História Just Play - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM)
Visualizações 121
Palavras 7.847
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• NamKook! Centric

ômega! Jungkook
alfa! Namjoon

• Smut Consensual: pois já vi muitas abos onde isso simplesmente não acontecia e para quem não sabe — o que é impossível — isso se chama estupro. Sendo feito devido a instintos animais ou não.

• Universitários

• Primeira a.b.o então adaptei de acordo com as minhas necessidades

Capítulo 1 - Entre pêssegos maduros e café fresco



I.

Jeon estava ansioso, e um tanto quanto atrapalhado enquanto andava pelos corredores de calouros assim como ele, e veteranos.

A alguns minutos atrás ele havia se despedido de seus amigos, Kim Taehyung e Park Jimin nos blocos de moda e de dança, a quatro quadras atrás, e apesar de lhes desejarem boa sorte, pareciam igualmente tensos de uma maneira que ninguém perceberia tão bem quanto ele, já que eram ambos os três bons amigos e confidentes.

As palavras de conforto dos dois ainda pairavam em um looping constante por sua mente meio entorpecida enquanto Jeon seguia seu caminho com um mapa a frente de seus olhos de corça, e equilabrando uma caixa com algumas coisas diminutas para decorar seu quarto, assustando-se vez ou outra quando esbarrava em alguém, e despejando pedidos de desculpas afoitos como se toda sua vida dependesse daquele pequeno gesto de perdão.

A verdade, era que o novo membro do curso de produção musical estava muito nervoso, principalmente quando soube que um mês antes do começo de suas aulas, a reitoria decidiu que era a hora de aplicar uma medida mais efetiva do que a que eles já o faziam, para aproximar alfas, betas e ômegas de diferentes padrões e idades, fazendo com que pelo menos um veterano dividisse o quarto com os recém chegados. Ambos com genes diferentes, nunca iguais.

Em sua opinião, e na de muitas outras pessoas, era uma maneira ótima de inteirar a todos, principalmente numa comunidade onde os alfas ainda são abusivos com os ômegas e até mesmo com os betas, culpando ridiculamente seus instintos para exercerem uma dominância que ninguém se importa mais, principalmente se fere os direitos de outro mestiço. Tais políticas mais engajadas, na época, foram uma das motivações de Jungkook para escolher essa faculdade em particular, pois ele sabia que eventos ruins já aconteceram no passado com muitos ômegas e betas, e não queria estudar num lugar onde seria constantemente intimidado pelos demais. Porém, mesmo mediante aquela mudança confortável, ele não deixava de se sentir estressado sobre isso, ainda mais, tendo que dividir seu dormitório com um alfa mais velho sendo praticamente um desastre para se agrupar com alguém que não seja um ômega.

V hyung era uma grande exceção embora, pois seu sorriso quadrado e seus olhos avelã oblíquos eram doces demais para demonstrarem qualquer ameaça ou violência, mais foi um processo bem grande se aproximar do adorável alfa, muito mais amigo de Jimin no passado, apesar dos três serem totalmente inseparáveis agora.

Contudo, os pensamentos do rapaz moreno se afastaram com um estalo assim que seus olhos por trás dos óculos se pegaram fitando justamente o apartamento 94, o número do lugar que era destinado a ele, e que dividiria com o seu mais novo colega — ou inimigo? Quem sabe...

Pare já, Kookie!

Engolindo em seco, Jungkook tentou farejar timidamente o aroma dos sentimentos que o alfa por trás da porta estava disposta a lhe dar antes que virasse a maçaneta, mas era difícil com todos os outros odores se misturando como um, devido ao fluxo constante dos estudantes ainda nos corredores, fazendo amizade e sendo simpáticos uns com os outros apesar de tão diferentes. Jeon percebeu que iria ter que entrar meio às cegas e ter coragem para se deparar com qualquer espécie de alfa que encontrasse por trás daquela porta grossa de carvalho escuro, e reunindo toda a dignidade que podia, esticou sua mão esquerda fria e suada para frente, entretanto, não pescou nenhuma maçaneta de latão.

Ele não pescou nada especificamente, e isso acontecera porquê a porta já estava sendo aberta, e num segundo muito longo ele se deparando com uma suavidade listrada de preto e branco, feita de algodão, e com uma uniformidade de pele ocre clara de clavículas bem desenhadas, cálida e macia e na altura dos olhos.

O cheiro de café puro e fresco era entorpecente, mais havia uma brandura nos limites que trazia certa amenidade a veemência daquele perfume e lembrava a Jungkook chocolate, denso e dominante e repleto de doçura, fazendo com que ele cambaleasse mesmo assim para trás, meramente tonto.

— Ah! Então eu tinha razão sobre o odor. É ainda melhor de perto, inclusive... — a sinceridade da divagação fez os orbes arregaladas do mais novo piscarem em uma confusão meio envergonhada meio desamparada, tudo isso em contradição com conforto que o tom profundo do timbre o trazia, percebendo uma pitada de humor discreto nas duas frases pequenas. Num rompante de coragem, Jungkook levantou seu rosto, encontrando um sorriso apenas com os lábios por sob uma boca grossa e um leve sombreado nas bochechas que pareciam insinuações de covinhas enquanto os cabelos escuros, pretos, caiam por sob a testa numa bagunça ondulada.

Era tão ameno...

Apesar da altura extra num bons 15cm acima.

Um alfa não deveria ter olhos estreitos e brilhantes assim.

—A propósito, sou Namjoon. Kim Namjoon. Seu veterano do curso de produção musical. Terceiro ano. Seja bem vindo...

— Jeon. Jeon Jungkook! — o exclamar dele soou ainda mais constragedor e desajeitado do que o calouro esperava, fora que um pouco alto para os padrões meramente aceitos pela sociedade, ele achava, mais isso só serviu para arrancar outro sorriso enérgico de Kim Namjoon, que lhe esticou a mão e envolveu seus dedos longos e elegantes na palma suada de Jeon, sacudindo-a com vigor duas vezes antes de solta-la, os anéis de seu dedão e do anelar menos gélidos do que a palma molhada do mais novo.

