História Just The Way You Are - Capítulo 4


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Categorias A Seleção, Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Potter, Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Tiago S. Potter
Tags A Seleção, Amizade, Amor, Casamento, Família, Harry Potter, Monarquia, Rose Weasley, Scorose, Scorpius Malfoy
Visualizações 38
Palavras 2.562
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei com mais um capítulo fresquinho para vocês.

Sei que estou atrasada, desculpem, mas eu simplesmente não conseguia escrever esse capítulo.
Eu pretendia seguir um caminho, mas como não consegui desenvolver tive que seguir por outro que pretendia fazer só mais pra frente, porém eu gostei bastante do resultado e espero que gostem também.

A música do título eu vou explicar lá nas notas finais para não dar spoiler.

Coloquei o mapa de Illéa pra vocês na cada do capítulo para o caso de alguém se como eu e adorar olhar os lugares no mapa, como não sei se vocês têm o Felizes para Sempre pra poder fazer isso, ai tá o mapa para vocês.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Sol da Manhã


Fanfic / Fanfiction Just The Way You Are - Capítulo 4 - Sol da Manhã

Anna chorou, mas não um choro qualquer, um choro de quem acreditava que isso ia mudar a decisão do príncipe.

Ela passou mais tempo chorando do que ele levou para contar sobre sua saída.

Scorpius tentou ser o mais prático possível sem ser insensível, ele ainda tinha que fazer aquilo com mais quatro garotas.

-Senhorita Ross. –ele disse assim que chegaram ao jardim.

-Sim alteza? –ela respondeu com uma alegria exagerada na voz.

-Preciso que sente antes de continuar. –ele indicou o banco de pedra que tinha perto deles e ela se sentou. –É com muita tristeza que eu faço isso, mas infelizmente, é preciso. Anna, nós não temos absolutamente nada a ver. Juro que tentei encontrar ao menos uma coisa, mas infelizmente não somos compatíveis.

-Alteza, não estou entendendo. -ela já estava com uma voz chorosa.

-Antes de tudo isso começar, prometia a mim mesmo que seria sincero com as senhoritas e comigo e acredito que o primeiro passo para isso foi buscar a compatibilidade. Eu e a senhorita somos muito diferentes.

-Mas os opostos se atraem.

-Não nesse caso. Sei que isso deve ser difícil para você, mas faço isso por mim, pela senhorita e pelas demais selecionadas. Preciso ser sincero com todos, por esse motivo, a Seleção acaba aqui para você.

E então ela chorou. Depois de 10 minutos o príncipe pediu que um guarda a acompanhasse até seu quarto e que não saísse do lado dela até que esteja a caminho de sua casa.

A situação se repetiu com Dara Bones e Agnes Ortega. Elas tentavam de todo jeito mudar a decisão de Scorpius, mas ele sabia que estava no caminho certo.

Com Dayse Pollard as coisas foram diferentes.

Ela não chorou, manteve a cabeça erguida, disse que provavelmente choraria assim que estivesse sozinha, mas que entendia o lado dele e esperava que ele fosse feliz.

Depois dessas quatro reações, Scorpius esperava tudo de Felicia Morgan, menos o que recebeu.

Era fim de tarde e eles estavam tomando chá no quarto andar enquanto observavam o por do sol.

-Alteza? –Felicia o chamou.

-Sim? –ele olhou para ela, ainda estava tentando encontrar um jeito de começar o assunto.

-Eu estou fora não estou? –ela o surpreendeu.

-O que te faz achar isso?

-Você se encontrou com cinco garotas hoje e apenas uma delas não está indo para casa nesse exato momento. –ela diz sem desviar os olhos do príncipe.

-A senhorita é muito observadora.

-Qual o motivo das cinco saídas? –a menina perguntou

-Incompatibilidade. –o príncipe suspira.

-Achei que fui a única a perceber que não temos na da a ver um com o outro. –ela disse.

-O que quer dizer com isso? –ele pergunta.

-Aquela conversa no salão, simplesmente não tivemos nada em comum e depois que a Cristal falou sobre ter gostos em comum ajudar só um pouco eu achei que tivesse alguma esperança aqui, mas realmente parei pra pensar se realmente queria casar com alguém que eu não tivesse nada a ver, eu estou desde o Jornal Oficial decidindo se ia pedir para sair ou não.

-Não está triste com isso? Magoada? Não vai dizer que parti seu coração? Não vai chorar?

