História Just Ride - Dramione - Capítulo 50


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger
Visualizações 594
Palavras 3.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!
Eu sei que estou super atrasada, mil perdões. Como eu disse, os capítulos vão sair quando estiverem prontos, e esse ficou ontem. Então, BOA LEITURA!

Capítulo 50 - Dia Vermelho


    HERMIONE



   Um dia para o casamento, e eu só queria morrer aos poucos.
   A sensação era que havia uma nuvem de borboletas na minha barriga, me deixando tão enjoada que tudo que eu conseguia era beber um drink atrás do outro, sem me preocupar com as consequências. Sabia que no dia seguinte eu estaria de ressaca, com olheiras e expressão de sono, mas àquela altura, eu sequer sabia se ainda haveria casamento.
   Tudo começou naquela tarde. Gina estava comigo na nova casa quando Draco, seguido de Ty e papai, entraram na sala como furacões, prestes a arruinar com a paz que durava tanto tempo. Suas expressões de ódio me assustaram ao ponto de me paralisar onde eu estava, sentada no chão com papéis dos últimos detalhes do casamento entre Gina e eu. Draco tinha uma mancha de sangue na bochecha, mas ao checar rapidamente seu corpo, percebi que não podia ser dele. Os três entraram pela porta, papai rugia com alguém pelo celular, e se afastou com o cenho franzido até a cozinha. Tyler ficou parado no meio da sala, me olhando como se quisesse me falar algo importante. Draco caminhou diretamente até mim, sentando no tapete onde eu estava e me segurando em um abraço tão apertado que me atordoou. Gina saiu discretamente, indo na direção do meu pai.
   — Draco, baby, o que aconteceu? — Perguntei, ansiosa com o comportamento daqueles homens. Ele respirou fundo no meu pescoço, me segurando mais apertado e então me soltou, segurando meus ombros e olhando meu rosto. — O que aconteceu?
   — Pegaram Trent. — Falou ele, em um resmungo rouco. Trent era uma das novas adições à nossa equipe de seguranças da família. Ele estava responsável pela mansão, onde Draco morava atualmente, e onde nossos homens passavam a maior parte do tempo. Se ele tinha sido pego só podia significar algo muito ruim. Por ser do círculo íntimo, Trent sabia de informações sobre rotinas e horários que nos colocavam em perigo se caíssem nas mãos dos inimigos.
   — Mande pegá-lo de volta, Draco. — Murmurei, atordoada. Não podia ter acontecido agora, não um dia antes do casamento!
   — Não, Hermione, você não entendeu. — Draco engoliu em seco. — Achamos Trent em pedaços na frente do prédio Granger. A cabeça estava em uma caixa, e tinha uma marca nela.
   — Que marca? Quem foi?! — Exigi, segurando a camisa dele com o punho. Matarem um dos nossos era ruim, mas provocar espalhando seus restos na nossa propriedade? Não, não aceitaríamos isso facilmente.
   — Tinha um "B" esculpido na testa. Acho que sabemos...
   — Bezz. — Murmurei, levantando em um salto. Ergui as mãos até a cabeça, aturdida.
   Pietro Bezz era nosso novo problema prestes a explodir. Ele era um magnata do tráfico, mas não chegava aos pés da nossa facção, e sabia disso. Ele tentava a todo custo crescer, e em sua mais recente tentativa, lutou para juntar-se a facção que dominava o tráfico do norte do país. O problema era que a facção do norte era inteligente, sabia que eu tinha muito mais a oferecer do que Bezz. Fizemos uma sociedade, o que agora, me fazia chefe do maior negócio do tráfico não apenas no país, mas em boa parte do continente americano. Me fazia perigosa, temida e admirada, e Pietro Bezz odiava isso. Não era nova a minha espera por um passo em falso vindo dele, mas pegar um dos meus homens e deixar a sua marca? Isso era além de afronta, era burrice extrema.
   — Eu quero ele. — Murmurei, sentindo o sangue ferver de ódio. — Eu quero o maldito Bezz na minha frente, e eu quero a pele dele para guardar de troféu!
   — Você não pode. — Tyler resmungou, contrariado. — Sabe disso. Bezz está fora de alcance, ir direto até ele é suicídio.
   — E ir contra mim é o que? — Dei uma risada sarcástica. — Acha que devo deixá-lo sair tranquilo depois disso?
   — Um homem por outro. — Draco disse, me encarando com insistência. — É isso que vamos fazer. Eu e Ty vamos agora até os homens, pegaremos os melhores, e vamos no bar onde tivemos informações que os ajudantes de Bezz passam o tempo. Vamos fazer o inferno cair sobre eles, e então vamos deixar claro o nosso aviso. Ninguém mexe conosco. Pelo menos ninguém que permaneça vivo por muito tempo.