— Entre e fique a vontade para se instalar, Jeon Jungkook. Posso te pegar?

— O que?!

— A caixa. Posso pega-la para você?

O rosto de Jungkook se coloriu com uma onda quente, sua pele estranhamente pegajosa mediante ao suor frio que se alastrou devido ao que seus ouvidos captaram em algum momento que via Namjoon lhe dar espaço para entrar e apreciava o vocal envolvente de sua voz, despertando algo muito peculiar e desconcertante em seu interior, e o deixando enjoado, tonto. Seu coração batia num rompante de adrenalina sem motivo aparente, mais Namjoon continuava a sorrir sem perceber nada, suas mãos pegando a caixa que Jungkook carregava sem aguardar uma solitação direta, com uma confiança de quem sabia que estava deixando o rapaz nervoso e se importava em passar tranquilidade.

Porém, para a sorte ou azar, o mais velho tinha um compromisso num café ali próximo, e deixaria Jungkook sozinho para se adaptar ao espaço... ou deveria oferecer para lhe mostrar?

Namjoon não sabia realmente.

— Jungkookie-ah, hm, posso te chamar assim..?

As sobrancelhas espessas do mais novo se arquearam até sua touca e seus olhos piscaram como se ele estivesse algo em seus cílios, se esforçando para processar as palavras do outro, ou para afastar seus pensamentos em relação ao fato da pele do pescoço de Namjoon ser extremamente uniforme, a menos por uma pinta na cor marrom.

Oh, que droga, no que ele estava pensando?!

— S-sim...

Namjoon deu mais um sorriso agradável, e Jungkook percebeu que ele poderia sorrir em qualquer situação, mais aquele em questão trazia um viés estranho, com se tivesse preocupado com o estado do garoto ou se ele batia bem.

— Então, Jungkookie-ah, eu estou muito feliz que você seja meu colega de quarto e acredito você vá fazer desse lugar sua casa nas próximas horas, mais, eu preciso sair agora mesmo... — a expressão no rosto de Jungkook se retorceu por vontade própria, e ele a encobriu tarde demais para que o mais velho não percebesse, que desesperado para tirar a má impressão, depositou a caixa no pequeno sofá de dois lugares na sala minúscula, adjacente a cozinha, e se pôs mais a frente, e sacudiu suas mãos para demostrar mais graficamente que ele estava entendendo tudo errado.

— Oh não, não vou sair por sua causa. Não é isso. É que meu irmão, Seokjin, trabalha perto da universidade, no hospital, e todo começo de semestre almoçamos juntos.

Namjoon coçou a nuca, se sentindo um tagarela, mais Jungkook apenas sacudiu a cabeça, negando que ele poderia parecer qualquer coisa, menos um estúpido, e tentando passar a impressão que ele não estava questionando se o outro iria sair por sua causa ou não. Era que o cheiro e a presença ardorosa e simpática de Namjoon o trazia para uma estado de conforto que fazia sua pele estranhamente úmida estremecer um pouco, e apurava de uma maneira desconcertante todos os seus instintos, transformando a textura de seus ossos numa gelatina e afastando sua tensão para os confins de seus pensamentos — mesmo que aquela profusão o tivesse apertando o estômago e fazendo a adrenalina torna seu sangue numa sopa de calor, algo tão peculiar, que Jungkook se sentia meio doente.

Talvez estivesse mesmo...ele suspirou alto sem conseguir negar aquela ânsia subindo em sua garganta, e trocou o peso em seus pés, mordendo seus lábios por um instante enquanto lutava para manter a conversa com seu anfitrião.

— Tudo-o bem...

— Oh mesmo? Eu já estou me sentindo um péssimo veterano.

— Não se preocupe. Já foi legal o bastante, Namjoon...

Jungkook levantou seu rosto para mostrar a sinceridade em suas palavras, e deu um pequeno abrir de boca, e seus olhos fitaram o outro justo no momento que Namjoon abriu um sorriso agora com os dentes, as covinhas se aprofundando belamente na pele refrescada de sua face, e fazendo o peito dele se retorcer, junto a sua barriga. Ele entraria em combustão se Namjoon não estivesse bem na sua frente o assistindo, mais num segundo uma ideia pareceu iluminar seu expressão inteligente e ele girou em seu próprio eixo, parecendo procurar por algo, que encontrou a alguns centímetros na mesa ao lado sofá.

Entretanto, antes que a curiosidade de Jeon fosse despertada ou sua loucura o levasse a alguma coisa constrangedora, pois os ombros de Namjoon pareciam tão largos naquela camiseta, e seus braços eram delineados e quentes naquelas mangas curtas, o mais velho se virou, e segurava, um bilhete?

— É o número do meu celular, para o caso de querer ajuda com qualquer coisa. Apenas peça, Jungkookie, não fique com vergonha alguma...

Os dedos de Jeon estava tremendo mais ele tentou estica-los da maneira mais firme possível assentia enquanto lia o número, falando que estava tudo bem apesar de não pensar em nada particular que o fizesse pensar num motivo para perturbar Namjoon.

O gesto era tão gentil, e Jungkook se sentia declinando ainda mais.

— Vou ligar sim...

— Faça isso, não precisa se preocupar. Vou está a tarde inteira fora e talvez um pouco da noite, mais voltaria a qualquer hora caso queira ajuda. Sou seu veterano e agora, somos hyungs, tudo bem?

Novamente aqueles olhos de corça estavam esbugalhados, quase admirados, pela simpatia de Kim Namjoon e Jeon Jungkook assentiu, ganhando um aperto suave em seu ombro e um sorriso de despedida enquanto o outro passava por si, e recolhia seu casaco, as chaves tilintando nos dedos bonitos e os passos quase silenciosos quando se permitiu parar na porta por alguns minutos.

— Te vejo mais tarde, Kookie. Realmente estou feliz por tê-lo como colega de quarto.

