História Just Movin On - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Comedia, Drama, Romance
Visualizações 84
Palavras 5.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ SERHUMANINHOS!!
NÃO.ME.MATEM!!
Eu sei, eu sei. (Séculos sem postar!)
Mas foi por força maior: Eu estou com depressão. (Sim, é sério)
Todo dia ter que me forçar a levantar e continuar...
Hoje eu acordei melhor e resolvi postar mais um cap dessa história que me mantém em pé!
Perdão qualquer erro, postei sem betar.
Aproveitem!

Capítulo 31 - Mantenha-se forte


Fanfic / Fanfiction Just Movin On - Capítulo 31 - Mantenha-se forte

SARAH P.O.V
O lugar era lindo! Cheio de luz e cor. Flores delicadas por todos os lados. Pássaros cantavam ao longe... Havia uma mulher. Uma bela mulher no meio de tudo aquilo. Não consegui ver seu rosto direito, mas sei que ela sorriu. 
- Você está tão linda, Sarah. Sinto tanto orgulho de você, minha filha. Agora você tem uma mulher que te ama e uma filha que te vê como exemplo. Continue a ter esse bom coração e saiba que ela ficarão bem. Mas você precisa ter cuidado. Muito cuidado com ela... com a que tem uma estrela na nuca. Ela quer o seu mau. Afaste-se enquanto há tempo, meu anjo. - Tudo a nossa volta pareceu morrer e escurecer. - Saiba que te amo e estarei sempre protegendo você e os seus...

~.~.~.~.~.~

Duas semanas desde a última vez que consegui dormir direito. Quando não era por conta das longas horas de viagem da Tour, era por conta do estranho sonho. Demetria estava preocupada com minha saúde, mas me mantive relutante com relação a médicos e hospital. "- Me mande para o hospital, que você dormirá no sofá pelo resto da sua vida!" Gritei enquanto batia a porta da suíte do ônibus. Eu não queria acreditar, mas estava enlouquecendo.

A Tour era um sucesso! Por onde passávamos era gritaria e correria para todo lado! Depois de meses, finalmente conseguimos acertar os detalhes da tela e do palco, tendo que diminuir os dois por alguns centímetros, transformando assim a Tour Elements na maior já feita em questão de equipamento e efeitos audiovisuais. 

Meu pequeno projeto tomou forma e se fez presente do modo mais extraordinário possível: Uma roupa a prova de fogo. Um vestido, na verdade. 
O show começava com o elemento terra, passava por ar, fogo e por último era água. Havia uma floresta, um céu aberto e estrelado, um mar de fogo e uma grandiosa cascata. Tudo proporcionado por efeitos de luz e sombras. Canhões de vento, jatos d'água e cortinas de fogo... Tudo para impressionar e fascinar os fãs. Acompanhei tudo de perto como técnica e staff nos bastidores. 

Nesse tempo, Ester fora passar um tempo com Lauren e Camila. Ambas se ofereceram para cuidar da pequena, uma vez que eu treinava uma equipe para ficar no meu lugar ao longo da Tour. Todos os dias falávamos com a Ester. Que sempre mandava fotos e vídeos de tudo que fazia com o casal e com as 3 Harmonizer. Mas a saudade batia forte. 
Finalmente, depois de dois meses, consegui ter confiança o suficiente na equipe que treinei e deixei a responsabilidade total em suas mãos. Eu, naquela fria manhã em Ohio, estava voltando para casa.
~.~.~.~.~.~

Uma semana que eu havia voltado e já estava acostumada com a rotina: Acordar, levar Ester para a escolinha, voltar, arrumar a casa, fazer o almoço, pegar a pequena, brincar com ela após a refeição, ajuda-la na tarefa de casa, preparar o jantar, dar banho após a refeição, colocar a pequena para dormir e não conseguir pregar o olho. ​Aquilo estava me matando! Sempre o mesmo sonho... Até o dia, que ao voltar da escolinha, recebi uma ligação que desabou meu mundo: 
- Bom dia. Aqui quem fala é a irmã Alessandra. Esse número ainda é da Sarah? - Franzi o cenho e respondi com receio: - É sim. Por que? - Em minhas entranhas senti um aperto doloroso. - Minha filha, eu falo do convento Santa Cecília. Onde você cresceu. Liguei para te informar que a Madre Marta faleceu. Seu enterro será amanhã as 10h no cemitério Sagrada Família. - Lembro-me de Allyson, que viera devolver o casaco que Ester esquecera em sua casa, chamar meu nome. Logo depois tudo ficou escuro.

