História Just... friends? - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Harry Potter, Harry Potter Nova Geração, Hugo Weasley, Huly, Lilian L Potter, Lily L Potter, Lily Luna Potter, Nova Geração, Realidade Alternativa, Rose Weasley, Scorose, Scorpius Malfoy
Visualizações 50
Palavras 1.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Poesias, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LUMOS!
Quem voltou com mais uma fic?
Eu mesma!
Essa história vai ser/tá sendo meu xodó! Eu já estava com essa ideia há um tempo, mas não sabia como começar, porque to com um puta bloqueio criativo (a prova disso é o tempo que eu to sem postar cap novo de Perfect Strangers, aliás, perdão).
Ainda não sei quantos capítulos essa fic vai ter. E eu espero que vocês gostem de lê-la tanto quanto estou gostando de escrever. Inclusive, a "poesia" que tá nessa fic é de minha autoria mesmo, então peço que não plagiem nem postem em outros lugares, por favorzinho! Lembrem-se que plágio é crime!
Enfim, é isto!
Enjoyyyy.

Capítulo 1 - Sobre sentimentos, lembranças e doces.


O dia frio parecia refletir seu interior. O Salão Comunal da Grifinória era aconchegante e a xícara de café em suas mãos estava fumegante. Mesmo assim, algo dentro de si parecia congelar. Sentia-se como um iceberg. Sabia o porquê de estar daquele jeito, mas não sabia como havia deixado aquilo acontecer.

Se apaixonar é como um abismo. É se jogar em alguém. Para algumas pessoas, essa queda livre pode ser, de certa forma, assustadora. É quase um susto descobrir um sentimento diferente por outra pessoa. Mas Rose Weasley era uma boa grifinória e não tinha todo esse pavor e desespero. O que estava acontecendo, então?

Ela sabia o que estava acontecendo. E sabia que seu único medo era perder a amizade dele. Não queria que seu coração prejudicasse aquele relacionamento. Sempre assistira vários filmes trouxas com aquele mesmo enredo: a menina se apaixonava pelo amigo e vice-versa, mas ambos tinham medo da rejeição e de estragarem a amizade. Todo um drama para, no final, ficarem juntos. O quão clichê isso soaria? Parecia que Rose estava presa em um desses filmes clichês de adolescentes. A diferença era que ela tinha sérias dúvidas sobre a parte do “ficarem juntos no final”.

E, bem, não foi ela – tampouco seu coração – que acabara desatando aquele laço. Até porque ela nunca imaginara que seu melhor amigo poderia lhe tratar tão mal e lhe abandonar. Quem era ele, afinal? Talvez ela não soubesse mais, ou talvez nunca tivesse o conhecido de verdade.

O gelo que levara estava refletido em sua expressão fria. Ela estava sentada em uma poltrona extremamente confortável em seu Salão Comunal, os pés para cima junto ao corpo e bebericando seu precioso café. Sua mente trabalhava rapidamente, numa mistura de perguntas sem respostas e lembranças. Todos os momentos que passaram juntos estavam bem frescos em sua memória, como se não fizesse tanto tempo assim.

Oh, sim, porque a amizade deles não começara em um esbarrão no Expresso de Hogwarts e nem mesmo em um pedido de ajuda com alguma matéria. Aquela amizade não se limitava à Plataforma 9 ¾, tampouco aos muros do castelo. Era mais que isso.

Ela morava em um bairro muito conhecido na Londres trouxa, era vizinha dos Potter. Por esse e por outros motivos, Rose Weasley e Albus Potter tornaram-se quase inseparáveis. Ah, mas não era pelo Potter do meio que estava apaixonada. O moreno de olhos verdes era quase seu irmão, e eles passavam tardes e mais tardes brincando em uma pracinha da rua onde moravam. E fora em uma dessas tardes que ele apareceu.

Scorpius Malfoy havia acabado de se mudar para aqueles arredores naquele dia. Draco havia deixado a Mansão Malfoy por não aguentar mais seu pai. Rose não sabia muito bem o motivo, mas ouvira de seus pais que era algo sobre arrepender-se de seu passado e mudar suas opiniões.