-Não. Porque sei que não faramos um ao outro feliz. –ela encara sua xícara de chá. –Eu quero um amor de verdade, um arrebatador, inconsequente e que me faça sentir as famosas borboletas no estomago.

-Espero que um dia você sinta isso.

-Espero o mesmo em relação a você.

Então ela se levantou, o abraçou e saiu andando lentamente para o seu quarto, não sem antes se virar para ele novamente.

-Na minha opinião você já sabe quem escolher, só não pode mandar trinta e quatro garotas embora de uma vez. –ela sorriu.

-Eu realmente não sei. –ele diz.

-Você sabe. No fundo, você sabe. Em alguns meses, quando eu voltar para esse palácio para o casamento real eu prometo lhe dizer que já sabia. –ela sorriu. –Boa sorte alteza. –ela sorriu e voltou a andar, deixando no corredor um Scorpius confuso tentando achar uma lógica em tudo que tinha acabado de ouvir.

No Salão das mulheres a tarde foi divertida.

Todas conversavam, faziam jogos e tentavam se conhecer.

Vez ou outra o príncipe chamava uma menina e a mesma não voltava, todas sabiam o que isso significava.

Mas as amigas de Rose estavam interessadas em apenas uma coisa: o encontro dela com o príncipe.

-Sobre o que vocês conversaram?

-Ele puxou a cadeira para você?

-Ele te fez muitas perguntas?

-Ai meu Deus, você foi a única que teve um encontro com ele e não saiu, será que significa algo?

-Ele fica tão bonito à luz do sol como fica aqui dentro?

Rose respondia a cada pergunta calmamente e cada resposta fazia com que viesse uma nova onda de perguntas. As meninas estavam animadas e queriam saber qualquer detalhe do que tinha acontecido.

-Ele é mesmo um sonho! –Mila falou suspirando e se jogando no sofá o que causou risadas em todas as meninas a sua volta.

A conversa se estendeu por toda a tarde e ela com certeza continuaria, porém as meninas foram chamadas para o jantar.

A família real já estava lá quando elas chegaram e eles pareciam muito concentrados em sua conversa e nem perceberam a presença das meninas.

-O que acham que aconteceu? –Sally perguntou.

-Acho que devem estar chateados por ele ter tirado cinco meninas de uma vez. –Wendy falou

-Com certeza não é isso. –Brie falou. –O rei tirou dez na Seleção dele.

-Concordo com a Brie, deve ser algo mais sério. –Luize falou

-Algo relacionado à politica? –Leah especulou.

-Talvez. –Nina falou. –Sabe de algo Weasley? –todas as meninas olharam para Rose que até o momento não estava ligada no assunto.

-Desde que fui sorteada não sei de nada sobre a situação politica que vocês não saibam. Não é como se minha mãe perdesse o tempo de trabalho dela pra me contar sobre reuniões ministeriais. –Rose respondeu sem olhar para nenhuma das meninas. Ela odiava o jeito como as garotas sempre olhavam para ela como se soubesse mais do que todas.

As meninas continuaram a especular sobre o motivo da conversa que a família real estava tendo e Rose simplesmente parou de ouvir tudo aquilo para se concentrar apenas em seu jantar, mas uma pessoa a tirou dos seus pensamentos.

-Ei, não liga para elas. –Cristal falou. –Um dos pontos da Seleção é resistência emocional, não deixa elas destruírem isso em você.

-Eu to tentando, mas é bem difícil quando várias meninas olham pra você como se você tivesse todas as vantagens do mundo e fosse tira-las da competição. –Rose olhou para a amiga. –É horrível estar tão perto, mas tão longe da minha família. Tem vezes que eu só quero sair por aqueles portões e correr até minha casa.

-Vai melhorar Rosie. –Cristal sorriu. –E bem, eu to aqui caso precise de alguém.

-Eu também estou aqui para você. –Rose sorriu de volta para ela.

O jantar durou quase uma hora e quando as selecionadas se retiraram a família real foi para o gabinete para enfim tentar resolver a situação preocupante que tinham nas mãos. Os ministros e os generais Potter e Weasley também estavam lá.

-Podem explicar novamente o que aconteceu? –Draco perguntou

-Nós tivemos um ataque rebelde em Whites. –o ministro Disk falou. –Aparentemente eles destruíram a Central dos Correios, a Prefeitura e a escola, que são os principais prédios públicos da província. No muro da escola estava escrito “Whites foi apenas a primeira”.