Dia seguinte...

Sem lembrar como cheguei ali, fui levada para frente da lápide recém colocada. 

"Irmã Marta: Coração imerso de amor e temor ao Senhor. Sua missão fora cumprida. Descanse em paz nos braços do Pai."

- Ela fora a melhor madre que este convento já viu. Ela que pediu, anos atrás, a permissão de transformar uma parte em orfanato. Por causa desse pedido, muitas crianças, hoje, tem um futuro diferente. Ganharam educação, afeto e sabiam que sempre haveria alguém para lhes ouvir. - Disse irmã Alessandra atrás de mim. Minhas lágrimas não deixavam espaço para palavras. Mas eu concordava com ela. - Ela fora a mãe que nunca tive... - Confidenciei tempos depois. A pedido da irmã, segui para o escritório da Madre. Uma Substituta seria mandada, uma vez que ninguém tinha idade para pegar o cargo. 
- Madre Marte, antes de morrer, pediu para te entregar isso. - Era um arquivo fino e bem selado. - Deixarei você sozinha para ler. - Assenti e abri a pasta. De lá saíram alguns papéis, minha certidão de nascimento e uma carta endereçada a mim. Rasguei o papel antigo e comecei a ler:

Olá meu Anjo. Quem escreve é sua mãe. Peço que não sinta raiva pelo que fiz. Deixar você com Marta fora a coisa mais difícil que fiz em minha vida. Sarah, você deve ter se tornado uma bela mulher. Confio que Marte lhe ensinou o certo e o errado e lhe encaminhou para um bom futuro. Entenda que eu não poderia ficar com você. Era perigoso demais. Sempre foi. Na verdade, em minha profissão, eu nunca pude me dar ao luxo de ter um marido, muito menos um filho. Alguns até se arriscam, mas eu nunca quis pagar esse preço. Até saber que estava grávida do único homem que amei. Sim, você fora gerada por amor. Saber que eu tinha um pedaço daquele que roubou meu coração, fora o suficiente para enfrentar tudo que viria com o seu nascimento. Peço perdão por não ter sido mais forte. Por não ter aguentado mais tempo. Mas saber que você está viva, segura e bem, já me dá paz. Se tiver alguma dúvida de quem eu fui, pergunte a Marta. Se ela estiver morta, que Deus cuide de sua alma, você poderá entrar respostas na rua Jardim d'Avila nº 237. Chame por Paloma.
Te amo hoje, amanhã e sempre. 
Sua mãe - Anna. 

Saí do convento com a pasta na mão e segui para o tal endereço. Era um prédio velho, com a pintura desgastada. Segui através do longo e mal iluminado corredor até me deparar com uma cortina de miçangas. Um bordel. Gritou minha mente. Com o resto de coragem que me restava, fui até um dos seguranças e perguntei por Paloma: - Ela não trabalha mais aqui. Mas você pode ir até a casa dela. Fica no final dessa rua, nº 256. - Agradeci e ao sair, senti meu braço puxado. O homem não deveria ter mais que quarenta. Era alto e usava uma roupa cara.
- Anna? É você? - Perguntou ele esperançoso. Engoli em seco. - Não. Sou Sarah. Filha dela. Você conheceu minha mãe? - Será que ele é o homem que roubou o coração de minha mãe?  Pensei. - Desculpa. É que você é a cara dela. Bobagem a minha achar que ela não teria envelhecido. Ainda mais nesse lugar. Sim, eu conheci sua mãe. Ela era a melhor daqui. A mais requisitada. Pedi para compra-la mais de uma vez, mas aquele nojento do Ronald nunca deixou. Um belo dia voltei, para tentar uma hora com ela e vi a confusão armada: Anna havia sumido. Dias depois encontraram seu corpo. Fora uma grande perda. Ela era... maravilhosa. - Seu tom de deixou enjoada. Antes que ele pensasse qualquer coisa, soltei meu braço se saí do Bordel. Segui tentando lutar com as lágrimas ao pensar no que minha mãe se submetia para ganhar a vida. Tá explicado porque ela me deixou em um orfanato. Quase fui atropelada por falta de atenção e me vi, pela segunda vez, tendo o braço puxado. Por trás das lágrimas, reconheci a expressão confusa e preocupada: - Camila?