A porta abriu num rangido baixo e bateu, e o apartamento recaiu num silêncio de ruídos brancos, despertando Kookie para todo seu trabalho em seu novo quarto, o fantasma do afago de Namjoon em seu ombro e seu sorriso dourado na imaginação. Entrementes, a medida que o sol se punha no horizonte e o rapaz parecia que tinha mais roupas para guardar, mais action figures do Homem de Ferro para decorar suas estantes, mais livros e roupas, Jungkook começava a se sentir mais cansado e ardente e menos energizado, piorando inteiramente para uma dilarecante dor em seu baixo ventre quando os primeiros raios de lua despontaram num céu azul escuro.

Não! Não podia ser!

Isso não podia acontecer agora!

Pensava em desespero o calouro já dobrado no chão em frente a seu armário enquanto as primeiras ondas de calor de seu cio começavam a se estender por sua pele, como gavinhas de uma erva daninha, em febre, implacável e perigosa.

II.

Com a última vibração de seu pequeno personal cor de rosa estimulando sua próstata, e com uma pressão mais firme de seus dedos dormentes e lambuzados de pré gozo em seu pênis irritadiço, Jungkook deixou a nascente explosiva em seu baixo ventre o conduzir a outro orgasmo vagaroso, gemendo arrastado e deixando seus pés se contorcerem, o próprio abdômen se colorindo de si mesmo enquanto caia em tremores em seus lençóis embolados, molhados de suor.

Porém, ele continuava rígido, pulsando doloroso como numa tortura, sua pele ardendo com o fogo que corria em suas veias, já o desorientado em uma massa de luxúria viciante por horas a fio e o impulsionando a tocar todos os pontos mais sensíveis de seu corpo para se embanhar outra vez em prazer. Ele queria rejeitar a sensação e curtir seu primeiro dia na faculdade, talvez sair com seus amigos, se reunirem para jogarem um gamer qualquer ou pelo menos tentar arrumar seu quarto, contudo seus instintos o impediam de dobrar até mesmo suas blusas sem conseguir uma tensa ereção entre suas pernas, fazendo com que seu lugar se transformasse em um caos de malas e gavetas abertas, o cheiro quente de transpiração e de seus fluidos queimando em suas narinas dilatadas e picando em seus olhos arregalados demais.

Seu coração já havia se acalmado o máximo que sua adrenalina deixava e Jungkook lamentava ainda mais por esta tão pegajoso e ainda tão superestimulado como se encontrava naquele mar de fogo, todavia a idéia de se masturbar durante um delicioso banho morno o arrastava para uma névoa mais suave de excitação, e o impulsionava a mover seu corpo mole e ao mesmo tempo rijo, para fora da cama, sentindo seus pêlos se arrepiarem quando tocaram os pés no carpete áspero e depois no frio piso cor de caramelo.

Sabendo que Namjoon ainda não estava em casa apesar de passar das 22:00 da noite, o que ele agradecia com fervor, o calouro não se importou nem um pouco de somente pegar seu roupão e sair de seu quarto, ainda nu em toda sua forma em direção ao único banheiro do apartamento e sendo atacado pelo aroma mais intensificado do alfa na sala junto ao ar gélido, o que o fez recuar por um segundo no corredor, suspirando e sentindo sua tez estremecer.

Ele sabia que seria difícil encarar até mesmo o odor do outro alfa em seu cio, apesar de sentir muito pouco da sua cama — seu espaço servindo como uma câmara dos próprios feromônios — mas Jungkook jamais imaginou que seria tão complicado assim. Entrementes, ele ainda conseguia ter sua sanidade mental, principalmente com Namjoon bem longe dali, e tal pensamento o fez se apressar para o chuveiro, seu membro até então no meio para ficar duro de novo, desperto como se nunca tivesse se abaixado só de lembrar na presença perturbadora do doce veterano.

Mas assim que seus passos chegaram a sala e já viravam a direita, em direção a cozinha e a porta do banheiro, Jungkook ouviu a apurada presença de outrem como se tivesse acontecido alguma espécie de invocação, e ela era tão predominante, que parecia que os dois estavam no mesmo ambiente, apesar de ambos estarem a vários passos de distância e com uma porta os bloqueando. Mas aquele objeto de madeira não parecia nada já que Jeon se encontrava afetado como se tudo tivesse totalmente embebido pelo Kim no escuro, seus sentidos apurados com a lua cheia e o som de passos meio torpes no corredor agora meramente silencioso e no escuro do apartamento, fazendo com que sua nuca se arrepiasse e suas narinas se expandissem, o cheiro amendoado e palpável se intensificando e deixando uma bagunça amornada por todo o caminho até sua derme de uma forma tão intensa, que até o mero barulho das chave pareceu enviar um impulso direto para sua virilha ardorosa.

A saliva de Jungkook se tornou em algo espesso e difícil de engolir, formando um nó em sua jugular ressecada pela desidratação, e para piorar a sua situação, a lubrificação natural que já se espalhava por todas as suas pernas, mais estava seca outrora, agora voltava a se condensar entre as suas nádegas, suas carnes tremendo quando a primeira gota escorrera vagarosa entre suas coxas no instante que a maçaneta girou divagar e a porta se abriu.

E Kim Namjoon congelara logo na entrada.

Jungkook notou como seu corpo completamente articulado, até meio desengonçado por sua própria natureza, se tornou duro nos ombros largos por baixo do casaco longo e suas mãos se apertaram em seus lados, o barulho de seu farejar áspero e alto no lugar banhado em quietude, obscuro e apreensão. O ômega se sentia flagrado, mais não conseguia deixar a culpa ou a vergonha o afetar em momento algum, desfrutando das sensações que o bombardiavam como uma chuva torrencial de verão, e ampliando qualquer movimento de Namjoon enquanto os segundos se transformavam lentamente em minutos e nenhum deles ousava nem ao menos a respirar com normalidade.

O veterano grunhiu no entanto, afirmando o que desconfiava desde do primeiro golpe do aroma açucarado e frutado em seus canais ofativos, infestando até seu paladar com uma essência semelhante a de pêssegos amadurecidos, adentrando no cerne de seus ossos a cada respirar.

