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História Just Love 2 - Capítulo 36


Escrita por:


Notas do Autor


E voltei novamenteeee! Essa quarentena até que tá rendendo! Kskskksks
Espero que gostem!

Capítulo 36 - Verdades e Mentiras



P.V 3° PESSOA

  Um silêncio pertubador se alastrou quando a moça deu as costas, os alheios à situação se entreolhavam constrangidos sem saber como agir. Yoongi permaneceu estático por um segundo de estupor, como tudo isso tinha acontecido? Aquele olhar… aquele olhar nos olhos de Caty ele só tinha visto uma vez na vida, três anos atrás em uma situação semelhante a essa, onde a mágoa deu lugar a raiva. Algo ruim aconteceu logo em seguida.

- Me larga, Namjoon! - Minsoo disse irritada, era outra que estava pronta para voar em cima da secretária, mas não era preciso segura-la, o olhar mortal bastava. 

- Estresse não vai fazer bem para o bebê... - Ele dizia suspirando exasperado, olhava da esposa para o amigo sem saber o que fazer primeiro, ou como fazer.

- Minsoo-ah, eu achei que você era mais civilizada do que aquela sua amiga… - Nooshin voltou a falar com um sorriso escancarado no rosto, os olhos brilhando de malícia. - Mas vai ver ela te contami…

- Cale a boca! - A voz de Yoongi saiu cortante mesmo que sem gritar, todos que começavam a sussurrar se calaram imediatamente assim como a secretária insolente. Ele não a olhava, tinha uma repulsa estampada na face que estava virada para a saída do local. - Não se atreva a falar qualquer coisa sobre minha mulher! Não ouse sequer citar o nome dela!

- Yoongi…

- Chega, sua garota estúpida! - Adora falou em um tom mais alto segurando a irmã pelo braço, essa também já tinha esgotado a paciência.

- Acabou. - Ele disse voltando os olhos para seu  amigo que tinha as mãos ao redor dos ombros da esposa, não tinha emoção alguma além de tristeza em sua face. - Avise Pd-nim que não volto com os pés aqui até que essa pessoa esteja fora. 

  Sem dizer nada mais, porém tendo dito o suficiente, se retirou da empresa sem olhar para trás ou se preocupar com o que quer que acontecesse. Só queria ir atrás de sua mulher, queria ter dito muito mais, mas não importava que os outros soubessem, apenas ela deveria saber.


P.V CATY



Nada se passava por minha cabeça, nada a não ser os últimos minutos e palavras. Mágoa, estava consumida por ela que me afogava a cada passo que eu dava em Daechi-dong, ninguém olhava para mim porque eu não chorava, a raiva não permitia isso. Raiva dele, daquela mulher, e de mim mesma. Só queria sair dali, ir embora o mais rápido que pudesse, desaparecer. Nada importava mais.
  

Sentia minhas mãos doerem pelos punhos fechados, mas não era nada comparado ao que eu sentia por dentro, a dor que parecia me rasgar.
  

Algo gelado bateu em meu rosto, pensei em primeiro momento que começaria a chover, mas não, estava nevando. Estendi a mão levemente para pegar os flocos que caíam parecendo trazer uma melancolia ainda maior, minha garganta se fechou, as lágrimas começaram a querer descer novamente. Mas eu não iria chorar.

Olhei na direção do carro que parou no meio-fio, não precisei nem de um segundo para saber quem era, voltei a andar sem olhar para trás. Eu não queria ouvir o que já sabia, não ia ser feita de idiota. Se ele quis assim, ótimo!

- Caty, vamos! - Ouviu-o me chamar, meu corpo paralisou no lugar como se tivesse sido congelado pelo frio. Queria ser mais forte, deixá-lo ali, mas eu o amava tanto... Não poderia fazer isso, não poderia fazer o que fez comigo. - Você vai ficar com hipotermia assim!

Não importava, voltei até o carro, não dizendo uma palavra ou lhe dirigindo o olhar, entrei colocando o cinto grudando-me na parede. Ele voltou também, olhei fixamente para fora com toda força que podia, aquela raiva novamente voltava, a mágoa era substituída e esquecida, eu só queria gritar. Franzi os lábios reprimindo o quanto eu podia.
  

Foi a viagem mais silenciosa que já tive com ele, me doía profundamente, a que ponto chegamos? Não sei como, só sei o que aconteceu. Sentia ele me olhando durante o percurso, mas me lembrava daquilo, a raiva aumentava e me ajudava a decidir algo. Mesmo quando senti seu toque em meu braço como se pedisse algo, me afastei saindo o quanto antes do carro quando chegamos no estacionamento. Não insistiu mais, mesmo quando chegamos ao elevador. Eu tentava respirar fundo para não despejar tudo que sentia.
  