A latina me arrastou para o primeiro café que viu e tentou pedir qualquer coisa do cardápio. 
- O que você está fazendo aqui? Ainda mais nesse estado! - Respirei fundo e tentei clarear a mente. - Recebi ontem um telefonema avisando que a Madre do convento onde cresci havia morrido. Deixei Ester com Normani e peguei o primeiro voo para cá. Após o enterro, uma das irmãs me deu minha pasta que ficou retida lá. Dentro havia uma carta de minha mãe. Dizendo onde poderia encontrar respostas. O endereço me levou a um Bordel e descobri que a pessoa que poderia me ajudar já não trabalha lá. Mas sei seu endereço. Saindo, um homem me confundiu com minha mãe e começou a falar coisas sobre ela que eu não gostaria de saber. Eu... eu não sei o que pensar disso tudo. - 
Camila apertou minha mão sobre a mesa e pediu a conta. Os cafés ainda estavam quentes quando saímos em direção ao carro. Gentilmente seu motorista me deixou em frente ao suposto endereço de Paloma. Travei na escada em frente a porta. 
- Vai. Você precisa disso. - Assenti de leve e deixei a latina bater na porta. Minutos depois uma mulher de aproximadamente quarenta e poucos anos atendeu e ao me ver sussurrou: - Anna? - Segundos depois ela desmaiou. Camila suspirou e adentrou a casa para puxar a desacordada mulher para o sofá.
- Foi melhor do que pensei... 

Um tanto desorientada, Paloma acordou e não disfarçou seu assombro ao me ver pela segunda vez. - Você é idêntica a ela... - Resmungou. Camila, que havia invadido a cozinha da mulher, voltava com três canecas de café fresco. - Parece que todo mundo que tem haver com o passado da sua mãe, diz isso. - Comentou ao entregar a caneca para mim. 
- Você é Sarah? O bebê fofo de bochechas rosadas que vi nascer? - Assenti com vergonha. - Quando Anne descobriu que estava grávida, ela entrou em pânico. Sua profissão não permitia tal coisa. Mas então ela viu que você era a única coisa que restou do homem que arrebatara seu coração. A primeira vez que ela sentiu seu chute, sabia que te amaria pelo resto de sua vida. Mesmo que fosse curta. - Tomando coragem, comecei a perguntar:
- Você sabe quem é meu pai? - Uma leve esperança cresceu em mim. - Sei apenas de vista. Seu nome é Edward. Pelo menos o conhecemos assim. Ele estava quase se formando em Medicina quando conheceu Anna. Parece que participava de algum intercâmbio aqui no Brasil. Era americano de família boa, mas sabia como tratar uma dama. Viu sua mãe e se encantou com ela a primeira vista. Ficou voltando ao Bordel por semanas e sempre reservava a suíte para deixar sua mãe mais a vontade. Pagava a diária de Anna, que na época era cem reais e passava o dia com ela. Chegou a pagar três dias, coisa que na época era muito dinheiro, só para que ela não deitasse com mais nenhum homem. Então ela se descobriu grávida e ficou preocupada com o que ele poderia dizer. Edward ficou radiante ao saber que teria um filho da mulher que amava. Ele, que na época estava noivo, voltou ao Estados Unidos e disse que romperia o noivado para pagar a dívida de sua mãe no Bordel. Ambos criariam você como uma família. - Lágrimas desciam sem pena por meus olhos. Meu pai me amou, mas não me levou. Por que? 
- Por tudo que aconteceu, esse plano falhou. - Afirmou Camila. Paloma assentiu. 
- Uma semana depois ele voltou e disse que não conseguiu desfazer o noivado, porque sua futura esposa estava grávida. Se ele a abandonasse, seria o fim de sua promissora carreira como médico. Sua mãe, apesar de magoada, entendeu. Ela sempre seria "a outra". Edward, sempre que dava, escapava para essa mesma casa, que fora dada de presente para Anna. Ele vinha e trazia roupinhas, brinquedos e doces para sua mãe. Quando você nasceu, ele te pegou nos braços e disse: - Você para sempre será o meu amor, meu anjo. - Apelido que sua mãe te atribuiu dias depois. A vida de Anna fora um paraíso até quase o seu 1 ano. Até que um dia, ela entrou por aquela porta, desesperada. Suas roupas estavam rasgadas e em sua coxa tinha um feio corte. Ela tirou uma pistola de algumas daquelas gavetas e pediu para que eu pegasse você e me escondesse dentro do guarda roupa. Assim eu fiz. Foram minutos de terror. Nunca vou esquecer os barulhos ensurdecedores dos tiros. Até que tudo ficou em silêncio e ela veio nos tirar de lá. Ajudei-a a sumir com os dois corpos dos homens que tentaram matá-la. Naquela noite, enquanto você dormia, ela me explicou sua real profissão: Sua mãe era uma agente infiltrada da Polícia Federal. Sua missão era desmantelar um grupo que praticava tráfico humano. Ela havia se instalado no Bordel, porque a antiga dona era tida como chefe do grupo. O que ela não sabia, é que o esquema era muito maior. Em escala internacional. Anna sabia que mais daqueles homens viriam e que aqui já não era um lugar seguro. Na manhã seguinte eu levei os papéis que ela pediu para o cartório, passando essa casa, legalmente para o meu nome, enquanto ela te levava para o Convento e Orfanato Santa Cecília. Ela crescera lá e conseguiu ter essa profissão de policial com esforço e dedicação. Sabia, que lá no orfanato, ninguém te procuraria. Na madrugada seguinte o corpo dela fora encontrado desfigurado ao dentro de uma caçamba de lixo do outro lado da cidade. Nunca contei ao seu pai, a pedido de Anna. Ele apenas perguntou se você estava em um local seguro. Afirmei e com isso ele nunca mais voltou. - Estava tão chocada com tudo. Minha mãe tivera um final terrível, por apenas fazer o seu trabalho. Paloma me entregou um papel com o número da conta que meu pai fizera para mim. 
- Por tudo que você fez pela minha mãe e por mim, eu peço que você fique com isso. Reconstrua sua vida, por favor, Paloma. - A mulher chorou e agradeceu. 
- Seu coração é bom como o de Anna. Saiba que ela se orgulha de você. Onde quer que esteja. 