Jungkook acreditava, que mesmo se quisesse mover o menor de seus músculos, ele não poderia; não com o alfa parado logo na entrada e agora avançando um passo e depois dois, e fechando a porta atrás de si com um baque surdo e oco, mil vezes altivos em seus ouvidos, como uma injeção em seu peito e virilha, que voltara a pegar fogo. O veterano aspirou com profundidade e o outro acreditou que aquele ar chegou até os tecidos mais grossos de seus pulmões, regando suas veias e artérias com vida e levando seu sangue rico em oxigênio limpo até os pontos mais quentes de seu corpo, colorindo a tez dourada com rubro e transformando suas roupas em uma prisão com muitas camadas pesadas, principalmente entre as coxas torneadas naquele jeans justo como o inferno...

Ele deu mais um passo e os olhos aguçados de Jeon viram sua mão ir a caminho do abajur, mais observaram ela também recuar, percebendo que Namjoon se acorvadou quando o calouro soltou um suspiro muito baixo, quase gemido, e se afastou em direção a parede, sua pele descoberta roçando no papel mal colocado e emitindo um farfalhar que fez o alfa engolir em seco, enquanto o ômega arquejava com expectativa de ser visto sem nenhuma peça o cobrindo por sob o amarelo da luz. Mas alguns segundos correram pesados como um rio poluído de pensamentos sujos, e pigarregando, Namjoon se viu forçado a quebrar o silêncio exasperado com uma manifestação aflita demais de nervosismo e porquê não, preocupação?

Pois Jungkook parecia ter entrado no cio e se isso tivesse acontecido enquanto eles conversavam, a explicação para o comportamento estranho do garoto, que mesmo tímido parecia muito frágil, quase quebrando, estava toda nessa questão, e isso também colocava uma nova óptica por sob a afetação repentina que o próprio veterano sentira ao absorver do aroma do calouro pela primeira vez, até mesmo antes de vê-lo em carne e suavidade a sua frente.

Ou era isso, ou o garoto era mesmo a personificação de todos os seus desejos mais fervorosos em algum sonho ainda não visto.

— Jungkookie... seu cheiro... está por todo o apartamento...— Namjoon percebia que sua voz não passava de um lamento, porém não conseguia se preocupar com isso. Ele realmente estava lamentando; lamentando por esta sentindo aquele calor repentino pelo calouro sem conseguir ao menos se reprimir por isso, pois estava gostando, gostando muito.

— Me desculpe, eu não olhei o meu calendário lunar corretamente... Estava nervoso demais com o meu primeiro dia na faculdade — A voz que falava todavia não lembrava nem um pouco aquele timbre baixo que escutara pela manhã, e ouvir a melodia naquele tom, tão cálida quanto uma brisa de primavera e ao mesmo tempo penetrante como uma estigma, fizera Namjoon engolir em seco novamente, sentindo uma fisgada fugaz em sua virilha quando a imaginou gemendo a segundos atrás.

Ele precisava sair ou resolver aquela situação da melhor maneira que poderia, ou da melhor forma que seu controle o deixaria fazer-lo.

Bastava ele respirar o mínino que podia ou evitar sua mente a ter delírios inapropriados... pensou, sabendo que parar as batidas de seu coração seria mais fácil do que isso.

— Você não precisa pedi desculpas...

— O que eu preciso fazer então..?

Namjoon ficou tenso novamente, preso naquele impasse delirante demais para sua própria sanidade e sem perceber avançando um passo para frente como se Jungkook estivesse prestes a lhe dar a resposta para toda a comoção interna que começava a tomar conta de seu corpo, latente com uma vontade de se render a tudo o que o calouro precisava e muito mais, como se ele fosse um náufrago em meio ao mar abissal e Jungkook fosse uma sereia o seduzindo docemente, como um pecado de pele macia e um intenso calor emanando tão forte que atravessava a sala igual a tufão, a potência esmagadora de um soco bem na semi ereção que a todo custo, o alfa tentava ignorar. Ele queria culpar toda aquela submissão de rompante as vontades do ômega como parte de um complô de seus instintos de lobo misturados a muitas décadas a seus cromossomos humanos, mais não poderia fazer isso piamente, já que desde do princípio se viu perdido completamente pelo cheiro e pela personalidade arredia do garoto a sua frente, só não avançando seus interesses, apesar de nem saber quais, pois Jungkook se mostrava muito temente a si, ou talvez a qualquer alfa que se aproximasse demais. Ele iria dar um tempo para adaptação e esse tempo quem ditaria seria Jungkook.

Ele iria esperar o rapaz ir a si de bom grado e assim se iniciaria qualquer coisa que o outro tivesse disposto a se deixar tentar, e Namjoon se daria por satisfeito, mais o que não esperava de verdade era que no cio Jungkook estivesse o arrastando para uma divagação elaborava sobre o que ele precisava e queria, como se soubesse que o veterano estaria disponível para lhe dar, seja o quanto custasse e o que pudesse. Parecia rápido a maneira que o Kim se viu derrotado pelo Jeon, mais ele como sendo um ser consciente de si mesmo e do outro, não podia negar a atração que se fez de imediato. Seria um demasiado tolo e seu Q.I de mais de 135 negava isso.

— Eu não sei o que você precisa Jeon... mas... se me pedisse...

— Você disse que me ajudaria...— sussurrou Jungkook como um demônio tentando seduzir um condenado e Namjoon deu um bom passo em direção aquilo, permissivo e atento a qualquer coisa que o calouro falava, e que soava baixa e arrastada em sua cabeça tonta. — Disse para chamá-lo se precisasse de qualquer coisa...

— Sim, eu disse isso. Basta você pedir, Jungkookie, e posso te ajudar do jeito que desejar faze-lo...

