História Just Friends? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E lá vamos nós...
Aproveitar que a vida real não está tão boa.

Beijos!!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Minha querida amiga,

Hoje estou voltando para você.

Lern,

12:43 PM - Pousada Rio Roosevelt – Amazonas, Brasil

- Eu quero agradecer a todos aqui presentes por todo o esforço feito ao longo desses sete meses. –A americana começou com seus conhecimentos em Língua Portuguesa bastante melhorados, segurando um copo com guaraná - Sou grata por ter conhecido cada um de vocês, que enfrentaram tantos sacrifícios para que esse projeto se tornasse realidade, e o “Beleza do Amazonas” existisse – Ela ergueu o copo no ar e sorriu – Um brinde a todos vocês!

O pequeno grupo de pessoas também ergueram seus copos brindaram ao mesmo tempo em que ovacionavam a mulher de cabelos negros e aplaudiam.

- Casa comigo, Lauren! –Gritou um rapaz, que durante o almoço havia exagerado nas doses de cachaça que haviam sido servidas.

- Cala a boca, Luis! – Murmurou um dos nativos responsável pelo transporte, acotovelando a costela do mais jovem – Você não sabe que o coração da dela pertence àquela garota que sempre fala com ela ao telefone?

Lauren meneou a cabeça ainda sorrindo enquanto observava a interação da dupla que passou todos os meses de excursão brigando e fazendo as pazes. Não adiantava a morena explicar que a mulher que sempre estava do outro lado da linha gritando com ela, era sua melhor amiga porque eles simplesmente não acreditavam e ficavam fazendo suposições que Lauren achava absurdas.

- Desculpe Luis, mas eu não posso me casar com você porque a distância nos atrapalharia. –Lauren se desculpou lamentando profundamente o fato de não ter dito nenhum envolvimento com o homem que naquele momento ria sozinho. Ficara durante sete meses naquele lugar, em completa abstinência sendo que poderia ter aproveitado melhor.

- Não ligue para esse garoto lesado – Murmurou uma senhora de cabelos negros e lisos ao se aproximar – Ele está mais bêbado que um gambá e não vale a dor de cabeça. – Ela concluiu se referindo ao neto, que naquele momento enchia seu shot com mais cachaça.

- Ele merece beber um pouco depois de tanto trabalho, dona Amelia – Lauren explicou com um sorriso radiante à chefe de cozinha. – O tambaqui assado estava divino, como tudo o que a senhora cozinha. –Elogiou, referindo-se ao prato principal do almoço que acontecera mais cedo.

- Deixa disso, menina – A mulher idosa murmurou com um sorriso tímido, mas cheio de satisfação – É um prato fácil de se cozinhar, eu vou anotar a receita para você. Aqui – Ela estendeu um pote até então abraçava, para Lauren – Eu separei um pouco de cupuaçu para você levar para a sua amiga, ela vai gostar.

A americana conteve-se para não chorar diante daquele gesto tão simples. Ela segurou o pote artesanal por alguns instantes antes de colocá-lo sobre a mesa e abraçar a velha senhora fortemente. Ela não costumava ser tão emotiva, mas aquilo era uma despedida.

- Eu vou sentir falta da senhora – Lauren murmurou, sentindo as lágrimas molharem seu rosto.

- Eu também vou, minha neta branca – A senhora murmurou, segurando o rosto da mais jovem entre suas mãos grossas pelos anos de trabalho árduo.

- Eu escreverei todos os anos para a senhora. – Lauren prometeu, tendo em mente que a comunicação via telefone era muito superficial e passageira, sendo que uma carta poderia ser guardada por anos.

- Eu não sei ler, mas pedirei ao idiota do meu neto para ler e escrever pra mim – A senhora sorriu antes de pegar o pote com os frutos e entregar novamente a Lauren – Fique com isso perto de você antes que o Zé dê um jeito de pegar. – Ela disse, se referindo ao marido que tinha um pequeno vício por aquelas frutas.

- Vou segurar como se fosse o meu filho. – Lauren afirmou, agarrando o pote e batendo uma continência para a velha mulher.

- É bom que segure mesmo. Não se esqueça de trazer Camila para nos conhecer. –Ela pediu se referindo a mulher que todos naquele grupo já conheciam de tanto que Lauren falava dela.

- Eu vou trazer e ela vai adora-la! – Prometeu a jovem americana e a velha nativa amazonense sorriu.

- Se ela tem o coração bom como o seu, eu também vou gostar dela.

“Ela tem”

Lauren pensou consigo ao lembrar da amiga e seus lábios involuntariamente se abriam em um sorriso.

[...]

- T'îanhomongetá! –A americana gritou a palavra indígena que havia aprendido durante sua estadia no Amazonas, enquanto acenava de dentro do carro, uma última despedida aos amigos brasileiros, antes de seguir numa viagem de quase vinte horas até o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para então decolar em um voo de treze horas até Miami.