Ainda mexida com toda aquela história, voltei para os Estados Unidos ao lado de Camila. Ela, horas atrás, havia conversado com uma Lauren preocupada. "- Eu estou bem e as negociações foram ótimas. O problema é Sarah. Sim, eu encontrei ela andando pela rua completamente desorientada. Quase fora atropelada. Depois, encontramos uma antiga amiga de sua mãe biológica. É. O dia fora longo para todas nós. Como está Ester? Isso é bom. Estamos voltando agora...-" Depois disso parei de prestar atenção. Quando dei por mim, estava sentada no sofá da casa de Demetria, com uma Ester preocupada olhando para mim. Suspirei e respondi: " - Está tudo bem, meu anjo."  Quase fui as lágrimas ao ouvir do que havia chamado a pequena. Meu pai me chamava assim... 

Meus dias foram obscurecidos por uma depressão sem fim. Lauren, mais do que nunca, me ajudou com Ester. Eu não conseguia dormir. Era assombrada por pesadelos com minha falecida mãe. Neles, ela aparecida toda ensanguentada e me culpava por tudo que havia acontecido. 
"- Você é uma péssima filha! Como pude dar a luz á isso? Você me envergonha! Você é fraca! Seu pai tem vergonha de você!"  
Noites e noites ouvindo aquilo... Eu não aguento mais. Vou enlouquecer! 
Demetria, sempre ligava para saber como eu estava e eu sempre dava a mesma resposta: "Vou melhorar. É o baque de saber quem foi minha mãe... Tudo vai passar..." Não sei se ela ainda acredita em mim. Mas, para evitar que ela voltasse mais cedo da Tour, tive que mostrar uma falsa felicidade. Por mais quanto tempo você aguentará? Minha consciência questionou. Suspirei sem saber. Estou louca. Isso é um fato.
Naquela noite, fui até o quarto de Ester, que se arrumava animada com Allyson. Elas iriam no show da Ariana Grande. 
- Mamy! Olha essa roupa! - Era uma calça azul escura combinando com uma blusa branca. Seus cabelos estavam presos como os da Ariana um arco em forma de orelhas de gato enfeitava sua cabeça. - Está linda, minha princesa! - A pequena sorriu e rodopiou pelo quarto. - Allyson, você nos dá licença? - A mulher assentiu e fora terminar de se vestir. 
- Meu amor, deixa a mamy falar com você. - O tom sério em minha voz, fez Ester vir sentar-se em meu colo. - Você deve ter percebido que eu não ando muito, bem. É que eu descobri algo muito triste sobre a minha verdadeira mãe. Eu só te peço perdão por estar te deixando de lado, por causa disso. É que eu não estou sabendo lidar... - Lágrimas quentes desciam sem piedade por meu rosto já vermelho. As pequenas mãos da garotinha começaram a acariciar minha bochecha, limpando o rastro. - Mamy, eu te perdoo. Mas você não deveria se sentir assim. Sua mamãe é a tia Ems e ela sempre te amará. Não fique triste ou magoada por uma pessoa que nunca te conheceu. - Tirando o colar que eu havia dado de presente para ela, Ester colocou em meu pescoço. - Você tem uma nova família que te ama demais. E se você ficar com medo de alguma coisa, segure esse cordão. Ele tem uma foto de todos nós. Ele sempre me protege quando fico com medo ou triste. - Assenti enquanto apertava o cordão. Recebi um longo e cálido beijo e pela primeira vez em dias, sorri verdadeiramente. 
- Eu te amo, filha. - Seu sorriso fora genuíno. 
- Eu te amo, mamy. 

