História Just give me the fucking milk - KiriBaku e TodoDeku - Capítulo 46


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Shouto Todoroki
Tags Boku No Hero, Cat, Fluffy, Gay, Híbrido, Kamishin, Kiribaku, Kirishima X Bakugo, Momojirou, Tododeku, Todoroki X Midoriya, Yaoi
Visualizações 449
Palavras 5.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo contém cenas... "inapropriadas", se é que me entende 7u7

Se você não gosta ou se ofende, recomendo que não leia... mas imagino que todo mundo aí é fujoshi tarada então de boas hoh

Capítulo 46 - Damn


Fanfic / Fanfiction Just give me the fucking milk - KiriBaku e TodoDeku - Capítulo 46 - Damn

Quando Bakugo chegou em casa, jogou os sapatos para longe e correu em direção ao sofá. Seus pés ardiam por ter se empolgado demais naquela festa (principalmente com a dança de Shinso) e tudo que o loiro conseguia pensar agora era no quanto tinha se divertido apesar do cansaço que havia resultado aquela noite.

Sorriu para o teto, mas logo depois se levantou do estofado para em seguida tirar a calça e jogar o acessório que cobria suas orelhas felinas para algum canto da sala. O alívio ao poder balançar livremente sua cauda e mexer suas orelhas sensíveis lhe fez soltar um suspiro baixo.

Estava finalmente em casa... bem, sua casa temporária.

A lembrança de que alcançar sua maioridade viria acompanhada de diversas responsabilidades e estresse o deixava de mau humor, mas esses nem eram os maiores problemas dos quais estavam lhe incomodando.

Ficaria longe de Kirishima, não é?

Eijirou ficaria ocupado com a escola, a casa e o time de basquete. Bakugo ficaria ocupado em morar sozinho e trabalhar para se sustentar, além de que não tinha realmente terminado seus estudos.

Não teriam mais tanto tempo para ficarem juntos... suspirou alto, olhando para o teto branco agora iluminado pela luz da lâmpada em formato engraçado.

- Eu vou tomar banho – anunciou o ruivo e Bakugo assentiu sem encará-lo, ainda olhando para cima, ouvindo os passos calmos de seu namorado se afastando em direção ao corredor.

Bufou, se jogando no sofá.

 

~~

...

 

- Céus... como não notamos antes? – Yaoyorozu permanecia sentada na cama da dona do quarto com as mãos no rosto avermelhado que entregava um pouco de sua embriaguez. Midoriya e Todoroki se encaravam chocados, como não haviam realmente percebido aquilo antes? Como Shoto poderia ter esquecido de algo tão importante, um detalhe tão marcante que havia lhe perturbado tanto no início?

Estava tão distraído, aproveitando o momento de sua vida que finalmente parecia que poderia ser ele mesmo e ser feliz sendo assim, que tinha até mesmo se esquecido de todo o resto.

Como podia ter cometido um deslize tão absurdo?!

- Me desculpem – Shoto suspirou derrotado, encostando a cabeça na parede da qual estava com as costas escoradas e sentado no chão, sentiu uma das mãos de Izuku em seu ombro como num consolo silencioso.

- Você não tem culpa, Todoroki – a mão do garoto escorregou pelo braço de Shoto até alcançar a mão do mesmo e ele entrelaçou os dedos dos dois – E mesmo que soubéssemos, não havia nada que pudéssemos fazer.

- Ele está nos vigiando desde o início... me vigiando também... eu tenho certeza – a morena abraçou o próprio corpo como se estivesse se protegendo – ele realmente me usou tão friamente... Céus...

- Mas... eu não entendo – Midoriya se pôs a falar mesmo que tímido na frente da garota – Por que ele está observando a todos nós? Quero dizer, não seria mais fácil ele simplesmente... – olhou para o bicolor que entendeu o que ele quis dizer.

- Eu também não entendo – tentou expulsar toda a sua confusão num suspiro alto, falhamente – O que ele quer com isso? Eu não sei, mas... boa coisa não pode ser – inconscientemente apertou os próprios dedos contra os de Izuku que acolheu ainda mais a mão pálida do heterocromático com a sua. Os olhos negros de Momo se fixaram nas mãos dos dois meninos e se desviaram logo em seguida, um tanto desconcertados. Midoriya tentou se soltar de Shoto como num impulso nervoso mas o bicolor não permitiu, o segurando com mais força.

Ela tinha que entender.

Momo não disse nada sobre aquilo, apenas voltou ao assunto principal.

