História Just My Type - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaehyun, Lucas, RenJun
Visualizações 40
Palavras 1.676
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bom, boa noite.
comecei um desafio e cá estamos nós, foi a primeira vez que iniciei, terminei e postei algo realmente bem estruturado em qualquer meio público.

espero que você não se decepcione em ter vindo conferir isso aqui. ♡

Capítulo 1 - Hurricane Lucas


         Quando aceitei ir para aquela boate naquele dia, definitivamente não sabia o que me aguardava. Contudo, nunca ousei me arrepender da decisão que tomei.

         Eram completas onze da noite quando JaeHyun chegou em minha casa, já apressando-me por motivo de; nenhum válido, ele só era um fodido que adorava torrar toda a já escassa paciência presente no meu ser.

         Resmungando como era de costume, entrei no carro, fiz o dono das covinhas mais charmosas do universo — de acordo com o próprio — me ouvir reclamar por quarenta minutos contados, porque eu simplesmente podia, visto que comparecer aquele evento foi uma decisão tomada por pura e espontânea pressão.

         Depois de alguns breves momentos perdidos na compra das pulseiras para a área VIP, pois além de convencido meu parceiro também era um burguês safado, adentramos o estabelecimento iluminado por luzes coloridas. Na boa, parecia mesmo as casas de promiscuidade dos filmes americanos.

         Enfim, enquanto o Jung se divertia como se não houvesse amanhã, eu continuava sentado em um dos sofás distribuídos pelo local, com um copo de cerveja na mão, acompanhado pelo desgosto de não ter ficado em casa; dormir era sempre bom, em alguma vida passada devo ter sido a Bela adormecida, é uma das teorias que tenho.

         Foi então que ele se aproximou. Um rapaz sorridente, que eu facilmente poderia comparar com um psicopata, isso por não ser acostumado com indivíduos de sorriso tão aberto, confesso, tive medo. O indivíduo até então desconhecido começou a puxar assunto comigo, e apesar de desconfiado, dei corda a ele.

         Assunto forçado vai, assunto forçado vem, descobri que o nome dele era Wong YukHei, também chinês, dotado de táticas de entrosamento que nem em cinquentas encarnações eu seria capaz de acumular com o adendo de ser muito mais que atraente.

         ── Então, Renjun, por qual razão estás aqui sozinho?

         E bom, é aqui que isso começa realmente.

         ── Você sabe, o clichê, vim com um fodido qualquer que ouso nomear como amigo e ele me abandonou. Nada novo sob o sol.

         Normalmente não sou de falar tanto, porém, esse rapaz a frente facilmente cativou. Meu cérebro apitou em ameaça iminente, mas eu ignorei — hoje vejo que deveria ter me atentado mais a tal ocorrido —.

         ── Bom, sou sua companhia agora. Prometo não te abandonar, quer dançar?

         Inicialmente neguei incontáveis vezes, mas o mais alto sabia como ser insistente, dado este fator, acabei cedendo por cansaço. Na pista de dança, desvendei bem mais sobre ele, por exemplo, Wong possuía um sorriso ladeado charmoso em demasiado, mas o aberto era mil vezes mais perigoso, já que hipnotizava pela sinceridade. Cursava faculdade de artes plásticas, isso explicava o cheiro de tinta que era possível sentir vindo dele se ficasse muito perto, mesmo que o perfume amadeirado cobrisse parte do olor. Também, os olhos dele brilhavam naturalmente, como se tivesse posse de uma galáxia dentro de cada um dos orbes.

         Sim, sou notavelmente detalhista, mas aqui já da pra ver o efeito que ele causava em mim.

         Não demorou muito para que Lucas — apelido que ele recebeu aqui na Coréia — estivesse a me prensar na parede ao lado do banheiro masculino, tomando meus lábios com palpável luxúria, espalmando as mãos enormes em minha cintura, a pressionando como se fosse proprietário majoritário dela. Eu descontava o que aquela língua me causava em seus fios castanhos, igualmente arrastava as unhas pelo pescoço alvo.

         Sem muitas cerimônias, logo me encontrava sentando no pau do mais velho dentro de uma das cabines do cômodo anteriormente mencionado. Não foi nada higiênico, lembro-me até de ter rido de YukHei por ser ele a ter de sentar naquele vaso sanitário nojento. Mas bom, ele soube bem como me calar; uma estocada profunda, que gerou em mim a consequência de um gemido esganiçado.

         Sequer tentamos ser discretos. O chinês mais velho xingava em alto e bom som, já eu? Hm... ficava dividido entre gemer alto, clamar o nome de Lucas ou morder os lábios bonitos dele em meio a um ósculo bagunçado.

         Bagunça. Este termo representa bem a relação que tive com o Wong, do começo ao fim.

                                         […]

         Foi uma transa de uma noite.

         Apenas uma transa.

         Era isso que eu repetia, seguidas vezes em minha mente perturbada pela imagem daquele que me proporcionou inúmeras sensações. YukHei em uma única noite marcou não só minha pele como resquícios de nosso prazer, mas também minha memória.

         Foi uma surpresa quando, um mês depois, numa cafeteria que frequentemente visitava junto de JaeHyun encontrei-o, ele com o típico sorriso no rosto enquanto, de acordo com minha rápida análise, flertava com a atendente.

         ── Com licença, queremos fazer nossos pedidos.

         O Jung que naquele dia não estava com nenhum indício de bom humor no ser foi grosseiro ao se dirigir ao meu "amante de uma noite só", enquanto passava o braço direito sobre meus ombros e apoiava a bochecha no topo de minha cabeça. Maldita diferença de altura.

         ── Oh, perdão.

