História Just my luck - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Melodrama, Slice Of Life
Visualizações 6
Palavras 1.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - "No surprises"


[07/08/2018 - 02h08 - capítulo extra  hoje porque eu realmente preciso contar isso pra alguém] 

Vocês que se atentaram aos gêneros e avisos da história devem estar se perguntando, "onde está a comédia? O romance? A sexualidade?". Bem, encerrados (?) os capítulos sobre o Rodrigo, apresento-vos Lucas, o co-protagonista de uma das histórias mais constrangedoras e patéticas que já vivi (e que envolve tudo isso).

O Lucas foi uma das pessoas me melhor me acolheu quando entrei na faculdade (sim, por mais incrível que pareça, uma pessoa com um amendoim no lugar do cérebro está na universidade). Quando eu passei, ele me adicionou no Facebook e conversou um pouco comigo, falando que a vida universitária era maravilhosa, que eu ia amar o curso e que eu podia contar com ele pra tudo. E mais, quando eu mencionei que tinha gatos, ele pediu fotos e ainda me mandou imagens engraçadas da gatinha dele, a Nancy. Em resumo, foi mega fofo e atencioso.

E você se pergunta, tá, mas e daí?

E daí que...

Bem, não sei se alguém vai acreditar, mas eu juro pela minha mãe que tudo o que vou falar é verdade.

Em 2016, eu me sentia tão sozinha na escola (isso é assunto pra outro post) que eu passava o tempo inventando histórias na qual eu era a protagonista e postando na internet. Eu queria, de certa forma, me sentir melhor sobre mim mesma e sair um pouco da realidade. Nisso, eu criei vários amigos para a eu ficcional, incluindo um de nome Lucas.

E mais: eu tinha criado um puta histórico pro menino. O Lucas ficcional era do Sul, tinha estudado fora, mas voltou pro Brasil por diversas questões. Ele tinha uma irmã mais nova que estudava arquitetura. Adorava cinema e seu sonho era ser diretor. Gostava tanto de bichinhos que era vegetariano. Era tímido, pra combinar comigo, e meio atrapalhado. A eu ficcional logo se encantou por ele e... sei lá o que ia acontecer, porque eu larguei a história no meio.

Você novamente deve estar pensando, "tá, e daí?".

E daí que, se eu te contasse que o Lucas, o veterano que me ajudou, é tudo isso, você acreditaria?

Bem, pode me chamar de mentirosa, mas é verdade mesmo, mesmo. Eu também não quis acreditar, mas as semelhanças eram tão evidentes que não tinha como fechar os olhos.

Aí, adivinhem só o que aconteceu.

A trouxa, assim como a personagem, não demorou a se encantar por ele. Logo na primeira semana de aula que eu o vi pessoalmente, já me senti fisicamente atraída por ele. Assim, de forma honesta, achava caras de barba pouco atraentes, mas com ele foi instantâneo. E quando ele foi falar comigo? Não pude evitar a não ser ficar toda vermelha feito pimentão, porque, além de bonito, tinha uma voz maravilhosa e seduzente, daquelas que você não se importaria de ficar ouvindo o dia todo.

Eu não sei porquê, mas parecia que ele realmente se importava comigo. Toda vez que ele passava por mim nos corredores da vida, me cumprimentava e perguntava se tava tudo bem mesmo, se eu tava gostando do curso e essas coisas todas. O problema é que, pela internet, eu me sentia mais confortável pra falar com ele, só que pessoalmente meu cérebro se transformava num mini buraco negro e eu sempre acabava respondendo da forma mais curta possível, pra que o assunto não se prolongasse e ele descobrisse que eu era uma perfeita idiota.

Evidente que eu não tinha tanta esperança que minha vida virasse um romance água com açúcar de uma noite pra outra, mas eu queria realmente me aproximar dele porque ele parecia ser uma pessoa muito boa, muito especial. Eu só não fazia ideia de como.

Algumas semanas se passaram e eu tive que ficar mais tempo na faculdade pra fazer um trabalho com meu grupo. Eu estava um pouco apreensiva, pois eles pareciam não ter ido com a minha cara (o grupo foi feito num sorteio e eu nunca tinha falado com eles na vida). Sorte que essa sensação passou, porque eles ficaram mais fazendo piadas do que o trabalho, o que deixou o clima muito mais leve do que na nossa primeira reunião.

Enfim, esse trabalho fomos fazer na sala de computadores, onde qualquer um do curso pode entrar pra fazer qualquer trabalho que queira. Acontece que é um dos locais em que mais o Lucas vive enfiado nos dias de semana e evidentemente ele estava lá. Às vezes eu me distraía do que meu grupo estava dizendo e ficava olhando o que os outros presentes na sala estavam fazendo - inclusive ele.

Chegou então uma menina do 4° ano toda estilosa, a Caroline, que por acaso também era super fofa, pois mesmo não me conhecendo direito, ela me ajudou num trabalho anterior. E ela tinha uma vozinha tão fofa. Enfim, ela chegou, largou a bolsa no chão e foi logo cumprimentar Lucas. Depois eu nem fiquei prestando atenção nos dois, só que eu fui olhar a janela e percebi que os dois estavam se beijando de uma maneira tão intensa que tava deixando todos ao lado constrangidos. Eu dei uma risadinha maliciosa, porque sou dessas que shippa Deus e o mundo, e tentei me concentrar de volta no trabalho, só que não parava de tocar na minha mente aquela música do Radiohead, "No surprises". O ritmo combinava tanto com aquele momento que poderia muito bem ser uma cena de filme.

O que me chamou atenção depois foi que ela foi embora do nada, com cara de choro, após dar um último beijo nele que mais parecia um beijo de adeus definitivo. A cena certinha tá grudada na minha cabeça até hoje porque eu fiquei um pouco chocada com tudo aquilo. Provavelmente ele também.

Poucos dias se passaram. Era sábado e, com tédio, peguei um livro e fui na praça que tem perto do meu prédio. Eu esqueci do pequeno detalhe que eu estava propensa a ver pessoas conhecidas, já que eu moro perto da faculdade. Bem, vocês já devem imaginar quem eu encontrei. Foda que eles tavam quase se engolindo no banco e eu fiquei que nem barata tonta decidindo pra onde ia. Nisso, o casal 20 do nada parou de se beijar e ficou olhando pra mim com constrangimento. Eu dei um sorriso amarelo e retornei a minha casa, atônita.

É, eles definitivamente estavam namorando.

[Edit: depois eu realmente percebi que "No Surprises" não tem nada a ver com romance]



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