   — Espere. — Olhei para ele, paralisada com a nova onda de medo que percorreu meu corpo. — Não pode fazer isso hoje. Draco, vocês não sabem quantos tem!
   — Temos que ir agora, Hermione. — Tyler discutiu, mas ele gostava do perigo, não entendia o que eu queria dizer.
   — Vocês não sabem se isso é uma armadilha, porra! — Exclamei, exasperada. Meu peito estava tão apertado que dificultava a respiração, me fazia arfar. — E se estiverem esperando por vocês?!
   — Hermione...
   — E se Bezz só queria nos provocar, porque sabia que revidaríamos?
   — Hermione! — Draco segurou meu rosto, os olhos fixos nos meus, mostrando o quanto estava disposto a tudo para proteger o que era meu, o que seria nosso. Respirei fundo, olhando para ele com tanto medo que mal podia pensar. — É o momento certo. Temos que ir, agora.
   — Não pode fazer isso, Draco. Nosso casamento é amanhã, não podemos...
   — Se não fizermos isso, talvez não haja casamento amanhã. — Murmurou ele. — Eu prometo que vou estar na porra do altar para dizer o "Sim" que venho ensaiando há meses, mas eu tenho que ir. Prometi que cuidaria dos seus soldados, e é o que vou fazer.
   — Então eu vou com você.
   — Você fica. — Seu tom era definitivo, não deixando espaço para discussão. — Temos um casamento amanhã, você vai ficar e me esperar. Disse que só cuidaria dos papéis até o final do casamento, não disse? Então faça isso. Confie em mim, baby.  
   — Não posso fazer isso. — Meu estômago se agitava, meu coração batia forte o suficiente para deixar meu peito dolorido. — Não vá, por favor.
   — Jullian está na mansão nos esperando. — Papai entrou na sala, com Gina o acompanhando tão apavorada quanto eu sem dúvidas aparentava. Harvey encarou Draco, obviamente eles tinham uma finalidade juntos. — Chame Daniel, Theodore e quem mais tiver sua inteira confiança. Hoje vamos começar uma guerra.
   — Não, não, não... — Sussurrei, olhando os dois homens que eu mais amava preparados para morrer e matar. Eu não podia perder mais ninguém, eles não entendiam isso?!
   — Hermione! — Meu nome soou como o estalar de um chicote, os olhos castanhos do meu pai agindo como uma corda me puxando para a realidade. Tinha fogo neles, uma intensidade que eu invejara por anos. — Seja a líder. Lidere! Sem medo, ou vamos todos morrer. A coragem dos seus homens vêm de você. Seja uma líder.  
   O silêncio pesou no ar, deixando acusações não ditas em evidência. Eu estava sendo fraca, covarde, e pior ainda, não estava dando aos meus soldados a confiança que eles mereciam. Eu era a rocha deles, o que os mantinha ali, firmes, e agora ia chorar? Cair em desespero por causa de uma afronta? Não os deixaria fazer o que eles prometeram fazer?
   Respirei fundo, lutando para dominar o desespero. Eu era uma Granger, não tinha o direito de desabar.
   — Tudo bem. — Falei, forçando minha voz a continuar calma. — Eu confio em vocês para dar esse aviso a Bezz. Ele não tem ideia do que acabou de atrair. Só voltem para mim, ok? O buffet do casamento é pago por pessoa, eu odiaria perder os dólares que gastei com vocês.
   Tyler deu uma risada gutural, e papai sorriu, orgulhoso. Draco me olhava com uma admiração que me desnorteou, como se mal acreditasse no que via. Papai se despediu de Gina, então me deu um beijo na testa, e saiu com Tyler. Assim que eles saíram Draco me beijou, me segurando pela cintura, me apertando contra ele o bastante para me fazer querer nos fundir até sermos um só. Até ter certeza de que se ele morresse, eu morreria junto. Meu corpo parecia enervado com a presença dele, cada centímetro de mim era atraído por Draco. Um gemido torturado escapou da minha garganta, e me segurei a sua camisa, pedindo a qualquer entidade milagrosa para que o protegesse, olhasse por todos eles. Quando me soltou, eu já lutava por ar, mas ainda não queria largá-lo.
   — Você é inacreditável. — Sussurrou Draco, com a testa colada na minha. — Eu amo tanto você que mal consigo respirar.
   — Volte para mim, Malfoy, ou eu nunca vou perdoar você. — Abri os olhos, vendo-o me observar. Seus olhos cinzas sempre me tiravam a estabilidade, me fazia perder o chão. — Eu te amo.
   Ele sorriu, e então me deixou ali naquela sala, indo em busca de uma vingança que poderia me custar a vida dos que eu amava, mais uma vez.



