História Just Two Months - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Amor, Contrato, Jungkook, Namoro Falso, Taehyung
Visualizações 6
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooi! Demorei?

Enfim, como estou de férias, pretendo aparecer bastante aqui, ein. Espero que isso esteja bom o suficiente para servir de "recompensa" ou um presente depois da demora. Sem enrolação, vamos lá!

• Capítulo: Proposta •

°Desculpa qualquer erro°
||Boa leitura||

Capítulo 1 - Proposal


  [________ P.O.V]

 

Meu olhar estava vidrado na tela fortemente clara pela iluminação, não deixando de digitar tudo necessário na página aberta. A papelada não parava de ser impressa na impressora ao meu lado, tal que era enviada pelos outros secretários. A ansiedade de acabar tudo aquilo era imensa, já que não iria embora antes disto. 

Quando se acabaram as palavras da folha de cima, a coloquei na pilha do outro lado, tal que determinava as finalizadas, iniciando a seguinte. 

– ________, telefonema na dois. 

– Secretaria Jeon's, o que deseja? - atendi e apoiei o telefone no ombro. – Seu nome e o caso, por favor, senhora. - deixei o teclado de lado e anotei as informações da mulher num caderno. 

A empresa Jeon's vem de uma longa data, desde 1985, que sempre se tratou de uma mesma profissão: advocacia. O atual administrador e chefe da área é considerado um dos melhores advogados de Seoul, motivo dos telefones tocarem a cada segundo e papeladas com os casos chegarem a nós em grande quantidade. Isso resulta em cansaço, exaustão, pouco horário de almoço, pouca folga, mas um bom salário.

Minha profissão dos sonhos, obviamente, não era essa. Minha real paixão é piano, mas, pela necessidade que estou, tocar uma vez no mês não resultaria bom dinheiro. 

A obsessão por um bom salário se tornou imensa pela minha mãe, que se encontra internada, aguardando uma cirurgia. Faço de tudo pra receber adiantado ou fazer um bom serviço, já que ainda faltam duzentos mil para fazerem o procedimento. 

– Iniciaremos as papeladas e organizaremos o debate no júri o mais rápido possível. - arranquei a folha do caderno. – Obrigada pela preferência. Tenha um bom dia. - desliguei. 

– ________? - ergui a cabeça, vendo a coordenadora do andar em frente à minha mesa. – O senhor Jeon lhe aguarda na sala dele. - franzi o cenho. 

Não me preocupei, já que o assunto poderia ser sobre meu pagamento adiantado, no qual ele sabe muito bem o motivo. Acredite, ele é de longe um daqueles chefes babacas e arrogantes, mas também não se é lá essas coisas. Fatos que posso confirmar: ele é lindo, tem um bom gosto para as coisas e se importa com seus funcionários. 

Sua sala era no sexto andar; eu estava no quarto. Aqui tudo era organizado pela capacidade de trabalho e valor estimado em pagamento: no primeiro andar eram os novatos; no segundo, os estagiários; no terceiro e no quarto, eram todos com experiência maior, assim como eu; e no quinto eram aqueles que tinham interesse na advocacia. Então, analisando tudo, pode-se dizer que estava em uma ótima posição, tanto de desempenho quanto de lucro. 

Enquanto me dirigia ao elevador, fiquei pensando nas possibilidades de o assunto não ser meu pagamento adiantado. Eu poderia ter feito algo de errado, levaria um sermão ou até uma demissão. 

Me bateu desespero. Eu definitivamente não podia ser demitida!  

Antes daqui, eu arrumei emprego em três estabelecimentos e nenhum deles deu certo. O máximo que eu sobrevivia lá dentro era um mês. Estou aqui há três e, mesmo quando conseguir pagar a cirurgia da minha mãe, continuarei aqui para construir minha vida. 

Quando a voz feminina da máquina de ferro indicou o sexto andar do prédio, eu acordei pra vida. Senhor Jeon me esperava em sua sala e isso havia se tornado preocupante. 

– Respira, ________. - respirei fundo, seguindo até o final do corredor. – Está tudo bem. - apertei o passo, até chegar na última porta. 

Suspirei, antes de dar duas batidinhas na madeira escura. Segundos depois, um 'pode entrar' de uma voz máscula soou longe da porta. Relaxei os punhos e mexi o pescoço, pressionando a maçaneta lentamente, abrindo a porta. 

– Com licença, senhor Jeon. - encostei nela e empurrei para trás, a fechando. – Me chamou?

