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História Just Friends - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá gente, como vocês estão??

Apareci de novo depois de um tempo ksksk.

Vou pedir para que vocês leiam as notas finais, onde vou explicar algumas mudanças que ocorreram nessa fanfic.

Tenham uma boa leitura💜💜

Capítulo 1 - Capítulo l


De acordo com uma lenda da família, eu nasci no chão de um táxi.
Sou o mais novo de seis irmãos e, ao que parece, mamãe foi de "estou com um pouco de cólica, mas só me deixe terminar de fazer o almoço" para "olá Kim Taehyung" em questão de quarenta minutos.

Essa é sempre a primeira coisa que penso quando entro em uma táxi. Presto atenção em como preciso deslizar por cima do assento pegajoso, nas milhões de impressões digitais esquecidas e borrões não identificados turvando as janelas e a divisória entre os passageiros e o motorista - e também em como o chão de um táxi é realmente um lugar terrível para um bebê vir ao mundo.

Bato a porta do táxi para bloquear o intenso vento de Brooklyn.

- Estação da Rua 50, Manhattan.
Os olhos do motorista encontram os meus mo espelho do retrovisor e posso imaginar o que ele está pensando: quer pegar um táxi até o metrô de Manhattan? Moço, você podia pegar o trem C até lá por três dólares.

- Oitava avenida com a Rua 49 - acrescento, ignorando a sensação de que estou sendo ridículo.

Em vez de pegar o táxi até em casa, estou fazendo o motorista me levar de Park Slope até uma estação de metrô em Hell's Kitchen, a dois blocos de distância do meu prédio. Não é que eu seja paranoico com segurança e não queira que taxistas descubram onde eu moro. É que hoje é segunda-feira, são quase 23h30min, "Jae" vai está lá.

Ou, pelo menos, ele deveria estar. Desde que eu o vi tocando na estação da Rua 50, há mais ou menos seis meses, ele tem ficado ali nas noites de segunda-feira, assim como nas manhãs de quarta e sexta-feira antes do trabalho, e nas sextas na hora do almoço. Às terças ele desaparece, e eu nunca o vejo nos fins de semana.

No entanto, as segundas são meus dias favoritos, porque há uma intensidade no modo como ele agarra o violão, envolvendo-o, seduzindo-o. E a música que parece ter ficado contida dentro dele durante o fim de semana todo é libertador, interrompido apenas pelo ocasional tilintar de moedas arremessadas no estojo do violão a seus pés ou pelo rangido de um trem que se aproxima.

Não sei o que ele faz quando está lá. Também tenho certeza de que seu nome não é Jae, mas eu precisava chamá-lo de algo que não fosse "o músico de rua", e dar um nome a ele fazia minha obsessão soar menos patética.

Tipo isso.

O táxi está silencioso; o motorista nem sequer está ouvindo um programa de rádio ou qualquer outro barulho de fundo a que todo nova-iorquino está acostumando. Meus olhos afastam-se da tela do celular, com o feed do Instagram cheio de livros e jogos, para observar a sujeira da neve derretida e da lama pelas ruas. A névoa de embriaguez do coquetel que tomei não parece estar se dissipando tão rápido quanto eu esperava e, no momento em que o carro encosta na calçada e eu pago a corrida, ainda sinto sua efervescência inebriante em meu sangue.
Eu nunca havia pensado em visitar Jae bêbado, e estamos prestes a descobrir se foi uma ideia incrível ou terrível.

Chegando ao final das escadas, vejo-o afinando seu violão e paro a alguns metros de distância, estudando-o. Com a cabeça curvada e um feixe de luz a rua se projetando pela escadaria, os cabelos castanhos-escuros dele parecem quase negros.

Para alguém da nossa geração, ele é desajeitado, mas parece limpo, então gosto de pensar que ele tem um apartamento legal e um emprego regular e bem remunerado e que faz isso porque gosta. Ele tem o tipo de cabelo que acho irresistível: arrumado e raspado dos lados, mas solto e indomado no topo. Parece macio, brilhante sob a luz; é o tipo de cabelo que dá vontade de enfiar as mãos. Não sei qual a cor de seus olhos, porque ele nunca olha para o público enquanto toca, mas gosto de pensar que são castanhos escuros ou castanho mel, uma cor profunda o bastante para eu me perder.

Nunca o vi chegar ou ir embora, porque que passo por ele, jogo uma nota de um dólar no estojo o violão e sigo em frente. Então, da plataforma, eu secretamente observo - assim como muitos de nós - aquele lugar na base da escada, onde ele está sentado com seu banquinho enquanto seus dedos se movem para cima e para baixo no braço do instrumento. Sua mão esquerda colhe as notas como se fosse algo tão fácil quanto respirar.

Respirar. 

Como aspirante a escritora, esse me soa o pior dos clichês, mas é o único que se encaixa. Nunca vi os dedos de ninguém se moverem assim, como se ele não precisasse pensar. De algum modo, é como se ele desse uma voz humana ao violão.