                                                                   DRACO 



   — Então, quem vai chutar a porta como nos filmes? — Daniel sorria largamente, entusiasmado de forma bastante preocupante. Theo deu uma risada, checando seu M16 com uma naturalidade distraída.
   Estávamos todos na frente do bar, que não passava de um galpão sujo com uma porta velha de madeira. Era quase cômico que Pietro Bezz, que não passava de chefe de uma quadrilha ridícula e desorganizada, tivesse coragem de ameaçar Hermione daquela forma. Tínhamos algo a ensiná-lo, naquele dia. E eu estava disposto a ser um bom professor.
    Virei para Dan, que tinha um par de pistolas nas mãos como se estivesse em um filme de faroeste ridículo. Rolei os olhos, reprimindo um sorriso. Por mais que ele tivesse amadurecido, sempre seria um irresponsável por natureza, mas eu gostava assim.
   — Tudo pronto. — Theo murmurou, com um sorriso maníaco, segurando o M16 como se fosse seu filho. Ele amava aquele negócio, eu não conseguia entender aquela relação entre ele e a arma.
   — Também estamos prontos. — Tyler falou, esperando Harvey caminhar até o meu lado para completar. — Quando vocês quiserem.
   — Não 'vocês'. — Disse Harvey, erguendo os olhos da sua Magnum prateada. — Malfoy é o responsável pelos homens. Quero vê-lo liderar.
   Meu estômago se agitou com aquela ideia, mas eu já não tinha nenhum ódio por ele, no entanto também não morria de amores pelo sujeito. Ele só era... O pai de Hermione. Dei uma risada dura.
   — Está querendo que eu estrague tudo só para dizer que já sabia, não é?
   — Cristo, Malfoy, eu nunca pensaria em fazer isso. — Olhei para ele, vendo o sorriso torto delatar sua verdadeira intenção. Harvey deu uma risada. — Vamos, garoto, é só mais um trabalho.
   — Ok, reúna todos mais perto. — Pedi a Tyler, que acenou. Peguei minha pistola, destravando-a e segurando-a abaixada.
   — Vai entrar só com isso? — Theo perguntou, franzindo o cenho para a minha arma. Sorri, erguendo-a para que ele visse.
   — Foi Hermione que me deu. — Esclareci. — Além disso, tenho treinado bastante com facas. Tenho uma comigo.
   — Claramente meu irmão. — Dan suspirou dramaticamente, com um sorriso.
   — E você tente ficar vivo. — Resmunguei. — Jessie precisa de um pai.
   — Não fale da minha filha, Malfoy. — Danie respondeu, batendo o punho no meu ombro. Theo balançou a cabeça, sorrindo.
   — Você sabe que também é um Malfoy, não é?
   — E você, cale a boca. — Meu irmão grunhiu, ignorando a risada de Theo.
    Todos os homens estavam ao nosso redor, ansiosos, armados, tão mortais quanto uma faca afiada. Harvey me olhava com expectativa, e Jullian observava tudo com a mesma expressão de desinteresse de sempre. Ele acenou quando me viu olhar, como se aquele encontro fosse apenas alguns amigos saindo para beber. Eu estava começando a gostar daquele cara.
   — Vou dizer exatamente a nossa situação. — Falei, recebendo toda a atenção. Ainda não me sentia confortável com aquilo, mas estava me acostumando. Meus ombros estavam tensos, a faca na minha bota parecia pesar dez quilos a mais. — Pietro Bezz é só mais um que quer assumir nossos negócios. A diferença entre ele e os outros é simples: além da total falta de noção, ele também é fraco. Não há muitos deles, não são bem treinados, e isso nos dá uma vantagem. No entanto ele pegou um dos nossos, e é possível que haja baixas nesse trabalho. Mas é o que fazemos, é para isso que fomos treinados, e se alguém nos desafia, é o nosso dever mostrar quem está no controle da porra dessa cidade. Há dezenas deles lá dentro, e eu quero todos mortos até o fim dessa noite. Já fui informado que as mulheres foram discretamente retiradas. — Todos aqueles rostos expressavam uma confiança em mim que me enervava. Se era assim que Hermione se sentia, eu entendia o motivo dela amar comandar aquele negócio. — Entrem lá, lutem pelo que é nosso. Vocês são soldados, hajam como tal. E por favor, evitem morrer; Hermione odiaria isso um dia antes do casamento.