- Enfim, se ele está nos vendo desde o início, quer dizer que... – ela mordeu o lábio em seu comum gesto de quando estava pensativa – Ele também sabe sobre o Bakugo?

- Sim, eu imagino – droga, aquilo tudo só estava piorando! – Se ele não fez nada até agora... deve estar planejando algo muito pior do que simplesmente um seqüestro.

Se arrepiou ao imaginar o sorriso cínico de seu pai ao planejar diversas formas de acabar com a liberdade e felicidade do filho.

- Isso não importa – a voz estranhamente decidida de Midoriya chamou a atenção dos outros dois. Os olhos verdes e cintilantes do mais baixo estavam fixos nos de cores diferentes de Shoto que o encararam de volta – Nós vamos dar um jeito.

Yaoyorozu riu de leve.

- Essa ideia de otimismo é estúpida – murmurou um tanto ríspida, mas em seguida a morena pareceu até um pouco triste – Como você consegue ser tão puro e adorável?

Midoriya corou com a indagação repentina e Todoroki sorriu de leve.

- D-Desculpe... eu acho? – ele murmurou completamente sem graça e Shoto quase pulou em cima dele de tanta fofura.

Momo suspirou agora olhando para o bicolor.

- Acho que entendi você, pelo menos um pouco.

Todoroki sorriu um pouco mais, sem soltar a mão do garoto que agora parecia tímida em retribuir o aperto.

- Que tal ligarmos para o Bakugo agora? Não é melhor ele saber? – Izuku propôs e Shoto negou com a cabeça – Por quê?

- Acho que ele está um pouco ocupado agora – conteve a vontade de sorrir malicioso ao imaginar o que estava acontecendo naquele momento, já que aparentemente os dois haviam “sumido” da festa sem avisar ninguém.

Estava andando muito com Mina para pensar desse jeito.

- Como? – os outros dois presentes questionaram inocentes e Todoroki riu baixo.

- Deixa pra lá.

 

~~

...

 

Bakugo respirou fundo.

Apertou a toalha contra a cintura se sentindo repentinamente nervoso, sendo que meia hora atrás estava decidido de fazer o que queria. Quer dizer, queria aquilo a muito tempo, mas...

Agora que havia chegado a sua maioridade, suas possibilidades se expandiram tão bruscamente que ele mal sabia o que fazer.

Quer dizer, sabia, mas... não sabia.

Arg, confuso!

- Para de putaria, Katsuki – resmungou para si mesmo enquanto encarava a parede e roia as unhas.

- Falando sozinho?

Katsuki se virou bruscamente para encontrar o namorado de braços cruzados escorado na batente da porta, um sorrisinho divertido estampado em seu rosto. Os olhos alaranjados do mais novo desceram e se deleitaram com a visão do tronco nu do ruivo, os braços fortes na frente do corpo se destacando ainda mais. Desceu o olhar para as coxas definidas dele que – infelizmente, diga-se de passagem – estavam cobertas pelo tecido de uma calça azul marinho.

Eijirou não se conteve em levantar as sobrancelhas ao se ver encarado de forma tão descarada pelo loiro, sabia que estava sendo bem exposto, mas quem ligava?

Não, não estava bêbado. Não tinha bebido mais que um gole de cerveja (da qual ele achou de um sabor terrível e amargo). Só tinha tirado coragem de algum lugar em seu interior, talvez a empolgação em apenas pensar no que poderia acontecer dali para frente.

No que ele poderia causar dali pra frente.

Kirishima caminhou em silêncio até a cama e se sentou na beira dela, procurando no pequeno criado-mudo seu livro preferido entre diversos papéis avulsos de escola dos quais ele quase sempre perdia (ou fingia perder para não fazer). Bakugo já tinha perdido a conta de quantas vezes ele já lido aquilo.

Revirou os olhos se aproximando e arrancou o livro da mão dele que franziu as sobrancelhas parecendo insatisfeito.

- Hey!

- Se você me ignorar pra ler essa porra de novo, eu faço você engolir todas essas páginas até sair um livro novo daí de dentro – ameaçou vendo o rosto frustrado do namorado se derreter numa expressão divertida.

- Ok... vou ignorar a ameaça e supor que você quer minha companhia.

Katsuki suspirou, deveria ter desconfiado. Por mais tarado que o ruivo fosse ele ainda era o Kirishima, um dos caras mais lentos da face da Terra.