– Oh, sim. - virou-se para mim. – Quero falar com a senhorita. 

Sua atenção estava à uma prateleira de livros, onde remexia e observava a capa de alguns, como se nunca tivesse os visto. 

– Sente-se, por favor. - deu passos largos até sua mesa. – É um assunto meio… duvidoso. - sentou-se em sua poltrona. 

– Aconteceu… alguma coisa? - sentei-me também. 

– Na verdade, o assunto seria seu pagamento adiantado. - suspirei de alívio. – Mas eu preciso de um favor. 

– Que tipo de favor? Se for para ficar até mais tarde, horas extras ou até nos finais de semana, eu

– Não é nada disso. - inclinou-se, apoiando os cotovelos à mesa. – Como deve saber, estou solteiro, e meus pais e avós exigem que eu tenha uma namorada. Inventei uma garota na minha cabeça há um tempo, só para distraí-los e pararem de encher o saco, mas eles querem que eu a leve para um jantar com eles, hoje à noite. 

– Tudo bem, mas… onde eu entro na história? 

– Quero que seja minha namorada. - arregalei os olhos. – Claro, de mentira e com um contrato. Seu salário aumentaria e eu poderia lhe ajudar com a sua mãe. 

– Espera! - balancei as mãos em frente ao rosto, fechando os olhos. – Você está me pedindo para ser sua falsa namorada para agradar o seus familiares. Meu salário aumentaria, me ajudaria com a minha mãe e… - o olhei. – Não. 

– O quê? Mas por quê? 

– Isto está fora de cogitação. Além do mais, por quê eu? 

– Porque você é a única daqui que não dá em cima de mim. - riu. – Parece exagero, mas todas dão. Em você eu vejo bondade, beleza, inteligência e nem um pouco de interesse. Se eu levar uma sendo o oposto disso, estaria mentindo sobre as características que dei e continuaria na minha saga. 

– Senhor Jeon, me desculpe, mas isso é loucura. - levantei, pronta para sair da sua sala. 

– Certo, terei de apelar, então. - pareceu parar pra pensar. – Cortarei seu salário por seis meses. - parei de andar. – E será rebaixada para os estagiários. - virei-me para ele.

– Não pode fazer isso! 

– Sim, eu posso. - veio até mim. – ________, eu imploro. Não precisa ser por tanto tempo, já que inventei o namoro há meses. No contrato que fiz, o período é de dois meses. - respirei fundo. – No meio dele, pagarei a cirurgia da sua mãe. 

– Não preciso disto. É só eu acumular o salário e–

– Eu sei que faltam mais de duzentos mil. - tocou meus ombros. – Seria minha oferta em troca. 

Parei pra pensar: eu realmente faria isso? Todos iam passar a me ver como 'a namorada do dono da empresa Jeon's' e eu detesto ser o centro das atenções. Mas suas chantagens me colocaram contra a parede, e só conseguia pensar nas consequências viradas à minha mãe. 

– Eu só vou fazer isso pela minha mãe. - suspirei. – Só dois meses, e nada mais. 

– Isto basta. - sorriu. 

Voltei a me sentar, enquanto ele remexia as gavetas de sua mesa. Tirou uma pasta preta de uma delas, a abriu e logo retirou uma folha digitada. Suspirou e me entregou a mesma, deixando-me perceber de que se tratava do contrato. 

– "Este contrato equivalerá por dois meses, período dado ao namoro. Não será permitido nenhum relacionamento externo, já que seria considerado traição. Beijos, carícias e relacionamento sexual também não serão necessários, caso aconteça, será por vontade própria de quem fizer tal ato." - franzi o cenho e o olhei. 

– O quê? É bom relembrar.

Suspirei e neguei com a cabeça, voltando a ler os termos da folha. 

– "Ninguém poderá saber da verdade sobre este relacionamento, ou seja, não é permitido revelar que se baseia num contrato, evitando polêmicas e mal olhados. No fim dos dois meses, a história será que o relacionamento chegou ao fim, obviamente, sem prejudicar o outro com histórias envolvendo traição." - olhei para os espaços de assinatura. – É só isso? 

– Quer acrescentar algo? 

– Não irá mudar de ideia sobre a cirurgia, já que não está aqui, né? 

– É claro que não. Pagarei no meio do seu acordo, assim fazendo minha parte. - piscou para mim. – Se não tem nenhuma reclamação ou pedido… - me esticou a caneta. 