Todas as quatro meninas passaram por lá para pegar uma Allyson e Ester bem animadas para o show. Nolan, que a muito havia voltado da Tour, afrouxou o cerco a minha volta ao ver que estava mais controlada e serena. Depois de um banho demorado, fui deitar-me, ainda com receio de te pesadelos. 
Começou como sempre. Ela no meio de um lugar sujo e nojento. Ao ver-me sorriu. - Finalmente você chegou. Hoje você se juntará a mim. - Respirei fundo e olhei em seus olhos. - Não. Não esta noite.- Pela primeira vez, vi seu sorriso fraquejar. - VOCÊ NÃO É A MINHA MÃE! - Gritei a plenos pulmões. O lugar ao meu redor explodiu em um caleidoscópio de cor. 
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No mesmo momento, em outro lugar não muito longe dali, Normani, Dinah, Ally, Camila, Lauren e Ester, curtiam um show animado da cantora Ariana Grande. Do camarote, a vista era privilegiada. Todas riam e brincavam, tirando fotos e postando pequenos vídeos no Instagram. Momentos atrás, uma euforica Ester encerrava sua ligação. Ela falara com sua mãe, Demi Lovato, que logo entraria no palco. O estádio que Demetria fazia seu show, ficava a 30 min dali. Com um "eu te amo!" de ambas as partes, as duas se concentravam no que estavam prestes a fazer. Assim como um jovem de dezessete anos que assistia enjoado o show da cantora Ariana. Para ele, aquilo era o mais baixo e promíscuo espetáculo que já havia visto. Mas tudo seria recompensado como a bomba em seu peito explodisse. Ela, junto com mais quatro, que estavam anexadas nas vigas do estádio, levariam todos para um julgamento digno. Pelo menos era isso que ele acreditava
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Agora tudo era cor e luz. A bela mulher no centro do lugar sorriu verdadeiramente ao ver sua herdeira tão firme e forte. - Meu amor! Sabia que você conseguiria vencer mais esse obstáculo. Eu jamais pensaria tudo o que aquilo disse para você. Seus medos quase te cegaram e fizeram perder a bondade que há em sua alma. - Com coragem, Sarah se aproximou de sua mãe e a abraçou. Pela primeira vez, mãe e filha estavam juntas. - Sarah, eu preciso que você me escute: Sua filha está em perigo. Eu preciso que você acorde. - A menina, sem entender, permaneceu no abraço. Isso é tão bom... Pensou sem querer largar Anna. Tomando uma atitude firme, a mulher empurrou delicadamente Sarah para longe. - ACORDE! ACORDE! ACORDE! 
Acordei com o eco do grito em minha mente. Levantei-me apressada até a sala e não encontrei Nolan. Ele deve estar no escritório. Olhei por reflexo o alerta de post em meu Twitter e deixei o celular cair ao entender o que estava escrito.
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Minutos antes da mensagem aparecer, no estádio Orlando Citrus Bowl Stadium, a apresentação de Ariana fora interrompida por duas explosões: Uma no meio da multidão e outra vindo do lado direito, em uma das vigas principais. Após isso, tudo fora um verdadeiro caus. As pessoas, tentando achar uma saída, se pisoteavam. Na pressa de fugir, um dos staffs nos bastidores deixou o copo com seu refrigerante cair. O líquido entrou em contato com os milhares de fios e tomadas dos aparelhos de som e efeitos, causando assim um curto, que logo formou uma chama. Em minutos, o grandioso estádio Citrus Bowl, estava coberto por chamas, fumaça e escombros. Os que sobreviveram, tentavam sair, uma vez que apenas duas das quatro vigas principais, não aguentariam as toneladas de concreto e aço, por muito tempo. 
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Corri para o segundo andar e quase atravessei a porta. Nolan, que estava adormecido em sua mesa, pulou da cadeira ao me ver entrar tão desesperada. 
- Você vai AGORA até a minha mãe e no caminho vai ligar para todas as ambulância do ESTADO! O Citrus Bowl sofreu um atentado. - Peguei a chave extra do carro de Antony e me dirigi para a garagem com um atordoado Nolan atrás. 
- Mas o que? Por que? - Destravei a porta e antes de sentar ao volante, resumi o motivo de meu desespero: - Ester está lá. 