   Risadas ecoaram, e Harvey parecia positivamente impressionado.
   — Mas espera um segundo. — Dan interrompeu, erguendo uma mão. — Ainda não me respondeu quem vai chutar a porta.
   Bufei, exasperado.
   — Sim, Daniel, você pode chutar a porra da porta. Divirta-se.
   Ele foi alegremente até a porta de madeira, pintada a muito tempo de vermelho, agora descascado. Dan sorriu, e então chutou com tanta força que ela se soltou das dobradiças, caindo com um barulho alto. E então tudo se transformou em um inferno.
   Poucas coisas ficaram gravadas na minha memória sobre aquela noite. Mas uma delas foi de pensar que ela duraria para sempre, quando na realidade só passamos algumas horas dentro daquele bar. O cheiro de bebida e cigarro pairava no ambiente, a música baixa era como uma trilha sonora para o massacre. Mesmo enquanto eu atirava, podia perceber coisas que me atordoavam: homens se escondendo atrás do bar, gritos de pânico, choros de dor, pedidos de misericórdia. Mas não havia misericórdia, não estava na nossa lista. Em minutos minha camisa já estava banhada de sangue, minha mão segurava a faca com tanta força que machucava. Uma e outra vez esculpi 'H.G.' nas testas dos homens que estavam prestes a morrer nas minhas mãos, até que minha mente simplesmente parou de achar tudo chocante. Era como se o ato de matar tivesse se transformado em algo tão comum quanto comer ou dormir. Em um certo momento vi Jullian segurar um homem pelo pescoço, arrastando-o por toda a superfície de madeira do balcão e então cravando uma faca no seu peito, tudo isso com um sorriso no rosto. Enquanto isso, Daniel se divertia com os punhos, desistindo de usar as duas armas simultaneamente. Ele estava sobre um homem no chão, socando seu rosto de modo insistente. Theo se divertia com seu fuzil, quase como se estivesse jogando tiro ao alvo.
   E eu... Bom, eu estava ocupado, destroçando um atrás do outro, até sentir algo quente no meu braço. Olhei, confuso, e vi o sangue jorrando do que parecia ser um tiro de raspão. Olhei para trás, mas Harvey já tinha neutralizado o homem com um tiro certeiro entre as sobrancelhas. Ele olhou para mim, acenando para o meu braço como se perguntasse como eu estava. Balancei a cabeça, voltando minha atenção para o restante do bar. Vi um cara atrás do balcão, apontando a arma para as costas de Tyler. Corri até lá, saltando sobre o bar, caindo diretamente em cima do homem. Ele berrou, soltando a arma e tentando segurar meu rosto na intenção de perfurar meus olhos com os polegares. Dei uma risada, minhas mãos se fechando no pescoço dele, vendo-o sufocar, o rosto passar lentamente de corado para um vermelho vivo, e então para roxo. Até os seus olhos arregalarem, vermelhos, me encarando enquanto sua vida se esvaía. A adrenalina deixava tudo tão claro, cada tentativa de respiração, cada batimento lento na sua jugular. E então parou, os batimentos, a respiração, seus movimentos. Tudo que restou foi um corpo sem vida sob mim, e minhas mãos ao redor do seu pescoço. Mas ainda não estava satisfeito, tinha que mostrar para Bezz o que acontecia com quem mexia com a minha mulher. Segurei a camisa do rapaz sem vida, puxando-o até encostá-lo na parede atrás do balcão. Peguei seu braço, abrindo um longo corte no seu pulso, e então com seu sangue desenhei as iniciais de Hermione na parede, tão grande que seria a primeira coisa que Bezz veria ao chegar ali. Agora sim estava perfeito, era o que eu queria. Sorri, me afastando da parede, olhando minha obra de arte. Meu trabalho estava feito, e era a hora de voltar para a minha garota.