         Lucas se desculpou rapidamente, ignorando a falta de delicadeza do que estava posicionado ao meu lado. Quando a atenção dele voltou-se na minha direção, travei por completo. Novamente, o sinal de ameaça iminente irrompeu meus sentidos.

         ── Você…

         Ele apontou o dedo para mim, colocando nos lábios um sorriso tão depravado que me fez corar. Filho de uma puta.

         ── É, eu.

         Respondi desconcertado, com uma expressão indiferente que já era comum na minha face.

         ── Pode me relembrar... Qual seu nome?

         E naquele instante, naquele exato instante, soube que me envolver com aquele rapaz me traria problema, justamente por ele ser um baita de um problema. Mas por alguma razão, o que fiz foi rir de maneira soprada, revirando os orbes por debaixo das pálpebras para, por conseguinte dizer:

         ── Renjun. Huang Renjun.

                                         […]

         Nas semanas que se passaram houve uma notável aproximação entre nós, quando não estávamos com a língua dentro da boca do outro, era possível nos encontrar largados pela área do gramado verde da faculdade, falando besteiras ou simplesmente olhando as nuvens no céu.

         ── Jude, sabe porque furacões tem nome de gente?

         Uma coisa a se ter noção sobre Lucas é que ele é ridiculamente aleatório, isso encanta ao mesmo que irrita. Aliás, não sei de onde caralhos ele tirou esse apelido.

         ── Não faço a mínima ideia.

         Disse e o acastanhado riu com divertimento, era sempre assim quando uma resposta minha era obtida com rapidez. Geralmente eu pensava demais antes de falar. Todavia, segundos depois, quando perguntei a resposta da questão, o assunto mudou novamente, e eu temporariamente a esqueci.

                                         […]

         Com o tempo, fui notando ainda mais das características marcantes do outro chinês. Citando algumas sem suntuosas explicações, ele era inconsequente, irresponsável, imaturo e inconstante.

         Inconstante. Eu amava isso nele.

         Pode parecer estranho, e eu sei que é, mas o que mais me atraía em Lucas eram os defeitos que ele fazia questão de deixar escancarados para o mundo.

         Tudo pra mim desde sempre foi muito sistematizado, YukHei foi minha quebra de rotina. A quebra de rotina que me destruía na mesma instância que me moldava.

         Desde o começo, desde o começo eu sabia que o final daquilo tudo não seria dos mais felizes. Mesmo assim, me permiti ficar apaixonado. Deixei que Lucas me inebriasse com seu perfume ardiloso.

         Andamos de mãos dadas por cada canto dessa cidade pacata, transamos nos lugares mais improváveis possíveis, fizemos piqueniques no parque central, frequentamos a biblioteca juntos, acostumei-me com a presença do outrem como que me acostumava com a brisa gélida da manhã.

         Entretanto, numa tarde comum de outono, que andávamos lado a lado, eu insistindo em tentar me equilibrar nas áreas de tijolos proeminentes das calçadas, às exatas cinco e cinquenta da tarde, YukHei parou, olhou seriamente pra mim e suspirou.

         Eu sorri, afaguei-lhe o cabelo e depositei um beijo na sua bochecha quente.

         ── Está tentando me falar isso há dias, por que não fala de uma vez que precisamos terminar o que temos?

         Fui direto, sem rodeios desnecessários, coisa que ele admirava em mim.

         ── Me desculpe, eu nunca nem te pedi em namoro oficialmente.

         O Wong parecia realmente afetado por isso, mas eu entendia. Tudo. Absolutamente tudo. Ele era intenso demais, porém, a chama que queima rápido demais derrete a vela num tempo ímpar; assim eram os sentimentos dele, e o que ele sentia por mim havia entrado em combustão. Passou.

         ── Rótulos não combinam conosco. Não se sinta culpado, e iria doer mais ainda de fosse algo declaradamente oficial.

         Nossas mãos que permaneciam unidas, fui eu a soltar.

         ── Me desculpa, Jude. Com você eu pensei que seria pra valer, mas não foi…

         Sério, esse moleque parecia uma criança em determinadas ocasiões. Não disse? Imaturo.

         ── Está tudo bem. Vá. É a hora de seguirmos caminhos divergentes.

         E, enquanto Lucas seguia pelo beco da direita, eu seguia pelo da esquerda, em algum momento se viesse a ocorrer um encontro entre nós, iríamos agir como estranhos, não houve palavras para decidir isso, mas relembro dele ter comentado comigo algo do gênero em algum momento do passado.

         É incrível quando, olhando para trás, mesmo que esteja de forma deplorável chorando nos braços de JaeHyun, Lucas me preparou para a partida dele desde que nos encontramos naquela cafeteria, no momento que lembrou-me do quão insignificante eu era a não ter a decência de lembrar meu nome.

                                         […]

         Anos mais tarde, já com uma boa experiência em relações amorosas, me toquei de que o problema não foi Lucas. Nunca a problemática foi ele.

         Foram todas escolhas minhas, porque ele era meu tipo. Meu tipo é o errado. Quando mais incerto, mais irresistível é para mim. Por mais masoquista que seja, a inconstância me atraí, demais da conta. Isso por eu ser muito pé no chão, cético, focado. O que é "fora dos trilhos" me agrada.

         Mas, nada e nem ninguém me marcou mais do que Wong YukHei.

         E, como finalização, Lucas, eu entendi sim porque furacões tem nome de pessoas. Você me mostrou.

         Obrigada, apesar dos pesares, por tudo que me ensinou sobre mim.


Notas Finais


foi isso, a.
nos vemos na próxima 'coisa' que eu escrever.

ps.: não tem muito a ver com a música do the vamps em que foi baseada, mas seguimos firme. a melodia é só inspiração, o que vem depois nem minha mente pode prever.


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