A quietude que se instalou retornou com toda a pressão das palavras que aquela resposta cheia de serenidade e certeza trouxesse para a conversar, aumentando o ruído de respirações superficiais, como se ambos tivessem vociferando e fazendo Jungkook avançar um passo, se desprendendo da parede. Namjoon prendeu todo o ar de seus pulmões quando o calor dele, quase doentio, se tornou insuportável de tão próximo que se encontrava, todas as camadas mais macias e rígidas de seu corpo jovem e torneado cobrindo a sua visão, e isso a somente a um toque de distância, mais o alfa apenas fitou seus olhos em delírio, dilatados em globos negros como pedras de ônix e deixando os seus ares inocentes ainda mais perversos com aquele suor escorrendo de suas têmporas e com aquele cabelo colando em sua testa, clamando para ser afastado. A boca de Jeon estava reluzindo de saliva, meio aberta para absorver o ar para seu peito poderoso e Namjoon se pegou imaginando o gosto daquele fluido em contato com o seu numa mistura intensa de línguas, mais logo fechou os olhos, afastando o pensamento com o desespero de um pecador.

Ele estava em febre, exalando feromônios como uma rajada de tiros. Namjoon não podia se aproveitar daquele momento onde o corpo e hormônios falavam mais alto, mais se fosse sabia que não teria coragem de se negar a Jungkook, sabendo que estava atraído desde de sempre. Porém, mesmo tendo aquela certeza, o pedido que saiu dos lábios do garoto como mais como um choramingo do que como uma frase concentrar, só fez com que os olhos de Namjoon se abrissem enormes em seu rosto e seu corpo tremessem em suas pernas.

— Eu preciso que você me beije, hyung...

O veterano pensou em inúmeras maneira de dizer não, mais o que somente saiu da sua boca foi:

— Não quero parecer que estou me aproveitando de você, por está no cio...

Jungkook pareceu ignorar todas as palavras e convenções ridículas que aquela situação os colocaram quando deu mais passos a frente, rompendo a bolha segura que o outro estava e ganhando ainda mais do espaço pessoal do Kim, seu corpo nu frente a frente com dele completamente vestido, e suas mãos trêmulas de desejo deslizando através dos ombros e se agarrando na gola do sobretudo.

Sua altura quase tão alta quanto a de veterano a ponto de não deixá-lo parecendo um estúpido, o fez perceber que Namjoon ainda estava usando aquela camisa preta e branca de gola larga, e ver a pele corada do outro de novo a nível de seu olhar, foi como um estímulo ainda maior para que Jungkook se colasse a ele, seus lábios dançando muito próximos a tez cor de ocre. O calouro percebeu que o pomo de Adão do alfa não parava de se mexer, engolindo em seco constantemente, assim como uma veia proiminente na jugular, pulsando violenta, disparada com o pulso alto de um coração poderoso. O coração de alguém que tinha genes mais fortes mais que não ditavam a personalidade do Kim.

— Podemos nos preocupar com isso depois, quando você acordar comigo te chupando e o fazendo perceber que ainda quero que me foda pela manhã... — ao final da frase e ainda pairando por sobre as clavículas de Namjoon, Jungkook verteu seu olhar de corça para o dele, esbugalhados de tensão e surpresa, e estreitou ainda mais o enlace em seu pescoço, aproximando os rostos e sentindo as respirações quentes como o ar.

Namjoon queira replicar com qualquer coisa menos indecente, mais sua cabeça não pareceu formar argumentos o bastante para aquela imagem e para debater com um Jungkook tão perto e o avultado por todos os lugares, trabalhando menos ainda quando o garoto lambera os lábios de pêssego e seus dedos atrevidos se embanharam pelo casaco, pescando sua pele levemente úmida de suor na nuca.

Unhas arranharam a pelugem escura bem mais rala ali, o alfa decidiu que aquela era a rompante de tudo, sua garganta emitindo um ruído que lembrava muito um ronronar e sua boca faminta decorando a Jungkook com a fome de seus instintos que borbulharam de alívio. Sua boca acomodou bem os lábios finos do outro e sugou-os até que eles estivessem se abrindo para si de bom grado, a língua logo encontrando a outra numa lambida necessitada enquanto Jeon apertava sua nuca de encontro a ele e seu ombro, tendo um gemido devorado quando o Kim fincou seus aneis em sua cintura nua.

A pele do de cabelos castanhos era brasa sob os dígitos do alfa, e Namjoon grunhiu ainda mais, aprofundando o beijo a ponto do outro ter que se inclinar para trás um pouco, seu pênis duro batendo no cinto grosso no jeans do veterano e o fazendo gemer lânguido quando sentira o atrito do objeto rígido em contato com sua glande sensível.

Ofegante, foi assim que Namjoon o deixara quando o puxou pela nuca, apenas para lhe fazer outra pergunta num sopro rouco de hálito de álcool e de alguma bala de hortelã que ele achou em seu bolso enquanto voltava para casa.

— Você quer ir para o quarto, Kookie-ah?!

Jungkook se esfregara mais em Namjoon, manchando sua blusa bonita de pré gozo, e quase convulsionou quando seus dedos novamente se apertaram em sua cintura, fazendo-o demorar para responder, os olhos mais escuros e selvagens de delete, as bochechas coradas como suculentas maçãs.

— Sim, por favor. Me coloque num lugar maçio e seja áspero quando me foder profundo...

Namjoon rosnou, mordendo os lábios rosados de seu calouro enquanto suas mãos deslizavam possessivamente por seu cóccix, seus dedos deslizando pela fenda de suas nádegas em cócegas e suas unhas ficando na pele dura, porém amena, de sua bunda.

III.

Jeon Jungkook estava ardendo em todas as partes que Kim Namjoon ousava a tocar e as únicas coisas que o jovem ômega poderia fazer era suspirar perdendo o ar de seus pulmões somente para transformá-los em gemidos.

Na verdade, todos os seus sons estavam mal contidos, saindo do gutural de sua garganta como se fosse fraco demais para surporta-lo por trás de seus dentes adoráveis, mordendo os lábios cor de pêssego enquanto seu cheiro impregnante de alguma desconhecida e doce fruta, misturava-se ao do alfa no ar quente como um pecaminoso e denso perfume. Jungkook permanecia nu em toda a sua forma, esparrado e tremendo pela cama sem mais os lençóis embolados, que displicentemente foram jogados no chão, adicionando mais caos a bagunça que era o espaço porém nem de perto se comparando a loucura que o ômega se encontrava.

