisas sem sentido.

 

Adicionou um dedo e a ouviu gemer em aprovação, quando colocou outro, seus movimentos se intensificaram. As mãos de Natasha estavam fechadas em torno dos lençóis da cama, eventualmente ela não aguentou mais e as mergulhou nos cachos negros do moreno.

 

O corpo da ruiva arqueou assim que atingiu o clímax, ela mordeu o lábio inferior para tentar conter um gemido alto, mas sem sucesso. Bruce se posicionou na cama novamente para que pudesse olhar para Natasha, o rosto corado, fios avermelhados grudando em sua testa suada, os olhos fechados com força e a respiração ofegante.

 

Ela não podia estar mais linda na visão dele.

 

Foi nesse momento em que Bruce percebeu que estava preso em sua teia, preso na teia da Viúva Negra. Ele estava falando sério quando disse que seu coração era apenas dela, Natasha o fez sentir coisas que nenhuma mulher fez antes, ele se apaixonou no momento em que pôs os olhos nela.

 

Assim que Natasha o pegou olhando, as bochechas de Bruce adquiriram um tom avermelhado, isso a fez sorrir e o puxar para um beijo doce e lento, muito diferente dos apressados que compartilharam antes.

 

Ela mudou suas posições sentando em cima da crescente ereção de Bruce e começou a passar levemente suas unhas por toda a área de seu abdômen, o fazendo suspirar e fechar os olhos.

 

Natasha adorava vê-lo desse jeito, submisso, ansiando por seu toque, todo dela.

 

Bruce é sarcástico e sempre tem uma resposta na ponta da língua, nunca sabe quando parar de falar, menos nessas horas. Agora, ele não consegue falar, só consegue sentir, sentir Natasha, sua boca, suas mãos.

 

Nada mais importa a não ser ela.

 

Natasha se arrastou pelo corpo dele e lambeu todos os arranhões que fez, a dor e o prazer misturados fazendo Bruce revirar os olhos, o desejo dentro de si aumentando a cada segundo.

 

- Por que você ainda está usando isso? - disse a ruiva, se referindo a cueca que ele ainda vestia. Se livrou da última peça de roupa rapidamente, libertando seu membro necessitado.

 

Natasha passou o dedo indicador por toda a sua extensão, começando na base e subindo em direção a ponta, sua unha fazendo Banner estremecer.

 

- Tasha... - sua voz não passava de um sussurro profundo e rouco, ela amava o som.

 

Ela se inclinou em direção ao ouvido dele e perguntou com sua voz mais sensual. - Sim? - logo depois mordendo o lóbulo da orelha. As mãos de Bruce foram parar em sua cintura, as unhas curtas deixando pequenas marcas na pele com o leve aperto que ele mantinha.

 

Quando ele não responde, Natasha rebola em seu colo causando uma fricção entre suas intimidades, tirando um gemido ofegante de Bruce e um suspiro pesado dela.

 

- Você quer que eu acabe logo com o seu sofrimento, querido? - perguntou a ruiva, um sorriso provocante enfeitava seus lábios.

 

Falar era muito difícil, então Bruce apenas balançou a cabeça.

 

Natasha sorriu e esticou a mão entre seus corpos, pegando o seu membro ansioso e massageando com cuidado, enquanto se deliciava em ouvir sua respiração irregular.

 

Os lábios de Bruce estavam vermelhos e inchados por causa dos beijos, deixando-o ainda mais atraente na opinião dela. Depois de alguns minutos, Natasha decidiu que já tinha o provocado o suficiente, colocou uma mão no peito do moreno para apoio e afundou seu peso nele jogando a cabeça pra trás em puro êxtase.

 

Natasha se inclinou e praticamente devorou sua boca, mas Bruce não parecia se importar, na verdade estava até feliz em devolver o beijo com a mesma intensidade. Ela começou a mover-se devagar, fazendo os dois arfarem com a sensação, as unhas de Natasha cravaram no peito dele a medida que os movimentos iam intensificando-se.

 

A ruiva ficou a maior parte do tempo com os olhos fechados, mas Bruce não ousaria perder a bela vista que ele tinha. A boca de Natasha estava entreaberta, as sobrancelhas unidas em prazer, Bruce podia dizer que ela estava perto. Sentou-se na cama e passou os braços ao redor dela, acelerou o ritmo de seus quadris, fazendo-a inclinar a cabeça e morder com força a pele que formava o encontro de seu pescoço e ombro.

 

Uma das mãos dela estava nas costas de Banner, enquanto a outra decidiu manter na cabeça dele, puxando levemente os cachos. Mais alguns minutos e Natasha chegou ao clímax com um gemido arrastado, a cabeça pendendo para frente para descansar no ombro de Bruce enquanto tentava lembra-se como respirar normalmente.

 

Ele a virou na cama, ficando por cima dessa vez, Natasha dobrou os joelhos e os esticou apoiando-os nos ombros de Bruce. Ele moveu os quadris e Natasha já podia sentir a sensação embaixo do abdômen crescendo novamente. Bruce segurou suas coxas com um aperto firme e relaxou o corpo ao mesmo tempo que a ruiva. Natasha recolheu as pernas e ele apoiou-se nos cotovelos para não depositar todo o peso de seu corpo em Natasha, embora desnecessário, ela apreciava o pequeno gesto.

 

Os dois estavam com as respirações ofegantes, as testas coladas juntas, os olhos castanhos encontrando os verdes. Bruce sorriu para ela, e Natasha não viu porque não fazer o mesmo, ele se acomodou ao lado dela na cama e a puxou mais para ele, em seguida depositando um beijo em sua bochecha ainda rosada.

 

Natasha repousou sua cabeça no ombro dele, respirando seu aroma que a atraía tanto, e o braço dela abraçou o seu meio. Ela estava muito feliz para dizer qualquer coisa, não que algo realmente precisasse ser dito depois de tudo isso, ela finalmente estava fazendo o que queria, e queria mais que tudo estar com Bruce.

 

Ele puxou as cobertas sobre eles e esticou o braço para pegar o controle do ar-condicionado ligando-o, as pálpebras de Natasha já estavam começando a ficar pesadas, mas antes que o sono a alcançasse, conseguiu ouvir Bruce sussurrar baixinho:

 

- Eu sabia que você gostava de mim.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado *-*


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