 

02:17 AM – Allapattah, Miami – Estados Unidos

- A senhora precisa de ajuda? – O taxista perguntou ao descarregar as malas de Lauren. A americana não respondeu de primeira, estava distraída com a faixada simples da casinha de um andar, que tinha como seu lar. – Senhora?

- Sim? – Respondeu Lauren, saindo de seus devaneios e voltando a atenção para o motorista.

- Eu perguntei se a senhora precisa de ajuda com as malas. – Ele apontou para as duas malas grandes que continham o necessário para Lauren se virar enquanto suas outras coisas não chegassem pelo correio.

- Não precisa, muito obrigada! – Ela respondeu com um sorriso, sentindo seu coração bater furiosamente contra o peito ante a expectativa de reencontrar a melhor amiga.

- Então tenha uma boa noite... ou um bom dia! – O motorista se despediu e a jovem seguiu pela estradinha de cimento rodeada por grama, antes de subir a escada de três degraus que levava até a porta da casa. Adentrou o imóvel com a chave que sua amiga lhe dera e seguiu diretamente para o quarto no qual ficava sempre que estava em Miami.

Ligou a lâmpada e se deparou com uma de suas outras amigas ali, esparramada em cima da cama, com metade do traseiro exposto pelo short justo enquanto se afogava em baba. Lauren foi até o closet, nas pontas dos pés, e pegou algumas peças de roupa antes de sair do quarto e rumar em direção ao banheiro.

Assim que saiu do banho, seguiu para o quatro que era ao lado do seu abriu a porta.

- Puta que pariu... – Ela murmurou ao ver sua melhor amiga ressonando calmamente em cima da cama. Não importava quanto tempo ficassem longe uma da outra, Lauren sempre se sentiria como se fosse desmaiar diante de Camila. Ela aproximou-se da amiga lentamente e beijou-lhe a testa

- Eu voltei, Camz – Ela sussurrou, admirando o rosto tranquilo, antes de contornar a cama e se deitar.

Camila’s Point Of View

 “Que merda é essa? ”

Perguntei-me inconscientemente ao sentir algo gelado tocando-me o rosto, mas não abri os olhos e tentei voltar a dormir. Alguns instantes se passaram e aquela coisa continuou tocando meu rosto até que eu abri os olhos lentamente até me dar conta do que estava me incomodando.

- Mas que porra!

Por que tinha um pé no meu rosto?

De quem era aquele pé?

Aquelas perguntas rodeavam a minha mente à medida em que eu ainda via um pé saindo debaixo do meu cobertor. Instantes depois eu tomei consciência de que estava dividindo a cama com uma pessoa desconhecida e me sentei, abaixando o olhar para o meu próprio corpo. Regata, short... eu estava vestida.

Mas é claro que eu estava vestida!

Eu não havia levado ninguém para a minha cama na noite anterior, mas se eu não levei, por que tinha um corpo desconhecido na minha cama e por que eu não estava gritando igual uma louca?

- Camz? – Todo o meu surto interno foi interrompido ao ouvir aquela voz, e meu corpo estacou por alguns segundos antes de eu seguir meu olhar por todo aquele corpo desconhecido que havia se mexido na cama, até me deparar com o rosto sonolento que eu não via há muitos meses.

- Lern? – Eu perguntei sabendo que ela estava lá, mas ainda assim eu não podia acreditar que minha melhor amiga estava olhando para mim. Eu só precisava confirmar. 

Ela sorriu para mim.

Aquele sorriso ainda me faria ter um ataque fuminante...

- Eu... –Ela começou a falar, mas eu não a deixei terminar e imediatamente pulei em seu colo, pegando-a desprevenida enquanto nossos corpos tombavam sobre o colchão.

- Eu não sabia que você vinha, cariño! – Murmurei segurando seu rosto em minhas mãos, torcendo para que minha voz não embargasse.

- Eu terminei tudo mais cedo. – Ela explicou, também segurando meu rosto entre suas mãos. 

Céus... eu amava aquela mulher.

- Quando chegou? Cortou os cabelos? Você emagreceu! – Eu perguntei tateando o seu corpo com as mãos.

Era tão bom tê-la comigo...

Fazia meses desde que Lauren havia viajado para o norte do Brasil com o intuito de fotografar a biodiversidade amazônica, como pesquisa para seu próximo livro. Nós passamos meses com nada além de conversas breves e esporádicas, possibilitadas quando dávamos a sorte de conseguirmos nos comunicar e não havia me dado conta do quanto realmente havia sentido falta daquela idiota.

- Eu cheguei faz algum tempo e Dinah estava no outro quarto e eu não me atrevi a incomoda-la porque você sabe como a ela é. Como fazia meses que eu estava dormindo em ambientes precários, eu não podia ir contra a ideia de dormir numa cama macia, por isso eu vim dormir com você... – Ela explicou com um encolher de ombros como se desculpasse e eu revirei os olhos sem fazer questão de disfarçar.