                                                              HERMIONE 



   — Eles chegaram? — Gina perguntou novamente, sua voz soando ainda mais ansiosa do que cinco minutos atrás, que foi a sua última ligação. Pressionei o celular na orelha, mexendo o whisky no copo sem muito interesse.
   — Não, ainda não. — Murmurei, o nó na minha garganta apertando ainda mais. — Já se passaram horas, pelo amor de Deus! Era para ter notícias sobre eles, porra! Não pode ter demorado tanto assim, a não ser...
   — Não, Hermione, pare. — Gina interrompeu, angustiada. — Eu queria ter ido com eles, mas Harvey queria que eu ficasse com você. Assim protegeríamos uma a outra.
   — Deveríamos ter ido, nós duas. Ficar sem notícias é uma...
   — Só vamos manter a calma. E me ligue se precisar de algo. — Disse ela. — E pare de beber, pelo amor de Deus! Vai se casar amanhã, droga!
   — Eu sou a porra da noiva. Posso estar com cara de zumbi, e ainda assim todos vão dizer que eu estou linda.
   — Isso porque eles têm medo de levar um tiro, se disserem o contrário.
   — Ah, cala a boca. — Revirei os olhos. — Até mais.
   Encerrei a ligação, colocando o celular sobre a mesa de centro, olhando para ele como se fosse uma relíquia sagrada.
   — Vamos lá, ligue. — Sussurrei, suspirando. — Não morra, droga.
   Encostei a cabeça no sofá, olhando para os cristais do lustre. Precisava dormir, mas nunca conseguiria sem saber que Draco estava bem, assim como Dan, Tyler, papai e até Jullian e Theo. Fechei meus olhos, decidindo relembrar de momentos bons. Draco sorrindo para mim. Me pressionando contra o balcão na cozinha, sua voz suave murmurando: "Eu posso beijá-la agora, se ainda quiser". E mesmo naquele momento, eu já o queria tanto que doía. Lembrei da sensação do seu corpo contra o meu, do fogo que me incendiava quando eu estava com ele. De suas mãos em mim, de nossos momentos no carro... Na Count, no quarto, onde quer que estivéssemos. Lembrei da sensação de perdê-lo, e da euforia em tê-lo de volta. De nossos corpos nus se abraçando, apenas pelo simples fato de querer sentir um ao outro. Sua voz sussurrando que me ama, e de como meu peito vibrava com isso. Recordei de nossas brigas, de como nós dois colocamos toda a nossa energia nas nossas discussões, e da maneira como toda a raiva evapora no momento em que nossos olhos se encontram. Não era mais uma questão de querer, eu precisava de Draco. Ele era meu ar, a pessoa que me fazia querer ser quem eu era.
   O ruído na porta me acordou das memórias. Abri os olhos, saltando do sofá e virando para a entrada, meu coração tão acelerado que eu podia sentí-lo nas pontas dos dedos. O trinco girou, e finalmente a porta abriu.
   — Oh, meu Deus... — Sussurrei, olhando para Draco banhado de sangue, me encarando como se não soubesse bem o que fazer. A camisa estava rasgada, exibindo um ferimento no braço; o jeans azul estava preto de sangue, os braços e mãos pareciam pintados de vermelho. Até no rosto ele tinha manchas, e no cabelo, como se tivesse passado as mãos sujas nele. Mas nada disso me impediu de correr até Draco e me jogar nos seus braços, enlaçando sua cintura com as minhas pernas e afundando meu rosto no seu pescoço. Ele cambaleou, me apertando contra seu corpo, sua respiração pesada no meu ouvido. — Você está bem. Eu sabia que conseguiria, baby, sabia que voltaria para mim.
   — Está tudo bem. — Murmurou ele, caminhando comigo para dentro da casa e fechando a porta. Draco ficou lá, apenas me abraçando, suas mãos acariciando minhas costas.