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O lugar era só fumaça e o calor era quase insuportável. Ariana, que não saiu junto com sua equipe, ajudava os vivos que tinham condições de se locomover. Sua mente trabalhava na velocidade da luz, tentando relembrar o mapa do lugar para direcionar as pessoas para as saídas de emergência. Com dificuldade, chegou ao balcão do camarote. Viu Camila, Lauren e Ally, todas com arranhões, mas bem. Faltavam três. 
- Onde estão Normani e Dinah? - Perguntou enquanto tossia. - Elas foram buscar Ester, que fora ao banheiro com a Taylor antes de tudo acontecer. - Com um suspiro Ariana ajudou as meninas até o local onde as 4 deveriam estar. Uma parte do teto havia rebaixado e suas estruturas de metal retorcido dificultava o acesso. Isso não é nada bom. Pensou antes de ajudar as meninas a tentar, em vão levantar o pedaço de quase meia tonelada. 
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No caminho para o estádio, Sarah deixou uma mensagem para sua mãe. A grande arena, que ficava a 30 minutos (percurso que Sarah fizera em 20) da casa de Demetria parecia o presságio do fim do mundo: Uma fumaça preta subia até onde os olhos pudessem alcançar. Sua monumental estrutura estava retorcida como um quadro bizarro de Salvador Dali e a quantidade de bombeiros e policiais no local, mostravam que tudo deveria estar muito pior do que ela imaginava. Saindo do carro e indo para a saída mais próxima, fora contida por um policial. Mais nada que o homem dissesse a faria mudar de ideia. Sua filha estava lá dentro e só sairia com a pequena em seu colo. Sem pensar, dera uma cotovelada no rosto do homem, quebrando assim, seu nariz. Lá dentro tudo era escuridão e o cheiro de fumaça intoxicava. Os focos de incêndio faziam a temperatura subir a um nível, que por alguns segundos a mulher pensou que sua pele derreteria. A busca continuou até que vira, entre a fumaça e escombros, os olhos, que um dia lhe encantou, mas hoje carregavam um medo quase desumano. Ela achara Camila.  
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No mesmo tempo, um Nolan desesperado invadiu os bastidores do mega show de Demi Lovato. Sua cabeça, sempre tão lógica e analítica, havia quebrado. Ele nada conseguia dizer, além de chorar e procurar desesperadamente por Emily e Demi. 
No palco, a mulher acabara de encerrar uma música e já se preparava para cantar outra, quando a multidão começou a gritar seu nome e levantar os celulares. A cantora sorriu. Até que um fã, próximo do palco gritou a plenos pulmões: DEMETRIA! Ela olhou para ele e viu medo em seus olhos.
Olhando para frente, todos haviam se calado perante o grito. Sim, 76 mil 468 pessoas, a capacidade máxima do Mercedes-Benz Superdome, se calaram. O jovem estendeu seu celular e os olhos da mulher caíram no Tweet feito a 25 minutos: Um terrorista explodiu o Orlando Citrus Bowl Stadium. Sua mente gritava o nome de sua filha. Ao olhar para os bastidores, vira um Nolan desesperado consolando uma Emily inconsolável. Seu peito apertou ainda mais. Com passos lentos, o loiro aparecera no palco e esticou, com as mãos trêmulas, o celular da empresária. Ao colocar o aparelho em sua orelha, a voz doce e desesperada de Sarah surgiu:
"- MÃE! O Citrus Bowl sofreu um atentado! Ao que parece alguém tentou explodir tudo. Eu estou indo pra lá agora. POR FAVOR, MANDA TODO MUNDO QUE A SENHORA CONHECE E QUE POSSA AJUDAR! Ester está lá e eu preciso... Mãe, eu te amo. Avisa para a Demetria que eu a amo e que ela foi a melhor coisa que já me aconteceu nessa vida. Me abençoa mãe, porque eu não sei se sairei dessa.-" 
Seu mundo caiu. Sua mente era um turbilhão de emoções. Sua filha, sua esposa... as duas lá. E ela aqui. Com uma força e uma fúria queimando em seus olhos, a mulher desceu do palco e correra para a saída mais próxima. Nolan, já imaginando o que ela faria, pediu que todos saíssem ordenadamente do lugar e mandou toda a equipe brigadista para o local. As pessoas saíram e olharam para o céu, que parecia mais negro que de costume. Todos, pensavam a mesma coisa: Precisamos ajudar!
Então as 76.468 pessoas se ajudaram, espremendo-se nos carros disponível, seguiram para a arena. No caminho, ligaram para seus pais e amigos, pedindo água, cobertores e qualquer outra coisa que pudesse ajudar os feridos daquela fatalidade. 
