História Just a Secret - Capítulo 26


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Competição, Corrida, Hetero, Jeon Jungkook
Visualizações 196
Palavras 1.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


2ª TEMPORADA

Capítulo 26 - Primeira briga.


Abri os olhos lentamente, sentindo a preguiça se apoderar de meu corpo. Me espreguicei e aos poucos me acostumei com a claridade, suspirando ao ver meu novo quarto. Me sentei na cama, vendo-a vazia do meu lado e me levantei, indo para o banheiro fazer minhas higienes.  

Peguei minhas malas e as desfiz, organizando todas as minhas roupas no meu novo closet. Terminei uns 30 minutos depois e olhando para o relógio de meu celular, notei que já eram quase 11 horas.  

Saí sonolenta, encontrando Jungkook sentado no sofá da sala, mexendo em seu celular. Eu estava meio sem jeito, não sabia como deveria tratá-lo e na verdade não queria conversar muito com o mesmo. Entretanto, ainda não querendo seria necessário, principalmente porque teríamos que manter um relacionamento estável por no mínimo 2 anos.  

— Escuta... — falei em pé atrás do sofá. — Não podemos sair durante uma semana mesmo? — permaneceu em silêncio e eu bufei. "Quer saber? Vou conhecer a casa melhor.

Fui até a cozinha, vendo o quão linda era. Possuía uma ilha no meio com alguns bancos e um exaustor moderno. O fogão era embutido e a geladeira enorme.  

Encontrei uma porta e a abri, vendo uma lavadora e uma secadora de roupas na mesma cor no cômodo, a outra porta dava apenas para a área externa, dos fundos. Continuei andando e encontrei uma sala de biblioteca e um lavabo para as visitas.  

Passei por Jungkook, atravessando a sala e fui até o jardim. Era espaçoso e possuía uma piscina consideravelmente grande. Observei melhor e notei que acoplada a casa, do lado externo, havia uma sala e vendo a chave na porta, a abri me deparando com uma pequena academia. Me empolguei no mesmo momento, pois sabia que pelo menos assim, teria o que fazer naqueles dias entediantes.  

Ouvi meu celular tocar e no mesmo instante atendi, vendo ser Chul, meu personal.  

Ele me perguntou o porquê de meu sumiço e eu expliquei que já tinha casado, recebendo os seus parabéns. Ele não entendia direito a situação, já que só tinha o contado que era um casamento contra a minha vontade. Expliquei a ele que eu não iria aparecer por lá durante um tempo, mas que por ter uma em casa, ele poderia vir e ser o meu ajudante. Falávamos animadamente, até Jungkook esbarrar em mim ao passar do meu lado, fazendo com o que o meu celular caísse com tudo no chão.  

O peguei às pressas, vendo a tela quebrada enquanto o garoto seguia caminho até o quarto.  

— Ei! Seu idiota! Viu o que fez? Acabou de quebrar o meu celular. — disse revoltada com as mãos na cintura. Ele me olhou de soslaio, dando de ombros. — Infantil! Sorte da Yuna que não ficou com você.  

Resmunguei um tanto alto, vendo-o parar no lugar. Eu ainda estava com os nervos à flor da pele e nem temi pelo que aconteceria a seguir.  

— Como é? — riu nasalado, ainda de costas para mim.  
— Você ouviu bem. — se virou, me encarando.  

Ao ver o seu olhar furioso percebi que tinha falado em demasia, tocando em um assunto ainda proibido, mas mesmo assim continuei levada pelo estresse.  

— Eu não desejaria a ela uma pessoa como você. Tenho certeza que ela devia ser muito boa pra te merecer.  

Se aproximou de mim e eu me afastei cada vez mais, até que ele apressasse o passo, segurando os meus pulsos com uma força extrema.  

— Cala a boca, sua vagabunda. Você não tem direito de falar da Yuna como se a conhecesse. Eu a amava de verdade, tal sentimento que eu nunca tive por você. — me olhava nos olhos com uma expressão rancorosa. — Você nunca passou de uma diversão. Ter me casado com você foi uma caridade.  

Juntei todas as forças que tinha e me soltei de seu aperto, desferindo um tapa em seu rosto. Ele me encarou novamente, com uma mancha avermelhada em sua pele branca.  

