História Just my luck - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Melodrama, Slice Of Life
Visualizações 6
Palavras 791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esqueci de avisar de novo que provavelmente vai ser um capítulo por dia. Se eu tiver com ânimo/tempo, posto dois. Mas é uma história não-linear, então se estiverem sem saco de ler todo esse volume podem pular à vontade!
(Eu falando como se tivesse um milhão de pessoas lendo né, mas enfim)
Beijos

Capítulo 2 - Date ruim


[06/08/2018 - 13h43 - segunda parte da história sobre o Rodrigo]

Com menos de uma semana de conversa, Rodrigo pediu meu WhatsApp com a desculpa de que seria mais fácil do que conversar pelo Messenger. Nada demais, exceto que há quatro anos ele tinha metido o louco em mim porque eu sugeri de trocarmos os números de telefone. Então é óbvio que achei estranho de primeira.

Trocados os números, aí sim o menino realmente começou a mandar mensagem (e fotos dele) o DIA TODO. Era na lanchonete, na sala de aula, no ponto de ônibus, na rua de casa (sim, ele fazia questão de mencionar o lugar onde se encontrava)...

Eu comecei a achar suspeito, principalmente porque teve uma conversa estranha na qual ele disse mais ou menos isso:

"Me sinto excluído no meu grupo de amigos da faculdade. Meu irmão [gêmeo] só fica grudado com a namorada e os outros dois ficam conversando coisas que só eles entendem. É um saco, porque sou obrigado a ficar no celular o tempo todo."

E depois isso:

"Sabe, eu me sinto frustrado por nunca ter namorado ninguém, nem sequer beijado. Pra todos os outros parece tão fácil... até mesmo meu irmão, antisocial e os caralhos todos, arranjou alguém. Pior ainda: quando meus pais contaram pra Deus e o mundo que um dos filhos estava namorando, todos achavam que era eu, porque eu sou sociável e falo com todo mundo, e vinham me parabenizar. Me senti dez vezes pior."

Outra coisa é que ele forçava a barra em toda conversa e escrevia um mini texto me elogiando e tudo. Do nada. Era estranho.

Então eu comecei a pensar que ele tava querendo arrumar uma namorada a qualquer custo, mesmo sendo virtual que nem eu. Como não tínhamos a famosa intimidade pra eu chegar e perguntar por que ele estava agindo daquela maneira, é claro que eu tive que inventar um plano imbecil pra comprovar (ou não) minha teoria. Porque não existe gente que pensa mais idiotices que eu.

O que ocorreu foi que eu pensei em inventar que ia sair com um cara e ver como ele reagia. Claro que antes eu perguntei pra minha (única) amiga se era uma boa, só que ela não respondeu e Rodrigo tinha me perguntado quais seriam meus planos pra aquele dia (sábado) e eu não parava de pensar naquilo. Daí eu realmente falei pra ele que ia pra um encontro, mas que eu tava fazendo hora na loja de departamento porque o infeliz não tinha chegado.

Pode parecer piada, mas Rodrigo mudou de atitude em dois segundos. Começou a falar de maneira séria e formal comigo, até que ele inventou que tinha alguma coisa pra fazer e desligou o celular.

Sem saber direito o que pensar, eu comecei a rir sozinha, que nem uma doida varrida. Acho que foi o choque do momento, porque eu nunca nem tinha mentido pra ninguém sobre ter contatinhos ou algo do tipo. Aliás, julgava com crueldade quem o fazia.

Enfim, eu planejei por algum tempo qual seria a resposta se ele me perguntasse como foi o encontro. Como eu nunca tive um, comecei a imaginar aqueles dates escabrosos de filme em que tudo dá errado.

A história que eu montei, por fim: ele chegou todo estressado, dizendo que o trânsito estava péssimo e o Waze não ajudou nada etc. Eu comecei a ficar irritada porque ele estava ríspido, mas tentei levar numa boa. Daí, na hora de decidir qual trash a gente comeria, a gente discutiu porque a praça de alimentação tava lotada e ele viu uma mesa vaga, só que eu não entendi o que ele estava dizendo (tava uma gritaria do cão) e eu acabei "perdendo" a mesa. Daí cada um foi pra um canto, porque a gente não queria comer a mesma coisa. Depois que eu peguei a comida, eu fiquei procurando pelo menino, que acenava que nem um idiota na esperança de chamar minha atenção. Eu, depois de algum tempo procurando nervosamente por ele, fui em sua direção e ele me ironizou, dizendo, "caralho, você tá de parabéns hoje". Daí foi só ladeira abaixo, e terminava comigo indo embora depois de terminar a comida porque eu descobri que ele era um completo babaca etc. Tipo filme de comédia romântica água com açúcar mesmo.

Nisso, minha amiga finalmente respondeu falando que era boa ideia o meu plano.

Umas 6h da tarde, Rodrigo mandou mensagem falando sobre um filme que ele queria ver. Eu respondi falando que era interessante e o escambau, só pra ver se ele perguntava ou não do falso encontro. Eu já tava preparando meus dedos pro texto enorme que eu ia escrever, só que ele foi continuando o assunto e nem perguntou.

Conclusão: eu deveria ter usado todo esse tempo pra dormir mais. 



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