Perdido, mais ainda longe de ser devastado com toda a lentidão e toda a devoção que precisava, que queria e necessitava, e que o alfa estava mais do que disposto a lhe submeter.

Sua derme queimava em ferormonios que cada vez menos estavam relacionados com a condição de seu cio, e muito mais motivados com o Namjoon e seus olhos pequenos e felinos, que subia em cima de si vagaroso, vidrado e brilhante, agora sem a camisa que foi o delírio do mais jovem pela manhã, mostrando seu dorso por completo em uma uniformidade cremosa e cor de ocre, rutilando clavículas desenhadas e pescoço comprido e peito definido o suficiente para deixar Jungkook salivar para sentir o sabor, a textura; para senti-lo contra o seu.

A medida que a noite se aproximava de seu auge até se dissipar no amanhacer, reluzindo sob a luz dourada de seu abajur e pelo luar perolado do lado de fora, Namjoon sendo um observador por natureza, fizera questão de afastar todas as suas cortinas, os holofotes naturais caindo sobre o calouro e na amenidade de sua tez cheia de músculos firmes e jovens, e desenhados com suavidade, contemplando-o enquanto o arruinava de maneira deliciosa, tentadora, atiçando seus instintos, seus sentidos e o fazendo pegar fogo. Namjoon pairava sob si imperante, beijando sua testa e afastando seus cabelos com os dedos quentes como pontas de fósforos, queimando até contornar a face esquerda de Jungkook e contornar sua mandíbula bem esculpida, os lábios grosseiros deslizando pelo queixo e mordendo uma pele muito próxima ao seu pomo de adão.

O ômega gemeu, desossado, rendido e sentiu a língua amenizando o carinho feito com os dentes, sugando e beijando e passando o nariz pequeno no lóbulo de Jungkook, em seus cabelos úmidos, cravando o aroma na sua mente.

— O que você quer primeiro, Jungkookie..? — a voz dele parecia um trovão quebrando muito intrinsecamente em sua cabeça, o deixando tonto, e Jungkook demorou para responder, até mesmo para entender, o que ele lhe oferecia de antemão, percebendo que o alfa lhe oferecia tudo. Todos os delírios mais perversos de Jungkook abertos em sua mesa, bastava escolher.

No entanto, mesmo assim, o ômega sussurrou:

— Eu quero tudo, Joonie-ah...

A risada de Namjoon estava próxima e ele mordeu as argolas de prata que enfeitava-lhe a orelha, fazendo com ele guinchasse de surpresa, todo o calor que sentira em seu estômago se concentrando em seu pau tremendo e vazando pré gozo.

— Um ômega tão anioso. — Arulhou o mais velho, coçando com os dentes um ponto sensível na linha de sua clavícula e amenizando a pressão com a língua quando ela se coloriu em uma meia lua cor de rosa.

— Sei que você quer tudo, lindo, mais precisa dizer para mim se quer que eu chupe você ou o foda com os meus dedos...

Jungkook gemeu mediante as palavras e mordeu os lábios quando os dedos bonitos de Namjoon captaram travessos um ponto nos ossos agravados em sua cintura, deslizando pela linha esquerda bem feita por seus exercícios e roçando nos pêlos quase inexistentes por baixo do seu umbigo, levando todos os seus pensamentos a uma textura mole e o fazendo decidir não se sabe exatamente como, num suspiro.

— Dedos...

Aqueles sorriso de lábios fechados, que pronunciava as covinhas e parcialmente ocultava o brilho dos olhos, contradizia como uma droga com seus dedos coçando as unhas na carne macia na parte interna de sua coxa, arranhando até atrás do joelho, e apertando o osso enquanto se colocava sentado no meio da cama, batendo perverso nas próprias coxas agora.

— Venha aqui e fique bonito no colo do seu hyung...

— Você vai me punir? — brincou, mais estremeceu ao mero pensamento que agonizou em sua mente, a imagem das mãos grandes de Namjoon deixando a marca do metal de seus anéis em suas nádegas, porém o alfa só sorriu, mais soou sombrio, como se ele tivesse lendo a cabeça de Jungkook repletas de cenas excitantes e aprovasse, aprovasse muito.

— Talvez numa próxima vez... — Namjoon soltou daquele jeito tranquilo, quase calmo apesar de um pequeno tremor persistir no canto de sua boca pecaminosa agora que Jungkook havia se aproximado perto o suficiente dele, toda a vergonha de está exposto enquanto se deitava de barriga para baixo em suas coxas, e dobrava seus joelhos um pouco para aforecer sua bunda, queimando em seu peito e pescoço numa onda de excitação que só fez seu pau se retorcer impaciente roçando no jeans grosso com a pressão do contato, um gemido agudo escapando com o ato, enquanto Namjoon usava das palmas das mãos em seus quadris para ajusta-lo melhor. Ele grunhiu quando pode ver como as nádegas do ômega estava escorregadias, o fluido natural escorrendo deliberado por entre suas coxas e o deixando com água na boca.

Mas Jungkook queria seus dedos primeiros, e Namjoon estava disposto a lhe dar tudo que ele quisesse e do jeito que ele pedisse daquele jeito manhoso e receptivo como um pequeno diabo.

Seu tom era baixo quando o alfa continou:

— Mas isso só depois de eu te levar para jantar, Jungkookie, aí decidimos se vamos comer a sobremesa ou não... — Namjoon deslizou a ponta de dígitos macios por sob os furos no cóccix de Jungkook e os juntou bem no centro, na linha de sua espinha, deslizando-os lentos e deliciosos através de suas costelas e direto para suas omoplatas, refazendo todo o caminho de volta enquanto os olhos do ômega rolavam nas órbitas, maravilhado.