Quando deixo cair uma nota no estojo do instrumento, ele levanta o rosto, estreita os olhos na minha direção e me oferece um ligeiro:

- Muito obrigado.

Ele nunca havia feito isso antes - olhar para uma pessoa que lançou dinheiro no estojo - e, quando nossos olhos se encontraram, sou pego totalmente desprevenido.

Castanho escuro, os olhos dele são castanhos escuros, tão escuros quanto seus cabelos. E ele não os desvia em seguida. 

Seu olhar é demorado, hipnotizante.

Então, em vez de dizer "sem problemas" ou "tudo bem" - ou nada, como qualquer outro nova-iorquino faria - eu deixo escapar um "adorosuamúsica". Uma corrente de palavras entoadas em um único suspiro, como se fosse uma única.

Sou presenteado com um sorriso de dentinhos saltados como de um coelho e meu cérebro bêbado quase entra em curto-circuito. Ele faz isso enquanto mordisca o lábio inferior por um segundo, antes de dizer:

- Você acha mesmo? Bom, é gentileza sua. Adoro tocar isso aqui.
Ele tem um forte sotaque estrangeiro, e soa de um jeito que fez meus dedos formigarem.

- Qual o seu nome?

Três segundos mordiscantes passam antes que ele responda com um sorriso surpreso.

- Jeongguk. E o seu?

Isso é uma conversa. Puta merda, estou tendo uma conversa com o estranho por quem tenho uma quedinha há meses.

- Taehyung - respondo - parecido com o nome daquele cara do BIGBANG.

Ai.

Essa noite tirei duas conclusões a respeito do gin: tem gosto de pinha e é o néctar do diabo.

Jeongguk sorri para mim e diz, malicioso.

- Taehyung, parece nome de um modelo e também é um nome coreano - e, em seguida, murmura algo baixinho que quase não consigo entender. Não sei dizer se o brilho de diversão em seus olhos é porque eu sou um idiota engraçado ou porque deve haver alguém atrás de mim fazendo algo curioso.

Como faz um milênio que não saio com ninguém, não faço ideia de onde levar uma conversa como essa. Então, eu disparo, ou praticamente decolo pelos dez metros restantes até a plataforma.

Quando enfim paro, começo a revirar minha mochila com aquela urgência prática de quem não sabe o que fazer na frente do crush e finjo que estou procurando algo importantíssimo a encontrar nesse momento.

A palavra que ele sussurrou - adorável - é registrado com trinta segundos de atraso.

Ele se referia ao meu nome, com certeza. Não estou dizendo isso com falsa modéstia. Eu e meu melhor amigo, Will, concordamos que, de modo objetivo, somos rapazes bem medianos em Manhattan - o que pode ser entendido como algo muito bom se sairmos de Nova York. No entanto, Jae - Jeongguk - é olhando por todos os tipos de homens e mulheres que passam pela estação, desde os riquinhos da avenida Madison que bancam os hippies no metrô até os não-tão-inofensivos estudantes de Bay Ridge. Honestamente, ele teria um cardápio de gente para transar se ao menos olhasse para a cara das pessoas.

Para confirmar minha teoria, dou uma rápida olhada no visor do meu celular que revela as bolsas de baixo dos meus olhos - maiores um pouco que já são - e a falta de cor no meu rosto e lábios. Meus dedos põem-se à tarefa de tentar pentear os fios recém pintados de castanho escuro da minha franja, que como qualquer outro momento da minha vida - ou não - está bagunçados de uma forma rebelde.

Adorável, nesse instante, eu não sou.

A música de Jeongguk volta a tocar e preenche o silêncio da estação de um jeito altissonante e perturbador, que faz com que eu me sinta ainda mais bêbado do que suponho estar.
Por que vim aqui está noite? Por que falei com ele? Agora preciso reorganizar todas essas coisas na minha cabeça, por exemplo, o fato de ele não se chamar Jae e seus olhos agora terem uma cor definida. E saber que ele é coreano me deixa enlouquecido o bastante para querer subir no colo dele.

Urg! Estar afim de alguém é terrível, mas, pensando bem, ter uma paixonite à distância é muito mais fácil de lidar do que isso. Eu deveria me limitar a criar histórias e ficar observando de longe, como um esquisitão comum. Agora que quebrei a quarta parede, e se ele for mesmo tão amigável quanto seus olhos sugerem, vai de me notar na próxima vez que eu jogar dinheiro em seu estojo e vou ser forçado a interagir naturalmente ou então correr na direção contrária. Talvez eu seja um rapaz mediano quando estou de boca fechada, mas assim que começo a conversar com os homens, Will me chama de Desgraçalandia, de tão terrivelmente sem graça que fico. E, obviamente ele não está errado.

Agora estou suando de baixo do meu casaco de lã preto, meu rosto está derretendo e sinto um desejo incontornável de puxar minha calça jeans até as axilas, pois ela está folgada e caindo, me dá a sensação de que estou usando calças saruel.