-Mas os ataques não aconteciam a mais de trinta anos. –Antares falou. –Por que recomeçar agora?

-Ao que tudo indica eles estão irritados com o sistema. –General Potter falou.

-Mas o sistema nunca esteve tão justo como agora. –a rainha falou. –Todos vão à escola, há ajuda financeira para os necessitados, não existem mais Oito.

-Minha rainha, sabe que as coisas não são tão fáceis assim fora das paredes do palácio. –ministro Lane falou. –A senhora foi uma Seis antes da Seleção e sabe que lá nas províncias as coisas são bem mais difíceis do que aqui. A distribuição nem sempre é feita da forma certa, mesmo com a ajuda de renda, a maioria dos jovens das castas mais baixas ainda precisam ajudar na renda de suas famílias.

-E por ter vindo de uma casta mais baixa eu mesma me responsabilizo pela fiscalização das distribuições. –a rainha respondeu

-Nós sabemos Majestade, mas isso não diminui o desgosto do povo. – o ministro Manson falou. –Eu acho que deveríamos convocar uma reunião com o prefeito de Whites e televisionar tudo visando mostrar para a população que queremos fazer o melhor para todos.

-Não acho que televisionar uma reunião política seja a melhor forma de mostrar nosso interesse para com o povo. –Lorenzo falou. –O povo está ferido, temos que descobrir o porquê, o que causou isso para ai sim combater o mal. Televisionar uma reunião com o prefeito ia apenas diminuir momentaneamente os acontecimentos, mas saber o que eles precisam realmente pode mudar a situação.

-E como sugere que isso seja feito? –Lane perguntou com tom de deboche.

-Com uma reunião popular. Uma assembleia. Todo cidadão de Whites que tenha mais dezenove anos poderá participar e expor sua opinião para a melhoria da situação provincial. Ouviríamos todos que quisessem falar e consideraríamos suas ideias. –Lorenzo respondeu.

-Essa ideia é ridícula! –falou Disk

-Na verdade não. –Hermione falou. –Ela só precisa ser trabalhada da forma certa. Alguns pontos precisam ser trabalhados com cuidado, como por exemplo, quem seria o mediador da reunião, fazer um esquema de segurança, mas tirando esses detalhes é uma ideia incrível.

-Obrigado ministra. –Lorenzo falou.

-Eu apoio o ministro Brice ser o mediador já que a ideia foi dele. –Scorpius falou. –E eu poderia ir representando a família real

-Não pode abandonar a Seleção. –Antares falou. –Eu represento a família real.

-Eu e Harry podemos trabalhar em uma contingencia de segurança ainda hoje. –Ronald falou.

-Quando acham que ficará pronta? –o rei perguntou aos generais.

-No mais tardar amanhã à tarde. –Harry falou.

-Então está resolvido. O ministro Brice, Antares e o General Weasley irão a Whites amanhã para resolvermos esse problema. – o rei falou e os três ministros abriram a boca para reclamar. –Senhores, a situação já está decidida. Agora eu escreverei uma carta para o ministro de Whites avisando sobre nossa decisão. Scorpius precisa decidir se quer contar às selecionadas ou esperar que vejam no jornal pela manhã.

-Já pedi que os guardas as levassem para o Salão Principal, vou descer agora e contar para elas. –Scorpius falou.

-Bem, se é só isso, estão todos liberados. –o rei falou e todos saíram da sala exceto a rainha. –Astória eu estou tão preocupado.

-Relaxa querido, nós vamos resolver tudo. –Astória disse enquanto massageava os ombros do marido.

-Isso é estressante. –ele suspirou enquanto começava a carta para o prefeito de Whites.

-Eu estou aqui para te ajudar. –ela disse se sentando na cadeira ao lado da dele.

As selecionadas foram pegas de surpresa. Nenhuma delas esperava ser chamada no começo da madrugada, a maioria delas já estava de pijamas e pela urgência expressa pelos guardas foram para o salão sem nem se trocar.

Quando chegaram lá alguns guardas estavam nas portas, mas isso não as deixava tranquilas, apenas lhes dava mais medo.

-O que acha que aconteceu? –Maise perguntou para a menina mais próxima dela.

-Não sei, mas com certeza é serio se não ele teria esperado até amanhecer. –Leah respondeu.