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Agora as mulheres se encontravam diante de uma Sarah imponente diante as chamas. Uma cena que não esqueceriam, junto com tudo que viram naquela noite. 
- Ela está ai? - Como se adivinhasse que sua pequena princesa estivesse atrás do feio e pesado mostro retorcido de ferro. Assentindo, as meninas abriram caminho para uma séria mulher. Ela olhou, olhou e avistou uma grande viga de metal. O grito de socorro de uma Taylor, provavelmente ferida e de uma Ester muito assustada, trouxeram as mulheres para o presente. Ajudando a brasileira a levantar a viga metal, elas usaram aquilo como alavanca: Com três puxões, toda a pesada massa de metal se ergueu rangendo como monstro prestes a atacar. Do buraco que ficou saiu Dinah, com uma assustada Ester, arrastada por aquele chão e Normani com uma ferida Taylor. O tempo pareceu cronometrado: As duas passaram e tudo desmoronou de novo. De um modo que agora não daria para levantar sem um guindaste. O reencontro de Sarah com a pequena fora emocionante, mas prematuro, uma vez que uma, das duas, vigas sobreviventes tremeu e urrou com o peso. Sem pensar, a brasileira empurrou a pequena para os braços de uma Ariana assustada, quando uma parte das ferragens desabou.
- MAMY! - Gritou a garotinha desesperada. - EU ESTOU BEM! VOCÊS PRECISAM SAIR! EU VOU ENCONTRAR OUTRA SAÍDA! - Berrou Sarah do outro lado da parede recém formada. Ela e Ariana sabiam que a chance de ter outra saída intacta era de 1%. Mas a esperança é a última que morre. Seguindo por entre as chamas e os cadáveres, Sarah passou a fazer algo que estava desacostumada: Ela rezou.
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Do lado de fora, uma multidão se afastou para uma Demetria furiosa. Ela chegara no momento do estrondo da estrutura. Uma parte do estádio estava tomada pelas chamas e a outra, com acesso impedido pelos ferros e fios. Um verdadeiro túmulo gigante. 
Ela tentava dialogar com o bombeiro, mas ele afirmava que qualquer um que estivesse lá dentro, a essa hora, teria sufocado com a fumaça. Sua explicação fora cortada pela comoção de fãs ao redor da saída E: As cinco meninas do Fifith Harmony, mas uma Taylor, sendo segurada por Normani e Ariana e a pequena Ester nos braços de Lauren, trouxe a Demetria um sentimento de alívio. Que passou ao dar falta de uma pessoa. 
Abraçando sua filha como se não houvesse amanhã, a cantora indagou: - Onde está Sarah? - Uma Ally com tosse, devido a fumaça, tentou explicar: - Ela apareceu e nos ajudou a resgatar Taylor e Ester, mas de repente uma parte do teto caiu e nos separou. Ela está lá dentro, procurando uma saída. - Respirando fundo a mulher olhou para o estádio em chamas. 
- Só existe mais uma saída perto de onde estávamos, mas ela não vai conseguir passar. - Disse Ariana com pesar. - Por que não? - A histeria quase era ouvida na voz poderosa de Demi. - Esse lado está tomado pelas chamas. Ela não conseguirá passar. A menos que ela consiga atravessar o fogo. - Nolan olhou alarmado entre as cantoras. Ariana não sabia, mas ele sim. E aquilo havia dado uma ideia insana a Lovato. Sem analisar os prós e contras da ação, a mulher se pós a andar para o lado esquerdo do estádio. Acertando um belo soco no nariz do policial, quebrando assim pela segunda vez na noite, a mulher gritou a Emily:
- É BOM ANTONY ESTAR AQUI, QUANDO EU VOLTAR!
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Tudo era sombra e luz... Sua cabeça já não conseguia processar para onde ia, mas seu corpo sabia que tinha de ficar afastado das chamas. O pulmão, já enfraquecido pela fumaça, lutava por ar puro. Um tropeço e a queda em cima de uma afiada ponta de ferro, trouxe um novo item a equação: Sangue. Sua coxa fora rasgada, não profundamente, mas o suficiente para que a perda de sangue, em pouco tempo, se mostrasse, significativa. Era isso. Ali seria o seu fim. Seu túmulo de metal. As lágrimas pareciam queimar sua face, enquanto escorriam livremente. Sem perceber, Sarah começou a cantar:

She was given the world
                     So much that she couldn't see
And she needed someone to show her who she could be.
 And she tried to survive
  Wearing her heart on her sleeve
 But I needed you to believe

De repente ela sentiu uma presença pairando e um sorriso entre as lágrimas apareceu: Demetria estava ali. Se deixando levar, a brasileira enrolou-se nos braços firmes da mulher e deixou sua cabeça dolorida repousar no ombro. - Obrigada por vir. - Disse antes de desmaiar. 
~.~.~.~.~.
O lugar estava tomado pela fumaça e chamas. Mas a cantora nunca ficara tão feliz por ter escolhido aquela roupa. "- Mas o número é seu, Sarah! Por que eu teria que ter uma roupa a prova de fogo? - Sorrindo a mulher respondeu: - Nunca se sabe quando você terá que atravessar um mar de chamas. Sem falar, que você fica sexy nisso... -" A brasileira, mesmo brincando, havia previsto seu próprio futuro. 
Como mágica, as chamas pareciam afastar-se para que ela passasse. Porém, mesmo não sendo uma especialista em Pirotecnia, ela sabia que aquela proteção não aguentaria por muito tempo. Até que uma mulher pareceu sair das chamas mais fortes. Era idêntica a Sarah, mas seu corpo emanava uma energia boa e pura. 
- Olá, Demetria. Sou Anna, mãe de Sarah. Ela precisa de você. Não conseguirei manter isso em pé por muito tempo... - Após dizer isso, a estranha mulher pareceu se afastar. Contra os gritos de sua lógica, Demetria a seguiu e só parou alguns metros ao ouvir a doce e quebrada voz de sua mulher. Ela cantava. Seguindo a voz, a mulher encontrou sua namorada no chão em meio os destroços. Ela lhe viu e sorriu:
- Obrigada por vir.- Disse em seus braços antes de desmaiar. Sem ter condições de falar, a cantora começou a sair do local. Por um breve instante, as chamas que selavam a passam recuaram. Ao passar, Demetria olhou para trás e agradeceu a mãe de sua mulher. Assentindo e com um último sorriso a luz que emanava dela apagou-se e segundos depois, tudo desmoronou. 
~.~.~.~.~. 
O estrondo da mega arena vindo abaixo dará pesadelo a de todos os presentes por muito tempo. Mas uma Demetria saindo das chamas, com uma ferida e inconsciente Sarah, ficará em suas memórias para sempre. A força que amanava de Lovato era quase esmagadora. A mulher só soltou Sarah quando um sério Antony chegou com uma equipe de paramédicos em um helicóptero. O estado da mulher era grave. Dando uma última olhava para a mulher bem presa a prancha dentro da aeronave, Demi seguiu para seu carro, com Emily e Nolan atrás.
A multidão abriu espaço para o carro seguir, em alta velocidade, o helicóptero que levava a única mulher que Demetria Lovato já amou. 
A noite estava só começando...  


Notas Finais


CARALHO! É O MAIOR CAP DESDE SEMPRE DA FIC!
Espero estar perdoada!

PS: Os estádios que eu citei eles são reais. A diferença é a distância: Eles estão a 9 horas um do outro. MAS para o bem da história, eu os coloquei a 20/30 min de distância. A Sarah levou 20 min da casa da Demetria até o estádio (Sim, ela ignorou todas as barricadas e passou por cima da porra toda.) Nossa Lovato, salvadora levou mais ou menos o mesmo tempo. Então, na minha história, os estádios estão separados por 30 mim. ~Espero ter explicado direito XD~

Mesmo que eu demore a atualizar, saibam que eu sempre POSTAREI!
Se alguém ainda lê isso aqui, por favor comentar!
Você sabem que eu amo interação!!


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