Resolveu, então, ser mais direto. Apoiou as mãos nos ombros do garoto e se sentou no colo dele, praticamente colando os peitorais nus um no outro e fundindo repentinamente as respirações. Kirishima suspirou tomando um susto. Quer dizer, não era a primeira vez que Bakugo fazia aquilo, obviamente, mas...

Era a primeira vez que ele fazia de toalha.

De repente, o clima do quarto se tornou mais pesado.

- Você é imbecil? – perguntou baixo e encarando os olhos escarlates que ainda pareciam assustados com a atitude repentina do híbrido.

- N-Não, mas... eu não esperava agora... quero dizer... – Kirishima era uma gracinha envergonhado, uma pena que aquela cena quase nunca acontecia.

Bakugo riu sentindo sua confiança crescer.

Era só o Kirishima, afinal. Do que estava com tanto receio? Daria tudo certo, ele teria tudo sob controle.

Estava tudo sob controle.

Aproximou os lábios do rosto de Eijirou e os roçou de leve em sua orelha, os braços envolvidos nos ombros largos do mesmo.

- Qual a sua desculpa agora? – um sussurro. Referiu-se a própria maioridade, e ao ouvir uma lufada escapar do namorado sorriu em resposta, sem se afastar – Hm?

Sem resposta novamente, já estava ficando frustrado.

- O gato comeu sua língua? – só tinha percebido o trocadilho depois de soltar a pergunta e riu baixo, quase cínico.

Fechou os olhos ao sentir as mãos de Kirishima finalmente lhe tocando, escorregando por baixo da toalha e tateando a pele de suas coxas.

- Não me provoque.

Aquilo era uma ordem?

Que droga de voz grave era aquela?

O interior de Katsuki fisgou ao ouvi-lo falando daquela forma e nem ao menos se repreendeu por isso, gostou da sensação.

- Você não gosta? – provocou novamente, roçando a ponta da língua na pele bronzeada do pescoço completamente arrepiado do mais velho. Viu-o estremecendo e sorriu novamente.

Ok, estava sendo mais fácil do que esp-

- Ah – gemeu ao sentir seu cabelo sendo puxado para trás pela mão do mais alto, Bakugo nem ao menos sabia quando aquela mão tinha ido parar em seu cabelo.

Ainda que afetado, Katsuki não perdeu a oportunidade de olhar para ele (com certa dificuldade por seu pescoço inclinado para trás) com um sorriso ousado e se forçou um pouco mais para baixo, quase fechando os olhos ao sentir algo crescendo abaixo de si.

Ele sabia bem o que era. 

O calor já conhecido pelo mesmo cresceu e se espalhou por seu corpo como um vírus, se instalando principalmente entre suas coxas aonde sentia mais uma fisgada ao olhar novamente para os olhos vermelhos.

Lá estava ele, o “outro” Kirishima. Não era outra personalidade, obviamente, mas... outra face dele. Os olhos quase sempre extrovertidos e idiotas agora pareciam sérios e terrivelmente provocativos, comendo Bakugo com os olhos e fazendo-o se contrair interiormente apenas com o olhar.

Tsc. O maldito sabia como jogar e Katsuki não estava nem ao menos se esforçando para dar o troco.

Nem teve tempo para isso.

A mão que antes permanecia enroscada e agarrada aos cabelos claros havia os soltado (deixando um ardor no couro cabeludo do híbrido) e escorregou pelas costas do garoto, deixando um tapa estalado em uma das nádegas do menino que estava apenas coberta pelo tecido fino da toalha.

Gemeu novamente, jogando automaticamente a cabeça para trás. Sentiu sua pele arder, mas não era nem um pouco ruim.

Longe, bem longe disso.

- Hey, K-Kirishima... – ousou em chamar, nem sabia o porquê de se sentir proibido de falar algo – E-Era só uma brincadeira, não precisa me castigar – brincou com certo nervosismo na voz.

Nervosismo de ansiedade. Estava ansioso.

Um pequeno sorriso ladino surgiu no rosto do mais velho, aquilo em conjunto aos cabelos vivos jogados para trás deixando sua testa exposta era a combinação para deixá-lo ainda mais lascivo e gostoso, se é que aquilo era sequer possível.

Quando foi que aquele lugar tinha ficado tão quente?

- Preciso, sim.

Bakugo sorriu malicioso, escorregando as mãos pelos ombros nus do ruivo. Nenhum dos dois disse nada mais, se ocuparam em colar os lábios num beijo intenso e lento, algo bem incomum entre os dois.