Assim que entrei em casa subi as escadas para o quarto, havia um total frenesi dentro de mim, minhas mãos não paravam, minha mente não parava. Abri o guarda-roupa tirando uma mala de mão, pegando as primeiras roupas que alcançava e colocando dentro sem cerimônia alguma.

- Caty, o que tá fazendo?! - Ouvi-o me chamar, mas não dei atenção, fui até a suíte pegando meus itens de higiene e jogando na mala. Precisava acabar isso logo, não iria aguentar nem mais um segundo. - Ya!

Em passos apressados voltei para o armário pegando meu casaco de inverno, fechei a mala colocando-a no ombro. Não pensei em nada, só queria ir embora. Dei um passo em direção a porta parando abruptamente, estava bloqueada. Me obriguei a erguer os olhos e olhar para ele, a raiva borbulhava dentro de mim, minhas sombrancelhas se franziram mesmo sem perceber.

- O que está fazendo? - Sua expressão era um misto de sentimentos, só conseguia perceber uma irritação crescente que fez a minha ascender mais.

- Acha mesmo que vou ficar aqui? - Minha voz saiu ríspida, mas não me importava mais, não esperei a resposta, desviei para sair do quarto.

- Pra onde você iria? - Yoongi colocou a mão bruscamente no batente da porta, bloqueando minha passagem. Ficamos frente à frente, encarei-o sentindo a tensão criada entre nós, o quanto eu queria gritar, bater em alguém.

- Sai da minha frente! - Sussurrei entre dentes, empurrei sua mão para sair, mas ele voltou a colocar com teimosia. O encarei mais uma vez, suas sombrancelhas se franziam em desafio, e aceitei. 


- Para com isso! - O empurrei para me deixar passar, mas ele resistiu segurando minhas mãos para me impedir de tentar novamente. Não adiantava, minha raiva aumentava e tentei empurra-lo mesmo de mãos atadas, tentando me soltar e batendo em seu peito ao mesmo tempo. - Qual o seu problema?!

- Qual é meu problema? Você é o meu problema! - Sem gritar, falei exasperada, soltei minhas mãos das dele, deixando a mala cair no chão. Desta vez o encarei sem temer, meus olhos se enchiam de lágrimas que não permitiria cair. Não dei atenção para a expressão que surgiu em seu rosto. - Eu não te culpo, mas não pense que vou continuar aqui só porque o casamento tradicional diz isso!

- O que você está falando? - Estava impaciente, as mãos abrindo e fechando ao ir para os cabelos negros. - Olhe, você não pode acreditar no que aconteceu lá!

- E por que não? Não queria que eu soubesse que você estava insatisfeito comigo? - Ergui os ombros, as narinas inflando enquanto eu despejava tudo, minha voz aumentando um tom. - Era só ter dito para mim, eu teria ido embora antes!

- Dito como? Nós nem ao menos conversamos mais! - Por um momento, hesitei ao continuar, mas foi por apenas um segundo, um mísero segundo.

- Eu estava ocupada também, você não é o único que tem um cargo importante! - Eu estava prestes a gritar, queria fazer isso, mas não deixaria me levar por isso. 

- Não estou falando do trabalho, estou falando de você! - Ele apontou para mim, as sombrancelhas agora erguidas, a voz no mesmo tom que a minha. - Não fala comigo sobre mais nada, sobre o que sente!

- Como eu poderia falar se já sabia o que estava acontecendo? - Com sombrancelhas franzidas, eu tentava controlar meu tom de voz, voltar ao normal. - Agora admite que estou certa?

- MAS QUE MERDA, CATY! - Assim eu soube que tinha o irritado afinal, ele gritou. Já esperava, mas mesmo doeu, fechei os olhos por um segundo sentindo meu lábio inferior tremer. - Não... Caty…

- Já chega. - Sussurrei pegando minha mala do chão, implorando para sair logo dali.

- Não, não vou te deixar sair assim. Eu saio. - O olhei imediatamente, a mão estendida para me parar, completamente tenso e com uma expressão que eu não via há 3 anos. Quando viu que voltei a o olhar, encontrou meus olhos por um breve momento. - Boa noite, Caty.
   

E dando as costas, saiu. Deixei a mala cair no chão, paralisando ouvindo seus passos descendo a escada,  quando ouvi o bip da porta ao se fechar, desabei. Estava só, tinha realmente acabado.
  

Então as lágrimas vieram.

 E não pararam.


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado.


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