-Será que ele já escolheu? –perguntou Nina.

-Não viaja Nina, a competição começou agora. –Mirando falou.

-Aposto que tem algo a ver com a tensão de mais cedo. –Alice falou e causou ainda mais especulações ente as meninas.

Elas continuaram com as especulações por alguns minutos, até que o príncipe entrou no salão e se pós a gente de todas elas.

-Senhoritas, em primeiro lugar eu gostaria de me desculpar com vocês por convoca-las aqui tão tarde, mas infelizmente tenho algumas noticias que me senti na obrigação de lhes dar antes que descobrisse pelo jornal da manhã. Houve um ataque rebelde em Whites. –o príncipe falou e Georgia prendeu a respiração. –Fique tranquila senhorita Le Clair, ninguém ficou ferido, eles atacaram apenas prédio públicos e todos já estavam vazios. Infelizmente acredito que eles não vão parar em apenas uma província. Nós, a família real, juntamente com os ministros e os generais Weasley e Potter já bolamos um plano que possa ajudar no controle dessa situação, por esse motivo amanhã a princesa, o ministro Brice e o general Weasley embarcarão para Whites e tratarão com os moradores, porém, temos que estar preparados para o caso deles não pararem. Os quartos das senhoritas têm passagens para os esconderijos subterrâneos no caso de algum ataque ao palácio, por isso lhes garanto que estão seguras aqui. –ele sorriu para acalmar as garotas. –Vocês têm alguma pergunta? –elas balançaram a cabeça negativamente. –Bem, se é assim eu me desculpo novamente por tira-las de seus quartos tão tarde. Espero que tenham uma boa noite, e por essa noite terá um guarda na porta de cada uma para que se sintam mais seguras. –as jovens assentiram e seguiram para os seus quartos.

Foi difícil dormir. Ninguém falava de ataques rebeldes. Eles não aconteciam a anos e mesmo tendo acontecido tão longe trazia muita insegurança para todos.

Na manhã seguinte ninguém no palácio tinha dormido mais que três horas, todos pareciam muito abatidos e sem vontade de seguir aquele dia, porém um ataque em uma província distante não podia acabar com a rotina do palácio então cada um seguiu para seus afazeres normais.

Na hora do almoço, todos pareciam ainda mais cansados que antes. Ninguém conseguia se concentrar  e focar nos seus afazeres daquele dia.

No fim da tarde haveria um Jornal Oficial especial, mas ninguém precisaria nem ir ao estúdio, apenas Scorpius e seus pais estavam lá junto com a equipe.

-Certeza que quer fazer isso? –Draco perguntou ao filho.

-Não posso aparecer no Jornal apenas para falar sobre como anda a escolha da minha esposa, isso faz parte das minhas obrigações. –Scorpius falou.

-Você ainda não é rei, querido. Não precisa fazer isso. –Astória falou.

-Eu preciso sim.

O produtor chamou o principe, ele caminhou até o centro do palco e respirou fundo, a luz vermelha se acendeu, ele estava ao vivo.

-Boa noite Illéa é difícil vir aqui hoje atualizar vocês sobre a situação do nosso país. –ele olhava diretamente para a câmera, esperava que cada cidadão pudesse sentir a proximidade que ele pretendia passar. –Ontem à noite tivemos um ataque rebelde em Whites. Não houve feridos, mas três dos principais prédios públicos foram destruídos. Todos fomos ameaçados com a declaração dos rebeldes no muro da escola destruída, visando descobrir o que está causando insatisfação em nosso povo para assim tentar resolver esses problemas, amanhã teremos uma assembleia em Whites com a presença do ministro Lorenzo Brice e da princesa Antares, ela será aberta à todos os maiores de idade, todas as ideias e opiniões serão ouvidas e consideradas. Esperamos que dessa forma possamos melhorar a vida de cada um de vocês e evitar possíveis ataques futu... –as luzes foram apagadas, as câmeras desligadas.

Os guardas entraram no estúdio e arrastaram o rei, a rainha e o príncipe até a entrada mais próxima para o abrigo real.

Eles estavam sob ataque.


Notas Finais


E ai? O que estão achando.

Sobre o título: sempre que ouço essa música eu imagino o começo de problemas e é claramente o que teremos daqui pra frente.

Espero que tenham gostado do capítulo.
Desculpa mais uma vez pelo atraso.

Até o próximo capítulo!


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