Kirishima parecia paciente hoje.

Diferente dos beijos afobados e “preciso descontar o fervor dos meus hormônios adolescentes na sua língua” que normalmente aconteciam entre os dois, aquele lhe dava a perfeita percepção de como os lábios do mais velho eram macios e em como a língua dele era tão malditamente habilidosa em envolver a sua num movimento lento quanto num mais rápido.

Nem se importou quando sentiu as mãos do mais velho retirando a toalha de sua cintura, o deixando completamente nu na frente dele.

Preferiu não se afastar para abrir os olhos, ou coraria. Não queria parecer tímido.

Arg, por que estava se importando tanto com isso, afinal?

Foi arrancado bruscamente de seus pensamentos quando um gemido de surpresa e prazer escapou de sua garganta, Kirishima tinha apertado sua bunda com mais força do que o esperado e tinha mordido seu pescoço.

Mesmo sem querer, abriu os olhos. Viu os cabelos vermelhos que estavam roçando em sua mandíbula se afastarem.

Os olhos sérios dele fizeram Bakugo querer gemer apenas por ser encarado.

Sua cauda balançou de leve para o lado e suas orelhas estremeceram automaticamente.

Droga, sentiu que estava corando.

- Não me olhe desse jeito – Kirishima murmurou sério, apertando agora as laterais de suas coxas. Katsuki não conseguiu desviar o olhar, mesmo que quisesse.

- C-Como? – merda, gaguejou!

Eijirou então se aproximou da orelha do mais novo que fechou os olhos se sentindo arrepiar ao ter a respiração quente se chocando contra sua pele.

- Como se me implorasse para eu te foder até que você perca a voz de tanto gemer o meu nome.

Bang.

Aquela frase fez Katsuki soltar uma mistura de gemido e suspiro, suas estruturas já abaladas sendo completamente destroçadas com a onda de calor que lhe atingiu em cheio, indo direto para a sua excitação e a fazendo latejar.

Fechou os olhos. Céus, não estava preparado para frases como aquela!

Ah, que se foda o controle que tanto queria sobre aquela situação, não se importaria nem um pouco se Kirishima tomasse as rédeas daquela forma.

Pôde ouvir uma risadinha quase sádica sendo solta pelo mais velho perto de seu pescoço.

- Direto demais?

- Nem um pouco – respondeu com um fio de voz.

Colaram novamente os lábios enquanto Katsuki empurrava o namorado pelos ombros para que ele acabasse por se deitar na cama, e logo estava por cima do mesmo e descendo os beijos por seu pescoço.

Quando segurou o cós da calça escura se decepcionou ao ser impedido de abaixá-la pelas mãos do mais velho, porém a decepção se dissipou tão rapidamente quanto chegou quando seus braços foram agarrados e Kirishima inverteu as posições num movimento rápido, deixando Katsuki deitado na cama com os punhos presos por ele.

Gemeu quando os beijos em seu pescoço se tornaram mais fortes e com mais pressão. Queria afundar as mãos na cabeleira vermelha e macia porém era impedido de se mexer, e aquilo era estranhamente ainda mais excitante.

Se contorceu embaixo do corpo do maior quando seu membro foi segurado com certa brutalidade, os olhos alaranjados fechados com força ao se sentir sendo apertado com certa possessão, juntamente à sensação dos lábios de Eijirou sugando e mordendo cada pedaço de pele que encontravam.

Os beijos molhados e provocantes desceram por todo o abdômen de Katsuki até chegar em sua virinha, onde a mão do mais velho já massageava lentamente com certa pressão.

Ele lhe olhou de baixo, malicioso, e Bakugo então gemeu novamente, quase num miado.

A língua aveludada havia lhe envolvido com gosto, deixando-o completamente entregue.

 

...

 

- K-Kirishima... 

Bakugo cobriu a boca com a mão e fechou os olhos, a outra mão pousada na cabeça do ruivo incentivando os movimentos. Sua voz manhosa era música para os ouvidos do ruivo que não quebrava o contato visual por nenhum momento, nem mesmo quando seu namorado fechava os olhos se perdendo em sons desconexos que soltava pela boca.

 Sua língua envolvia o membro do mais baixo lentamente e pressionava-a sobre a pele sensível do menino que tentava conter os gemidos de toda forma, falhando miseravelmente por diversas vezes.

Era divertido vê-lo num estado tão entregue, sem conseguir se controlar ou se conter. Kirishima gostava disso.