— Eu já não me importo se um dia você me amou ou não e admito, fui muito burra por nutrir sentimentos por um lixo! — gritei — Sei que você nunca me viu como nada além de uma diversão. Mas não perdeu tempo em ligar pra mim quando estava chorando. Correu para os meus braços, pedindo abraço enquanto eu te consolava vendo você chorar por outra mulher! Sempre foi assim. Você só me via como uma substituta, mas eu não sou ela, Jeon Jungkook! — saí correndo dali, me trancando na biblioteca que tinha visto a pouco.  

Olhei para as estantes com raiva, tal raiva que foi se dispersando aos poucos, dando lugar a mágoa, deixando o sentimento de tristeza me consumir. Sentia um frio que subia de minha barriga para o resto do meu corpo, me trazendo lembranças do passado. Quando eu finalmente percebi, lágrimas escorriam pelo meu rosto.  

Depois de dias, elas finalmente surgiam para limpar toda a angústia de meu peito. Eu não havia chorado quando o mesmo me disse na saída de minha casa que não sentia nada por mim e queria se afastar, não chorei anos depois quando descobri que meus pais me usaram como moeda de troca, eu também não chorei quando o revi, mesmo podendo. Eu não chorei em meu casamento mesmo querendo e agora, ao ouvir tudo aquilo eu não sabia como me controlar. Era verdade que no momento eu já não sentia mais nada por ele, mas ouvi-lo dizer com frieza que eu havia sido usada tantas vezes tinha me feito mal.  

Claro que eu também sabia que se não o tivesse provocado, não teria ouvido aquelas coisas. Mas foi justamente por provocá-lo que o mesmo admitiu a verdade nua e crua em minha cara, coisas que eu precisava saber, ter certeza...  

Me sentei no chão, colocando as mãos nos olhos, sentindo as lágrimas saírem sem parar. Eu pensava em tudo, em meu passado, em meu presente e principalmente como seria o meu futuro estando eu casada com ele.  

Chorava inconsolada, notando certa dor em meu diafragma enquanto um nó cada vez maior se formava em minha garganta. Eu soluçava, trancada naquela sala.  

Flashback on:  
[...] Você me conhece, sabe que não quero relacionamentos. E também não quero que se aproxime de mim, pode se iludir em algum momento. Eu não te amo, entende? Não quero que continue nutrindo esses sentimentos por mim. 

Flashback off.  

Cessei o choro um tempo depois, sentindo um vazio em mim. Olhei para as estantes vazias inexpressiva, tendo meus olhos doloridos depois de tanto chorar. Me deitei no chão e adormeci... 

[...] 

Acordei um tempo depois com algumas dores de cabeça. Me sentei em algo macio, percebendo ser a cama do quarto. Não entendi ao certo o que estava fazendo lá, eu me lembrava muito bem de ter dormido naquela espécie de escritório e aquilo definitivamente não era um sonho.  

Cocei meus olhos e ao abri-los novamente, vi Jungkook sério, escorado na porta. Bufei e me levantei, passando ao seu lado com o intuito de sair, até ele me puxar de volta vagarosamente. Ainda sentia os meus olhos inchados e não queria vê-lo, mas mesmo assim o encarei, ouvindo-o respirar fundo.  

— Não seja idiota e durma no chão, por uma simples discussão.  
— O que eu faço, não te diz respeito. — fui até o quarto de hóspedes, pretendia ficar lá por agora.  

Assim que entrei no quarto, ouvi a porta ser fechada atrás de mim e ao olhar, o vi ali. Ele parou em frente à mesma, me olhando de braços cruzados.  

— Você quem começou, por qu... — o interrompi.  
— Eu estou com dores de cabeça. Por favor Jeon, dá licença. — suspirei cansada.  
— Eu não vou te dar licença. Sei que nos casamos ontem por conta de um acordo que no final, foi benéfico para as nossas duas famílias. E eu disse a verdade quando falei que não quero nada com você. — eu estava prestes a dizer algo, porém ele me interrompeu. — Você tem o direito de me odiar. Mas... — cortei sua fala novamente.  
— Cala a boca! Eu não preciso ouvir você repetir as mesmas coisas! — meus olhos marejaram novamente — Me deixa em paz. Eu também não quero nada com você e sim, eu te odeio. Eu te odeio desde a última vez que nos vimos 5 anos atrás. Pelo menos uma vez, pare de tentar me humilhar. — meu rosto já voltava a umedecer novamente, ainda que eu não quisesse chorar em sua frente. Abaixou a cabeça e saiu, sem dizer mais uma única palavra.  

 



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