O garoto não estava se importando nem um pouco se vazava por sob o tecido grosseiro e incômodo das calças do outro na tentativa de obter alguma fricção que aplacava o calor que o consumia selvagem, quase doloroso, mais dedos em seus quadris o acalmaram e a sombra de uma boca em sua nuca, e fez estremecer e se tornar ainda mais duro.

— Você quer jantar depois...? Sabe que preciso que me responda, Kookie... — e cheirou seus cabelos suados e bagunçados, arrancando um arquejo abafado enquanto uma mão livre de desprendia de seus quadris e roçavam em seu pescoço, comprimindo um pouco os dedos ao redor para sustentar sua cabeça um pouco.

Namjoon o beijou naquele ângulo desagradável até que ele estivesse mole de novo é só depois que o largou, que Jungkook pôde responder num sussurro falho.

— Oh sim... jantar... sim... agora-a Joonie hyung, só me toque... por favor...

— Eu vou te tocar, sim. Vou te fazer se sentir bem, vai ser gostoso... — dito isso Namjoon usou do comprimento de seus dedos para envolver toda a carne firme e macia de Jungkook, e a apertar com fome, separando as bandas e fazendo movimentos em círculos suaves só para vê-las deslizarem em sons molhados de encontro uma a outra.

Os lábios de Namjoon nunca fizeram jus ao fato de serem uma sina quando praguejaram ao observar o quanto o outro estava úmido, vazando por todos os lados, e ainda se contorcia e se esfregava em suas coxas enquanto seu nome escorria de seus lábios cuspidos e avermelhados. Ele queria devorar o ômega todo, mas Jeon estava gemendo tão bem com seus dedos acariciando suas dobras e rugas imundas de lubrificante que ele não resistiu, empurrando de uma vez até metade dois digitos, o esticando e o enchendo até que ele sentisse os nós em sua borda.

Jungkook estremeceu e arquejou fortemente mediante a pressão mais já estava tão relaxado com as brincadeiras de outrora, que rapidamente se acostumou, recebendo quase de maneira familiar os dedos longos e delgados de Namjoon, e imaginando que eles não podiam ser mais deliciosos do que já estavam sendo, no tamanho e na espessura perfeita para subjugar quase toda sua necessidade. Ele pensou que não podia ser menos do que infernal até eles começarem a trabalhar, saindo e entrando num ritmo vagaroso e insuportavél, expandindo a abertura e cavando suas extremidades fibrosas até que encontrasse seu ponto enervado.

Foi o céu e o inferno quando Namjoon finalmente pressionou aquele lugar que o levou a loucura tão rápido que ele grunhiu arrastado do fundo do estômago quando Jungkook apertou-o, se ajustando para poder abrir as pernas e fazer o ômega ter mais de suas coxas para manter o contato cadenciado de seus quadris. Ele pressionou até lugar repentidamente, com firmeza e precisão, aumentando só um pouco a velocidade de seus dedos e afundando-os completamente somente para desfazer todo o caminhou até gira-los na borda. Namjoon observou com os lábios secos e o pau dolorosamente duro, a frente do jeans marcada de suor e pre- gozo, o ômega se contorcer descontrolado quando ele manteve as pontas enterradas, insistentes, naquele lugar até que a cintura fina de Jeon desenfreassem num comprasse dissimulado, suor escorrendo de suas costas sinuosas e por sob sua pele corada, e sua bunda maltratada por seus apertos com a mão livre, afastando-as.

O alfa maltratou o ômega até que o deixou se perder totalmente em gemidos e súplicas por mais, e quando achou o suficiente, escorregou um terceiro dígito para dentro daquela cavidade quente e aveludada, fazendo Jungkook alertá-lo freneticamente sedento, faminto e ao mesmo tempo tão fraco e espalmou a mão livre num tapa estalado numa das nádegas bonitas do garoto, que não foi o suficiente para deixar uma marca rosa choque intensa, mais colorir a pele mais clara em um tom superficial rosado e sua calcas de uma mancha branca quando gritando e tensionando, Jungkook travou e gozou intensamente. Luzes brancas piscando em seus olhos fechados e pouco ar queimando em seus pulmões e nariz.

— Jungkook...?

— Hm...?

— Você está bem..?

O ômega deu uma risada, fraco, pois se encontrava mais do que bem agora que os pontos brancos haviam se suavizado e todas as vibrações em seu corpo por causa superestimulação pararam assim que Namjoon se retirara dele, o tornando numa massa maleável ainda esticado por sob as coxas descansadas do outro, o pau dele pressionando suas costelas, rígido e volumoso contra o zíper. Era inquietante que Namjoon ainda não tivesse se colocado para fora e o fodido até que seu corpo estalasse por sob seus próprios ossos, mesmo ardendo carmesim por toda a pele do peito magro e com os olhos escuros, encapuzados de prazer, e todo aquele zelo só fez o ômega ficar ainda mais ansioso para ter aquele homem bonito e adorável entre suas pernas, o levando ao paraíso e ao tártaro de diferentes maneiras.

Por isso já se julgando recuperado o suficiente, e meio a contragosto mais por carência pós orgasmo do que por qualquer outra coisa, Jungkook se pôs de joelhos na cama, sua unidade natural se derramando pelos lençóis mais ele não conseguia se importar muito enquanto Namjoon lhe afastava a franja castanha coladas na sua testa.

— Sim, estou muito bem. Só estava me perguntando se você pode usar a sua boca em mim agora, por favor..?

Jungkook sentiu seus dedos lambuzarem a lateral de seu rosto até que ele passasse a umidade ao redor de lábios muito rubros, aquele sorriso de olhos fechados e covinhas salientes apareceu, se sentindo quase flutuar quando foi puxado por um beijo que doía mais que lhe queimava o estômago, e agitava seu pênis ainda rígido. Quando se separaram, Namjoon apenas se deitou nos travesseiros, confortável, e Jungkook franziu o rosto, confusão cruzando seu cenho.

Mas logo o alfa esclareceu, sereno de um jeito que só fazia o ômega ansiar mais por ele.

— Monte meu rosto, Jungkook, quero observar você desse ângulo...

