História Just my luck - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Melodrama, Slice Of Life
Visualizações 23
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


EU ESQUECI DE AVISAR QUE talvez a história seja parecidinha com o livro "Para todos os garotos que já amei" (a sinopse é similar e eu lembrei disso no momento da postagem), mas EU NÃO LI, então é válida aquela frase "qualquer semelhança é mera coincidência".
Beijos

Capítulo 1 - Ele está de volta


[06/08/2018 – 00h21 – primeira parte da história sobre Rodrigo e PRIMEIRO POST (espero que gostem!)]

Eu estava péssima. Como sempre, enfiada debaixo daquele chuveiro, pensando na vida, pensando em como tudo poderia ser diferente. Pensando, principalmente, em como me sentia sozinha quando não estava em casa e como seria bom ter a capacidade de fazer amigos de novo.

Saio do chuveiro. Ao invés de me secar, enrolo a toalha em meu corpo e me jogo na cama. Olho para o computador, há mil trabalhos para fazer. Olho o relógio, já é tarde e amanhã, aula.

Aula?

Não. Havia planejado matar aula, porque não existe pessoa mais covarde do que eu. Queria matar aula, porque não queria apresentar meu trabalho, que fiz sozinha ao invés de fazê-lo em grupo. Não queria falar sobre o trabalho, que por sinal ficou péssimo. Não queria que me perguntassem por que eu fiz sozinha. Não queria que certo colega de classe, que desgostava de mim, risse por último.

Eu não queria ser assim. Eu juro. Mas não podia evitar. Provavelmente eu ia me arrepender, mas diante de tantos arrependimentos, o que custava ter mais um?

Enfim.

Meu pensamento se volta para o presente e para mim. Percebo que estou com frio e que minha pele formiga. Visto uma roupa qualquer e olho no celular. Há uma notificação no Messenger.

“Rodrigo deseja se conectar a você”.

Não sei descrever exatamente a sensação que tive, mas meu corpo se contraiu todo e o coração acelerou devido ao susto. Rodrigo? Tantas perguntas, tantas desconfianças. Porque voltar do nada, depois de tanto tempo, gera essas coisas inevitavelmente.

Li a mensagem que deixou.

“Oi Lia, tudo bem? Lembra de mim?”

Claro que lembrava, mas já não com tanta frequência. Só que, assim como nos filmes clichês da vida, comecei a me recordar de como a gente se conheceu.

Critique-me se quiser, mas desde os nove anos de idade converso com gente estranha na internet, por falta de ter amigos de verdade na escola. Foi assim, tentando me comunicar com quem quer que fosse, que conheci Rodrigo.

Eu não me lembro exatamente as circunstâncias, mas ele era amigo de gente com quem fiz amizade na internet e resolveu puxar assunto comigo. Daí nasceu o que pra mim era uma grande amizade. Quando chegávamos da escola, corríamos para conversar um com o outro. Nos fins de semana, nem se fala: era o dia inteiro falando sobre os mais aleatórios assuntos. Enfim, éramos tão grudados que havia até especulações de que estávamos namorando.

Só que chegou o ano seguinte e tudo mudou de uma hora pra outra. A minha turma toda foi deixando de se falar, começando por Rodrigo. Ele me deu uma desculpa horrorosa de que os pais dele decidiram cortar a internet de casa e que, por isso, ele nunca mais poderia falar com ninguém. Depois disso, só foi ladeira abaixo. Quando percebi, estava sozinha de novo. Quer dizer, na escola eu andava com algumas meninas, mas falar que éramos amigas era forçar demais a barra. Enfim, eu me sentia isolada do resto do mundo, sentimento esse que até hoje é presente em mim.

Alguns meses se passaram, mas o tempo havia parado pra mim. Eu não conseguia superar que, de uma hora para outra, eu havia perdido tanta gente que gostava, em especial o Rodrigo. Ele era realmente meu melhor amigo e eu sentia, de verdade, que a gente tinha uma conexão especial. Mas, depois que eu descobri que ele mentiu sobre os motivos que o levaram a parar de falar comigo e com os outros, eu entendi que era um sentimento unilateral.

Eu percebi isso quando, ao entrar no Facebook uma vez, eu o vi como sugestão de amizade e resolvi adicioná-lo. Ele aceitou minha solicitação. Primeiro que ele disse que não tinha Facebook e nem pretendia ter; segundo que, se ele estava “completamente sem internet”, como ele tinha entrado na sua conta?

Resolvi puxar assunto. Não uma, mas dezenas de vezes. E nada, nada, nada. Nunca me disse um “oi” sequer. Claro que fiquei possessa, afinal, ele tinha dado a entender naquele dia que, se pudesse, continuaria a amizade comigo. Isso era a prova definitiva de que ele havia mentido.

Na minha cabeça de pré-adolescente, o melhor a fazer seria procurar um jeito rápido e eficiente de me vingar. Eu fiquei uns dois anos alimentando essa ideia obsessivamente, até que...

No ano seguinte, ele resolveu falar comigo, dizendo que estava com saudades e todas aquelas palhaçadas clichês. Quem acha que eu acreditei tá totalmente certo, porque eu esqueci o sentimento de vingança e passei o resto do ano correndo atrás dele, mesmo ele claramente me desprezando e só vindo falar comigo quando estava no tédio.

Então chegou a época de ele prestar vestibular. Ele sempre me enchia o saco com a história de que o que mais queria na vida era ser médico, mas na hora H deu pra trás. Disse que não queria ficar mil anos no cursinho por preguiça (detalhe que ele nem tentou), então ia tentar uma coisa “mais fácil” (Medicina Veterinária). Eu, já cansada de ser tratada com indiferença, esculachei o menino, chamei de covarde, falei que daquele jeito ele nunca ia ser nada na vida etc. Ele me mandou uma resposta quilométrica me ironizando e depois disso nunca mais a gente se falou.

Até agora.

Depois de ficar pensando na “nossa história”, levei mais um bom tempo pra decidir se respondia e o que poderia responder. Afinal, eu já não tinha mais saco pra ficar correndo atrás de macho. No fim, eu respondi qualquer coisa de forma bem seca, pra ver se ele me deixava em paz.

Mas o pior é que ele começou com aquele papinho chato de novo: “que saudades dos velhos tempos”, “feliz em falar com você de novo” etc. Deu vontade de mandá-lo à merda, mas respirei fundo e fiz a cínica até o assunto se esgotar, o que não levou tanto tempo assim.

“Vamos ver o quanto isso vai durar”, pensei.

Adivinhem? O menino não largou mais do meu pé. Quando acordava, era mensagem de bom dia. Quando dormia, era mensagem de boa noite. Se pudesse, ficava o dia inteiro puxando assunto comigo, mas eu ficava o ignorando de propósito. E quanto mais eu pisava nele, mais ele corria atrás.

Parece que o jogo virou, não é mesmo, mon amour



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