Era errado? Talvez.

Ele jogou a cabeça para trás quando Eijirou o apertou com a mão e os lábios, gemendo um pouco mais alto e de forma mais bagunçada. Em resposta o membro do mais velho fisgou dentro da calça moletom, seus olhos escarlate analisando cada pedacinho do rosto vermelho do namorado e em como as orelhas felinas estremeciam como reflexo da sucção que seus lábios faziam incessantemente na glande rosada do menino.

Katsuki arfou e apertou os dedos pálidos nos fios tingidos de Kirishima.

- A-Acaba logo com isso... caralho! – as palavras saíam baixas e roucas da garganta sôfrega de Bakugo que tentava de todas as forças impulsionar seu quadril para frente e se entregar logo ao orgasmo, porém a outra mão firme de Kirishima o agarrava com força e impedia seus movimentos.

Lentamente retirou o membro do menino da boca ouvindo um gemido descontente e começou a masturbá-lo lenta e tortuosamente, apertando-o e chocando pele contra pele.

- O que você quer? – perguntou baixo agora o olhando nos olhos e sendo retribuído pelo olhar levemente irritado do mais novo.

- Você sabe o que eu quero- ah – fechou os olhos quando Kirishima apertou sua coxa com certa brutalidade, forte.

Bakugo gostava daquilo.

Ele se fazia de indiferente, mas Eijirou sabia do que ele gostava.

- Então peça – ordenou.

Ele sabia que seu namorado era relutante em deixar transparecer o que ele queria, claramente por ser um tanto orgulhoso, mas uma das melhores coisas era vê-lo ultrapassando seu orgulho por estar desesperado demais para ligar.

Céus, será que Kirishima era um sádico?

Talvez.

Sua mão escorregou da base do falo do híbrido até chegar em sua glande novamente, o polegar massageando aquela área e causando aparentes espasmos no mais novo que jogou novamente a cabeça para trás.

Ele não estava obedecendo.

Um estalo.

- Peça – ordenou após o tapa na coxa de Bakugo, que havia gemido alto em resposta.

O loiro negou com a cabeça, mas abriu os olhos desesperado ao ver os movimentos da mão do mais velho se tornando terrivelmente lentos e leves.

- N-Não... não faz isso...

- Peça.

Katsuki soltou outro som entre os lábios quando as unhas do ruivo se pressionaram com força contra a pele levemente avermelhada de sua coxa.

- P-por favor... – pediu sôfrego e ofegante, desistindo de resistir e Kirishima sorriu satisfeito enquanto relaxa a mão que antes se apertava contra o quadril do garoto. A cintura começou a se mexer e o menino gemeu novamente – Ah, Kirishima...

Moveu sua língua e engoliu o menino por completo, apreciando o som do gemido mais extenso que Katsuki soltou em resposta. O garoto havia largado seus cabelos e agora suas unhas agarravam o lençol.

Será que ele tinha alguma ideia do quão lindo ficava com o rosto vermelho e os olhos nublados daquela forma?

Resolveu então ser um pouco mais ousado como Mina havia sugerido que fizesse, e olhou mais uma vez para o rosto do híbrido antes de se afastar um pouco. Bakugo o encarou novamente chateado, porém não questionou quando Kirishima lhe segurou suavemente nas coxas e as abriu ainda mais, enquanto as erguia de leve.

Deixou beijos suaves na pele clara do menino, e levantou novamente o olhar para ver sua reação.

Katsuki arregalou os olhos quando percebeu o que ele ia fazer.

- K-Kirishima, aí nã-... Ah, caralho! – praticamente gritou quando a língua do mais velho foi introduzida no espaço pequeno e apertado que pelo jeito era muito sensível. Olhou com certa dificuldade para cima apenas para ver Bakugo mordendo os lábios tão forte que os mesmos já estavam vermelhos, os olhos apertados e uma de suas mãos trêmulas puxando e apertando os fios loiros naturais para trás de forma que sua testa levemente brilhante ficasse completamente a mostra.

Seu membro fisgou novamente dentro da roupa ao vê-lo daquela forma.

Gostoso pra caralho, era uma boa forma de dizer.

Kirishima movia e torneava a língua sobre todo o músculo de forma um pouco tímida, apesar de não sentir tanta vergonha quanto pensava que sentiria ela ainda não era inexistente, mas aparentemente aquilo era o suficiente para deixar seu namorado em êxtase. Bem, os movimentos que estava fazendo com a mão no falo do menino provavelmente estavam ajudando.