   — Como estão Dan, papai, como estão todos?
   — Está tudo bem, baby. — Repetiu ele. — Ninguém mais vai sequer pensar em machucar você. — Meu coração parecia centenas de vezes mais leve, e um riso trêmulo escapou dos meus lábios. — Acho que preciso de um banho. — Draco murmurou. — Acabei de sujar você inteira de sangue, desculpe.
   Dei uma risada, descendo do seu colo de volta para o chão. Draco me olhava com uma expressão estranha, mas eu sabia o que era. Lembrava da sensação que tive depois de castigar Jay, da forma vazia como eu me senti. Draco só precisava de todo o amor que eu pudesse dar, e ligo ficaria bem. Segurei sua mão, entrelaçando nossos dedos.
   — Venha, eu vou limpar você.
   Levei-o pelas escadas até o andar superior. Nosso quarto ficava em toda a ala direita, onde uma varanda longa nos dava a visão do mar. Passei direto pelas portas francesas da varanda, ignorando a king size com cobertores pretos, e um espaço de TV e videogames que Draco gostava no canto do quarto. Entramos no banheiro, e lentamente o despi. Não havia segundas intenções naquele gesto, eu só queria cuidar dele. Draco me olhava fixamente, concentrado no meu rosto enquanto eu tirava sua camisa, com cuidado de não machucar seu braço. Baixei o jeans, fazendo-o encostar-se no balcão de mármore branco e me abaixei na sua frente, tirando as botas dos seus pés e o livrando das calças e boxer. Quando finalmente estava nu, me desfiz das minhas roupas e liguei o chuveiro de teto. A água morna caiu sobre Draco, e ele arfou, fechando os olhos e deixando que ela levasse o sangue. Seus ombros relaxaram enquanto eu esfregava seu corpo com a esponja, e seus olhos não desviaram do meu rosto por todo o tempo. Quando ambos estávamos limpos, Draco me puxou para os seus braços e me abraçou forte sob a água, até que estivéssemos prontos para sair dali.
   Depois de nos vestir, finalmente deitamos na cama. Draco se aninhou nas minhas costas, como sempre dormíamos, mas eu queria confortá-lo e não o contrário.
   — Vire-se. — Mandei, e ele hesitou por um momento antes de virar de costas para mim. Passei um braço sobre ele, e deitei meu rosto atrás das suas costas nuas, meu nariz colado na sua pele. Draco riu.
   — Isso é estranhamente bom. — Disse, levando minha mão até os lábios e beijando meus dedos. — Amanhã seremos marido e mulher.
   — Está ansioso por isso?
   — Para dizer que você é minha? Com certeza.
   Sorri, me aconchegando mais a ele.
   — Estou ansiosa pela lua de mel. Uma semana sem armas, sem problemas ou ligações no meio da noite. Cristo, vai ser meu céu.
   — Nada além de sexo e... Bom, sexo já me basta. — Draco murmurou, divertido. — Pronta para dizer sim?
   — Eu já disse meu sim no momento em que soube que te amava. Mas é, estou pronta para o oficial.
   — Isso é bom. Porque eu também estou pronto para isso. — Disse ele. — Eu amo você, baby.
   — Eu também amo você, Draco.
   Sua respiração se acalmou lentamente, mas sua mão nunca deixou de segurar a minha. E por toda a noite eu senti seu cheiro, seu corpo no meu, e senti a certeza de que eu era a porra da mulher mais sortuda do universo.


Notas Finais


Próximo capítulo é o casamento!!
Obrigada pelos comentários!
Sejam bem vindos, leitores novos lindos!
Não deixem de falar o que estão achando, xuxus.
Quem quiser entrar no grupo Dramione, deixa o contato.
Até a próxima, bebês.
Beijão 😚😚


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