Perdendo o fôlego somente com a idéia de ver Namjoon abaixo de si, usando daquela boca para acomoda-lo tão delirantemente, fez o calouro morder os lábios, contendo um gemido necessitado, contudo, antes dele fazer isso com toda vontade que queria, Jungkook ansiou que o outro estivesse se divertindo ainda mais, então manteve em seus tornozelos descobertos e arranhou suas calças, querendo o livrar daquela mortalha feita de tecido jeans.

— Tire isso primeiro...

— Eu não estou fodendo você com o meu pau em seu cio...

Jungkook apertou os dedos na ondulação com euforia mediante a todo respeito, e ele acabou se questionando se não tinha um fetiche por ser mimado desse jeito, ou se era só a maneira de Namjoon o respeitar, negligenciando do prazer para leva-lo ao seu prazer extremo no mesmo momento.

Aquele gesto quase inexistente em certos alfas, serviu somente para intensificar o seu tesão para com esse em questão.

— Mas você pode se tocar enquanto me fode com a língua, não é Joonie-ah? Não é como se aproveitasse de mim se você fizer isso a si mesmo...

Namjoon se retorcia com os dedos de Jungkook sob si, que aproveitou a distração para insinuar uma masturbação por cima daquelas camadas de pano, mas o outro o parou antes que ficasse gostoso, puxando-o para seu peito e o fazendo derreter por sob pele ardorosa do peitoral colocada contra sua igualmente quente.

— Você tem razão garoto, agora mova a sua bunda bonita até aqui. Quero seu gosto na minha garganta porquê porra, você parece tão bom... — e beijo- lhe no queixo, sorrindo quando apressado, Jungkook se ajustou até está pairando por sobre os ombros do homem, suas mãos suadas coladas a cabeceira de sua cama e seus olhos curiosos, escuros e brilhantes como pequenos botões observando Namjoon trabalhar para abrir e descer sua calças.

O mais velho a puxou só o suficiente para para expor seu membro duro, irritado e sujo de pré gozo para todos os cantos, os cabelos pretos aparados e a pele dourada mais clara naquele ponto. Jungkook gemeu, imaginando aquilo o consumindo de dentro para fora tão cheio que doeria um pouco, como o fizera com os dedos, só que mais força e mais ímpeto, e seu pau se contorceu de novo, somente com sua imaginação.

Tudo piorou ou melhorou quando Namjoon soprou ar quente em sua glande, chamando atenção com um gemido arrastado, deixando seus olhos ainda mais reluzentes com aquela outra maneira que brincar com suas vontades.

— Oh, Namjo-on... — se deixou soltar, escovando os dedos no cabelo do outro, a maciez dos lábios de Namjoon agora beijando e lambendo-lhe a parte interna das coxas enquanto a mão livre apertava uma de suas nádegas, afastando-a e a amassando entre suas unhas aparadas, e criando aspereza nas linhas leves da deliciosa agressão que sofrera antes.

O veterano grunhiu quando aspirou do aroma frutado e doce de Jungkook mais intenso ali, deixando suas coxas grossas tremendo na carne, e o calouro gemeu quando alcançou um dos testículos lisos no mesmo momento que bombeava seu pau com a outra mão. A habilidosa língua de Namjoon molhou o períneo do mais novo e rodeou um dedo em sua própria glande, arrancando um gemido em uníssono tanto de si quando do outro, já sentindo resquícios do sabor dele e ansiando por provar ainda mais o quanto possível.

O alfa afastou sua mão da nádega de Jungkook e a levou até sua cintura, ajustando o ângulo e o fazendo sentar meio brusco em sua boca aberta, sua língua deslizando para provar daquele calor molhado que era aquele ponto em particular do ômega, e lhe tirando um grito afogueado, num misto de surpresa e deleite quando Namjoon parecia que estava o beijando na boca, com toda aquele cuspi, calor e sucção.

Os sons eram altos, escorregadios e sujos, se propagando pelo quarto enquanto Namjoon se masturbava e lambia Jungkook como um homem preso vários dias no deserto, sem nada para beber, e quando o jovem ômega começou a se agitar de encontro aquela língua, o pescoço pendendo para trás e dourado por sob a luz do abajur, a boca a aberta, o alfa sentiu uma fisgada quase dolorosa lhe queimar a virilha e um calor em rajadas lhe enradiar do estômago, indicando que ele estava preste a vir.

Porém, Namjoon estava viciado no gosto de Jungkook, então o fez se levantar um pouco e se sentar quase no seu peito, um pouco acima, empurrando seu pau de uma vez em sua boca e fazendo o ômega estremecer junto consigo ao ser engolfada, o arrastando para perto de outro orgasmo quase sincronizado. Os dedos de Namjoon não eram nada menos do que uma bagunça de pré gozo, lubrificante de Jungkook e suor enquanto o garoto fodia sua garganta fundo o suficiente para ele revirar os olhos, e quando em meio aquela névoa torpe o outro ousou a lhe fitar com os olhos estreitos e a boca aberta, Namjoon grunhiu em volta dele, e as vibrações fizeram as mãos firmes em seus cabelos apertarem e depois soltar junto a mais um orgasmo de junto.

O dele chegou avalassador logo após, manchando sua barriga de sêmen espesso e abundante, e tão intenso que fez seu corpo estremecer por vários minutos até que a última gota caísse, escorrendo para os lençóis quando o outro desceu de si e se prontificou a limpar tudo que podia e soltar gemidos de satisfação com o sabor.

Quando deitou ao lado de Namjoon, parecendo ainda mais jovem, vulnerável e meio bobo, ele sorriu, seu pau finalmente mole descansando em seu abdômen esculpido.

— Que tal um café da manhã juntos, Namjoon hyung?

Suspirando, suado e quase fechando os olhos, o veterano sorriu, recebendo um beijo em uma covinha enquanto era apertado nos braços do calouro, que carente foi se achegando como um filhote, e agora grunhia baixo ao receber um carinho no cabelo molhado, também de olhos quase fechados.

— Parece uma boa para mim...



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