Merda, sua calça estava apertada demais.

Os gemidos do híbrido pareciam vir como ondas que lhe atingiam e iam até seu ventre o atiçando da forma mais terrivelmente deliciosa.

Estranhamente, dar prazer para ele era como uma fonte enorme de satisfação e prazer próprio.

Talvez fosse seu ego inflando, ou algo mais que ele não sabia bem o que era.

Os joelhos de Bakugo se flexionaram e ele abriu ainda mais as pernas, cobrindo a boca com uma mão e a outra voltou a puxar com força os cabelos do namorado.

Já o ruivo focava em mover a língua da melhor forma possível, extasiado pela sensação de fazê-lo se sentir tão bem quanto aparentava estar sentindo, tão excitado por tudo aquilo que tinha medo de cometer uma loucura.

Em palavras mais simples, queria foder Bakugo até que não pudesse andar mais.

Céus, Kirishima, controle-se. Vá com calma...

- Kirishima... – tão manhoso quanto um gato o menino gemeu com a voz mais fina e desesperada e Eijirou entendeu bem o que aquilo significava.

Intensificou os movimentos, tanto da língua quanto da mão, e com a outra apertou com força a coxa do loiro que começou a se movimentar desengonçado contra os dedos firmes do namorado que não parava por um segundo sequer.

Katsuki gemeu arrastado enquanto todos os seus músculos ficavam tensos, arqueando as costas e (para o encanto de Kirishima) revirando deliciosamente os olhos. Segundos após o orgasmo ele caiu cansado na cama e seu peito subia e descia rapidamente.

Kirishima sorriu, se afastando um pouco para ver melhor a cena que para ele era linda de se observar. Aquele momento não durou muito pois logo se inclinou para voltar a beijá-lo e a atiçá-lo, sabia que Bakugo agüentava mais que apenas um orgasmo (e queria mais que um).

Eijirou sabia bem até onde tudo aquilo iria finalmente chegar, desde que o loiro veio até si com uma “vestimenta” tão... explicita?

Não demorou muito e Katsuki já estava gemendo novamente excitado contra os lábios do mais velho que não se encontrava abaixo daquilo.

Sentia que iria desmaiar se não acabasse logo com aquela excitação toda.

- E-Eijirou... – ele chamou quebrando o beijo, os olhos bonitos quase implorando enquanto suas mãos se agarravam no cós da calça de Kirishima que se deixou finalmente convencer. Se levantou do corpo do mais novo para lhe dar espaço para se sentar, Katsuki o fez e não demorou mais que dois segundos para abaixar de uma vez o tecido azul-marinho. Os olhos dele ganharam um brilho malicioso ao encararem o falo rígido do namorado que finalmente tinha sido liberto, as mãos trêmulas o alcançando com sua timidez explícita.

Eijirou prendeu o ar e fechou os olhos. A pele já sensível praticamente gritou ao ser abraçada pelos dedos desajeitados que o apertaram enquanto subiam e desciam. Voltaram a se beijar completamente desesperados.

Não foi preciso mais que alguns minutos para que Eijirou empurrase de leve o corpo quente do namorado para que ele se deitasse novamente e se inclinou até o criado-mudo, abrindo desajeitado a pequena gaveta e procurando ali a embalagem da qual – da maneira mais vergonhosa do mundo – Tinha recebido de Mina no início da noite.

Tinha fingido pegar seu livro preferido ali dentro anteriormente para esconder aquele item constrangedor no meio de todos aqueles papéis, mas pelo jeito foi inútil.

A abriu desastrado e sem muita dificuldade a deslizou sobre o membro completamente rígido que pulsava insistentemente, sendo que apenas ficaria satisfeito quando sentisse Bakugo.

Olhou para o híbrido que encarava a cena, o olhar cheio de luxúria e ansiedade.

Ah, não dava mais.

Se posicionou entre as pernas do garoto, com medo de machucá-lo. Olhou para ele novamente, e ao vê-lo confirmando de leve com a cabeça, se deixou finalmente realizar seu desejo de meses.

Ah, céus.

 

...

 

Os lábios de Katsuki se abriraram num “O” perfeito enquanto seus olhos se fechavam com força ao sentir Kirishima penetrando em si de forma lenta, como se o rasgasse aos poucos e lhe preenchesse com... “tudo aquilo”.

Doía pra caralho, mesmo que o namorado estivesse indo lentamente, mas ao mesmo tempo que sentia dor sentia pequenos espasmos a cada movimento lento que o ruivo fazia para dentro de si.