Pensei mais uma vez, mas tudo seria por um propósito. Fiz minha assinatura e finalizei com um coração ao lado, o que o fez rir. Ele puxou a folha para si e também assinou. 

O que eu estava fazendo? 

– Agora sim, nós namoramos. - sorriu e eu retribui da mesma forma. 

Pensando bem, não seria tão ruim. Poderia não acontecer nada, mas Jeon, sem duvida alguma, não é de todo mal. Como já disse, ele é bonito e bondoso, tem um bom gosto para as coisas… eu definitivamente não estava num buraco sem fundo. 

– A propósito, sobre o jantar… 

– Ah, sim. - levantou para pegar água. – Me dê seu endereço e esteja pronta às sete. 

Peguei um pedaço de folha cortada em quadrado em um pequeno pote com algumas delas, deixando meu endereço e número de telefone ali. 

– Não precisa se arrumar muito. - jogou o copo plástico no lixo, depois de beber a água. – Só use algo mais formal, acredite, minha mãe consegue ser insuportável se ver algo que não goste. 

– Um vestido? - me olhou. 

– Ela gosta de vermelho, caso tire sua preocupação. - voltou a se aproximar. – Não fique tensa, ela vai gostar de você. 

– E como sabe? 

– É impossível não gostar de você. É carismática, gentil, bondosa, bonita, se preocupa com os outros, coisa que vem sendo difícil hoje em dia. - puxou ar entre os dentes e riu. – Por que está vermelha? 

– Como quer que eu fique com todos esses elogios vindo do senhor? - coloquei as mãos nas bochechas, sentindo-as quente. 

– Oh, sim. Não me chame de senhor, só Jungkook. - se inclinou e apoiou as mãos nos braços da minha cadeira, fazendo-me recuar pela aproximação. 

– O que está–

– E se pedirem para nos beijamos? - sussurrou. – Uma das primeiras coisas que irão perguntar é se eu peguei alguma mulher na rua e arrastei para lá, o que pode ser considerado um 'sim'. 

– A gente inventa alguma coisa… - evitei olhar em seus olhos. – Eu… posso ir? 

– Pode. Mas antes… - se afastou e eu suspirei de alívio. – Minha mãe falou que isto era um presente dela à nora, há um tempo. Como agora tem você, acho melhor usar hoje à noite. 

Foi até uma porta de vidro num tipo de estante e pegou uma sacola, trazendo à mim. Quando chegou perto, tirou apenas uma caixa preta de veludo dali, abrindo-a. 

– Uou! Isso é pra mim? 

– Bem, ela consegue ser exagerada em quesito 'conquistar com dinheiro'. E é por isso que meus pais são casados. - riu. – Coloque. - pegou o colar de jóias.

– Jungkook, eu–

– Sem negações. Vire-se. - colocou a sacola e a caixa na mesa. 

Fiquei de costas para ele, erguendo o cabelo pra facilitar. As jóias gélidas encaixaram perfeitamente em meu colo, fechando facilmente na nuca. Jungkook me guiou ao banheiro em sua sala, deixando-me na frente do espelho. Soltei o cabelo, completamente encantada com o colar, passando a mão nas pedras, apreciando à mim mesma. 

– Gostou? - ajeitou meu cabelo, também me olhando pelo espelho. 

– É lindo. - sorri, boba. – Mas eu não posso aceitar, Jungkook. Isso deve custar os meus dois rins. 

– Não se preocupe com isto. Sem contar que ela me mataria se soubesse que não lhe entreguei o colar, ou ficaria espantada por não ter aceitado, embora tivesse falado do seu mínimo interesse por quanto custa. - fez um breve carinho em meus braços. – Entende o que eu digo? A maioria sairia daqui exibindo ele para todo mundo, não deixando de falar a média do preço. 

– Obrigada. - sorri. 

– Está dispensada. Pegue suas coisas e pode ir embora. - sorriu fechado. – Seu endereço...

– Deixei na mesa, junto com meu número. - apontei para lá. 

– Ótimo. Agora eu tenho que buscar uma coisa, se importa se eu lhe deixar aqui? 

– Não, já estou indo. Fecho a porta quando for. 

– Até mais tarde, ________. - beijou minha cabeça e saiu do banheiro. 

Isso tudo parecia surreal, uma novela. Mesmo sendo de mentira, me sentia nas nuvens. Essa sensação de aconchego era tão boa, e acho que estava disposta à continua-lá, mesmo sendo pela minha mãe. 


Notas Finais


Foi isso, espero que tenham gostado.

Até mais! Amo vocês ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...