Eu realmente deveria ir em frente e puxá-las até a cintura, porque, a não ser o cara em coma dormindo no banco mais próximo, somos apenas eu e Jeongguk aqui, e ele já não está mais prestando atenção.

Mas então, o cara adormecido levanta-se, meio zombi, e dá um passo destrambelhado em minha direção. Estações de metrô são horríveis quando vazias desse jeito. São o habitat dos tarados, exibicionistas e estupradores. Nem é tão tarde - é quase meia-noite de uma segunda-feira - mas acabo de perder meu trem.

Afasto-me para esquerda, aproximando-me da beira da plataforma, e pego o celular no bolso para parecer ocupado. Aliás, sei que homens bêbados e inconvenientes não costumam ser espantados pela engenhosa presença de um IPhone e, de fato o zumbi se aproxima.

Não sei se é um arrepio de medo no meu peito ou uns corrente de ar passando pela estação, mas sou atingindo pelo fedor salgado e nauseante de muco, com um azedume de refrigerante fermentando há meses no fundo da lata de lixo.

Ele levanta a mão e aponta:

- Você está com o meu telefone.

Virando, coloco uma boa distância entre mim e ele conforme tento contorná-lo em direção às escadas, onde está Jeongguk. Meu dedo paira acima do número de Jack na tela do celular.

Ele me segue.

- Você. Vem cá. Devolve meu telefone!

Sem me dar ao trabalho de levantar os olhos para ele, digo com a calma possível:

- Cai fora, fique longe de mim.

Pressiono o nome do Jack e seguro o celular na minha orelha.
A chamada ecoa no vazio, um toque para cada uma das cinco batidas desvairadas o meu coração.

A música de Jeongguk aprofunda-se, mais agressiva agora. Será que ele não está vendo esse cara me seguindo pela estação? Não consigo evitar o pensamento absurdo de que é mesmo notável o quanto ele fica absorto enquanto toca.

O homem começa a correr, cambaleando em minha direção, e as notas rasgadas do violação de Jeongguk torna-se a trilha sonora da perseguição esse lunático atrás de mim pela plataforma.

Minha calça caída me impede de correr com a velocidade e o desembraço necessário, e a corrida desajeitada dele acelera e se torna mais fluida com seu arroubo de confiança.

Pelo telefone escuto a voz diminuta de Jack, respondendo:

- Oi, meu anjo.

- Puta merda, Jack. Estou aqui na...

O homem me alcança e sua mão agarra a manga do meu casaco, puxando o o celular para longe da minha orelha.

- Jack!

- Taehyung? - Jack grita - Tae, onde você está?

Agarro-o com força, tentando me segurar, porque estou com a sensação nausesnte de está perdendo o equilíbrio. O terror envia uma onda de frieza e sobriedade por minha pele: o homem não está me ajudando a me equilibrar - ele está me empurrando!

Ao longe, escuto o mais profundo dos gritos:

- Ei!

Meu celular desliza pelo concreto.

- Taehyung?

Tudo acontece tão rápido - e acho que essas coisas sempre acontecem rápido, porque, se acontecessem devagar, quero acreditar que eu teria feito alguma coisa, qualquer coisa - mas em um instante eu estava sobre a linha amarela e, no outro, caindo sobre os trilhos.




Notas Finais


Bom, faz um tempinho que comecei a escrever essa fanfic, comecei a posta-la aqui, porém ao chegar no quarto capítulo, eu apaguei-a com intenção de fazer alguns ajustes.

Para as pessoas que chegaram a ler os quatro primeiros capítulos, peço perdão por ter apagado e reiniciado a história. Mas desde já vou explicar para que não fiquem confusos ksksks.

Os capítulos que postei anteriormente não foram mudadas, apenas ocorreu uma alteração de personagens. Na primeira versão o Tae era o músico e o Gguk o personagem narrador. Mas agora, a ordem está alterada lzlksks. O Gguk é o músico e o Tae o personagem narrador. Fora alguns detalhes mudados aqui e ali para se encaixar nas estéticas dos personagens, mas não teve alteração no conteúdo.

Desde já, agradeço aos leitores que estavam a acompanhar Just Friends e espero que vocês não abandonem a fic ksksk. Estou escrevendo com todo o meu coração, para que vocês possam se apaixonar por esse romance como eu me apaixonei.

Dessa vez, irei ser mais um pouco animada e pedirei pelos comentários de vocês. É muito importante para mim saber sobre a opinião de cada um, para que eu possa fazer um bom trabalho para agrada-los e me agradar. Espero que essa fanfic seja como aquelas que mexem com o coração de vocês, de forma engraçada, fofa, animada, e apaixonante.

Peço também, se vocês quiserem, claro, para que compartilhem a fic, para que possamos crescer como um todo ksksk.

Obrigada aos leitores que chegaram até aqui, postarei os três próximos capítulos agora mesmo.

Também queria ressaltar que essa fanfic está disponível em outro lugar.

Se as coisas ficarem animadas por aqui, deixarei meu user no Twitter para que possamos conversar por lá também.

Até o próximo capítulo, obrigada por lerem.💜💜


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