Era confuso, mas o ardor era até mesmo um tanto... prazeroso.

- V-Você está bem? – abriu os olhos e notou o rosto levemente vermelho do mais velho que mantinha a mandíbula trincada, ele estava se controlando. Bakugo assentiu, apesar das pequenas lágrimas que se formaram nos cantos de seus olhos. Buscou os lábios do namorado para tentar esquecer aquilo e de fato funcionou, aos poucos a dor ia passando enquanto ele se acostumava com a sensação que ia se tornando cada vez melhor.

Melhor... até demais.

Jogou a cabeça para trás, quebrando o beijo dos dois com os olhos fechados, remexendo o quadril em busca de mais contato e ouviu uma lufada de ar de Eijirou. Um gemido saiu automaticamente assim que Kirishima se moveu lentamente para fora, Katsuki prendeu os lábios entre os dentes para conter o som.

Quase gritou quando Eijirou entrou repentinamente em si por completo, sentindo seu corpo inteiro reagir a sensação quase enlouquecedora de ser invadido de forma tão íntima e deliciosa. A dor incômoda de minutos antes já não lhe significava nada, afinal ela – agora mais fraca – tinha se tornado gostosa de se sentir.

Uma dor lasciva.

Eijirou afastou de novo o próprio quadril do de seu namorado, deslizando lentamente o membro para fora apenas para se afundar com brutalidade para dentro de Bakugo que gemia alto em resposta, sendo que nem conseguia mais respirar direito por conta de tudo aquilo.

Repetiu aquele movimento de novo e de novo, enlouquecendo aos poucos o loiro que fazia sons dos quais ecoavam pelas paredes do quarto que parecia terrivelmente mais quente que o normal.

Na verdade, era seu corpo que fervia com toda tensão.

Seu corpo todo se contorceu quando Kirishima mordeu seu pescoço, ao mesmo tempo que os movimentos pausados e torturantes se transformavam aos poucos em movimentos contínuos de vai e vem.

Bakugo já tinha perdido completamente o raciocínio lógico, e agora perdia a sanidade enquanto as estocadas se tornavam mais fortes e Eijirou gemia baixo, de olhos fechados e os fios escarlate lhe caindo sobre o rosto.

- Eijirou... – chamou provavelmente pela centésima vez em meio a sons dos quais nem se importava em identificar quais eram, apenas tentava de alguma forma liberar toda aquela sensação enlouquecedora de se sentir sendo rasgado por dentro, preenchido, abandonado por alguns segundos apenas para se sentir sendo encaixado novamente junto ao corpo de Kirishima – Puta merda – xingou baixo, com a mão cobrindo a boca tentando conter os sons quase incontroláveis. Era quase impossível manter os olhos abertos, mas se esforçou apenas para assistir a cena de Kirishima com o rosto sério e franzido, os olhos escarlate cheios de malicia e nublados por desejo.

A garganta já frágil de Katsuki não demorou em arder após o híbrido soltar um gemido – mais para um grito – quando Eijirou acertou um ponto específico, do qual mandou impulsos nervosos absurdamente enlouquecedores para todo o corpo do garoto.

- K-Kirishima... de novo! – pediu extasiado demais para pensar em seu orgulho – Por favor!

Sua boca de desenhou no formato de “O” novamente, a sensação novamente tomando conta de cada célula de seu corpo que gritavam sem parar o nome de seu namorado.

Eijirou apertou suas coxas, cravando as unhas nas mesas enquanto também soltava tantos sons quanto o mais baixo, mesmo que num volume menor.

- Caralho! – gritou ao sentir-se sendo acertado em cheio no que imaginava ser sua próstata, claro que era, duvidava que poderia sentir uma sensação carnal melhor que aquela no mundo – Porra, Kirishima!

Um tapa estalado em sua coxa, outro gemido ardido em sua garganta.

- Me chame pelo primeiro nome.

Katsuki nem pensou em contestar, apenas assentiu jogando a cabeça para trás enquanto apertava as unhas contra as costas bonitas do ruivo na tentativa de descontar aquele prazer intenso que lhe nublava os pensamentos e as ações.

- Eij- Ah! – choramingou ao sentir a língua quente do garoto envolvendo um de seus mamilos, seus dedos escorregaram das costas para os fios tingidos – Isso é loucura! – surpreendeu-se consigo mesmo em ter conseguido dizer uma frase completa mesmo que com a voz completamente desgastada, nem sabia na verdade o porquê de ter dito aquilo, apenas disse – Meu Deus...

