História Just A Normal Teenage Romance - Capítulo 8


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Lynn, Nathaniel
Tags Boys Love, Casnath, Dustestrella, Otp
Visualizações 53
Palavras 794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nossa eu lembrei dessa história essa semana. Percebi também que essa é a minha fanfic atual mais antiga. Escrevo ela desde 2016, que absurdo

Felizmente, enquanto escrevia isso, consegui idealizar um final decente.

Então vamos lá~

Capítulo 8 - Nath's Peace Of Mind


Lembro-me do dia em que os pais do Cast vieram nos visitar. Faziam duas semanas que eu estava em sua casa, duas semanas em que eu sentia que vivia um sonho. Quer dizer, meus pais pareciam ter sumido, aquilo não podia ser real. Mas, quando presenciei a expressão preocupada da sra. Marin, soube que meu período de paz havia acabado.

Eles me receberam super bem, perguntaram o que havia acontecido (aparentemente meus pais haviam falado com eles e contado uma versão distorcida da história), e se ofereceram para ajudar a consertar as coisas. Tive que usar todo meu autocontrole para não desabar diante de todo aquele apoio vindo de pessoas que eu nunca havia conhecido, mas que já me pareciam tão maravilhosas.

A sra. Marin me abraçou e consolou quando percebeu que eu estava desconcertado, mas o que mais me surpreendeu foi que em nenhum momento eles perguntaram como eu e o Castiel havíamos nos conhecido, ou qual nossa relação. Quer dizer, ele estava segurando a minha mão enquanto eu falava sobre meu pai, e por mais que aquilo tenha me deixado apreensivo, eu confiava nele, sabia que se estava agindo daquela forma, era porque seus pais não problematizariam. Mas o que aconteceu foi que eles basicamente não notaram nossa proximidade. E eu não sabia o que pensar sobre isso.

_ Eles acharam que somos só amigos, não acharam?- perguntei, apreensivo, enquanto assistíamos um filme naquele final de tarde.

_ Não.- ele sorriu, o que me deixou confuso. Sua voz soava tranquila demais, não era essa reação que eu esperava.- Eles só não complicaram a ideia.

_ Como assim?

_ Mamãe deve ter entendido que eu só não te apresentei como o amor da minha vida porque aquele não era o momento adequado.- explicou, e eu senti minhas orelhas esquentarem.- Seria muita informação até mesmo pra eles. “Oi pai, oi mãe, esse é o Nath, meu namorado, e eu salvei ele das garras dos pais abusivos. Ah é, eu sou gay, yey!”

Não pude evitar rir da encenação boba de Castiel, e acho que isso aliviou um pouco minha apreensão. Suspirei baixinho e o abracei por baixo dos cobertores.

_ Eu tenho muito medo.- sussurrei, após um tempo pensando se devia mesmo verbalizar aquilo.

Cast pareceu demorar para raciocinar minha frase.

_ Medo de que?- perguntou, por fim.

_ Deste sonho acabar. De eu ter que acordar e voltar pra casa, pra minha realidade.

Castiel suspirou fundo e ajeitou-se para me olhar nos olhos. Quase não pude manter o contato por muito tempo, ele parecia olhar lá no fundo da minha alma.

_ Eu não sou um sonho, Alice.- prometeu, e eu senti que suas mãos me seguravam com força, de modo protetor.- Este coelho é a sua realidade agora, okay? Vou te manter acordado aqui comigo.

O modo como ele fez referência a uma das minhas personagens preferidas da literatura me deixou um pouco perplexo, admito. E claro que a confiança dele ainda me assustava um pouco, ao mesmo tempo que transmitia um conforto imenso. Aquilo poderia até ser perigoso, eu não queria ter que depender dele para me sentir protegido, mas acho que àquele ponto da situação um pouco de estabilidade não seria de todo mal.

Aquela foi a primeira noite que dormimos juntos. Durante aquelas duas semanas, eu havia ficado no quarto de hóspedes, e Cast em momento algum havia insinuado nada. Em parte eu apreciava isso, porque não sabia se me sentia preparado para ter alguém tão perto de mim por tanto tempo, mas no fundo aquilo me deixava curioso, eu não sabia se ele apenas me respeitava ou não me queria ao seu lado de noite. Eu sabia que esse pensamento era apenas minha mente exagerando muito a situação, mas ainda assim me deixava inseguro (não que isso fosse novidade).

Mas, naquela noite, eu decidi ignorar todos meus avisos mentais e pudores.

_ Posso ficar aqui?- foi tudo que consegui dizer.

Castiel já estava deitado, os cabelos vermelhos soltos e o celular na altura dos olhos. Ele me olhou com um sorriso de canto e fez sinal para que eu me aproximasse.

Deitei ao seu lado, abracei seu tronco e inalei o cheirinho de banho e algo a mais que ele tinha. Quando o ar deixou meus pulmões, senti meu corpo todo relaxar, de uma forma que não sentia a um bom tempo. Castiel se aproximou mais, e as nossas pernas se entrelaçaram quase que automaticamente. Ele beijou minha testa e sussurrou boa noite, e eu não tive medo de imaginar passar o resto da minha vida dividindo a cama com ele. Esse pensamento fez com que surgisse em mim uma tranquilidade que eu não imaginei ser capaz de sentir, e eu caí no sono em seus braços.


Notas Finais


Eu ia fazer outra piadinha sobre minha demora em atualizar, mas já tá perdendo a graça (ou não) -q


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