- Dinah está aqui porque brigou com a Mani de novo... -Eu expliquei o fato de nossa outra amiga estar ocupando o quarto que de Lauren – Você sabe que sempre que elas brigam, a Dinah vem para cá. – Eu expliquei, me referindo à colega de casa de Dinah. – Quanto à minha cama...  – Eu sacudi as sobrancelhas em sinal de flerte – Você sabe que é sempre bem-vinda, não é, delícia? – Passei a língua pelos lábios de forma que eu sabia ser sedutora, mas eu não tinha certeza.

- Seus flertes não funcionam comigo, Cabello – Ela murmurou rindo enquanto me empurrava pelos ombros.

- Sorte sua que não funcionam, você não aguentaria uma noite com a Karlão aqui – Apontei para mim mesma com um sorriso e ela revirou os olhos.

- Moída do jeito que estou não aguentaria mesmo. – Ela respondeu colocando a mão em um dos ombros, fazendo careta. Sete meses de trabalho árduo deveriam ter acabado com ela.

- Quer que eu faça uma massagem? – Perguntei já alongando os dedos das mãos porque sabia que ela não recusaria a minha oferta.

- Você sabe que seus dedos são mágicos, não é? – Ela perguntou sorrindo, já virando de costas para mim e retirando a regata que vestia.

- Fala dos meus dedos, tira a roupa... está querendo que eu desfrute do seu corpo, Jauregui? – Eu perguntei antes de bocejar e voltei meu olhar para o relógio, constatando que eram 03h17. Em pouco mais de três horas eu teria que estar me arrumando para trabalhar.

- Sua proposta é tentadora, mas eu dispenso. – Ela respondeu, já deitada de bruços com os braços nas laterais do corpo – A única coisa que eu quero agora é seus dedos nas minhas costas e uma boa noite de sono.

- Então assim que acabar aqui a gente vai dormir e quando eu chegar do trabalho você me conta tudo sobre o Brasil e as brasileiras gostosas de lá.

- Eu fiquei no meio da floresta com uma equipe composta basicamente de homens durante sete meses, Camila. – Ela respondeu antes de grunhir quando eu me sentei em seu traseiro para ter melhor acesso às costas – Eu não vi muitas pessoas por lá e isso inclui mulheres gostosas.

- Eu já falei que nós precisamos ir para lá no carnaval – Eu murmurei tocando a carne rígida de suas costas – Suas costas está igual pedra, você dormiu no chão esse tempo todo?

- Óbvio que eu não dormi no chão. Se eu tivesse dormido, agora não existia mais a Lauren gostosa para contar históriaaaaa. – Ela respondeu gemendo quando eu toquei um nervo mais rígido.

- Isso, geme pra mim, vadia! – Eu falei, rindo enquanto continuava massageando-a.

- Cala a boca, Camila! – O tom indignado dela só me fez rir mais. 

As coisas com Lauren eram sempre daquele modo: divertidas, alegres e fáceis.

- É você quem precisa calar a boca, está parecendo atriz de filme pornô. – Respondi provocando-a mais ainda.

- Eu não estou parecend... aaai, porra! – Ela xingou quando eu apertei um nó muscular.

- Viu? Está sim. – Eu confirmei rindo enquanto relaxa meus movimentos – Quando o livro será publicado? Eu quero ver as fotos antes de todo mundo.

- Eu vou te mostrar tudo com calma. Acredito que em quatro meses ele será publicado, mas tenho que ligar para a... – Ela foi interrompida por vários baques altos que de repente ecoaram por toda casa. – O que é isso?

Nós ficamos em silêncio por mais alguns instantes e os baques se tornaram mais intensos.

- Acho que tem alguém na porta – Eu cutuquei eu ombro, sentindo o pânico me invadir enquanto os baques ficavam cada vez mais altos – Madre de Dios, vai lá ver, Lauren!

- A casa é sua, por que eu tenho que ir? – Ela resmungou com um bico.

- Porque você passou meses na selva com animais selvagens e sabe nos defender – Eu afirmei porque aquilo fazia muito sentido e fez efeito, porque Lauren começou a se debater debaixo de mim.

- Saia de cima de mim! – Ela rosnou e eu sai de cima de seu traseiro, ainda atenta às batidas que pareciam vir da porta de entrada enquanto Lauren recolocava a regata.

Ela seguiu até a entrada da casa e eu fui atrás dela porque se ela morresse de alguma forma, eu poderia ser testemunha.

Se bem que se ela morresse, provavelmente o assassino também me mataria e...

- Eu não vejo ninguém – Ela falou depois de olhar no olho mágico. – Espera! – Ela pediu colando o ouvido na madeira da porta.

- Abrwam ess port, vagabundas! – Lauren olhou para mim franzindo as sobrancelhas enquanto eu a observava abrir a porta e no mesmo instante um corpo cair por cima dela. – Oiew Jureg – A mulher que era editora de Lauren e nossa melhor amiga disse antes de segurar o rosto da minha outra melhor amiga, tascando um beijo nos lábios dela e antes de desmaiar no colo da maior.

- Oi, Ally!



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