E olha que Katsuki era ateu!

Eijirou gemeu um pouco mais alto, o tronco forte estava suado assim como o do mais novo. Ele parecia já estar tão extasiado quanto o híbrido, seu cuidado e carinho desaparecendo e sendo substituídos por brutalidade e luxúria.

Brutalidade.

- Ah, porra – quem tinha proferido o palavrão desta vez tinha sido o ruivo, a mandíbula travada e os olhos fechados lhe deixando gostoso demais para ser real – Não da mais, Katsuki.

- A-Acaba com... ah, isso! – a voz trêmula se misturou com a respiração descompassada e rarefeita, o coração disparado e os olhos lacrimejados – Por favor!

Kirishima agarrou com força uma das coxas do garoto e a apoiou aquela perna em um de seus ombros, deixando Bakugo ainda mais exposto à toda aquela situação, mas ele nem mesmo se importava com aquilo.

Eijirou, então, entrou com ainda mais força, a posição favoreceu ambos já que permitiu que o contato fosse mais profundo.

Katsuki tremeu ainda mais, agarrando os ombros tensos do mais velho enquanto proferia mais xingamentos e o nome do ruivo diversas vezes.

Os olhos sem controle algum encararam o loiro mais uma vez antes de seu quadril começar a se movimentar de forma até mesmo violenta, causando tonturas no mais novo.

Uma. Duas. Três. Quatro.

- Eijirou! – sua garganta quase foi rasgada com aquele chamado, as estocadas estavam definitivamente lhe enlouquecendo.

Quatro. Cinco. Seis, Sete, Oito, Nove.

E então, Katsuki não suportou mais. Era tudo intenso demais, era loucura demais para que seu corpo pudesse aturar por mais um segundo sequer.

Seus músculos se tensionaram e ele revirou os olhos, sentindo as ondas violentas lhe causando espasmos de prazer. Bakugo nem sabia mais se estava gemendo, gritando ou apenas em silêncio, incapaz de proferir algum som, apenas se entregou ao orgasmo. Sentiu-se no céu por algum tempo, principalmente ao ouvir (apesar da audição prejudicada pela intensidade do orgasmo) os gemidos roucos e altos do mais velho que provavelmente tinha chegado ao seu ápice também.

Seu corpo tenso derreteu como manteiga e Katsuki puxou desesperado o ar para seus pulmões, tentando se recuperar. Sentiu o corpo do namorado desabar sobre o seu, ofegante assim como ele próprio.

Alguns minutos confortáveis se passaram, Bakugo tentava entender o que tinha acabado de acontecer e em como havia perdido completamente o controle. Quando já tinha recuperado mais de sua racionalidade, sentiu o corpo de Kirishima se erguer com dificuldade e os olhos vermelhos encararam os seus.

Ele estava sorrindo que nem um imbecil, obviamente.

 

...

~~

 

Kaminari abriu lentamente os olhos, quase ficando cego pela luz, mas não demorou muito para conseguir enxergar. Suspirou olhando para o lado e vendo uma cômoda e um criado-mudo desconhecidos, se lembrava da festa. Tentou se levantar mas sua cabeça latejou de dor, acabou por desistir e encostar novamente a cabeça no travesseiro macio.

Como caralhos tinha acabado num quarto? Alguém tinha lhe colocado lá?

Passou a mão na testa, suspirando de novo.

Ah, estava na casa da rica da Mina, não tinha problema em dormir só mais um pouco, certo? Certo!

Se virou para o outro lado da cama tentando se aconchegar mais, porém arregalou os olhos ao fazer esse movimento.

Um cara. Sem camisa. Dormindo do seu lado. Cabelo roxo.

Espera. Ele próprio estava sem camisa também!

Espera! QUE MARCAS DE CHUPÕES ERAM AQUELAS NO PESCOÇO DE DENKI?!

Gritou de susto, caindo da cama em seguida. 


Notas Finais


Queria agradecer a minha esposa corna por me suportar reclamando desse capítulo o dia inteiro, ele só saiu pq ela me xingou até eu tomar coragem de postar <3

EU TENTEI MEU MELHOR TA GENTE, DESCULPA SE FICOU RUIM, AAAA

Edit: GENTE A FIC TA NAS MAIS COMENTADAS DA CATEGORIA BNHA???? I'M JUNGSHOOK KKKKK rindo d nervoso


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