Ela o reconhecera no mesmo instante que seus olhares se encontraram. Seu pai havia lhe contado que os Malfoy pareciam “monstros incrivelmente pálidos, de cabelos loiros e olhos cinzas assustadores”. E precisara discordar do velho Weasley naquele momento, porque o menino não era nada parecido com um monstro. Ele tinha os olhos levemente arregalados, como se estivesse assustado com alguma coisa. E, de fato, estava. Scorpius não pensava que iria encontrar os filhos do Trio de Ouro tão repentinamente. Muito menos que ambos se aproximariam dele com expressões alegres e sorrisos acolhedores.

Rose e Albus conheciam cada detalhe das histórias de seus pais. Isso não era surpresa. Afinal, a vida daqueles que foram os heróis do mundo bruxo era um “livro aberto”, como os trouxas costumavam dizer. Além disso, eles eram os netos da guerra e a família era enorme, e todos tinham uma história para contar. Eles tinham total consciência de que Draco Malfoy nunca fora a melhor pessoa do mundo para os seus pais nos seus tempos de Hogwarts, principalmente porque Ronald Weasley deixava claro o seu ódio por “aqueles trasgos” sempre que podia.

Mas pouco se importavam.

Rose, Albus e muito menos Scorpius eram os pais. Eram pessoas completamente diferentes com pensamentos e atitudes diferentes. E eles sabiam que ninguém ali merecia pagar por um passado que não tivera.

O garoto parecia confuso e envergonhado. Usava óculos redondo e um moletom azul claro com algumas poucas estrelas brancas que formavam a constelação de escorpião, de onde viera seu nome.  As mãos enfiadas na calça preta demonstravam seu acanhamento. A ruiva e o moreno o encaravam sorridentes, e Rose se aproximou um pouco mais para encorajá-lo. Por fim, ele respirou fundo, tirou uma das mãos dos bolsos, puxando uma caixa de feijõezinhos de todos os sabores e sapos de chocolate e murmurou:

– Quer um doce?

E a Rose daquela lembrança, a Rose de quase 7 anos de idade, sorriu, disse que amava doces e que sapos de chocolate eram os seus preferidos.

Rose balançou a cabeça, como se o movimento pudesse mandar para longe aquelas cenas. Aos poucos, voltou a realidade. Ainda estava sentada no Salão Comunal da Grifinória, ainda segurava a xícara de café e ainda sentia-se congelar por dentro. Aquela bebida quente parecia não fazer efeito algum.

Nada lhe aquecia.

Ela espreguiçou-se, levantando da poltrona, e praticamente se arrastou até o seu dormitório. Era domingo e o cômodo estava vazio, e ela agradeceu mentalmente por aquilo. Era tudo o que precisava. Silêncio, cama, café, pergaminhos e uma pena. Esticou-se para puxar o seu malão e tirou de lá um livro de capa preta com alguns detalhes dourados, que mais parecia uma espécie de diário. Aquela era sua terapia.

Escrever.

Seus sentimentos eram postos em forma de poesias, crônicas e textos recheados de metáforas. Muitos pergaminhos estavam repletos de frases e desenhos e outros tantos estavam limpos, esperando o toque da pena com a ponta suja de tinta. E foi o que ela fez. Afundou a pluma no tinteiro e pôs-se a colocar o que sentia na folha amarelada do pergaminho.

“Mergulho o café na minha garganta

E junto dele, mergulho-me em minha mente

Nado no mais vasto oceano de lembranças

Que me levam até a tempestade dos seus olhos cinzentos

Gostaria de desvendar a sua profundidade

Descobrir os segredos do fundo do seu mar

Mas você não é a imensidão azul que eu sonhara em navegar

Você é apenas o iceberg e eu sou apenas o Titanic

Afundando no mar de memórias

Naufragando no sentir.”


Notas Finais


Talvez vocês fiquem um pouco confusos com esse começo, mas calminha que aos poucos vamos ajeitando a história.

Acompanhem também: https://www.spiritfanfiction.com/historia/perfect-strangers-11156479
e leiam minha one: https://www.spiritfanfiction.com/historia/demons-11821166

Beijos e Nox!


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